Ana Maria Primavesi
🌊 As principais realizações, ideias, técnicas e contribuições de Ana Maria Primavesi para a agroecologia no Brasil
Ana Maria Primavesi, uma das principais pesquisadoras da agroecologia e agricultura orgânica, deixou um legado significativo na compreensão do solo como organismo vivo e sua interação com as plantas. Ao longo de sua vida dedicada ao estudo do solo, publicou diversos trabalhos científicos e livros, incluindo o seminal “Manejo Ecológico do Solo: a agricultura em regiões tropicais”. Alertava para a limitação da adubação baseada apenas em NPK (nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), destacando a importância dos microelementos e as diferentes formas de nutrientes no ambiente. Sua contribuição também abordava o papel das ervas daninhas como indicadores ecológicos da qualidade do solo. Recebeu reconhecimento nacional e internacional, incluindo prêmios e títulos honoríficos, sendo anunciada como Patrona da Agroecologia Nacional em 2014.
“O solo é nossa base vital e de toda a vida em nosso planeta, sem ele não existiria Natureza, nem meio ambiente. Não existe ser humano sadio se o solo não for sadio e as plantas bem nutridas.” PRIMAVESI.
“Ana Maria Primavesi fincou os primeiros alicerces do que se chamou na agronomia de agroecologia,1 uma prática agrícola que mimetiza2 a natureza e que não explora o solo até o seu limite, mas sim lhe recompensa toda a abundância que proporciona.” Instituto de Estudos Avançados (USP).
Ana Maria Primavesi, nascida Annemarie Baronesa Conrad,3 seu nome de solteira, em 3 de outubro 1920 na Áustria, foi uma engenheira agrônoma4 e pioneira da agroecologia no Brasil. Dedicou sua vida ao estudo e à promoção de práticas agrícolas sustentáveis,5 reconhecida por sua contribuição na preservação do solo6 e na recuperação de áreas degradadas;7 suas ideias e técnicas continuam a influenciar a agricultura sustentável no Brasil e no mundo, tornando-a um símbolo da luta por uma relação mais harmônica entre o homem e a natureza.
A contribuição de Primavesi, conforme ressaltado por Gisele Freitas Vilela,8 pesquisadora da Embrapa Soja,9 é notável devido à sua posição singular como a única aluna do sexo feminino10 em sua turma na Universidade de Viena,11 atualmente denominada Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida, Viena (BOKU). Na referida instituição, Primavesi obteve sua graduação em Ciências Agronômicas e Ciências Florestais, bem como completou seu doutorado em Nutrição de Plantas e Solos.12
Sua formação acadêmica na renomada instituição a coloca como uma figura de relevância na história da agricultura brasileira, reconhecida internacionalmente por suas valiosas contribuições para a agroecologia. O artigo de Vilela: “Ana Maria Primavesi entra para as Pioneiras da Ciência do CNPQ” aprofunda a análise da vida e obra de Primavesi, ressaltando sua dedicação à pesquisa e defesa de práticas agrícolas sustentáveis, além de seu papel inspirador para futuras gerações de mulheres na agroecologia.
A seguir, os trechos e citações pertinentes extraídos do artigo:
“Ela dedicou sua vida ao estudo do solo, sua paixão. Solo é vida e é a base da vida. Há muita vida nele e muita dependência dele”. É uma das mais importantes pesquisadoras na área da agroecologia e da agricultura orgânica. A compreensão do solo como um organismo vivo e com diversos níveis de interação com a planta foi uma das contribuições de Ana Maria Primavesi para a agronomia.”
“Ao longo da vida, Ana Primavesi publicou 12 livros e 94 textos e artigos científicos. Ela e o marido foram professores na Universidade Federal de Santa Maria13 entre 1961 e 1974. Neste intervalo, foi realizado um Congresso internacional em biologia do solo e criado o primeiro curso de pós-graduação a nível de mestrado da universidade credenciado junto ao MEC e Capes.”
“Em 1979, Ana lança seu livro-chave, o Manejo Ecológico do Solo: a agricultura em regiões tropicais, após diversos anos de desenvolvimento e discussões com editores e consultores. O livro teve que ser ampliado para 541 páginas e depois para mais de 600. Assim, com 60 anos, o lançamento do livro e o nascimento da primeira neta, dão estímulo à Ana para continuar batalhando, após a morte do companheiro de muitas lutas. Com o livro, Ana partiu para a divulgação de suas ideias, recebendo apoio irrestrito de uma ala da classe agronômica que tentava lutar por uma agricultura mais sustentável e saudável.”
“Ana Primavesi alertava em relação à orientação da adubação restrita ao uso de NPK e ressaltava a importância dos microelementos na eficiência produtiva e na sanidade vegetal. Ela assinalava os prós e os contras das distintas formas e fontes de nutrientes, sua eficiência e aproveitamento pelas plantas, sua ciclagem no ambiente e seus impactos sobre a biologia do solo. Ao tratar desse assunto, alertava para o fato de que a fertilidade do solo não poderia ser compreendida apenas por suas características químicas, já que é intrinsecamente ligada a fenômenos que também se relacionam às propriedades físicas e biológicas.”
“Outra contribuição sua foi a percepção das ervas daninhas como indicadores ecológicos de qualidades físicas, químicas e biológicas dos solos. Quando se aposentou, em 1980, mudou-se para sua propriedade agrícola de 96 ha em Itaí, no estado de São Paulo. Foi pesquisadora da Fundação Mokiti Okada14 e uma das fundadoras da Associação da Agricultura Orgânica (AAO),15 uma das primeiras associações de produtores orgânicos do Brasil. Ao longo de sua carreira, recebeu diversos prêmios, como o One World Award da IFOAM,16 em 2012, além de títulos Doctor honoris causa em diversas universidades brasileiras.
Em 2014, é anunciada Patrona da Agroecologia Nacional, cuja data é o de seu natalício, 3 de outubro. Outros livros importantes são Agroecologia: ecosfera, tecnosfera e agricultura; Manejo ecológico de pragas e doenças: técnicas alternativas para a produção agropecuária e defesa do meio ambiente; Agricultura sustentável: manual do produtor rural; A Moderna Agricultura Intensiva – Volume 1; A Biocenose do Solo na Produção Vegetal; A Moderna Agricultura Intensiva – Volume 2 ; Deficiências Minerais em Culturas, Nutrição e Produção Vegetal.”
Ana Maria Primavesi: a cientista brasileira que encontrou inspiração em Johannes Görbing
No artigo “A extraordinária história de vida de Ana Maria Primavesi“, a geógrafa, professora, escritora e pesquisadora da vida, Virgínia Mendonça Knabben, propõe que a engenheira agrônoma Ana Maria Primavesi foi inspirada por Johannes Görbing,17 apelidado de “O Profeta” devido às suas percepções incompreendidas sobre as relações solo-planta-animais. Essa inspiração levou Primavesi a repensar seus conhecimentos e a aplicar princípios que hoje conhecemos como agroecologia, embora na época não tivessem um nome específico, apenas uma conduta.
A seguir, os trechos e citações pertinentes extraídos do artigo:
“Johannes Görbing era farmacêutico de formação, mas o que o atraía mesmo era a botânica e a química, principalmente a química dos alimentos. Ele andava por todos os lados e observava o comportamento das plantas; umas tinham sido adubadas e várias doenças novas apareciam. Numa outra parte, as plantas tinham se deitado após a chuva, e questionava: por que só algumas? Desenterrava e analisava as raízes e tentava entender o porquê das coisas, num método pouco “ortodoxo”, daí as muitas críticas que recebia.
Annemarie seguia o grupo e prestava atenção naquele homem robusto, cheio de vitalidade, de um entusiasmo contagiante. Görbing não tinha as respostas para suas próprias perguntas e era essa atitude que mais encantava Annemarie. Ele conquistara o seu respeito por sua humildade e porque, em sua espontaneidade, ensinava àqueles estudantes a pensar e a questionar aspectos que nunca cogitaram.
O professor havia residido em Aleppo, no norte da Síria, e fora trabalhar como médico de um regimento, pois um confronto com os turcos seria iminente. Não ocorreu. Mas um episódio despertou sua curiosidade: os turcos, tendo roubado trigo para fazer pão, mostravam-se meio “loucos” com sua ingestão. Görbing questionou-os. Além da curiosidade, havia a responsabilidade de responder como médico de seu regimento: “O que há em seu cereal?”. E descobriu que um fungo e outra planta estavam misturados à farinha. E pensou: se o homem se alimenta das plantas, direta ou indiretamente, e o que sente está diretamente associado ao que come, então era o solo que deveria ser o bem mais precioso de todos, pois dele as plantas retiram os nutrientes e deles depende a saúde em toda a teia alimentar.
Annemarie sorria. Aquela lógica tão simples e tão verdadeira, sutil e arrebatadora a tomavam, e um entusiasmo cresceu em seu íntimo. Tudo era tão simples e lógico, e mesmo assim era um segredo para a maioria. Annemarie nunca mais se desvencilharia daquela experiência, daquele professor e daquela tarde. Arriscamos dizer que ali nascia a grande engenheira agrônoma Ana Maria Primavesi. Foi a partir do contato com Johannes Görbing, “O Profeta”, como o chamavam – justamente porque não entendiam as relações que ele fazia entre solo-planta-animais -, que Ana passou a ressignificar seus aprendizados e a conectá-los, já exercendo o que hoje chamamos de agroecologia, mas que para ela ainda não tinha um nome, somente uma conduta.”
Agroecologia é agricultura orgânica? Por que tem outro nome? Qual o conceito de Primavesi?
“A matéria orgânica serve para agregar o solo. Por exemplo: a agricultura orgânica dá a receita de como fabricar o composto e o aplica em lugar do adubo químico. Para ela, o composto é fertilizante em forma orgânica. A agroecologia pergunta: o que o composto faz no solo? Ele deve agregá-lo formando poros que permeabilizam sua superfície. Portanto, não necessita ser composto mas pode ser qualquer material orgânico, a partir de restolhos e palha até a adubação verde. O que cada um vai aplicar depende das possibilidades de cada propriedade.” Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.
Ana Maria Primavesi – Agroecologia e Agricultura orgânica.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
A política de avestruz na agricultura
Agroecologia é agricultura orgânica? Por que tem outro nome?
A resposta é porque a agricultura orgânica ainda permanece com o enfoque da agricultura convencional. Ela simplesmente troca os agentes químicos por orgânicos, deixa correr as causas e somente combate os sintomas. Ela pode ser ecológica mas também pode ser cem por cento antiecológica, e as receitas que ela obriga a obedecer através de suas normas, são praticamente todas do clima temperado e têm pouca vantagem no clima tropical, a começar pelo composto, que é enterrado, seguido pelo combate de pragas e doenças e à produção de produtos biologicamente inferiores.
A agroecologia tem um enfoque holístico. Vê os ciclos e sistemas naturais que tenta manejar. Por exemplo: erosão, enchente e secas têm sua razão na perda de porosidade da superfície do solo. Portanto, não os combate por curvas de nível, micro bacias, barragens, retificação dos rios e irrigação, mas conserta onde o ciclo da água foi interrompido, isto é, na superfície do solo, que se tornou impermeabilizado e estéril pela falta de matéria orgânica.
A agroecologia não fornece receitas, ela fornece conceitos.
A matéria orgânica serve para agregar o solo. Por exemplo: a agricultura orgânica dá a receita de como fabricar o composto e o aplica em lugar do adubo químico. Para ela, o composto é fertilizante em forma orgânica. A agroecologia pergunta: o que o composto faz no solo? Ele deve agregá-lo formando poros que permeabilizam sua superfície. Portanto, não necessita ser composto mas pode ser qualquer material orgânico, a partir de restolhos e palha até a adubação verde. O que cada um vai aplicar depende das possibilidades de cada propriedade.
O composto é adubo em forma orgânica? Não, ele fornece nutrientes no fim de sua decomposição, mas isso é uma espécie de brinde. Ele deve permeabilizar o solo para a água, o ar e as raízes.
Um sistema radicular extenso e profuso abastece a planta com os nutrientes necessários e ao mesmo tempo dá acesso à água armazenada em camadas mais profundas. Neste sentido o pior que pode acontecer é que se forma uma laje em pouca profundidade. E esta sempre se forma quando o solo é desprotegido contra o impacto de chuva. Mas também o sistema radicular permanece pequeno, muitas vezes atacado por nematoides, quando faltar boro. O boro deficiente quase em todos os solos da região do cerrado é essencial para todas as culturas.
A proteção da superfície do solo é fundamental, seja ela por uma cobertura morta, um plantio adensado, a consorciação de culturas ou mesmo uma lona plástica.
O solo não somente mantém sua estrutura granular mas ao mesmo tempo é mais fresco. Acima de 32 graus C, a planta não consegue mais absorver água. E se uma laje confina a raiz `a camada superficial, durante as horas quentes do dia a planta não consegue absorver água. E em solo sombreado a planta necessita de menos nutrientes, especialmente menos cálcio, zinco e boro. Sabe-se, por exemplo no cacau, que árvores sombreadas têm muito menos doenças do que estas em pleno sol.
Portanto, a agroecologia não trabalha com normas mas fundamentalmente com o solo segundo a antiga sabedoria: Solo doente- Planta doente-Homem doente.
Somente em um solo sadio crescem plantas sadias porque aqui recebem todos os nutrientes que necessitam para formar todas as substâncias a que são geneticamente habilitadas. Estas substâncias não são necessárias para produzir grãos ou frutas, mas elas dão sabor, odor e valor nutritivo que atualmente os produtos convencionais não possuem mais.
A planta que não consegue formar proteínas, mas permanece nos aminoácidos, não forma açúcares de maior peso molecular ou graxos de estrutura complexa e sempre estará sujeita ao ataque de fungos, bactérias, vírus e insetos que existem para decompor o que é fraco, doente, velho e morto para que o jovem e vigoroso possa prosperar. Todos os organismos de decomposição são programados por enzimas para determinadas estruturas químicas.
Quando as plantas são atacadas porque já são doentes e elas permanecem doentes, mesmo se os insetos ou microrganismos foram controlados ou matados como mostram as fotografias Kirlian (na figura, vemos as fotos de um gladíolo que tem sua energia sendo perdida, com as luzes na vertical mostrando a saída da energia da planta).
Como tudo na natureza, também os nutrientes existem em determinadas proporções e se estas forem desequilibradas, por exemplo, por uma adubação elevada de nitrogênio ou um excesso de fósforo, os nutrientes relativos entram em deficiência e a planta pode ser atacada por insetos ou microrganismos. Este desequilíbrio também pode ser provocado por defensivos, como maneb, zineb ou organoforforados ou mesmo por “produtos orgânicos” como calda sulfocálcica ou a calda bordalesa.
Assim, na agroecologia não se procura combater o “parasita” mas sim nutrir melhor a planta. Podemos dar como exemplo o aparecimento dos ácaros. Estes somente aparecem em plantas ou árvores com aminoácidos livres e um acúmulo de açúcares redutores. Quando tratado com calda sulfocálcica, os ácaros morrem mas aí aparecem as cochonilhas. Na agroecologia, tenta-se restabelecer a proteosíntese e transformar esses açúcares de baixo peso molecular. Ou quando aparece a lagarta do cartucho no milho, é porque está faltando boro. A agricultura convencional planta milho Bt para matar as lagartas; na agroecologia se aduba o milho com boro e ela desaparece.
As variedades transgênicas, tanto as RR como Bt continuam com enfoque temático, combatendo sintomas e tentando matar tanto invasoras como parasitas. Porém elas não modificam a situação indicada pelo parasita ou invasor. Assim, o milho Bt, embora limpo das lagartas do cartucho (Spodoptera frugiperda) continua deficiente em boro, a soja RR, embora limpa de invasoras (como como a leiterinha ou amendoim-bravo) que indicou a deficiência de molibdênio, continua com a deficiência, mostrando um número de vagens reduzidas bem como seu número de grãos.
Isso tudo mostra que as variedades transgênicas são livres de parasitas e invasoras, porém os problemas continuam e são somente encobertos. Portanto, não são uma medida para aumentar a produção, mas são somente uma política de avestruz não querendo ver os problemas, que resultam na decadência avançada dos solos, especialmente provocados pela aração profunda e as elevadas quantidades de NPK que desequilibram os outros nutrientes das plantas, causando-lhes doenças.
Referência: Arquivos textos Ana Maria Primavesi. Disponível em: < https://anamariaprimavesi.com.br/category/textos/?fbclid=IwAR1g41v6SFDxP7_y02JOC0drApzeLK0Xjvzaq1qlaLhesjEbr17VhFtSM_c > Acesso em 17 de fevereiro de 2022
Explore o legado de Ana Maria Primavesi – mergulhe em suas obras e descubra um mundo de sabedoria para a sustentabilidade
Livros para Download – PDF
No site oficial de Ana Maria Primavesi, você encontrará uma incrível variedade de livros disponíveis gratuitamente em formato PDF. Essa é uma oportunidade única para acessar informações fundamentais e preciosas sobre agricultura sustentável, ecologia e temas relacionados. Esses livros são uma fonte valiosa de conhecimento, oferecendo insights profundos e práticos para quem busca compreender e promover práticas agrícolas e ambientais mais conscientes. Aproveite essa momento único para expandir seus horizontes e se aprofundar em questões essenciais para um futuro mais sustentável e harmonioso com o meio ambiente.
Agricultura sustentável : Manual do produtor rural
Para ter acesso ao PDF na internet e fazer o download do arquivo gratuitamente, clique: Agricultura Sustentável Manual do produtor rural – São Paulo: Nobel, 1992
Segue o link e uma breve sinopse do livro no site da Amazon: “A autora, pioneira da agricultura ecológica no país, tem como prioridade extrair dos recursos naturais as condições ideais para o desenvolvimento das lavouras, concentrando os cuidados na terra – uma terra boa produz plantas vigorosas e sadias. O trato do solo deve ser biológico-físico (e não químico-mecânico), para preservar o equilíbrio natural e o ambiente, e a produção agrícola deve se adequar a cada agro-ecossistema. Um verdadeiro manual do produtor rural, este livro mostra como analisar e preparar a terra, tratar a semente e fazer o plantio, a adubação e a proteção da lavoura. Também ensina a combater pragas, fazer a rotação das culturas e o manejo das pastagens, tudo para obter um lucro maior e uma agricultura sustentável, do ponto de vista econômico social e ambiental.”
Agroecologia, Ecosfera, Tecnosfera e Agricultura
Para ter acesso ao PDF na internet e fazer o download do arquivo gratuitamente, clique: Agroecologia, Ecosfera, Tecnosfera e Agricultura – São Paulo: Nobel, 1997
Nesta obra, “Ana Primavesi mostra que antes de mudar a tecnologia para explorar os recursos naturais é preciso mudar o homem para que use esses recursos sabiamente. Ecosfera, tecnosfera e agricultura não devem entrar em choque; devem harmonizar-se para poderem continuar a proporcionar vida ao ser humano.” Fonte do Texto e da Imagem: Livraria Espiral.
Manejo Ecologico del Suelo
Para ter acesso ao PDF na internet e fazer o download do arquivo gratuitamente, clique: Manejo Ecologico del Suelo – 1982. Idioma: Espanhol. É relevante notar que a cópia em PDF do livro conta com o autógrafo de Ana Maria Primavesi, tornando este momento ainda mais histórico.
“O futuro do Brasil está ligado à sua terra. O manejo adequado de seus solos é a chave mágica para a prosperidade e o bem-estar geral”. Ana Maria Primavesi – PLD Livros Didáticos
O livro “Manejo Ecológico do Solo” é uma obra técnica destinada a agrônomos e profissionais da agropecuária. Escrito por Ana Maria Primavesi, pioneira da Agroecologia no Brasil, o livro aborda questões práticas relacionadas ao solo, como adubação, seca, compactação, erosão e germinação de sementes. Em linguagem acessível, a autora explora as inter-relações ecológicas do solo e defende um manejo sustentável baseado no conhecimento dos seus princípios básicos. Primavesi enfatiza a importância de adaptar as técnicas agrícolas ao clima tropical e questiona conceitos tradicionais, argumentando que é possível obter colheitas elevadas de forma econômica. A obra destaca a vitalidade do solo e a necessidade de cuidar da terra para garantir um futuro próspero e em harmonia com a natureza.



Lista de mais 8 livros de Ana Maria Primavesi disponíveis para download, juntamente com artigos relacionados a cada um deles
Erosão
Erosão: “Um dos problemas de maior importância em nosso século é o da erosão. Este fenômeno sempre se verificou nas terras agrícolas e pastoris quando maltratadas, e a história nos fala de muitos povos desaparecidos cujo perecimento foi devido aos prejuízos causados pela erosão. Mas agora, em nossa era, os danos causados pelo terrível mal estão atingindo grande vulto no globo e o perigo da fome atualmente está muito próximo.” Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.
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Cultura do Milho
Cultura do Milho: “Influência da estrutura do solo e de micronutrientes na cultura do milho.” Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.
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Artigos relacionados a cultura do milho: https://anamariaprimavesi.com.br/?s=Cultura+do+Milho
Cultura do Centeio
Cultura do Centeio: “Artur e Ana Primavesi – Não há cereal menos exigente do que o centeio. Nem a aveia pode vingar em solos tão ruins como aqueles em que ele ainda medra. Somente o trigo adlai (grão tartar) pode concorrer com o centeio, pois o seu período vegetativo é de 8 semanas. O trigo adlai não é cereal, mas da família das poligonáceas e na alimentação humana só serve para fazer mingau.” Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.
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Artigos relacionados a Cultura do Centeio: https://anamariaprimavesi.com.br/?s=Cultura+do+centeio
Cultura da Cana-de-Açúcar
Cultura da Cana-de-Açúcar: “A invasora compete com a cultura pelos nutrientes, em épocas secas pela água e prejudica a cultura por suas excreções radiculares. (…) as raízes excretam substâncias que, como quelatantes, ajudam na absorção de minerais; que atraem uma microflora específica, inclusive bactérias moduladoras e micorrizas; e que defendem seu espaço radicular contra a invasão de plantas com necessidades nutricionais semelhantes.” Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.
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A Cultura do Arroz
A Cultura do Arroz: “O arroz vegeta em diferentes tipos de solo, segundo o tipo de cultura. Por isso não se pode generalizar de modo nenhum qual deva ser seu tipo de solo, porque isso depende principalmente das condições em que a cultura é feita.” Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.
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As Leguminosas na Adubação Verde
As Leguminosas na Adubação Verde. Quais os sete erros que se cometem na agricultura orgânica? Como se deve trabalhar na agroecologia? Entenda as raízes das plantas, dicas para um plantio bem sucedido e como conservar a temperatura amena e a umidade do solo. Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.
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ERROS QUE SE COMETEM NA AGRICULTURA ORGÂNICA
- Trabalham com solos mortos como na Agricultura Convencional, ou seja, com solos compactados e com lajes.
- Somente trocam fatores químicos por orgânicos. Por exemplo, uso de caldas para combater pragas.
- Não se cuida do sistema radicular das plantas.
- Não se protege o solo contra o aquecimento extremo.
- Usa-se matéria orgânica (composto) como adubo.
- Não se cuida da biodiversidade. Plantam-se monoculturas que ou vão dar o mesmo tipo de nutrientes para o solo pela decomposição ou nem isso volta para o solo.)
- Não se protegem as culturas contra o vento.
COMO SE DEVE-SE TRABALHAR NA AGROECOLOGIA
Trabalhar com solos vivos. Solos vivos são agregados (grumosos) e sem lajes duras no fundo do solo para que a água e o ar penetrem facilmente.
Para isso, precisamos de:
- Matéria orgânica na camada superficial como ALIMENTO PARA A VIDA DO SOLO
- Biodiversidade = Culturas mistas ou rotação de culturas ou manejo adequado do mato.
Para manter os solos vivos eles não podem ser:
- Revolvidos profundamente (porque gastam matéria orgânica)
- Nem receber calagem corretiva ou adubação nitrogenada (também gasta a matéria orgânica)
- Nem receber adubação nitrogenada
Estes métodos contribuem para “Matar” os solos.
A matéria orgânica, tanto faz se na forma de composto ou da adubação verde:
- Não pode ser revolvida no solo, somente ficar na camada superficial, assim como acontece na natureza quando as folhas vão caindo e se acumulando na terra. Se revolvida, produz gás metano e gás sulfídrico, que são tóxicos para as raízes.
- Tem de ser a mais diversificada possível, não de monoculturas.
- O importante não é A QUANTIDADE DE NITROGÊNIO mas a BIODIVERSIDADE DA VIDA. Esta sim vai mobilizar e fixar os nutrientes.
- Se o composto tiver NITROGÊNIO DEMAIS (de leguminosas ou de esterco puro), adicione sulfato de cobre.
AS RAÍZES DAS PLANTAS
- Devem ser o mais abundantes possível.
- Devem possuir micorrizas que triplicam o espaço enraizado.
- Não podem ser viradas para o lado ou para cima por um plantio mal feito por transplantar mudas velhas; por ter as bandejas postas no solo ou mesas (as raízes crescem pra baixo e vão para os lados); ou por qualquer impedimento de crescimento como lajes, arames, água estagnada, etc.
- Não podem ser bulbosas e sem radículas (se isso acontecer, falta cálcio).
- Não podem ser muito curtas (se isso acontecer, falta boro).
- Quando as plantas murcham com facilidade e necessitam de irrigação quase permanente é porque as raízes são pequenas e superficiais.
DICAS PARA UM PLANTIO BEM SUCEDIDO:
+ não colocar a bandeja no chão ou numa mesa maciça
+ não usar água suja para irrigação
+ não enterrar a matéria orgânica
+ não irrigar demais
+ não usar mudas passadas e se for, podar as raízes
= colocar 2 bandejas com terra idêntica uma acima da
outra e cortar as raízes – que passam da primeira bandeja para a outra – com um arame ou lâmina fina – antes do transplante.
= usar um pino para fazer um buraco ( não usar o polegar).
= colocar a Matéria Orgânica somente na camada superficial. Não incorporar profundo no solo ou no fundo da cova.
= verificar se tem o suficiente de boro no solo.
PARA CONSERVAR A TEMPERATURA AMENA E A UMIDADE DO SOLO
NECESSITA-SE:
- Uma cobertura viva: policultura, manejo do mato (em hortaliças), plantio adensado ou cobertura morta (mulch);
- Controle do vento, que leva até 750 mm/ano de chuva.
(vento baixa a produção ou exige irrigação permanente)
ATENÇÃO:
Existem plantas que não se dão bem juntas (Alelopáticas). Elas não podem ser usadas em rotação, nem consorciação, nem plantadas na vizinhança.
Por exemplo:
sorgo x gergelim
girassol x tomate, fumo, batatinhas
feijão (ou qualquer leguminosas) x cebola, alho
funcho ou erva-doce x todas as outras hortaliças (menos coentro)
trigo mourisco x trigo
repolho x tomate
etc.
EM-4
Não é um defensivo. Ele melhora o metabolismo das plantas e com isso sua nutrição, tornando-as mais resistentes a pragas e doenças.
BOKASHI
Não age em lugar de nitrogênio químico mas é uma fonte de vitaminas e minerais que mobilizam a vida do solo, que então vão mobilizar nutrientes para as plantas.
O Vírus nas Plantas e o Seu Combate
O Vírus nas Plantas e o Seu Combate: “O tão misterioso e tão falado vírus não é um patógeno vegetal, mas apenas uma deficiência mineral, o que foi provado em dezenas de milhares de estudos e experiências coroadas de sucesso. Ainda existem diversas doenças atribuídas a vírus, não apuradas até hoje, mas os estudos prosseguem e com certeza se descobrirá que também são provenientes de alguma deficiência vegetal.” Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.
Para ter acesso ao PDF na internet e fazer o download do arquivo gratuitamente, clique: O Vírus nas Plantas e o Seu Combate
Artigos relacionados a O Vírus nas Plantas e o Seu Combate: https://anamariaprimavesi.com.br/?s=O+V%C3%ADrus+nas+Plantas+e+o+Seu+Combate
A Cultura do Trigo
A Cultura do Trigo: “Fui chamada numa propriedade onde as subdivisões foram de tal maneira feitos que metade era solo estragado pelo plantio de trigo e onde não crescia mais nada, nem cabelo-de-porco, enquanto a outra era pantanosa. Perguntaram: como vamos manejar agora estes piquetes? Bom, isso eu também não podia dizer, porque não havia maneira de se fazer o manejo.” Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.
Para ter acesso ao PDF na internet e fazer o download do arquivo gratuitamente, clique: A Cultura do Trigo
Artigos relacionados a A Cultura do Trigo: https://anamariaprimavesi.com.br/?s=A+cultura+do+trigo
Livros para Comprar
“É importante ressaltar que as indicações de livros feitas neste site Ecocídio são apenas sugestões. Trata-se simplesmente de uma maneira de compartilhar informações úteis com vocês, meus leitores. No entanto, ao clicar nos links para comprar os livros no site oficial de Ana Maria Primavesi, é possível que haja uma monetização por parte desse site. Acredito que seja justo apoiar diretamente o trabalho dos autores e seus representantes, e encorajo vocês a fazerem o mesmo.”
O grão de trigo
“O grão de trigo” é um conto do livro “A Convenção dos Ventos: Agroecologia em contos”, de Ana Maria Primavesi. Por ser um texto sensível e didático, muito adotado em escolas e cursos de Agroecologia, foi escolhido para ser publicado separadamente, com ilustrações de Veronica Fukuda. Esta publicação reforça a intenção de se ensinar Agroecologia nas escolas, tendo os livros de Primavesi como bibliografia básica.
Você também pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: O Grão de Trigo.
“Você sabia que muitas das nossas comidas como o pão, o bolo e o macarrão são feitas a partir do trigo? E que o trigo é uma planta que, como todas as outras, cresce e floresce por causa das várias substâncias que existem na terra?
A Ana Primavesi foi uma cientista que estudou durante muito tempo todas essas substâncias do solo. Ela viveu 99 anos e passou a maior parte de sua vida trabalhando para que conseguíssemos cuidar bem da terra, e de nós também.
E todas essas substâncias que ela estudou são muito importantes para as plantas crescerem fortes e saudáveis, mas se tiver muito de uma e pouco de outra elas ficam fracas e doentes. Você sabia, também, que no mundo que a gente vive existe um grupo de pessoas que, para ganhar muito dinheiro, explora o trabalho de outras pessoas e a terra, de um jeito que suga dela quase toda sua vida e energia. Com o solo fraco e desequilibrado, eles precisam jogar veneno nas plantas, os agrotóxicos, mas isso vai para nosso corpo deixando a gente doente também. .
Primavesi, além de estudar muito sobre a vida no solo ela também pesquisou formas de cultivar a terra que respeitassem a vida contida ali, de um jeito que fosse possível produzir os alimentos de uma forma saudável – é o que chamamos hoje de Agroecologia.
Além de estudar muito sobre a vida no solo ela também pesquisou formas de cultivar a terra que respeitassem a vida contida ali, de um jeito que fosse possível produzir os alimentos de uma forma saudável – é o que chamamos hoje de Agroecologia.
Neste livro, vamos conhecer a história de um grão de trigo e entender um pouco melhor como dependemos da vida dele e como ele depende da vida do solo. Depois de lê-lo, ficamos pensando em Como podemos contribuir para que a terra seja cada vez mais saudável para que possamos ter plantas e seres humanos saudáveis?”
Solo saudável – planta saudável – ser humano saudável. PRIMAVESI
Micronutrientes, os Duendes gigantes da Vida
Micronutrientes, os Duendes gigantes da Vida “trata sobre um mundo invisível sob os nossos pés. É um mundo cheio de relações, proporções, associações e sobretudo leis, que atuam com o propósito de dar continuidade à vida. Neste universo paralelo, a vida alcança dimensões astronômicas em suas potencialidades.
A palavra micro designa algo muito pequeno em seu tamanho, e os micronutrientes têm este nome porque são muito eficientes em pouca quantidade. É famosa a história da neta de Ana que sofreu com uma anemia severa ao nascer, e que mesmo com todas as tentativas de fazê-la absorver o ferro, isso não acontecia. A solução veio do micronutriente cobalto: faltava apenas um átomo para que ele mobilizasse o cobre, e o cobre, por sua vez, mobilizasse o ferro. Com a adubação certeira da avó, essa menina floresceu. Um átomo, uma proporção, e uma associação que significaram a diferença entre a degeneração ou o resplendor.”
Você também pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Micronutrientes: os duendes gigantes da Vida
“Micronutrientes: os duendes gigantes da Vida descreve o papel dos micronutrientes na dinâmica de vida do solo. Fala-se em micronutrientes não por seu tamanho mas sim por suas proporções quantitativas, mínimas, mas essenciais. Ativadores de enzimas, antagonistas dos macronutrientes, os quais micronutrientes dominam, são responsáveis por colheitas fartas, sobretudo sadias. Em sua falta, as plantas adoecem, e assim “pragas” aparecem para aniquilar o doente, inacabado, primando pela excelência da vida.”
A Convenção dos Ventos – Agroecologia em Contos – Nova edição
“A ciência em forma de prosa.”
Nestes contos, “A Convenção dos ventos – Agroecologia em contos“, “Ana Primavesi desvenda o mundo das abelhas, das formigas, conta sobre a ação dos ventos e das bactérias no solo, bem como o efeito do arado, que desagrega seus grumos. Fala sobre a fotossíntese e a germinação do grão de trigo, que tem sua programação definida. Sensibiliza sobre a questão das queimadas, e a situação do rio Tietê, sensibilizando nosso olhar nestes e outros aspectos.”
Você também pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: A Convenção dos Ventos. Agroecologia em Contos – Série Ana Maria Primavesi
“Por meio destes contos, a renomada Profa. e Dra. Ana Primavesi nos conduz a uma iniciação agroecológica que toca nosso coração e ainda nos faz refletir sobre as ações humanas sobre o ambiente, tendo como foco a agricultura. Com criatividade e imaginação descreve a função de elementos essenciais para as plantas, sua atividade nestas e no solo. Com autoridade discorre sobre o ar, a água e a vida no solo. Ressalta a interação entre os organismos e o ambiente, sempre combinando poesia e ciência.
Todavia, ao se referir ás mudanças ambientais promovidas por ações humanas vislumbra as consequências nefastas e lança um alerta sobre as sequelas decorrentes: com a degeneração da vida no solo seguem a das características físicas e químicas dos solos, seu desequilíbrio e empobrecimento cuja consequência final é a desertificação, a contaminação de rios, a poluição da terra, do ar e da água. E também dos alimentos. Todos esses riscos são exclusivamente direcionados a ocasionar a ruína da vida superior em nosso planeta. É a ciência em forma de prosa.“



Manual do Solo Vivo – Nova edição
Manual do Solo Vivo é um livro básico. “Como Manual, ensina a base de todo conhecimento que se deve ter para se lidar com a terra, cuidando para que esta se mantenha viva e assim possa gerar mais vida. Ana explica de maneira didática as peculiaridades do solo tropical e suas diferenças de manejo com o solo temperado. A cor, o cheiro, a ação do vento, a colocação e ação da matéria orgânica, o exame das raízes, a adubação verde e o plantio direto são alguns dos diversos assuntos tratados pela autora, que tem o incrível dom de cativar as pessoas com sua maneira simples e amorosa de lidar com a natureza.”
Você também pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Manual do Solo Vivo: Solo Sadio, Planta Sadia, ser Humano Sadio
“Um livro primordial que ensina a base de todo conhecimento para se lidar com a terra e para gerar mais vida. A consagrada pesquisadora e engenheira agrônoma explica, de maneira didática, as peculiaridades do solo tropical e suas diferenças de manejo com o solo temperado. A cor, o cheiro, a ação do vento, a colocação e ação da matéria orgânica, o exame das raízes, a adubação verde e o plantio direto são alguns dos diversos assuntos tratados por Ana Primavesi. Manual do solo apresenta o solo composto de vida transbordante.
E é a partir dessa premissa que a autora desvenda o mistério da vida: um solo vivo consegue mobilizar os nutrientes que uma planta necessita e que serão utilizados pelo ser humano, ao contrário do solo doente que gera plantas doentes e suscetíveis à ação de insetos e agentes causadores de doenças. Com isto, a autora comprova que os agrotóxicos prejudicam a natureza e o ser humano, ao mesmo tempo em que não curam a planta doente. Apenas a prática agrícola ecológica, capaz de oferecer alimentos saudáveis, tem como resultado imediato o resguardo da integridade do meio ambiente, garantia básica para a continuidade da humanidade.Um livro para estudantes de agroeconomia e agroecologia, professores, pesquisadores, camponeses e militantes sociais.”
Pergunte ao solo e às raízes
“A autora inicia a obra reforçando os conhecimentos agroecológicos fundamentais para que se possa conduzir sistemas de produção eficazes, produtivos e lucrativos. Depois, conta seus casos, sempre tentando ressaltar a importância de se pensar nas causas que levaram ao problema antes de se pensar no que fazer (o como). Perguntar o porquê antes do como é a chave para o bom entendimento de suas ações no campo.” Até a data da publicação deste artigo, ao tentar acessar o link do livro “Pergunte ao solo e às raízes” na livraria indicada pelo site oficial de Ana Maria Primavesi, não foi possível encontrá-lo disponível. No entanto, o livro está disponível para compra no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Pergunte ao solo e às raízes.
“Ana Primavesi, reconhecida mundialmente pela sua atuação bem-sucedida no campo da agroecologia, com 93 anos de vida e 70 de profissão, consegue trazer de forma clara e simples o sucesso na agricultura, utilizando a visão integrada e sistêmica, ensinando onde medir, onde e como atuar nessa gestão da complexidade agrícola atual, com exemplos práticos.”
“Pimavesi costumava dizer que solo saudável tem resistência natural a pragas e por isso não precisa de herbicidas altamente tóxicos como os que são utilizados em larga escala. Um solo saudável produz plantas sadias, bonitas e de alto valor biológico, muito diferente dos produtos chamados “orgânicos” que encontramos em feiras, sacolões e supermercados. É possível o tratamento adequado e eficiente do solo tropical para torná-lo produtivo com a aplicação de medidas simples, que são viáveis a qualquer agricultor. Mas é preciso conhecer o solo e as necessidades do que se planta nele. Por meio de análise cuidadosa, podem-se descobrir as causas da deficiência da planta e adotar medidas para suprir essa deficiência. Este livro apresenta vários exemplos práticos de culturas comprometidas e os tratamentos utilizados. Frequentemente convocada por agricultores daqui e de outros países, Ana foi capaz de resolver mais de 70 problemas em cultivos diversos, salvando inúmeras economias dependentes do solo.”
Manejo ecológico do solo: A agricultura em regiões tropicais (Edição 2021)
O livro que revolucionou as ciências agrárias no Brasil
Primavesi vinha escrevendo seu livro Manejo Ecológico do Solo desde que deixara Santa Maria e viera morar em São Paulo. Juntou livros, rascunhos e palestras recuperadas, além de toda sua experiência pessoal e de pesquisa. A ideia era fazer com que estudantes e interessados em agricultura entendessem os conceitos e processos naturais, a fisiologia das plantas em solos tropicais, a biologia e a microbiologia do solo, de forma a integrar os processos e dinâmicas que envolviam a vida do solo.
“Nunca tinha havido um livro que tratava solo, plantas, adubação, produção, junto com a biologia e a microbiologia do solo, nessa época quase ignoradas, a não ser por algumas bactérias fixadoras de nitrogênio com que a Dra. Johanna Döbereiner trabalhava. E nunca ninguém tinha ouvido falar de bio-estrutura”, explica Ana. Sua visão da natureza enfatizava a conexão dos processos físicos, químicos e biológicos, numa dinâmica ecológica muito diferente do que se ensinava nas universidades, que preconizavam o uso intensivo de insumos, adubos minerais e tecnologias que davam prioridade à produção, não ao processo, que é a dinâmica entre os sistemas. Pesquisa/Fonte: Manejo Ecológico do Solo – o livro que revolucionou a agricultura tropical.
Você pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Manejo ecológico do solo : A agricultura em regiões tropicais. “Este é um livro técnico e destina-se aos agrônomos de campo e a todos que trabalham na agropecuária e procuram uma resposta a inúmeros problemas que surgem diariamente, como – mau aproveitamento dos adubos, efeito cada vez mais pronunciado da seca, deficiências e doenças de toda espécie mas de controle difícil, compactações e adensamentos do solo, encrostamento da superfície do solo após as chuvas, erosão cada vez mais pronunciada, enchentes, mas também a germinação muito deficiente de sementes, entre outros.”



Capa nova edição 2021
Cartilha da Terra
“Lançado em celebração ao seu centenário de vida, esta obra chega a nós como Cartilha-testamento de Ana, um material no qual devemos nos debruçar e fazê-lo chegar às escolas, para que uma geração se forme consciente da importância da preservação do solo vivo. Vamos conhecer melhor o comportamento das minhocas, o papel dos nutrientes, das enzimas, do fogo, entender a compostagem e conhecer melhor as plantas indicadoras. Um assunto engatado ao outro, num jeito tão Primavesi de nos ensinar: tratando a natureza com o máximo respeito, e sobretudo, amor.”
Você também pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Cartilha da Terra
“Cartilha da Terra, primeiro livro póstumo de Ana Primavesi, é um texto inédito, escrito em 1970, na forma de apostila para extensionistas e produtores rurais, com o objetivo de orientar de forma didática as práticas de recuperação do solo morto e de manutenção do solo vivo. Além das duas partes, “A terra essa desconhecida” e “A terra e o seu trato”, mais um texto histórico foi anexado à Cartilha: “O solo e sua vida”, escrito em 1950, como presente de 32 anos de Artur, marido e companheiro de pesquisa. Esse texto dará origem à obra de referência Ana, Manejo ecológico do solo, com 549 páginas, publicada em 1980.
Primavesi parte do questionamento sobre as concepções dominantes a respeito da terra, seja da população urbana que percebe a “terra que apenas suja os pés” ou dos acionistas do agronegócio que compreendem “a terra como suporte para insumos, sementes e água”. A partir daí, apresenta sua concepção de solo vivo como tese fundamental para a produção agroecológica, descrevendo os elementos principais para a recuperação do solo morto.
A autora demonstra a tese do equilíbrio dinâmico da natureza para a produção agroecológica no solo tropical e conclui, no texto final, com a síntese teórica e prática sobre solo vivo. Um livro-testamento de caráter didático no qual se dirige às camponesas e aos camponeses, aos estudantes de diferentes cursos, às educadoras e educadores, para a tarefa de conhecer e praticar os princípios fundamentais da natureza, garantindo a manutenção do solo vivo e a produção de alimentos saudáveis. Ou nas palavras de Primavesi: “Quem tenta agradar a terra, agrada às plantas.
E quem quer confortar as plantas, conforta a si mesmo, porque elas agradecem com uma produção farta, nutritiva e barata”. Trechos do texto “Outros ainda consideram a terra um organismo vivo, uma parte viva do meio ambiente onde se entrelaçam solo-planta-clima. A terra dá às plantas as condições para crescer; as plantas fornecem à terra matéria orgânica para viver; e da cobertura vegetal que a terra pode manter depende o clima local. Terra de mata é diferente da de pastagem, e esta da de terra de cultura, mesmo se partiram da mesma unidade taxonômica, do mesmo tipo de solo.
Tudo é constituído por ciclos. Cada estágio é importante para que o ciclo se conclua. E tudo que vive em cima da terra é constituído por ela e, por sua vez, a transforma”. “O que atrapalhou a convivência com a natureza foi a palavra bíblica onde Deus disse ao homem: ‘Enchei a terra e dominai sobre ela!’. Mas é de duvidar que este ‘dominai’ significa quebrar todas as leis e destruir todos os equilíbrios e criar o caos. Dominar pode ser dentro das leis, manejando. E dominar pode ser fora das leis, destruindo. Como a destruição nos jogou numa luta sem fim e sem esperança de vitória, é mais do que lógico que tentaremos manejar a terra dentro das leis da natureza”.”
Manejo ecológico de pastagens em regiões tropicais e subtropicais
“Ana Primavesi desde pequena observava seu pai na criação de gado, nas terras que pertenciam à família na Áustria. Quando, já no Brasil, Ana iniciou sua carreira universitária na Universidade Federal de Santa Maria (RS-Brasil), apesar de se dedicar quase integralmente ao manejo biológico do solo e à nutrição mineral das plantas, sempre teve um carinho especial pela pecuária, procurando encontrar causas e soluções para as diferentes dificuldades; desde o manejo do solo, a nutrição mineral de plantas e animais à visão que buscava analisar o conjunto de informações e suas interações.” É um livro 2-em-1, porque foi condensado num mesmo livro o Manejo Ecológico de Pastagens e A Produtividade das Pastagens Nativas.
Você também pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Manejo ecológico do solo : A agricultura em regiões tropicais
“Este é um livro técnico e destina-se aos agrônomos de campo e a todos que trabalham na agropecuária e procuram uma resposta a inúmeros problemas que surgem diariamente, como – mau aproveitamento dos adubos, efeito cada vez mais pronunciado da seca, deficiências e doenças de toda espécie mas de controle difícil, compactações e adensamentos do solo, encrostamento da superfície do solo após as chuvas, erosão cada vez mais pronunciada, enchentes, mas também a germinação muito deficiente de sementes, entre outros.”
Algumas plantas indicadoras: como reconhecer os problemas de um solo
Algumas plantas indicadoras – como reconhecer os problemas do solo: “Quando uma planta nativa aparece em um lugar, é porque todas as condições lhe são favoráveis. Milhares de sementes caem em um metro quadrado do chão, mas somente algumas centenas conseguem nascer e poucas dezenas e até poucos exemplares conseguem se desenvolver. A planta nativa pode servir de “indicadora” porque acusa perfeitamente as condições do solo e do microambiente em que está. São ecótipos, e por elas, podemos “ler” nossos solos, estabelecendo relações múltiplas que nos habilitam a manejá-lo ecologicamente.”
Você também pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Algumas Plantas Indicadoras: Como Reconhecer os Problemas do Solo
“Com este livro didático e ilustrado, Ana Maria Primavesi apresenta as plantas indicadoras de um solo vivo, rico em nutrientes, bem como os solos pobres, com deficiências de minerais e problemas de drenagem de água ou compactação do solo, entre outros problemas. Neste livro, Primavesi ensina, de modo simples e profundo, a observar a natureza e compreender os elementos que compõem a vida do solo. As chamadas “plantas invasadoras” são apenas as plantas que estão adaptadas ao solo e foram retiradas pelo manejo para agricultura. Sempre que possível, essas plantas voltarão a ocupar o solo em que viviam. Com elas, é possível saber como tratar as deficiências do solo para a produção agroecológica.
Quando uma planta nativa aparece num lugar é porque todas as condições lhe são favoráveis. Milhares de sementes caem num metro quadrado de chão, somente algumas centenas conseguem nascer e somente poucas dezenas e até só poucos exemplares conseguem se desenvolver. Não depende somente da presença da semente que uma planta nasça, depende igualmente de micro-organismos, da riqueza ou pobreza química do solo, de suas condições físicas e aqui especialmente de crostas superficiais, do regime de ar e água, da insolação e do uso pelo homem e gado. Por isso fala-se de “ecótipos”.
A planta nativa pode servir de “indicadora” porque acusa perfeitamente as condições do solo e do microambiente. Assim, barba-de-bode (Aristida pallens), capim cabeludo (Trachypogon spp) ou sapé (Imperata exaltata) são plantas típicas de solos periodicamente queimados, muito ácidos, pobres em cálcio e fósforo e com regime hídrico alterado. Capim-seda (Cynodon dactylon) indica solos muito compactados e samambaias solos com teor elevado de alumínio trocável. Todos os capins do tipo Andropogon, como rabo-de-burro, rabo-de-coelho, capim-caninha etc. Indicam solos pobres com problemas de drenagem. E assim cada lugar pode ser identificado pela vegetação ali existente. Na agricultura não se pergunta que planta poderia crer.”



Histórias de Vida e Agroecologia
Ana Maria Primavesi – histórias de vida e agroecologia. Esta é a biografia de Ana Primavesi. “Escrito com a colaboração da própria Primavesi e de toda a família, bem como a de amigos e profissionais da área, este livro mostra a força desta mulher que rompeu barreiras em todos os âmbitos de sua vida, perseverou, lutou e fincou suas bases na Agronomia, tornando-se um dos nomes mais importantes quando se busca por uma prática agrícola ecológica. Leia mais sobre a biografia de Ana aqui mesmo no site na aba: “biografia”, que foi totalmente baseada neste livro.”
Você também pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Ana Maria Primavesi. Histórias de Vida e Agroecologia
“Ana Maria Baronesa Primavesi nasceu em 3 de outubro de 1920, no castelo Pichlhofen, distrito de St Georgenob Judenburg, no estado da Estíria, Áustria, como primeira filha do Barão Sigmund Conrad e sua esposa Clara. Depois de cursar o primário em seu distrito, em 1935, foi para o Sacré Coeur, em Graz, onde foi aluna no internato. Fez os últimos anos do ginásio em Dresden, onde concluiu seus estudos básicos. De lá foi mandada para o serviço Arbeitsdienst, no leste da Prússia, “um grande desestímulo imposto pelos nazistas a quem queria continuar os estudos”, e depois de nove meses entrou na Universidade Agrícola de Viena, que concluiu em 1942.
Doutorou-se em Cultura de Solos e Nutrição Vegetal. Durante o período em que esteve na universidade , foi mandada para Lodz, Polônia, para ajudar na transferência de refugiados judeus durante a guerra e em Metz, Lorena, trabalhou numa fábrica – estas foram imposições do governo nazista aos estudantes. De 1943 até o ?m da guerra, trabalhou no Conselho de Pesquisa da Universidade com pesquisas sobre ar frio. Foi presa como ato de segurança dos ingleses e trabalhou nessa época como intérprete e tipista na FSS (Serviço Secreto dos Ingleses), em um campo de concentração em Wolfsberg.”
A biocenose do solo da produção vegetal & Deficiências minerais em culturas
A Biocenose do solo é “a ação recíproca entre solo-planta-microvida. Neste livro, de autoria de Ana e Artur Primavesi, estas relações se aprofundam e são explicadas de maneira a nos fazer entender como as relações entre todos os processos se dão.” Também é um livro 2-em-1 porque une duas obras em um só livro: A Biocenose do Solo na produção vegetal & Deficiências Minerais em Culturas.
Você também pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: A Biocenose do Solo na Produção Vegetal and Deficiências Minerais em Culturas
“Esta obra foi originalmente publicada em duas partes: Moderna agricultura intensiva volume I – a biocenose do solo na produção vegetal, editado em 1964 pela Editora Pallotti (Santa Maria/RS), e Moderna agricultura intensiva volume II – deficiências minerais em culturas: nutrição e produção vegetal, editado no ano seguinte pelas Oficinas Gráfica da Livraria do Globo S. A. (Porto Alegre/RS). Por serem complementares, juntamos os dois volumes, identificados agora por seus antigos subtítulos. O texto teve atualizações e revisão técnica do engenheiro agrônomo do Primavesi, e acrescentamos também o prefácio de Adilson Dias Paschoal.”
Manejo Ecológico de Pragas e Doenças
Manejo Ecológico de Pragas e Doenças é “um livro que faz a transição da agricultura Convencional à Agroecológica. Neste processo, em que o solo está em fase de recuperação, as plantas ainda apresentam deficiências e com isso “pragas” podem surgir. O livro conduz o agricultor a conquistar sua autonomia no campo, e suas receitas são temporárias. Assim que o solo estiver vivo, nenhuma delas será mais necessária.”
Você também pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Manejo Ecológico de Pragas e Doenças
“Nesta obra de referência na ciência agronômica, a autora de renome internacional cita várias “pragas” e doenças e busca corrigir as causas, ao contrário de receitar venenos que somente atuam nas consequências. Ana Primavesi apresenta uma coletânea de métodos de combate biológico, bem com os melhores métodos de manejo, e ensina como evitar a manutenção do problema.
A cientista explica que as “pragas”, assim chamadas pelos homens, são indicadores naturais da fragilidade da saúde da planta. Insetos e doenças são sintomas de uma deficiência (ou excesso) de nutrientes na planta. “Pragas” não são capazes de digerir plantas sadias, porque não possuem enzimas para digestão de substâncias completas, somente as incompletas.
Da capacidade de se observar a natureza, de entender e interpretar as inter-relações solo-micro-vida-planta-clima, os ecossistemas, as sucessões, os ciclos vitais e os equilíbrios dinâmicos que representam, a agroecologia desponta como única alternativa para a manutenção da vida dos solos e, portanto, da vida de todos os seres contra a devastação provocada pelo uso intensivo de agrotóxicos. Um livro para estudantes de agroeconomia e agroecologia, professores, pesquisadores, camponeses e militantes sociais.”



Lições de Ana Primavesi
Compartilho um vídeo de Ana Maria Primavesi, disponível no canal Globo Rural do YouTube.18 Publicado em 7 de junho de 2012, sob o título “Lições de Ana Primavesi”, este vídeo, apesar de sua curta duração (dois minutos), revela a notável sabedoria de Primavesi, fruto, sem dúvida, de uma mente iluminada. O canal Globo Rural descreve Primavesi como uma pioneira da agroecologia no Brasil, destacando sua crença na necessidade de alimentar o mundo através do cultivo em solos saudáveis. Esta breve, porém poderosa, apresentação captura a essência do compromisso e da visão de Primavesi em relação à agricultura sustentável e à preservação ambiental.
La Vida en el Suelo
A seguir, compartilho o vídeo do canal YouTube Ana Primavesi, intitulado “La Vida en el Suelo” (dublado em português Brasil), e publicado em 13 de novembro de 2021, com os preciosos subtítulos em espanhol (legendas) fornecidos por Angelina Kusano e Dario Gimenez. Este vídeo, apesar das limitações técnicas da época em que foi produzido, resplandece como uma joia rara de valor incalculável. Em minha avaliação, é verdadeiramente uma obra-prima do meio ambiente.
Realizado no estúdio “Solos e Cultura” da Universidade de Santa Maria, sob a direção dos estimados Prof. Dr. Artur Primavesi e Dra. Ana M.C. Primavesi, este trabalho é uma jornada fascinante pela vida microscópica do solo, datando entre os anos de 1963 e 1968. Sob a habilidosa orientação científica da Dra. Ana Maria Primavesi, com adaptação de figuras por Joel Saldanha Orion Mello, pintura de Elycia Doller e Orion Mello, e direção de cinematografia por José Caneda, o vídeo narra a épica batalha das microvidas, íons e raízes vegetais pela sobrevivência.
Este documentário é um recurso que merece ser apreciado e compartilhado, especialmente como ferramenta de educação ambiental. Professores podem considerar apresentá-lo aos seus alunos como um marco na conscientização ambiental, uma fonte valiosa de conhecimento e inspiração. Respeitando todas as referências, créditos e direitos autorais, é uma honra disseminar essa notável contribuição para o entendimento e preservação do nosso ecossistema.
Galeria de Vídeos Automática em Miniatura do YouTube
A seguir apresentamos uma galeria de vídeos, uma lista de reprodução do YouTube. O vídeo do entrevistado é reproduzido ao clicar na miniatura do item ou no título da galeria. Ao proceder à pesquisa, o vídeo aparece adicionado ao topo automaticamente como uma grande moldura. Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.
O ciclo de debates e o(s) vídeo(s) a seguir, são destinados ao público interessado em conhecer perspectivas e alternativas diante das crises sistêmicas. O debate foi realizado por meio online e transmitida pelo YouTube. As transmissões serão realizadas em língua portuguesa (dublados ou legendados). Em relação ao vídeo, e, para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas, estão separados em blocos, onde constam as referências bibliográficas no Canal YouTube.
O texto a seguir esclarece o conteúdo educacional do site objeto de pesquisa. Embora as informações publicadas estejam em português, é possível localizar rapidamente o texto original através do Link de Acesso disponível.
▶ Como o vídeo YouTube é sempre compartilhado?
Para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas no compartilhamento e recursos de vídeos, acessar referências bibliográficas: compartilhar vídeos e canais YouTube.
▶ Qual o fator de para acelerar ou desacelerar um vídeo?
Para controlar como o vídeo é reproduzido, o YouTube oferece um fator de para acelerar ou desacelerar. Para abrir as configurações de vídeo, selecione o botão “Engrenagem/Velocidade da Reprodução” (no canto inferior direito). Depois, clicar e escolher a melhor opção: 0,25 (menor velocidade) e seleção 2 (maior aceleramento).
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Ainda que as informações publicadas estejam em português, é possível encontrar rapidamente a imagem e o texto original, enquanto se encontram, disponível em Link desses sites e Canal YouTube do vídeo publicado. Após assistir ao vídeo, existe a opção de clicar no botão inscrever-se, ativar o “sininho” para ser notificado das novidades, e se tornar um membro oficial do Canal.
Tesouros Auditivos de Ana Maria Primavesi
Uma coleção de depoimentos pessoais que preservam um valioso legado de conhecimento
Importante observar, que os Podcasts, uma forma de mídia digital em crescimento, oferecem uma riqueza de conteúdo auditivo disponível para os ouvintes em todo o mundo. Seja em forma de entrevistas, discussões, narrações ou até mesmo palestras e cursos, os Podcasts são uma fonte valiosa de informação e entretenimento. Transmitidos pela internet, esses arquivos de áudio podem ser acessados e ouvidos a qualquer momento, em qualquer lugar, através de dispositivos como smartphones, tablets ou computadores.
Apresentação dos Podcasts de Ana Maria Primavesi:
PARTE 1: Explorando os Fundamentos da Agricultura Sustentável. Nesta primeira parte, mergulhamos nos fundamentos da agricultura sustentável com Ana Maria Primavesi. De discussões sobre o mamão com as extremidades escurecidas até a importância das árvores e os desafios enfrentados pelos bezerros ao nascer, este podcast oferece uma visão abrangente e informativa sobre os princípios essenciais da agricultura ecológica.
PARTE 2: Práticas Agrícolas Sustentáveis e Manejo do Solo. Na segunda parte, Ana Maria Primavesi aborda uma série de práticas agrícolas sustentáveis e técnicas de manejo do solo. Desde a importância da braquiária decumbes até a diferença entre solos tropicais e temperados, este podcast oferece insights valiosos para agricultores e entusiastas da agroecologia interessados em promover a saúde do solo e o bem-estar das plantas.
PARTE 3: Ecossistemas do Solo e Nutrição das Plantas. No terceiro podcast, exploramos os ecossistemas do solo e a nutrição das plantas com Ana Maria Primavesi. Discutindo tópicos como biota do solo, matéria orgânica e sanidade das sementes, este episódio oferece uma compreensão aprofundada dos processos biológicos e químicos que sustentam a vida no solo e promovem o crescimento saudável das plantas.
PARTE 4: Estratégias para Regeneração do Solo e Agricultura Sustentável. Na última parte, Ana Maria Primavesi compartilha estratégias práticas para regeneração do solo e agricultura sustentável. Desde a importância da matéria orgânica na superfície até o uso de micorrizas e adubação fosfatada, este podcast oferece orientações úteis para agricultores e ambientalistas que buscam promover a saúde do solo e a produtividade agrícola de forma sustentável.
Live “Ana Primavesi e a Agroecologia no Brasil”
É com grande importância que recomendamos a live “Ana Primavesi e a Agroecologia no Brasil“, que estreou no canal YouTube Lutz Global em 20 de dezembro de 2023. Este evento faz parte da playlist ‘AGROECOLOGIA GLOBAL’ e destaca a extraordinária contribuição de Ana Maria Primavesi para o desenvolvimento da agroecologia em nosso país.
Ao longo da transmissão, renomados especialistas, incluindo Virgínia Mendonça Knabben, autora da biografia de Primavesi, e José Maria Tardin, militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, discutem a importância do legado deixado por Primavesi.
Além disso, a participação de Iara Lopes, educadora popular, traz uma perspectiva enriquecedora sobre a aplicação prática dos princípios agroecológicos. A moderação fica por conta de Elenita Malta e Paula Fortini, duas profissionais dedicadas ao estudo e ensino da história ambiental. Inscreva-se no canal Lutz Global para assistir a esta e outras transmissões inspiradoras sobre temas relevantes para a sustentabilidade e o meio ambiente.
Transmissão Especial: Homenagem à Dra. Ana Primavesi – Aniversário e Tributo à Matriarca da Agroecologia
Nesta transmissão ao vivo, disponível no canal YouTube Somos Verdes e publicada em 3 de outubro de 2023, celebramos o aniversário da renomada Dra. Ana Primavesi, reconhecida como a Matriarca da agroecologia no Brasil.
O evento contou com a participação de Virgínia Mendonça Knabben, geografa e que também é autora da biografia da Dra. Ana Primavesi. Além disso, o vídeo inclui depoimentos emocionantes de pessoas que expressam seu apreço e admiração pela Dra. Primavesi.
Reflexões sobre Agrotóxicos e Legado de Ana Primavesi: Entrevista com Virgínia Knabben
Neste vídeo, compartilhado no canal do YouTube “Jardins Comestíveis Não Convencionais” em 2 de abril de 2021, Virgínia Mendonça Knabben, geógrafa, professora e autora da biografia de Ana Primavesi, discute os impactos dos agrotóxicos e a perseguição a Larissa Mies Bombardi,19 além de abordar a vida e a obra de Ana Primavesi.
Descubra o Legado de Ana Maria Primavesi: Reflexões sobre Agroecologia e a Valorização do Solo com Virgínia Knabben
“Knabben também enfatizou a importância de integrar os ensinamentos de Primavesi ao currículo escolar, comparando-a à importância de figuras históricas como Pitágoras, Lavoisier e Marx.”
Neste vídeo, compartilhado no canal YouTube de Antonio Andrioli em 15 de outubro de 2020, a participação de Virgínia Mendonça Knabben trouxe discussões sobre Ana Maria Primavesi, suas experiências de vida e o campo da agroecologia. Um ponto central abordado foi a valorização do solo como um recurso precioso. Knabben, autora da biografia ‘Ana Maria Primavesi: A biografia’, dedicou seis anos de pesquisa para completar este projeto.
Destacou-se a maneira simples, didática e acessível com que a agrônoma transmitia seus ensinamentos, uma das suas características marcantes. Knabben também enfatizou a importância de integrar os ensinamentos de Primavesi ao currículo escolar, comparando-a à importância de figuras históricas como Pitágoras, Lavoisier e Marx. Ela ressaltou a capacidade de Primavesi de integrar diversas disciplinas, desde agronomia até hidrografia e zootecnia, encantando seus ouvintes com sua paixão pela natureza. Knabben compartilhou ainda sua experiência pessoal ao conhecer Primavesi em 2010.
Os ensinamentos atemporais de Ana Maria Primavesi agora ao alcance de todos no YouTube
Os vídeos que compartilharei oferecem uma rica narrativa sobre a vida e a obra de Ana Maria Primavesi, uma figura proeminente no campo da agricultura sustentável e da ecologia. Essas produções, provenientes de diversos canais do YouTube, abrangem o período de 19 de outubro de 2010 a 20 de novembro de 2022, retratando de maneira inspiradora a jornada de Primavesi. Ao destacar suas contribuições significativas para a ciência e sua incansável defesa da sustentabilidade ambiental, esses vídeos proporcionam aos espectadores a oportunidade de mergulhar na vida desta visionária e compreender melhor seu legado duradouro.
Lembre-se de que estes vídeos, dispostos em duas páginas, são apenas uma amostra do vasto repertório disponível no YouTube sobre Ana Maria Primavesi. Continue explorando para descobrir dezenas de outros vídeos que oferecem insights valiosos sobre sua vida e obra.
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Encontro de Mestres da Agroecologia - Primavesi e Tsuzuki - 8 abril 2011
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Ana Primavesi | De Olho na História
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Episódio #30 - Princípios para um Solo Saudável: Adubos Verdes e Diversidade - Ana Primavesi
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Ana Primavesi: um legado da Agroecologia para a Unicamp
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Ana Primavesi
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Curso de Agroecologia Ana Primavesi
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COMO CONTROLAR A FORMIGA SAÚVA ECOLOGICAMENTE - Collab Ana Primavesi
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‘Cartilha da Terra’ lança série de homenagens ao centenário de Ana Maria Primavesi’ 🎙
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Agroecologia vs Orgânico: Devemos cuidar do SOLO não de plantas.
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Solo x Qualidade do Alimento x Saúde | Carin Primavesi
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Solo Grumoso: a base do alimento
Imagem Destacada/Créditos: A cientista Ana Maria Primavesi que conheci. Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.
O texto a seguir esclarece o conteúdo educacional do site objeto de pesquisa. Embora as informações publicadas estejam em português, é possível localizar rapidamente o texto original através do Link de Acesso disponível: A cientista Ana Maria Primavesi que conheci.
“…
(Homenagem que presto por ocasião do trigésimo dia de seu falecimento)
Por Adilson D. Paschoal
Professor Sênior da Esalq-USP
Conhecer as propriedades físicas, químicas e biológicas dos solos é a meta dos edafologistas. A complexidade do assunto e os requisitos didáticos levaram às especializações, surgindo especialistas em física do solo, em química do solo e em microbiologia do solo. Como consequência, o entendimento desse importante recurso natural como um todo, único, indiviso, acabou prejudicado.
A compreensão das múltiplas interações ocorrentes entre os três componentes edáficos, a maneira como um interfere no outro, e o emprego dos conhecimentos advindos dessas inter-relações para o manejo e a conservação corretos do solo, visando boas colheitas sem destruir suas propriedades e desequilibrar negativamente a bioquímica das plantas, é assunto complexo demais para ser do entendimento reducionista, típico dos profissionais especializados. Nesse sentido, os edafologistas de formação ecológica conseguem obter melhores resultados práticos.
Da mesma forma que não se pode deduzir as propriedades da água (que é um líquido, H2O) com base nas propriedades dos elementos que a formam (o hidrogênio e o oxigênio), que são gases, também não se pode inferir as propriedades do solo pela simples análise de seus componentes isolados. O ecologista sabe que o todo é muito mais do que a simples soma de suas partes, tendo características próprias, que precisam ser entendidas. Por isso ele trabalha com sistemas, que no caso da agricultura é o agroecossitema.
Dentro da visão holística, a engenheira agrônoma Dra. Ana Maria Primavesi pautou toda a sua vida. Formada na Áustria, seu berço natal, veio para o Brasil logo depois da II Guerra Mundial. No Rio Grande do Sul, na Universidade Federal de Santa Maria, desenvolveu, com seu marido Arthur Primavesi, um dos mais importantes trabalhos sobre a biota do solo, de tal profundidade e pioneirismo, a ponto de surpreender até os cientistas europeus que prefaciaram o livro, por título: “A biocenose do solo na produção vegetal” (1964), análise holística fundamentada nas relações planta-solo-microrganismos, em que demonstram haver relação entre a vida no solo e a produção vegetal.
O solo é entidade viva e não mero suporte físico para as plantas. Um ano depois, lançam novo livro: “Deficiências minerais em culturas. Nutrição e produção vegetal” (1965), onde comprovam “não haver doença vegetal sem prévia determinada deficiência vegetal”.
A vida da professora Ana M. Primavesi está perfeitamente documentada em memorável trabalho escrito por Virginia M. Knabben. Quero aqui relatar apenas como vim a conhecer esta notável cientista, com quem convivi por quase quarenta anos, sempre divulgando, com ela, por todos os estados deste país, as ideias de uma nova agricultura, de base ecológica.
O ano era 1980. Visitando um colega no Departamento de Solos e Geologia da Esalq, o que habitualmente eu fazia para atualizar meus conhecimentos, com profissionais do mais alto nível, notei sobre a mesa de sua sala um grosso volume, cujo título me chamou a atenção: “Manejo ecológico do solo”.
— Conhece o livro? perguntou-me ele.
— Não! respondi.
— E a autora?
Achegando-me mais próximo do livro pude ler: Primavesi. E logo abaixo do nome:
“A agricultura em regiões tropicais”.
— Não conheço, foi minha resposta.
Perguntei, pois estou fazendo a resenha do livro… e encontrei vários problemas — afirmou-me ele.
Deixei o prédio do Departamento com a forte convicção de que algo de novo havia na Edafologia de que eu ainda não tinha conhecimento; era importante que eu conhecesse, pois Ecologia e Conservação dos Recursos Naturais (que depois se chamou Agroecologia e Agricultura Orgânica) era o que eu estava ensinando para meus alunos da Esalq desde 1977. Ora, raciocinei, se ele como adepto que é da agricultura industrial encontrou “problemas” no livro é porque carece de conhecimentos ecológicos. Conseguintemente, o livro deve ser bom.
No mesmo dia fui à biblioteca da escola e encomendei três exemplares, prontamente adquiridos pela instituição. Foi quando conheci a obra em toda a sua profundidade, quebrando velhos paradigmas, lançando conhecimentos e técnicas ainda pouco conhecidos, alguns totalmente novos. Um fato, entretanto, intrigou-me: a autora não falava de compostagem.
Descobri, depois, que a escola que seguia era aquela dos países de língua germânica, onde compostagem se faz sobre o solo, da mesma forma que a natureza faz, e não em pilhas, como artificialmente se descobriu e se ensinava na Inglaterra e na Esalq. Para mim, que sempre defendi o húmus como elemento primordial para a fertilidade do solo, sua boa estruturação e fornecimento de nutrientes para as plantas, constituiu surpresa a afirmação de que isso só ocorria quando o húmus se formava em condições favoráveis de pH, o que de fato constatei depois.
Conheci a Profa. Primavesi quando ela já estava aposentada, residindo em São Paulo com os filhos. Em todos os eventos de agricultura alternativa, como se chamava na época a agricultura orgânica, lá estávamos nós a proferir palestras, conferências, seminários, por todos os cantos deste imenso país. As pesquisas que passamos a fazer para a Fundação “Mokiti Okada”, de agricultura natural, levou-nos a viajar por vários países da América do Sul, da Europa, da Ásia e da África, onde os resultados de nossos trabalhos foram apresentados e publicados. Sempre rodeada por estudantes, toda a vez que me via chegar dizia, esboçando o sorriso sincero que sempre caracterizou seu espírito elevado: “Professor…!”
Mas o tempo passa e tudo muda. Sem vê-la por muitos anos, mas nunca deixando de saber como estava, uma cerimônia, a do lançamento de um meu livro, fez-nos rever um ao outro, porém de uma maneira que pela comoção e desfecho que teve pouco tempo depois deixou-me impossibilitado de escrever antes o presente texto.
Aos 99 anos de idade, não participando mais de nenhum evento, aceitou, com muita alegria, como me disse a filha Carin, vir ao lançamento do livro. Com os braços abertos para mim, e seguramente dizendo baixinho: “Professor…!”, reencontramo-nos enfim. Sob aplausos acalorados, que não cessavam, acheguei-me a ela e sussurrando-lhe no ouvido disse: Veja, Ana, quantos seguidores nós deixamos! Nada respondeu. Apenas sorriu.
A mãe está na luz! Disse Carin, ao anunciar para minha esposa a perda do ente querido. Estar na luz significa estar com Deus, local dos bons, dos justos, dos abnegados, daqueles que viveram para pregar o certo, o bem, o útil, ensinando com convicção as suas ideias, conseguidas em muitos anos de estudos, criando um mundo novo e sólido para milhares de pessoas, sem nada almejar em troco a não ser a confiança, o respeito, o carinho e a amizade de tantos outros, que lhe seguiram o caminho e lhe imitaram o saber.
Encerro esta singela homenagem à colega e amiga Primavesi, repetindo Camões:
“O sábio não vai todo à sepultura No coração dos homens vive e dura”.
Requiescat in pace Ana Primavesi.
Piracicaba, 5 de fevereiro de 2020.”
Conceitos que impactam: o legado de Maria Primavesi nas mentes e corações dos amantes da natureza
“Nossa querida Ana Maria Primavesi faleceu aos 99 anos de idade: Nosso jatobá sagrado, cuja seiva alimentou saberes e por sob a copa nos abrigamos no acolhimento de compreendermos de onde viemos e para onde vamos, tomba, quase centenário. Ele abre uma clareira imensa que proporcionará ao sol debruçar-se sobre uma nova etapa, a da perpetuação da vida. E dos saberes que ela disseminou.” Por Virgínia Knabben. Um jatobá que tomba, centenário.
“Segundo Primavesi (2003), com o processo da Revolução Verde, iniciou-se um intenso processo de desmatamento e a exploração dos solos no mundo inteiro. As monoculturas, introduzidas para permitir a mecanização em grande escala somadas ao uso de herbicidas e queimadas contribuíram para a diminuição dos níveis de matéria orgânica no solo, ocasionando perda da fertilidade e biota do solo. A fertilidade do solo foi substituída por adubos químicos que foram responsáveis por salinização e desertificação de áreas pelo mundo. Além disso, a mão de obra rural foi sendo substituída gradativamente por máquinas, incentivando o processo migratório de pessoas para as cidades (êxodo rural), contribuindo para o aumento de problemas sociais.”20
“Os insetos estão nesse mundo há cerca de 400 milhões de anos e o homem há apenas 2 milhões, dando 398 milhões de anos de vantagem para esses animais se adaptarem com muito maior adequabilidade às condições adversas do meio.” Adilson Paschoal.
“O solo é nossa base vital e de toda a vida em nosso planeta, sem ele não existiria Natureza, nem meio ambiente. Não existe ser humano sadio se o solo não for sadio e as plantas bem nutridas” (PRIMAVESI, 2014).20
“A mesma autora sempre que possível afirmava que não basta simplesmente trocar um fertilizante químico por um fertilizante orgânico, para se ter uma produção ecológica e sustentável é necessário que se mude o olhar em relação à natureza” (PRIMAVESI, 2003).20
“Fui chamada numa propriedade onde as subdivisões foram de tal maneira feitos que metade era solo estragado pelo plantio de trigo e onde não crescia mais nada, nem cabelo-de-porco, enquanto a outra era pantanosa. Perguntaram: como vamos manejar agora estes piquetes? Bom, isso eu também não podia dizer, porque não havia maneira de se fazer o manejo.”23
“O homem é o que o solo faz dele.” PRIMAVESI.
“Não é dos elefantes ou dos rinocerontes que depende a nossa vida, mas de micróbios que vivem invisíveis a olho nu.” PRIMAVESI.
“Não existe doença vegetal sem prévia deficiência mineral.” PRIMAVESI.
“A terra não é um “recurso” mas um organismo vivo que possui necessidades.” PRIMAVESI.
“Tudo está interligado: a terra, a água, o ar, as plantas e os animais.” PRIMAVESI.
“A agricultura ecológica não trabalha somente com as plantas mas com o sistema inteiro solo-planta-clima.” PRIMAVESI.
“A recuperação da paisagem, do meio ambiente, é um fator básico para a agricultura sadia.” PRIMAVESI.
“A agricultura já não é uma profissão mas uma paixão pela natureza, pela vida verdadeira, pelo nascer, crescer, florir e madurar.” PRIMAVESI.
“O meio ambiente não é o espaço em que vivemos mas o espaço do qual vivemos”. PRIMAVESI.
Conclusão
Primavesi, uma figura de destaque, demonstrou notável inovação ideológica e técnica no campo agrícola. Sua contribuição foi fundamental para o desenvolvimento da agricultura natural, um paradigma que preconiza a imitação dos processos naturais na produção agrícola, desconsiderando o uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos. Dotada de uma visão pioneira, Primavesi incessantemente advogou pela importância do manejo responsável do solo como elemento crucial para a saúde vegetal e o rendimento agrícola. Sua abordagem engloba diversas práticas, incluindo compostagem, adubação verde e a implementação de cobertura do solo. No que tange à biodiversidade, reconheceu-se a valorização da mesma para o equilíbrio dos ecossistemas agrícolas, defendendo ativamente a preservação de insetos, fungos e outros organismos benéficos para o solo e as plantas.
O trabalho de Primavesi resultou em contribuições significativas para a preservação do solo, um problema ambiental relevante no Brasil. Sua atuação focou na recuperação de áreas degradadas através da agroecologia, promovendo a reestruturação do solo e a restauração da vegetação nativa, impulsionando assim a agricultura sustentável como alternativa ao modelo convencional prejudicial ao meio ambiente. Valorizando a interdependência entre organismos do solo e plantas, Primavesi destacou o papel crucial dos microrganismos na decomposição da matéria orgânica, ciclagem de nutrientes e saúde vegetal. Além disso, advogou pelo biocontrole de pragas e doenças, enfatizando métodos naturais como o uso de insetos benéficos e produtos naturais. Seu legado na agroecologia é reconhecido globalmente, sendo agraciada em 2012 com o prêmio One World Award da IFOAM por sua notável contribuição teórica e prática para a agricultura orgânica no Brasil.
A história de Ana Maria Primavesi é inspiradora e demonstra o poder que um indivíduo tem para causar um impacto positivo no mundo. Ao compartilhar sua história e seus ensinamentos, você pode contribuir para a promoção da agroecologia e da agricultura sustentável, além de inspirar outras pessoas a se engajarem na luta por um futuro mais verde e sustentável.
Informações Complementares
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Lideranças e Figuras-Chave na Luta Contra o Ecocídio
Diversos pensadores, cientistas e ativistas têm desempenhado um papel essencial na construção da consciência global sobre o ecocídio e na defesa do meio ambiente. Suas ideias, trajetórias e ações ajudaram a moldar debates jurídicos, políticos e sociais, inspirando movimentos em prol da justiça ambiental. Nesta seção, reunimos algumas das principais postagens do site Ecocídio, que destacam essas vozes fundamentais na proteção do planeta.
- Do Pioneirismo à Urgência: Como o PL 2933/2023 Pode Redefinir a Proteção Ambiental e Tipificar o Ecocídio no Brasil
- Ecocídio e a lenda ecológica Rachel Carson, bióloga, escritora, ecologista, pioneiro na defesa do meio ambiente: uma inovadora na salvaguarda do planeta
- Arthur W. Galston, pioneiro na botânica, desafiou o uso do Agente Laranja, inspirando a comunidade científica
- Richard Anderson Falk – Pense grande: lute pelo impossível e realize o inimaginável
- As principais realizações, ideias, técnicas e contribuições de Ana Maria Primavesi para a agroecologia no Brasil
- José Antonio Lutzenberger ocupou a Secretaria Nacional de Meio Ambiente, entre datas de 15 de março de 1990 a 23 de março de 1992
- Marina Silva (Maria Osmarina Silva de Sousa), atuou como Ministra de Meio Ambiente (MMA) entre 2003 a 2008. Atual Ministra do MMA e Mudança Climática em 2023 — Governo Lula
- Sustentabilidade e autodesenvolvimento: Polly Higgins e a revolução de como cuidar de nós mesmos.
- Margaret Mead: Pioneira da Antropologia e a Essência da Compaixão na Civilização
- Sustentabilidade e autodesenvolvimento: Polly Higgins e a revolução de como cuidar de nós mesmos.
- Jojo Metha: a motivadora incansável que acredita no poder de transformação do ser humano
- Ecocídio pode ser considerado crime pelo Tribunal Penal Internacional – Com Tarciso Dal Maso Jardim e o procurador de Justiça aposentado Édis Milaré.
- O ecocídio e o Estatuto de Roma | Ecocide and the Rome Statute
- Da devastação à conscientização: traçando os passos do ecocídio desde os anos 60 até hoje e o imperativo da ação global
- Painel de doze Especialistas para Definição de Ecocídio é convocado após 75 anos dos termos “genocídio” e “crimes contra a humanidade”
- A história ambiental do Brasil: como era na época da Independência e o que mudou em 200 anos
- História Ambiental: uma introdução | com Lise Sedrez e José Augusto Pádua
- Uma trajetória na História Ambiental: caminhos e fronteiras – José Luiz de Andrade Franco
Constituição da República Federativa do Brasil (CF) promulgada em 5 de outubro de 1988
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Considerada uma das mais modernas e extensas do mundo, a Constituição da República Federativa do Brasil (CF) promulgada em 5 de outubro de 1988 “elenca os direitos individuais e coletivos dos brasileiros, com destaque à proteção da família, da cultura, dos direitos humanos, da educação e da saúde. Por essa razão, é considerada a lei maior do ordenamento jurídico nacional, composto por vários normativos. A hierarquia entre as leis é essencial a esse ordenamento, em especial para garantir o controle de constitucionalidade das normas ou para solucionar eventual conflito entre elas.” Abaixo da Carta Magna e de suas emendas estão as leis complementares, que têm como propósito justamente regular pontos da Constituição que não estejam suficientemente explicitadas. Para saber mais, acesse as páginas da Constituição Federal (Flip) ou no canto superior esquerdo. Fonte: Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.
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Fonte: CNJ Serviço: Conheça a hierarquia das leis brasileiras
▶ Link/Texto: Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
▶ Autor: Agência CNJ de Notícias (5 de outubro de 2018) Publicações e Pesquisas: ▶ Biblioteca Digital CNJ:Ministro Aldir Passarinho
▶ Pesquisas Judiciárias:Conselho Nacional de Justiça
▶ Revista CNJ: v. 7 n. 1 (2023). Publicado: 2023-06-20 “… Considerada uma das mais modernas e extensas do mundo, a Constituição Federal (CF) de 1988 elenca os direitos individuais e coletivos dos brasileiros, com destaque à proteção da família, da cultura, dos direitos humanos, da educação e da saúde. Por essa razão, é considerada a lei maior do ordenamento jurídico nacional, composto por vários normativos. A hierarquia entre as leis é essencial a esse ordenamento, em especial para garantir o controle de constitucionalidade das normas ou para solucionar eventual conflito entre elas. Abaixo da Carta Magna e de suas emendas estão as leis complementares, que têm como propósito justamente regular pontos da Constituição que não estejam suficientemente explicitadas. Na hierarquia das leis ocupa uma categoria intermediária entre a CF e as leis ordinárias. Pode tratar dos mais diversos assuntos. A Lei Orgânica da Magistratura Nacional, a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte são exemplos de leis complementares. As leis ordinárias ocupam o terceiro lugar no ordenamento jurídico brasileiro. Trata-se de normas de competência exclusiva do Poder Legislativo. Essas matérias precisam ser discutidas e aprovadas por deputados ou senadores e, posteriormente, sancionadas pelo chefe do Poder Executivo, o Presidente da República. Como exemplos de leis ordinárias, temos os códigos em geral (Civil, Penal) e a lei sobre o regime jurídico dos Servidores Federais. As leis delegadas têm a mesma hierarquia das ordinárias. São elaboradas pelo chefe do Poder Executivo a partir de delegação do Congresso Nacional. Entre elas está a Lei Delegada n. 13, que instituiu as gratificações de atividade para servidores do Poder Executivo. Anteriormente conhecida como decreto-lei, a medida provisória (MP) é expedida pelo Presidente da República em caso de relevância ou urgência, tem força de lei e vigência de 60 dias. Deve, obrigatoriamente, ser examinada pelo Congresso. Deputados e senadores podem aprovar ou rejeitar a norma, ou ainda criar nova lei em sua substituição. Se ultrapassado o prazo e não for aprovada, a MP perde a validade. Os decretos legislativos são atos normativos de competência do Congresso Nacional. Cite-se por exemplo a ratificação de tratados internacionais, autorizar referendos populares e plebiscitos, e conceder autorização para o funcionamento de emissoras de rádio e de televisão. Já as resoluções, ainda como uma espécie normativa prevista na CF, são atos editados pelo Congresso Nacional, pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados para tratar de assuntos internos. Há, contudo, outras espécies de resoluções editadas pelos poderes executivo e judiciário no intuito de regulamentar leis sobre determinados assuntos, como, por exemplo, as resoluções editadas pelo Conselho Nacional de Justiça.” Agência CNJ de Notícias (5 de outubro de 2018)
Ecocídio: um chamado à responsabilidade e à justiça para salvar nosso futuro
O principal foco da Revista Digital Ecocídio é analisar criticamente eventos que causam destruição extensiva do meio ambiente e exploração irresponsável de recursos não renováveis. Para o propósito deste Site, “Ecocídio” significa atos ilegais ou temerários cometidos com “conhecimento de que existe uma probabilidade substancial de danos graves e generalizados ou de longo prazo ao meio ambiente causados por esses atos.” Portanto, nossa responsabilidade é lidar com aqueles que causam grandes desastres ambientais ou calamidades públicas, resultando em danos à flora e à fauna devido à poluição ou poluição do ar, da água e do solo. Para saber mais, clicar na seta no canto superior esquerdo.
Ecocídio pode ser considerado crime pelo Tribunal Penal Internacional – Participação de Édis Milaré e Tarciso Dal Maso

O principal foco da Revista Digital Ecocídio é analisar criticamente eventos que causam destruição extensiva do meio ambiente e exploração irresponsável de recursos não renováveis. Para o propósito deste Site, “Ecocídio” significa atos ilegais ou temerários cometidos com “conhecimento de que existe uma probabilidade substancial de danos graves e generalizados ou de longo prazo ao meio ambiente causados por esses atos.” Portanto, nossa responsabilidade é lidar com aqueles que causam grandes desastres ambientais ou calamidades públicas, resultando em danos à flora e à fauna devido à poluição ou poluição do ar, da água e do solo.
Além disso, nos comprometemos a defender os direitos e interesses das populações indígenas, quilombolas e comunidades em situação de ocupações urbanas em todos os níveis de governo: municipal, estadual e federal. Tais entidades devem cumprir integralmente suas obrigações de conformidade, proteger e garantir os direitos humanos de toda a população, conforme estipulado nos tratados internacionais de direitos humanos e na Constituição Federal de 1988.


Estamos comprometidos com a “Agenda 2030 para o Desenvolvimento“, um acordo apoiado por todos os países membros das Nações Unidas em 2015. Este plano de ação global abrange uma agenda cujo objetivo é promover o bem-estar humano e a preservação ambiental, tanto no presente quanto no futuro. Estamos focados nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que convocam todos os países, independentemente do estágio de desenvolvimento em que se pretendem, a unir esforços em uma parceria global. Deve-se acompanhar a erradicação da pobreza com estratégias distintas para o bem-estar social, tais como melhorar a saúde pública e garantir o acesso à educação para todos. Também é crucial reduzir as desigualdades sociais, ao mesmo tempo que promovemos um crescimento econômico justo em todas as economias e enfrentamos desafios como a mudança climática, implementando políticas públicas para a preservação de nossos oceanos e florestas.


Considerando o exposto, assistiremos ao vídeo do Canal YouTube Rádio e TV Justiça, especificamente o programa “Direito sem Fronteiras”, com o jornalista Guilherme Menezes. Neste episódio, será abordado o tema: “Ecocídio pode ser considerado crime pelo Tribunal Penal Internacional“. O programa contará com a participação do professor e consultor legislativo do Senado, Tarciso Dal Maso Jardim, e do procurador de Justiça aposentado Édis Milaré.


“Ecocídio: um chamado à responsabilidade e à justiça para salvar nosso futuro”
Ecocídio — Definição e nova tipificação de crime
Para garantir acessibilidade às pessoas com deficiências auditivas, é essencial fornecer uma transcrição em tempo real do conteúdo do vídeo após sua exibição. Isso é especialmente importante para indivíduos com surdez, que podem enfrentar dificuldades ou incapacidade de ouvir. Ao disponibilizar a transcrição, possibilitamos que esses espectadores tenham acesso direto ao conteúdo em diversos dispositivos, como celulares, PCs, tablets e notebooks, facilitando sua interação com o material apresentado.
Após a visualização do vídeo, os espectadores têm a opção de se inscrever no canal, ativar o sininho para receber notificações sobre novos vídeos e se tornar membros oficiais. Além disso, o vídeo é automaticamente compartilhado, e para mais informações sobre compartilhamento de vídeos no YouTube, os espectadores podem acessar os recursos disponíveis: Compartilhar vídeos e Canais YouTube.

O Ecocídio, uma nova tipificação de crime contra o conjunto da humanidade, mas, sobretudo contra o planeta, já tem uma definição jurídica, criada por uma comissão internacional de 12 juristas impulsionados pela sociedade civil: “Para os efeitos do presente Estatuto, entender-se-á por Ecocídio qualquer ato ilícito ou arbitrário perpetrado com consciência de que existem grandes probabilidades de que cause danos graves que sejam extensos ou duradouros ao meio ambiente”, afirma a definição, apresentada nesta terça-feira, segundo uma tradução oferecida pela própria comissão. Afirma a definição, apresentada nesta terça-feira, segundo uma tradução oferecida pela própria comissão. A ideia é que essa tipificação penal seja incorporada, como um quinto crime, ao Estatuto de Roma, que orienta o funcionamento do Tribunal Penal Internacional (TPI). Definição Guillermo Altares Madri — 22 junho 2021 — 21h52. Atualizado: 23 Junho de 2021 — 09h19 BRT — Jornal El País.

“Da natureza ao caos: a exploração desenfreada que assola o nosso ecossistema”
“Dano Massivo e destruição do Meio Ambiente, de forma generalizada, severa e sistemática. Esta é a definição mais precisa de Ecocídio. Geralmente é um crime praticado ao longo de décadas com exploração desenfreada de um ecossistema. São práticas, como exemplos, como a exploração a pesca industrial, vazamento de petróleo, poluição plástica, mineração em alto mar, desflorestamento, pecuária industrial, extração de minérios, entre outros. Já existem legislações internacionais para tentar prevenir e punir crimes ambientais, como o Acordo de Paris, o Protocolo de Kyoto, e a Convenção Sobre o Clima. Mas atualmente o esforço é para que o Ecocídio se torne um crime contra a humanidade, e possa ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). Para isso, o Ecocídio precisa ser incluído no Estatuto de Roma, que já contempla crimes contra a humanidade, crimes de guerra, de agressão e genocídio. Definição do jornalista Guilherme Menezes. Direito sem fronteiras. TV Justiça.

“Ecocídio: o crime silencioso que priva a população de usufruir dos recursos naturais”
O Ecocídio é um crime muito grave, e pode privar a população de um determinado território, de usufruto natural, dos bens, ou daquele próprio território — Polly Higgins
O procurador de Justiça aposentado Édis Milaré, conceitua, que o termo Ecocídio surgiu da união de dois radicais. “Um grego e outro latino. Do radical grego, Eco, de oikos (casa, uma família nuclear composta por pai, mãe e filhos), e, exscindo, radical latino de morte (Eu aniquilo, extirpo, devasto, divido e arraso), ou seja, o ato de matar, não possível, seria o ato de Se Matar, de Se Exterminar os elementos da natureza (Ecossistemas). A origem do termo Ecocídio, se deu por volta de 1970, a propósito, da utilização do Agente Laranja no conflito do Vietnã, e, foi proposta por um professor de biologia chamado Arthur Gallstone, que, na época, impressionado com essa consequência da utilização do agente laranja, propôs que o Ecocídio fosse um crime apenado de forma a salvaguardar os interesses da humanidade. Depois, em 1973, Richard Falk, na Bélgica, sugeriu a adoção desse tipo criminal, a ser julgado por parte de tribunais internacionais. E, finalmente, em 2010, a jurista britânica Polly Higgins, apresentou uma proposta a Comissão de Direito Internacional da ONU, para definir, o Ecocídio, estabelecendo que se trata de um crime muito grave, e que pode privar a população de um determinado território, de usufruto natural, dos bens, ou daquele próprio território.”

“Basta de impunidade: ecocídio é um crime contra a humanidade e a natureza que clama por justiça”
“O Ecocídio é um crime de atrocidade perdido de responsabilidade corporativa e do Estado, um crime internacional desaparecido contra a paz.” Polly Higgins
Na opinião de Tarciso Dal Maso Jardim (professor e consultor legislativo do Senado), precisamos analisar uma série de conjunturas. De um lado, temos a proibição de certas armas. No caso, armas químicas. A grande Convenção de armas químicas, só ocorreu, e, posterior entrada em vigor, na década de 90, sobretudo, na Convenção de 1993, hoje proibidas em todas as circunstâncias. Portanto, na década de 70 não havia. Enquanto o método de guerra ofender o Meio ambiente, isso só foi definido, em um Protocolo das Convenções de Genebra em 1977. Em suma, as Convenções Internacionais (documentos firmados com o objetivo de definir padrões mínimos a serem seguidos pelos países no tocante a temas de interesse geral), que proibiram tanto o método de guerra, quanto, o uso de armas químicas, são posteriores aqueles fatos. Em relação à tipificação e a criminalização, o Tribunal Penal Internacional (TPI), ele foi, como sabemos, definido somente em 1998 e entrou em vigor, o Tratado, somente em 2002. Contudo, sem efeito retroativo. Ele não retroage.

O Doutor Milaré, acrescenta, que em relação aos crimes ambientais (Lei 9605/98) e da repressão penal, e, estamos falando de Ecocídio, e nesse momento, é bom citar o Brasil, que antes mesmo do Estatuto de Roma existir, nós já tínhamos uma legislação extremamente avançada a respeito da matéria. O Estatuto de Roma, de 1998, de Julho, ou seja, em fevereiro de 1998, portanto, antes do próprio Estatuto, a lei brasileira, a Lei dos Crimes Ambientais, da Lei 9605 de 1998, já apresentava a punição de forma bastante severa dos atentados contra os ecossistemas, contra a natureza, quanto aos bens da vida, e, de forma muito severa disse Eu, porque mais do que o Tribunal Penal Internacional, que julga apenas crimes de pessoas, de indivíduos, isoladamente considerados, ou de grupos, mais, sempre de pessoas, que a lei brasileira julga também, os crimes contra as pessoas jurídicas, o que é um avanço extremamente importante do nosso sistema repressivo penal. Por conta de sabermos, na história do Brasil, foi pela primeira vez que uma lei estabeleceu uma possibilidade de se colocar no banco dos réus aqueles que agridem o Meio Ambiente. Portanto, de uma forma bem positiva, o Brasil, pune sim, o Ecocídio, ou seja, o ato de agredir, ou de matar os elementos da natureza, só que não com essa nomenclatura.

Mas como incluir o Ecocídio no Estatuto de Roma? O professor Tarciso Dal Maso Jardim, observa, que inicialmente, o crime de guerra contra o meio ambiente já está tipificado pelo Tribunal Penal Internacional. Exemplo é atacar causando danos graves, duradouros, extensos ao Meio Ambiente, já está tipificado, isso, durante o conflito armado. Pode acontecer das mais variadas formas, por exemplo, atacar estações petrolíferas, causar dano ambiental, ou destruir barragens. Isso já está tipificado. Mas o que a comissão de 12 juristas quer? Quer criar um tribunal que realmente não existe, ainda, do Ecocídio a qualquer tempo, independentemente do contexto do conflito armado. É de extrema importância, existir, porque nós não teríamos esse Direito Internacional Penal Ambiental, puramente dito, está criando aí, uma outra categoria de crimes. Nós já temos o genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crime de agressão entre Estados.

Nós estaríamos criando uma quinta categoria, que seria o Ecocídio, que independente do contexto do conflito armado, seria causar danos graves ao meio ambiente. A proposta do tipo penal do Ecocídio é causar danos graves e que sejam extensos ou duradouros (de difícil reparação). Nesse caso, você amplia o espectro de criminalização desses atos. Assim, tanto importa se estamos em tempos de paz ou de guerra. A proposta inova completamente o Direito Internacional Penal.

Que tipos de crimes ambientais podem ser incluídos no Estatuto de Roma, e depois serem julgados pelo Tribunal Penal Internacional? O Doutor Milaré exemplifica, a exemplo dos casos de rompimento de barragem em Minas Gerias (Mariana e Brumadinho), que mataram dezenas de pessoas, e provocaram extensos danos ambientais na região Sudeste, chegando, como no caso de Mariana, até o litoral do Espírito Santo, via o Rio Doce, dificilmente seriam enquadrados na categoria do Ecocídio. É difícil, porque é claro que poderia ir ao Tribunal Penal Internacional, qualquer crime ambiental, mas, desde que, a justiça local, a justiça de um Estado parte, tenha falhado. Porque no caso brasileiro, o Estado não responsabiliza apenas as pessoas físicas, mas também as jurídicas. No caso das barragens, ninguém pratica um crime ambiental contra seus próprios interesses. O Doutor Milaré acredita, que não, que esses crimes não seriam levados ao Tribunal Penal Internacional, na medida em que a nossa justiça, está com muita determinação tentando a punição desses crimes. Já foram feitos na esfera civil, acordos bilionários, e processos instaurados no âmbito penal contra os responsáveis por essas empresas que acabaram se envolvendo nesses dramas. Então, uma das características do Tribunal Penal Internacional, é que ele tem uma jurisdição complementar. Ele só entra em cena em um momento em que a justiça local falha, e nos casos citados, possa dizer, Eu não posso, em sã consciência, dizer que a nossa justiça local esteja falhando. Ela está com muita rigidez acompanhando o caso, e, numa situação como essa não seria objeto de apreciação do Tribunal Penal Internacional.

Para saber mais sobre o Tribunal Penal Internacional (TPI, investiga e, quando justificado, julga indivíduos acusados dos crimes mais graves que preocupam a comunidade internacional: genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crime de agressão.” No que se refere a Situações e Casos, acessar o link: 31 Casos. No que diz respeito a Réus (nomes etc.), acessar o link: 51 Réus. No tocante a Biblioteca de Recursos, acessar o link: Resource library. No que tange a Presidência da República do Brasil, especificamente, Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, acessar o link: Decreto Nº 4.388, de 25 de setembro de 2002. Parágrafo atualizado: 19/10/2023

Informações Complementares — Ciclo de debates realizado por meio online e transmitida pelo YouTube
O ciclo de debates e o(s) vídeo(s) a seguir, são destinados ao público interessado em conhecer perspectivas e alternativas diante das crises sistêmicas. O debate foi realizado por meio online e transmitida pelo YouTube. As transmissões serão realizadas em língua portuguesa (dublados ou legendados). Em relação ao vídeo, e, para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas, estão separados em blocos, onde constam as referências bibliográficas no Canal YouTube. Para saber mais, clicar na seta no canto superior esquerdo.
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Briefing Global sobre Ecocídio: Definindo um Crime Internacional para Proteger o Planeta
Assista ao briefing global sobre a definição legal de “ecocídio”, proposto por um painel de especialistas internacionais. Descubra como esse potencial crime internacional24 se equipara aos crimes de genocídio,25 crimes contra a humanidade,26 crimes de agressão27 e crimes de guerra.28
Com oradores renomados como:
- Sra. Jojo Mehta, Presidente da Stop Ecocide Foundation;29
- Philippe Sands QC (University College London/Direito Matricial);30 e
- Dior Fall Sow (jurista da ONU e ex-promotora).31
Esse evento aborda questões cruciais sobre a proteção ambiental. Moderado por Andrew Harding da BBC África.32
Ele é de grande importância para:
- Profissionais do direito internacional e ambiental;
- Estudantes de direito, relações internacionais e ciências ambientais;
- Membros de ONGs e da sociedade civil que trabalham com questões ambientais; e
- Pessoas interessadas em justiça ambiental e na proteção do planeta.
Junte-se a nós para este importante debate sobre o futuro da justiça ambiental!
Para amplificar a mensagem global, disponibilizamos legendas em português, assegurando que a relevância dessas perspectivas alcance cada espectador, superando as barreiras linguísticas. Para ativar as legendas em português nos vídeos do YouTube e obter mais informações, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo.
O texto a seguir esclarece o conteúdo educacional do site objeto de pesquisa. Embora as informações publicadas estejam em português, é possível localizar rapidamente o texto original através do Link de Acesso disponível.
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Como a Inteligência Artificial está Transformando a Criação de Imagens
Na Ecocídio, utilizamos inteligência artificial de ponta para desenvolver imagens que revelam a beleza e a complexidade do mundo natural de uma forma única. Diferente das fotografias convencionais, essas criações são fruto de redes neurais treinadas com vastos conjuntos de dados visuais, capazes de gerar representações originais, criativas e de alta qualidade.
Essa tecnologia está em constante evolução e já demonstra um potencial extraordinário para ampliar horizontes estéticos, oferecer novas perspectivas e transformar a forma como interagimos com conteúdos visuais. As imagens publicadas pela Ecocídio, portanto, não são apenas ilustrações: elas representam um marco na evolução da arte e da comunicação visual mediada pela IA.
Se você deseja explorar esse universo, existem diversas ferramentas acessíveis para experimentar: Art Maker, Bing Image Creator, CanvaAI, Craiyon, DALL·E, Dream by Wombo, DeepAI, Fotor, Gencraft, Leonardo AI, Midjourney, NightCafe, Runway, Stable Diffusion, StarryAI e muitas outras. Além disso, no YouTube você encontra inúmeros tutoriais e demonstrações que ajudam a compreender e expandir o uso criativo dessas tecnologias.
Nota editorial: Esta relação foi atualizada em 29 de agosto de 2025. Devido à rápida evolução das ferramentas de inteligência artificial, novas plataformas podem surgir e outras deixar de existir. Nosso compromisso é revisar periodicamente o conteúdo para garantir informações relevantes e atuais.
As Publicações mais Recentes Ecocídio
Legado e Complexidade: Antônio Dias Leite Júnior e a Infraestrutura Brasileira
🌊 Kingston Fossil Plant: O rastro tóxico do carvão e o crime de Ecocídio
🌊 Ecocídio no Delta do Rio Níger: Sete Décadas de Devastação e a Luta por Justiça Transnacional
🌊 Bhopal: Perspectivas e Legados do Maior Desastre Industrial do Mundo
🌊 Acumulação de Capital e a Lógica Racial: O Ecocídio Além do Crime Jurídico
🌊 Ecocídio na Amazônia Equatoriana: O Legado Tóxico da Chevron-Texaco e a Urgência de um Novo Paradigma Jurídico
Bibliografia
- Agroecologia, agrofloresta e biodinâmico. “A agroecologia é uma ciência que fornece instrumentos à produção agrícola sob as premissas de respeito ao ecossistema e à sazonalidade, com uma visão social e ambientalmente equilibradas. Com a agroecologia há uma outra lógica de produção, onde é importante que se tenha um equilíbrio entre plantas, solo, nutrientes, luz, umidade e organismos, além do uso de tecnologias que respeitem o meio ambiente, com dependência mínima de insumos externos. O manejo agroecológico pode ser utilizado tanto na produção como na agricultura urbana e periurbana, visando a sustentabilidade com uso de técnicas de rotação de culturas, compostagem e manejo orgânico do solo e a associação de cultivos (como vimos nos posts anteriores).” Fonte: Sustentarea.
O “Sustentarea é um Núcleo de Pesquisa e Extensão da Universidade de São Paulo (USP) com objetivo de desenvolver pesquisas científicas nas áreas de sistemas alimentares, alimentação sustentável e sindemia global, além de fomentar diálogos com a sociedade e gestores públicos sobre esses temas, visando transformações benéficas na vida das pessoas e do planeta.” ↩︎ - O verbo mimetizar significa adaptar-se por meio do mimetismo. O mimetismo, por sua vez, é um mecanismo utilizado por algumas espécies para se assemelharem a outras espécies, objetos ou elementos do ambiente, com o objetivo de obter vantagens evolutivas, como: Borboleta-monarca: imita a aparência de uma borboleta venenosa para se proteger de predadores. Camaleão: muda de cor para se camuflar no ambiente. Lança-aranha: imita a aparência de uma flor para atrair insetos que serão suas presas. Polvo-mimético: imita a aparência de outros animais, como peixes e cobras, para se proteger ou caçar. O mimetismo é um fenômeno fascinante que demonstra a incrível capacidade de adaptação dos seres vivos. ↩︎
- Annemarie Baronesa Conrad, “seu nome de solteira, desde pequena apaixonou-se pela natureza, inspirada pelo pai. Naturalmente entrou para a faculdade de agronomia, mesmo Hitler tentando fazer com que as “cabeças pensantes” desistissem de estudar. Ela não só era uma das raras mulheres na faculdade como também aquela que destacou-se por seu talento natural em compreender o invisível: a vida microscópica contida nos solos.” Por Virgínia Knabben. Um jatobá que tomba, centenário. ↩︎
- “O engenheiro agrônomo atua em todas as etapas do processo de produção agrícola, desde o planejamento até o processamento e a comercialização de produtos de origem animal e vegetal, respeitando o manejo e uso sustentável dos recursos naturais. É responsável pelo ensino, pesquisa, transferência de tecnologia e gerenciamento de atividades nas áreas de biotecnologia, agroindústria, engenharia de biossistemas e economia agrícola, administração e sociologia.” Fonte: ESALQ. Vídeo/Fonte: Canal YouTube da Pró-Reitoria de Graduação(PRG), ↩︎
- USP lança centro de estudos voltado à agricultura inovadora e sustentável: “O objetivo do novo centro é prover soluções inovadoras e sustentáveis para que o Brasil continue produzindo alimentos, fibra e energia, mas com uma menor emissão de gases do efeito estufa e maior sequestro de carbono.” Essa frase é do professor Carlos Eduardo Cerri, coordenador do Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (Ccarbon), um dos quatro novos centros criados no início de março pela Reitoria da USP. “Nossas atividades na agricultura e na indústria, mas, principalmente, a queima de combustível fóssil, em todos os setores, emitem gases de efeito estufa para a atmosfera, causando o que chamamos de aquecimento global”, explica. “Como se sabe, 70% das emissões globais desses gases são do setor de queima de combustível, da gasolina, do diesel e do carvão mineral. Globalmente falando, ainda, 20% vêm da agricultura, da pecuária e dos desmatamentos”, enumera. Para o professor, é preciso diminuir essa produção de carbono para a atmosfera, onde ele está em excesso, com maior sequestro de carbono para o solo, onde ficará na forma de matéria orgânica, com benefícios para as plantas e o meio ambiente.”
Práticas conservacionistas de manejo agrícola – “Como o Sistema de Plantio Direto (SPD), a adoção de plantas de cobertura, a rotação com leguminosas e o uso de inoculantes biológicos para minimizar aplicações de fertilizantes – têm sido promissoras, especialmente em regiões tropicais, pois resultam na melhoria das qualidades do solo e da água. Essas práticas contribuem para aumentar os estoques de carbono (C) e de nitrogênio (N), para reduzir a erosão do solo e a lixiviação do N-fertilizante e também para diminuir a contaminação das águas subterrâneas com N. Os processos biológicos são estimulados com a introdução de resíduos vegetais e, se forem derivados da adubação verde com leguminosas, podem ser intensificados com consequente aumento no suprimento do N do solo, na produção de grãos e na economia no uso de fertilizantes nitrogenados, o que resulta em menores custos de produção.” https://www.esalq.usp.br/. Práticas sustentáveis aumentam estoques de C e N. Por: Siu Mui Tsai, Lucas William Mendes, Acácio A. Navarrete e Rodrigo G. Taketani. julho / dezembro de 2009. ↩︎ - e-Aulas é um serviço aberto a todos: “1) Abordar os temas aplicados da ciência do solo como uma continuidade do desenvolvimento conceitual de suas áreas básicas (física, química, biologia do solo e pedologia); 2) Demonstrar e discutir as vantagens e restrições das tecnologias de melhoramento funcional do solo considerando seu papel na produção agrícola, ciclo hidrológico e conservação de recursos naturais e genéticos; 1) Capacitar o aluno na elaboração de projetos de planejamento do uso da terra para fins agrícolas e ambientais” Fonte: Dados da disciplina Instituição Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiro. “O e-Aulas é um serviço aberto a todos. Você não precisa ser da comunidade USP para ter acesso à maioria dos conteúdos publicados na plataforma. Entretanto, outra parte está publicada sob condições restritas de acesso.Basta realizar seu cadastro e usufruir de facilidades como a organização de playlists, ferramentas de anotações, entre outras. E o melhor: o uso da plataforma é totalmente gratuito! Uma vez logado, é só buscar por vídeos de sua área de interesse. Vá em Pesquisar vídeos e se surpreenda com conteúdos das mais diversas áreas do conhecimento.” Tudo num clique! ↩︎
- No âmbito do licenciamento ambiental, a recuperação de áreas degradadas assume papel crucial, exigindo expertise e conhecimento aprofundados. Neste vídeo publicado em 26 de julho de 2022, a Dra. Flávia Peres, consultora ambiental e fundadora do Instituto Gestão Verde (IGV), tece uma análise abrangente e informativa sobre essa temática. Com mais de duas décadas de experiência em licenciamento ambiental, especialmente nas áreas de mineração e energia, a Dra. Peres se destaca por sua expertise e capacidade de apresentar conceitos complexos de forma clara e acessível.
No vídeo, ela discorre sobre as diferenças entre Recuperação, Restauração e Reabilitação de áreas degradadas, trazendo exemplos práticos e elucidativos. A Dra. Peres também apresenta o trabalho do IGV, uma instituição que combina consultoria ambiental e educação especializada, oferecendo soluções inovadoras para a gestão ambiental. O canal do IGV no YouTube oferece uma série de vídeos que abordam temas atuais e relevantes para o licenciamento ambiental, tornando-se um recurso valioso para profissionais da área e para o público em geral.
“Dra. Flávia Peres é Diretora Técnica do Instituto Gestão Verde, Doutora em Ecologia e Meio Ambiente (PhD), Pós doutorado em Restauração Ambiental. Referência Técnica em Meio Ambiente, com mais de 20 anos de experiência em Consultoria, Licenciamento e Gestão Ambiental. Professora e Coordenadora de Pós Graduação, pesquisadora e autora de diversos livros e artigos técnicos e científicos na área ambiental.” Fonte: Linkedin. ↩︎ - Gisele Freitas Vilela: “Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), com mestrado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Lavras (1998) e doutorado em Agronomia (Fitotecnologia) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2009). Atuou durante vários anos em consultoria e certificação de produção agrícola nas áreas de sistemas orgânicos, cultivo de café e horticultura. Ingressou na Embrapa Soja em 2014 e trabalhou na UEP/Balsas no Maranhão como geneticista de plantas na área de melhoramento de soja até 2016. Atualmente é pesquisadora do Grupo de Gestão Territorial (GGTE) da Embrapa Territorial em Campinas/SP. Atua na área de análise e gestão territorial de sistemas agrícolas, recursos ambientais, agricultura sustentável e agrogeologia.” ↩︎
- A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), “sob a égide do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (MAPA), foi criada em 1973 para desenvolver a base tecnológica para um modelo genuinamente tropical de agricultura e pecuária. A iniciativa tem como missão proporcionar ao Brasil segurança alimentar e posição de liderança no mercado internacional de alimentos, fibras e energia.” ↩︎
- O BOKU “foi fundado em 1872. Nessa altura tínhamos 120 alunos, mas nenhuma estudante do sexo feminino, porque não era permitido às mulheres. Com o ano lectivo de 1919/20, foi aprovado por decreto que as mulheres eram “em princípio admitidas ” para BOKU como alunos regulares. 100 anos depois temos aproximadamente 12.500 alunos com uma proporção de mulheres o que representa 50% dos alunos inscritos. Vemos situação semelhante no que diz respeito ao número de teses de doutorado concluídas com 50% de mulheres doutoradas.
Há ainda há uma demanda acumulada por professoras (25%), mas a tendência é aumentar. Todos estes desenvolvimentos mostram claramente que a rápida ascensão da BOKU, de uma pequena universidade agrícola e florestal para uma moderna universidade de ciências da vida, não teria sido possível sem as mulheres. Este caminho de sucesso deve ser continuado para tornar o BOKU “Apto para o Futuro”.” Reitor Univ.Prof. DI Dr. Hubert Hasenauer”. Fonte: BOKU. ↩︎ - Ana Maria Primavesi entra para as Pioneiras da Ciência do CNPQ. “Nesta sexta edição, o CNPq divulga as histórias inspiradoras de nove pesquisadoras em diversas áreas do conhecimento, por meio de verbetes. Esses textos contam as trajetórias pessoais e acadêmicas e permitem observar não somente os resultados do sucesso de cada uma, como também os obstáculos enfrentados no seu caminho.” Por: Gisele Freitas Vilela ↩︎
- A Universidade Rural de Viena é conhecida hoje como Universidade de Recursos Naturais e Ciências da Vida de Viena (BOKU), em alemão, Universität für Bodenkultur Wien. Esta universidade tem uma forte ênfase em ciências agrícolas, florestais e ambientais, e é reconhecida internacionalmente por suas pesquisas e programas acadêmicos nessas áreas. ↩︎
- “A Universidade Federal de Santa Maria é uma instituição de ensino superior pública e federal brasileira, que fica em Santa Maria, no estado do Rio Grande do Sul. A UFSM tem sua sede na Cidade Universitária Professor José Mariano da Rocha Filho.” Assista ao Canal YouTube institucional da Universidade Federal da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). ↩︎
- Mokiti Okada (1882-1955) foi o precursor do modelo de produção agrícola chamado agricultura Natural, cujo o princípio é através do profundo respeito às leis da natureza produzir alimentos dotados de elevada energia vital e assim ajudar humanidade a construir um mundo ideal, isento de doença, da pobreza e do conflito. Por se tratar de uma cultura largamente cultivada e consumida no mundo todo, o milho (Zea mays L.) tem papel fundamental nessa construção. ↩︎
- A Associaçao de Agricultura Orgânica (AAO), “fundada em 1989 é uma ONG que luta pela defesa da agricultura orgânica, do comércio direto e do consumo de alimentos orgânicos. A instituição foi criada por engenheiros, agrônomos, produtores, jornalistas e pesquisadores que praticavam a agricultura orgânica e acreditavam na sua viabilidade socioeconômica e ambiental. Atuamos junto aos produtores, ao mercado e ao poder público, buscando aumentar a oferta, a acessibilidade e garantindo a qualidade orgânica”. ↩︎
- O One World Award (OWA) “foi criado pela Rapunzel Naturkost para homenagear pessoas e projetos que tornam o mundo um lugar melhor. O prémio promove atividades inovadoras em sustentabilidade ecológica, social e econômica e reconhece soluções criativas e altamente eficazes para alcançar meios de subsistência justos e proteção ambiental. Premiado a cada três anos, o OWA incentiva o envolvimento em projetos que promovam um futuro habitável e a construção de uma comunidade pacífica. IFOAM – Organics International faz parceria com Rapunzel Naturkost para o prêmio One World. Somos um membro ativo do júri do OWA e também participamos na seleção do Lifetime Achievement Award. O Lifetime Achievement Award é um reconhecimento não monetário que homenageia indivíduos que tiveram um impacto significativo e positivo no setor orgânico ao longo de muitos anos.” ↩︎
- “Durante a Primeira Guerra Mundial, Johannes Görbing foi farmacêutico do Estado-Maior. Em 1918 esta atividade levou-o também ao Médio Oriente. Imediatamente após o fim da guerra, ele começou a trabalhar no aumento dos rendimentos agrícolas em Großborstel, a fim de neutralizar a difícil situação de abastecimento. Em 1925, a indústria de fertilizantes e cal montou extensas instalações de teste na Tangsteder Straße, em Rellingen. Johannes Görbing testou os efeitos dos fertilizantes lá e finalmente mudou-se para Rellingen com sua família em 1926. Como especialista agrícola requisitado, ele passava nove meses por ano viajando para aconselhar os agricultores no final da década de 1920. Johannes Görbing morreu em 1946, aos 69 anos.” Fonte: Museu Pinneberg ↩︎
- Canal oficial da Globo Rural, uma publicação da Editora Globo. Programa: O agro de ponta a ponta. ↩︎
- Larissa Mies Bombardi: “Possui graduação em Geografia (Bacharelado e Licenciatura) pela Universidade de São Paulo (1995) Título de Mestre em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (2001, Bolsa CNPq) e Título de Doutor em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (2005, Bolsa CNPq). Pós Doutorado – Geografia – Universidade Federal Fluminense – UFF , (2015, Bolsa CAPES). É professora doutora no Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo e no Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana – USP.
Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Humana,e, especificamente, geografia agrária. Publicou em 2004 o livro “O Bairro Reforma Agrária e o Processo de Territorialização Camponesa”, pela Editora Annablume. Nos últimos cinco anos tem se dedicado ao estudo do uso de agrotóxicos na agricultura brasileira e sua conexão com a mundialização do capital. Publicou em 2016 o “Pequeno Ensaio Cartográfico sobre o Uso de Agrotóxicos no Brasil”.
Fez Pós-Doutorado na Universidade de Strathclyde – Escócia, com Bolsa de Pesquisa no Exterior financiada pela FAPESP, desenvolvendo o Projeto de Pesquisa: “Brasil e União Europeia-A agricultura mundializada e a dialética do uso de agrotóxicos: diferenças, restrições e impactos das commodities brasileiras no mercado europeu”. Como resultado deste Pós-Doutorado publicou, em 2017, o Atlas “Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia”. (Fonte: Currículo Lattes).”
Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre o(a) pesquisador(a):
Los agrotóxicos en el tapete e Agrotóxicos na berlinda
Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o(a) pesquisador(a)
Projeto para um Brasil Novo: Meio Ambiente
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (20 total):
1. O Globo: O que muda no campo (2023-11-30)
2. O Globo online: Lei dos Agrotóxicos diminui rigor e deixa ministérios de Lula em lados opostos; veja itens polêmicos (2023-11-30)
2. Folha de S. Paulo: 30% dos ingredientes de agrotóxicos liberados neste ano são barrados na UE (2019-09-19). Fonte: FAPESP ↩︎ - Desempenho de Cultivares e Análise Bromatológica de Milho Sob Sistema Orgânico de Produção. Autor: Guilherme Pozzato Francisco de Souza. Dissertação apresentada como requisito para
obtenção do título de Mestre em Agricultura Tropical e Subtropical, área de Concentração Área de Concentração em Genética, Melhoramento Vegetal e Biotecnologia ↩︎ - Desempenho de Cultivares e Análise Bromatológica de Milho Sob Sistema Orgânico de Produção. Autor: Guilherme Pozzato Francisco de Souza. Dissertação apresentada como requisito para
obtenção do título de Mestre em Agricultura Tropical e Subtropical, área de Concentração Área de Concentração em Genética, Melhoramento Vegetal e Biotecnologia ↩︎ - Desempenho de Cultivares e Análise Bromatológica de Milho Sob Sistema Orgânico de Produção. Autor: Guilherme Pozzato Francisco de Souza. Dissertação apresentada como requisito para
obtenção do título de Mestre em Agricultura Tropical e Subtropical, área de Concentração Área de Concentração em Genética, Melhoramento Vegetal e Biotecnologia ↩︎ - A introdução do pastejo rotativo em qualquer parte da fazenda ou na fazenda inteira, sem consideração do terreno, da declividade e da fertilidade é altamente prejudicial. Fonte: Planejamento do uso do solo dentro de uma propriedade. ↩︎
- O que é o Tribunal Penal Internacional? Neste vídeo introdutório você poderá entender quais foram os objetivos que levaram os Estados a concordar com a criação de um tribunal penal permanente com vocação para a universalidade. A juíza Luz del Carmen Ibáñez explica as principais funções da Corte, os casos em que pode exercer sua jurisdição e os princípios que regem seu mandato. Você também conhecerá os órgãos que compõem o Tribunal e como ele funciona. Junte-se a nós e descubra a importância do Tribunal Penal Internacional na luta contra a impunidade. você quer saber mais? Convidamos você a consultar a bibliografia sobre “A jurisdição do TPI” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” da CCI, disponível em: https://www.icc-cpi.int/get-involved/… item.aspx?section=ICL-part1-s15. ↩︎
- O Tribunal Penal Internacional investiga, processa e, em última análise, condena pessoas pelos crimes internacionais mais graves, incluindo o crime de genocídio. Nesta apresentação, Magali Bobbio, Diretora Jurídica Adjunta do TPI, explica o que é o “crime dos crimes”, seu contexto histórico e normativo, bem como os comportamentos e meios regulados pelo Estatuto de Roma para a sua perpetração. Junte-se a nós e descubra a importância do Tribunal Penal Internacional na busca por justiça para as vítimas. Ficou interessado em saber um pouco mais? Convidamos você a revisar a bibliografia sobre “O crime de genocídio” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” do TPI disponível em: https://www.icc-cpi.int/ envolver-se /… . ↩︎
- Os crimes contra a humanidade são abusos generalizados e sistemáticos que afectam a humanidade como um todo, tornando-os um dos crimes mais graves e significativos para a comunidade internacional. Juan Pablo Calderón Meza, Diretor Jurídico Adjunto do TPI, explica como esses crimes são cometidos, quais características os definem e que tipo de conduta pode levar ao seu cometimento. Junte-se a nós e descubra a importância do Tribunal Penal Internacional na busca por justiça para as vítimas. Ficou interessado em saber um pouco mais? Convidamos você a revisar a bibliografia sobre “Crimes contra a humanidade” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” do TPI disponível em: https://www.icc-cpi.int/get – envolvido/… ↩︎
- Nesta apresentação, Enrique Carnero, Diretor Jurídico do TPI, apresenta o crime de agressão, incluído no Estatuto de Roma desde 2010 com as alterações de Kampala. Com base no seu contexto histórico, você descobrirá a relação entre este crime e os atos de agressão, bem como as condições específicas sob as quais o TPI pode exercer a sua jurisdição para investigar, processar e punir os responsáveis. Junte-se a nós e conheça o trabalho do Tribunal Penal Internacional na busca por uma paz estável e duradoura. Ficou interessado em saber um pouco mais? Convidamos você a revisar a bibliografia sobre “O crime de agressão” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” do TPI disponível em: https://www.icc-cpi.int/ envolver-se /… ↩︎
- Neste vídeo, Ania Salinas, Diretora Jurídica Adjunta do TPI, explica os comportamentos específicos que se qualificam como crimes de guerra, as normas internacionais que tentaram limitar os meios e métodos de combate em conflitos armados internos e internacionais, e como foram cristalizadas no Estatuto de Roma para determinar a responsabilidade dos autores. Junte-se a nós e descubra o papel do Tribunal Penal Internacional na prevenção de crimes internacionais. Ficou interessado em saber um pouco mais? Convidamos você a revisar a bibliografia sobre “Crimes de Guerra” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” do TPI disponível em: https://www.icc-cpi.int/get- envolvido /… ↩︎
- Jojo Mehta “foi cofundador do Stop Ecocide em 2017, ao lado da advogada e pioneira jurídica Polly Higgins , para apoiar o estabelecimento do ecocídio como crime no Tribunal Penal Internacional. Como CEO e porta-voz principal, ela supervisionou o notável crescimento do movimento enquanto coordenava os desenvolvimentos jurídicos, a tração diplomática e a narrativa pública. Ela é presidente da instituição de caridade Stop Ecocide Foundation e organizadora do Painel de Especialistas Independentes para a Definição Legal de Ecocídio, presidido por Philippe Sands QC e Dior Fall Sow. A definição resultante, lançada em Junho de 2021, catalisou Desenvolvimentos legislativos, recomendações e resoluções a nível nacional, regional e internacional.” ↩︎
- Philippe Sands KC “é Professor de Compreensão Pública do Direito na Faculdade de Direito da University College London e Professor Visitante de Direito na Harvard Law School. Ele é advogado em 11 King’s Bench Walk (11KBW) e atua como advogado perante a Corte Internacional de Justiça e outros tribunais e cortes internacionais. Ele atua como árbitro em disputas internacionais de investimentos e no Tribunal Arbitral do Esporte.” Fonte: Universidade de Harvard ↩︎
- Dior Fall Sow “foi a primeira mulher no Senegal, nomeada Procuradora da República no Tribunal de Primeira Instância de Saint-Louis em 1976. Sem hesitar em deixar Dakar, foi a primeira mulher a mudar-se para a região de St Louis como juiz de instrução, em 1971, e entre as seis pessoas designadas a Saint-Louis como posto de serviço. Sua impressionante ética de trabalho foi percebida como um símbolo da capacidade das mulheres de exercer a profissão jurídica. Em seus primeiros dias em St Louis, ela ocasionalmente era obrigada a atuar como promotora quando esta estava fora da cidade. Portanto, quando o promotor foi destacado para outra área, ele sugeriu o nome dela como sua sucessora como promotora no gabinete de St. Louis. Assim, em 1976, Dior Fall Sow tornou-se a primeira mulher promotora no Senegal. Ela estava plenamente consciente dos aspectos desafiadores do cargo e de como seu sucesso no mesmo abriria portas semelhantes para outras mulheres.” Fonte: Instituto para Mulheres Africanas no Direito © Todos os direitos reservados. ↩︎
- Andrew Harding “é um jornalista e escritor britânico. Ele tem vivido e trabalhado no exterior como correspondente estrangeiro nas últimas 3 décadas. Desde 1994 ele trabalha para a BBC News. Andrew ganhou vários prêmios por seu jornalismo e redação. Em 2014, a sua cobertura da guerra na República Centro-Africana ganhou um Emmy em Nova Iorque. “These Are Not Gentle People” ganhou o principal prêmio literário da África do Sul – o prêmio de não-ficção Alan Paton do Sunday Times. O livro também foi selecionado para o prestigiado prêmio criminal “Golden Dagger” do Reino Unido, enquanto a série de rádio da BBC com a mesma história, Blood Lands, ganhou o principal prêmio de rádio da Europa, um “Prix Europa”, em 2021. A reportagem de Andrew da Birmânia ganhou um Prêmio da Anistia de Direitos Humanos em 2006. Em 2004, ele ganhou uma parte do Prêmio Peabody pela cobertura da BBC sobre Darfur, e seu trabalho no norte de Uganda lhe rendeu o Prêmio Britânico de Imprensa Estrangeira e o Prêmio Bayeux por Reportagem de Guerra.” Fonte/Site Oficial: Andrew Harding ↩︎
Agente Laranja
🌊 O Ecocídio na Encruzilhada das COPs: Da Biodiversidade à Transição Energética na Amazônia
A tipificação do ecocídio vai além da mera negligência: ela reconhece a responsabilidade consciente e intencional por danos ambientais graves. Ao incluir explicitamente os conceitos de “conhecimento” e “probabilidade”, a legislação destaca a assunção deliberada de riscos como elementos centrais de responsabilização. Essa abordagem é crucial para setores estratégicos da Amazônia, como a conservação da biodiversidade e a transição energética, especialmente no contexto das negociações das COPs. Entenda como essa perspectiva pode redefinir o papel do Brasil nas políticas climáticas globais e na proteção da floresta amazônica.
A crise climática, a perda de biodiversidade e a desertificação, constituem faces interdependentes1 de uma mesma emergência planetária.2 No centro desse cenário emerge o conceito de ecocídio,3 não apenas como uma categoria jurídica emergente, mas como um imperativo ético capaz de reorientar as responsabilidades humanas frente à degradação ambiental. Inspirada em formulações da National Geographic Brasil e em definições fundamentadas por organizações como a Stop Ecocide International, a tipificação propõe reconhecer como crime qualquer “ato ilegal ou arbitrário perpetrado com o conhecimento de que há uma probabilidade substancial de causar danos graves, extensos ou duradouros ao meio ambiente”. A inclusão explícita de “conhecimento”4 e “probabilidade” desloca a discussão para além da negligência, destacando a “intencionalidade” e a assunção consciente do risco como elementos centrais de responsabilização de empresas, governos e indivíduos.
No debate sobre a criminalização do Ecocídio, a definição de “conhecimento” é crucial para estabelecer a responsabilidade e ir além da mera negligência. Nesse sentido, vale refletir sobre esta visão que aprofunda sua importância.
Neste contexto, conhecimento é a consciência inequívoca dos impactos ambientais negativos causados por uma ação, mesmo quando essa ação é disfarçada de sustentável ou “verde”. Não se trata apenas de saber “o que” está acontecendo, mas de compreender “a quem” e “a que custo” essa ação beneficia, ignorando o dano sistêmico ao meio ambiente.
Quando empresas e governos se encontram na encruzilhada de decisões ambientais, a “probabilidade” dos danos futuros se torna um elemento central para a responsabilização. Para compreender melhor esse conceito, é interessante considerar esta perspectiva que destaca seu papel fundamental.
A probabilidade se conecta ao Ecocídio ao estabelecer a antecipação do risco. Não se trata de um evento aleatório, mas sim de uma ação cujos resultados prejudiciais são previsíveis. Quando uma empresa, governo ou indivíduo toma uma decisão que ignora estudos científicos, dados climáticos ou o histórico de impactos ambientais, eles estão assumindo conscientemente a alta probabilidade de causar um dano ecológico. Por exemplo, a decisão de perfurar em uma área de grande biodiversidade, apesar dos avisos de especialistas, não é uma aposta, mas uma escolha calculada, onde a probabilidade de um vazamento devastador ou de uma destruição irreversível é conhecida. Portanto, a inclusão de “probabilidade” no debate sobre o Ecocídio move a discussão de um “erro acidental” para uma assunção de risco intencional, tornando o dano não uma surpresa, mas uma consequência esperada e, por isso, criminosa.
A criminalização do Ecocídio, tema central de nossas discussões, exige que a “intencionalidade” seja claramente definida para que atos de destruição ambiental sejam classificados como crimes. Para entender melhor esse conceito, é útil refletir sobre esta definição que destaca sua essência e propósito.
A intencionalidade se manifesta no Ecocídio como a vontade consciente de realizar uma ação cujos danos ambientais são conhecidos e prováveis. Diferente de um acidente ou de uma negligência, a intencionalidade implica uma escolha deliberada de causar o dano ou de agir de uma forma que, inevitavelmente, o causará, mesmo que o objetivo final seja o lucro ou o avanço de um projeto. A intencionalidade transforma a destruição em um ato criminoso, pois demonstra que o agente agiu de forma calculada, e não por engano, priorizando seus interesses em detrimento da saúde do planeta.
“Se o ecocídio é um crime em potencial, cabe às arenas multilaterais — especialmente as COPs — discutir como os Estados e empresas podem ser responsabilizados e como se alinham compromissos globais à preservação da vida.”
Neste contexto, as Conferências das Partes (COPs) assumem papel decisivo. A COP16, realizada em Cali, Colômbia, representou um marco no avanço do Marco Global de Biodiversidade Kunming-Montreal, buscando mecanismos efetivos de preservação do patrimônio natural. Já a futura COP30, marcada para 2025 em Belém do Pará, Brasil, no coração da Amazônia, aponta para uma convergência inédita: integrar as agendas climática e de biodiversidade, conectando a mitigação das mudanças climáticas com a proteção dos ecossistemas, a promoção da bioeconomia e a valorização do conhecimento ancestral.
A escolha de Belém como sede transcende o aspecto logístico e assume significado geopolítico e simbólico. Debater a Amazônia dentro da própria Amazônia — com a participação ativa de povos indígenas, comunidades ribeirinhas e quilombolas — reposiciona a justiça climática como eixo estruturante. Essa perspectiva global abarca temas como transição energética, florestas, oceanos, financiamento climático e biodiversidade, sempre sob a ótica de uma transição justa, que coloca comunidades vulneráveis no centro das decisões.
Trajetória das COPs (1995–2030)
Para compreender como chegamos até esse ponto decisivo, torna-se essencial revisitar a trajetória das COPs desde 1995.
Embora todas sejam chamadas de “COPs” — Conferências das Partes —, é importante destacar que cada uma está vinculada a um tratado específico da ONU. A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), realizada anualmente, discute emissões de gases de efeito estufa, transição energética e metas globais, como as definidas no Acordo de Paris. A COP da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) ocorre a cada dois anos e trata da proteção dos ecossistemas, das espécies e dos conhecimentos tradicionais. Já a COP da Convenção de Combate à Desertificação (UNCCD) foca na recuperação dos solos degradados e na resiliência das comunidades afetadas pelas secas. Todas nasceram na ECO-92, mas cada uma segue sua própria linha do tempo, com objetivos específicos que se complementam em três grandes eixos ambientais: clima, biodiversidade e desertificação.
É nesse percurso que se revela a encruzilhada atual: das primeiras negociações técnicas, ao desafio contemporâneo de alinhar clima, biodiversidade e justiça social.
- COP1 (1995) – Berlim, Alemanha. A primeira Conferência das Partes (COP1), realizada em Berlim, Alemanha, em março de 1995, marcou o início oficial das negociações climáticas sob a UNFCCC. O evento resultou na adoção do Mandato de Berlim, que reconheceu a necessidade de fortalecer os compromissos dos países desenvolvidos em relação à redução de emissões, preparando o terreno para futuros acordos vinculantes. Estabeleceu as “bases” para acordos futuros, como o Protocolo de Kyoto. 5 Fonte: UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) e Agência Senado.
- COP2 (1996) – Genebra, Suíça. Realizada em Genebra, Suíça, em julho de 1996, a COP2 consolidou o apoio científico ao combate às mudanças climáticas, com base no Segundo Relatório do IPCC.6 Os países reafirmaram a urgência de ações concretas e reconheceram oficialmente a necessidade de metas de redução de emissões, reforçando o caminho para o Protocolo de Kyoto. A Declaração de Genebra consolidou o compromisso com o desenvolvimento sustentável e incentivou a criação de Metas de Desenvolvimento Sustentável. Fonte: UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas).
- COP3 (1997) – Kyoto, Japão. A terceira Conferência das Partes (COP3), realizada em Kyoto, Japão, entre os dias 1º e 10 de dezembro de 1997, resultou na adoção do Protocolo de Kyoto. Segundo a UNFCCC, o evento ficou registrado como a Kyoto Climate Change Conference – December 1997. O protocolo estabeleceu metas juridicamente vinculantes para a redução de emissões de gases de efeito estufa por países desenvolvidos, marcando um avanço significativo na responsabilização internacional. Fonte (UNFCCC): Kyoto Climate Change Conference – December 1997
- COP4 (1998) – Buenos Aires, Argentina. A COP4, realizada em Buenos Aires, Argentina, em novembro de 1998, teve como foco a implementação do Protocolo de Kyoto. O Plano de Ação de Buenos Aires foi lançado para definir prazos e mecanismos operacionais, incluindo regras para os mercados de carbono e flexibilização dos compromissos. Fonte (UNFCCC): Buenos Aires Climate Change Conference – November 1998
- COP5 (1999) – Bonn, Alemanha. Em Bonn, Alemanha, a COP5 serviu como uma conferência técnica voltada à consolidação dos mecanismos do Protocolo de Kyoto. Embora não tenha resultado em grandes decisões políticas, o evento avançou na definição de regras para os mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL) e na preparação para a ratificação do protocolo. Fonte (UNFCCC): Bonn Climate Change Conference – October 1999
- COP6 (2000–2001) – Haia, Países Baixos / Bonn, Alemanha. A COP6 foi inicialmente realizada em Haia, em novembro de 2000, mas as negociações foram suspensas e retomadas em Bonn, em julho de 2001. O foco foi a implementação do Protocolo de Kyoto, especialmente os mecanismos de flexibilidade e financiamento climático. O acordo de Bonn estabeleceu compromissos financeiros dos países desenvolvidos e regras para o uso de sumidouros de carbono. Fonte (UNFCCC): The Hague Climate Change Conference – November 2000
- COP6-bis (2001) – Bonn, Alemanha: Conclusão dos Acordos de Bonn. A COP6-bis, realizada em Bonn em 2001, foi uma retomada das negociações da COP6, que havia fracassado em Haia. Fonte (UNFCCC): Bonn Climate Change Conference – July 2001. Data do evento: 16 Jul – 27 Jul 2001
- COP7 (2001) – Marrakesh, Marrocos. Realizada em Marrakesh, a COP7 consolidou os avanços da COP6 com a adoção das Regras de Marrakesh, que detalharam os mecanismos do Protocolo de Kyoto. O evento também reforçou o papel dos países em desenvolvimento e definiu critérios para o financiamento climático e transferência de tecnologia. Fonte (UNFCCC): Marrakech Climate Change Conference – October 2001
- COP8 (2002) – Nova Délhi, Índia. COP8 destacou a vulnerabilidade dos países em desenvolvimento às mudanças climáticas. A Declaração de Delhi enfatizou a necessidade de desenvolvimento sustentável e reforçou o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, sem impor novas metas de redução de emissões. Fonte (UNFCCC): New Delhi Climate Change Conference – October 2002
- COP9 (2003) – Milão, Itália. Em Milão, a COP9 avançou na operacionalização do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e na estruturação do Fundo Especial para Mudança do Clima. O evento também tratou da capacitação técnica dos países em desenvolvimento para enfrentar os impactos climáticos. Fonte (UNFCCC): Milan Climate Change Conference – December 2003
- COP10 (2004) – Buenos Aires, Argentina. A COP10 revisou os 10 anos da UNFCCC e promoveu diálogos sobre adaptação, financiamento e transferência de tecnologia. O evento reforçou a importância de apoiar países vulneráveis e aprofundou discussões sobre os impactos regionais das mudanças climáticas. Fonte (UNFCCC): Buenos Aires Climate Change Conference – December 2004
- COP11/CMP1 (2005) – Montreal, Canadá. A COP11 coincidiu com a primeira reunião das Partes do Protocolo de Kyoto (CMP1). O evento marcou o início das negociações para um novo regime climático pós-2012 e lançou o Diálogo de Montreal, que buscava caminhos para ampliar a ação climática global. Fonte (UNFCCC): Montreal Climate Change Conference – December 2005
- COP12/CMP2 (2006) – Nairóbi, Quênia. A COP12 enfatizou a adaptação às mudanças climáticas, especialmente em países africanos. Foi criado o Fundo de Adaptação e discutida a necessidade de fortalecer capacidades locais para enfrentar eventos extremos e degradação ambiental. Fonte (UNFCCC): Nairobi Climate Change Conference – November 2006
- COP13/CMP3 (2007) – Bali, Indonésia. A COP13 resultou no Mapa do Caminho de Bali, que estabeleceu um cronograma para negociar um novo acordo climático até 2009. O evento reforçou o papel das ações de mitigação, adaptação, financiamento e tecnologia como pilares da cooperação internacional. Fonte (UNFCCC): Bali Climate Change Conference – December 2007
- COP14/CMP4 (2008) – Poznań, Polônia. Em Poznań, as Partes avançaram na estruturação do Fundo de Adaptação e discutiram propostas para o novo acordo climático. O evento serviu como preparação para a COP15, com foco na transparência e na governança dos mecanismos financeiros. Fonte (UNFCCC): Poznan Climate Change Conference – December 2008
- COP15/CMP5 (2009) – Copenhague, Dinamarca. A COP15 gerou grandes expectativas, mas terminou com o Acordo de Copenhague, um documento não vinculante que reconheceu a meta de limitar o aquecimento global a 2 °C. Apesar das frustrações, o evento mobilizou líderes mundiais e ampliou o debate público sobre a crise climática. Fonte (UNFCCC): Copenhagen Climate Change Conference – December 2009
- COP16/CMP6 (2010) – Cancún, México. A COP16 resultou nos Acordos de Cancún, que formalizaram compromissos voluntários de redução de emissões e criaram o Fundo Verde para o Clima. O evento também reconheceu oficialmente a meta de 2 °C como limite para o aquecimento global. Fonte (UNFCCC): Cancún Climate Change Conference – November 2010.
- COP17/CMP7 (2011) – Durban, África do Sul. m Durban, foi lançado o Plataforma de Durban para Ação Reforçada, que iniciou negociações para um novo acordo climático global. As Partes concordaram em desenvolver um instrumento legal aplicável a todos os países até 2015. Fonte (UNFCCC): Durban Climate Change Conference – November 2011
- COP18/CMP8 (2012) – Doha, Catar. A COP18 estendeu o Protocolo de Kyoto até 2020 e definiu o cronograma para o novo acordo global. O Pacote de Doha incluiu compromissos de financiamento e reforçou a importância da ação climática imediata. Fonte (UNFCCC): Doha Climate Change Conference – November 2012
- COP19/CMP9 (2013) – Varsóvia, Polônia. A COP19 criou o Mecanismo Internacional de Varsóvia para perdas e danos associados às mudanças climáticas. Também avançou na estruturação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) para o futuro acordo de Paris. Fonte (UNFCCC): Warsaw Climate Change Conference – November 2013
- COP20/CMP10 (2014) – Lima, Peru. A COP20 definiu os elementos do rascunho do Acordo de Paris e estabeleceu diretrizes para as NDCs. O Chamado de Lima para Ação Climática reforçou o engajamento dos países em desenvolvimento no processo de negociação. Fonte (UNFCCC): Lima Climate Change Conference – December 2014
- COP21/CMP11 (2015) – Paris, França. A COP21 culminou na adoção do Acordo de Paris, um marco histórico que compromete todos os países a limitar o aquecimento global a bem abaixo de 2 °C, com esforços para 1,5 °C. O acordo introduziu metas voluntárias, revisão periódica e mecanismos de transparência. Fonte (UNFCCC): Paris Climate Change Conference – November 2015
- COP22/CMP12 (2016) – Marrakesh, Marrocos. A COP22 focou na implementação do Acordo de Paris e lançou a Parceria de Marrakesh para Ação Global pelo Clima. O evento também reforçou o papel dos atores não estatais, como cidades e empresas, na transição climática. Fonte (UNFCCC): Marrakech Climate Change Conference – November 2016
- COP23/CMP13 (2017) – Bonn, Alemanha (Presidência de Fiji). Sob presidência de Fiji, a COP23 avançou na estruturação do Diálogo Talanoa, um processo inclusivo para aumentar a ambição climática. Também foram discutidas regras para operacionalizar o Acordo de Paris. Fonte (UNFCCC): UN Climate Change Conference – November 2017
- COP24/CMP14 (2018) – Katowice, Polônia. A COP24 adotou o Livro de Regras de Katowice, que detalha os procedimentos de transparência, financiamento e revisão das NDCs. O evento foi essencial para tornar o Acordo de Paris operacional. Fonte (UNFCCC): Katowice Climate Change Conference – December 2018
- COP25/CMP15 (2019) – Madri, Espanha (Presidência do Chile). A COP25 enfrentou dificuldades nas negociações sobre mercados de carbono e ambição climática. Apesar dos avanços técnicos, o evento foi marcado por frustrações quanto à falta de consenso político. Fonte (UNFCCC): UN Climate Change Conference – December 2019
- COP26/CMP16 (2021) – Glasgow, Reino Unido. A COP26 reforçou o compromisso com a meta de 1,5 °C e lançou o Pacto Climático de Glasgow. Houve avanços na redução do uso de carvão, financiamento climático e regras para os mercados de carbono. Fonte (UNFCCC): Glasgow Climate Change Conference – October-November 2021
- COP27/CMP17 (2022) – Sharm el-Sheikh, Egito. A COP27 destacou a justiça climática e criou o Fundo para Perdas e Danos, voltado a países vulneráveis. O evento reforçou a necessidade de financiamento e adaptação, especialmente para o Sul Global. Fonte (UNFCCC): Sharm el-Sheikh Climate Change Conference – November 2022
- COP28/CMP18 (2023) – Dubai, Emirados Árabes Unidos. A COP28 realizou o primeiro Balanço Global do Acordo de Paris, avaliando o progresso coletivo. O evento também discutiu transição energética, financiamento e metas de neutralidade de carbono. Fonte (UNFCCC): UN Climate Change Conference – United Arab Emirates
- COP29/CMP19 (2024) – Baku, Azerbaijão. Prevista para novembro de 2024, a COP29 foi crucial para definir novas metas de financiamento climático e preparar o terreno para a revisão das NDCs em 2025. O evento fortalece a cooperação internacional rumo à neutralidade climática. Fonte (UNFCCC): UN Climate Change Conference Baku – November 2024
- COP30/CMP20/CMA7 (2025) – Belém, Brasil: Amazônia, transição energética e justiça social. COP30 será realizada em Belém, no coração da Amazônia, marcando um momento histórico para o Brasil e para a agenda climática global. O evento simboliza o protagonismo dos países latino-americanos na luta contra o desmatamento e na promoção da justiça climática. Espera-se que a conferência aprofunde os compromissos do Acordo de Paris, fortaleça o financiamento para adaptação e amplifique as vozes indígenas e tradicionais na formulação de políticas ambientais. A escolha de Belém como sede representa um chamado à preservação dos biomas tropicais e à valorização da biodiversidade como eixo estratégico da ação climática internacional. Fonte: Brasil – 30ª Conferência das Partes (COP30) – Site Oficial.
Linha do Tempo Completa das COPs da CDB (1994–2026): Explorando a Biodiversidade Global
- COP1 (1994) – Nassau, Bahamas. A primeira Conferência das Partes da CDB, realizada em Nassau, Bahamas, de 28 de novembro a 9 de dezembro de 1994, estabeleceu o programa de trabalho inicial da Convenção. Foram definidas diretrizes para o mecanismo financeiro e prioridades temáticas, lançando as bases para a implementação global da CDB. Fonte: PNUMA/CBD/COP/1/17
- COP2 (1995) – Jacarta, Indonésia. Realizada em Jacarta, Indonésia, de 6 a 17 de novembro de 1995, a COP2 abordou temas como biodiversidade marinha e costeira, biossegurança e acesso a recursos genéticos. A conferência reforçou o compromisso com a conservação e uso sustentável da biodiversidade. Fonte: UNEP/CBD/COP/2/19
- COP3 (1996) – Buenos Aires, Argentina. A COP3, em Buenos Aires, de 4 a 15 de novembro de 1996, tratou da biodiversidade agrícola, propriedade intelectual e financiamento. A conferência também avançou na identificação e monitoramento da biodiversidade, fortalecendo os mecanismos de avaliação. Fonte: UNEP/CBD/COP/3/38
- COP4 (1998) – Bratislava, Eslováquia. De 4 a 15 de maio de 1998, a COP4 discutiu ecossistemas de águas interiores, conhecimento tradicional (Artigo 8(j)) e repartição de benefícios. Foi estabelecido um programa de revisão das operações da Convenção, com foco em eficácia e governança. Fonte: UNEP/CBD/COP/4/27
- EXCOP 1 (1999) – Cartagena, Colombia. First Extraordinary Meeting of the Conference of the Parties to the Convention on Biological Diversity. Fonte: UNEP/CBD/EXCOP/1/3
- EXCOP 2 (2000) – Segunda reunião extraordinária da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica. Fonte: CBD/EXCOP/2/3
- COP5 (2000) – Nairóbi, Quênia. A COP5, realizada de 15 a 26 de maio de 2000, abordou ecossistemas áridos, uso sustentável da biodiversidade e turismo. Também avançou nas discussões sobre acesso a recursos genéticos e repartição de benefícios, com foco em justiça e equidade. Fonte: UNEP/CBD/COP/5/23
- COP6 (2002) – Haia, Países Baixos. De 7 a 19 de abril de 2002, a COP6 tratou de espécies exóticas invasoras, biodiversidade florestal e aprovou o Plano Estratégico 2002–2010. A conferência reforçou o papel da CDB na proteção de ecossistemas críticos e na promoção da cooperação internacional. Fonte: UNEP/CBD/COP/6/20
- COP7 (2004) – Kuala Lumpur, Malásia. A COP7, realizada de 9 a 20 de fevereiro de 2004, focou em ecossistemas montanhosos, áreas protegidas e transferência de tecnologia. Foi adotado o Programa de Trabalho sobre Áreas Protegidas, considerado um marco na conservação in situ. Fonte: UNEP/CBD/COP/7/21/PART1
- COP8 (2006) – Curitiba, Brasil 🇧🇷. De 20 a 31 de março de 2006, Curitiba sediou a COP8, que abordou biodiversidade insular, comunicação ambiental e acesso e repartição de benefícios. O Brasil destacou a importância da biodiversidade tropical e dos povos tradicionais como guardiões da natureza. Fonte: UNEP/CBD/COP/8/31
- COP9 (2008) – Bonn, Alemanha. Realizada de 19 a 30 de maio de 2008, a COP9 tratou da biodiversidade agrícola, espécies invasoras e incentivos econômicos. Foi aprovada a Estratégia Global para a Conservação de Plantas e discutido o progresso rumo às metas de 2010. Fonte: UNEP/CBD/COP/9/29
- COP10 (2010) – Nagoya, Japão. A COP10, de 18 a 29 de outubro de 2010, resultou no Protocolo de Nagoya sobre acesso a recursos genéticos e repartição de benefícios. Também foi adotado o Plano Estratégico 2011–2020 e as Metas de Aichi para a biodiversidade. Fonte: UNEP/CBD/COP/10/27
- COP11 (2012) – Hyderabad, Índia. De 8 a 19 de outubro de 2012, a COP11 avaliou o progresso das Metas de Aichi e discutiu financiamento para biodiversidade. A conferência reforçou o papel dos países em desenvolvimento e a necessidade de recursos adequados para implementação. Fonte: UNEP/CBD/COP/11/35
- COP12 (2014) – Pyeongchang, Coreia do Sul. A COP12, realizada de 6 a 17 de outubro de 2014, revisou os avanços das Metas de Aichi e lançou o Índice de Biodiversidade Global. O evento destacou a integração da biodiversidade em setores econômicos e políticas públicas. Fonte: UNEP/CBD/COP/12/29
- COP13 (2016) – Cancún, México. De 4 a 17 de dezembro de 2016, a COP13 promoveu a integração da biodiversidade nos setores agrícola, pesqueiro, florestal e turístico. Foi adotada a Declaração de Cancún, reforçando a transversalidade da biodiversidade nas decisões econômicas. Fonte: CBD/COP/13/25
- COP14 (2018) – Sharm El-Sheikh, Egito. A COP14, de 17 a 29 de novembro de 2018, lançou o processo para o novo marco global pós-2020. Também foram discutidas abordagens baseadas em ecossistemas e medidas para reduzir ameaças à biodiversidade. Fonte: CBD/COP/14/14
- COP15 (2021–2022) – Kunming, China / Montreal, Canadá. Dividida em duas partes, a COP15 culminou na adoção do Marco Global Kunming-Montreal para a Biodiversidade em dezembro de 2022. O acordo estabelece metas ambiciosas até 2030, incluindo proteger 30% das áreas terrestres e marinhas e restaurar ecossistemas degradados. Fonte:
- COP 15 PARTE 1 (2022) – Montreal, Canadá. Fonte: CBD/COP/15/17
- COP 15 retomada (2023) – Fonte: CBD/COP/15/1/Rev.1
- COP16 (2024) – Cali, Colômbia. Prevista para ocorrer de 21 de outubro a 1º de novembro de 2024, a COP16 será a primeira grande reunião após o Marco Kunming-Montreal. O evento avaliará o progresso dos países na implementação das metas e discutirá mecanismos de financiamento, monitoramento e repartição de b enefícios. Fonte: Decision 16/1
- COP 16 R1 (2024) – Online. Fonte: CBD/COP/16/1/Add.3
- COP 16 R2 (2025) – Roma – Itália. Fonte: CBD/COP/16/1/Add.4
- COP17 (2026) – Yerevan, Armênia. Agendada para 19 a 30 de outubro de 2026, a COP17 será realizada em Yerevan, Armênia. Espera-se que o evento consolide os avanços do Marco Global e defina estratégias para o período pós-2030, com foco em governança, equidade e resiliência ecológica. Fonte: ONU Armênia na Cúpula de Startups de Sevan 2025: Ações inspiradoras para um futuro sustentável
O que é a COP da Convenção de Combate à Desertificação (UNCCD)
A Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), oficialmente denominada Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação nos Países que Sofrem com Secas Graves e/ou Desertificação, Particularmente na África, é um tratado internacional multilateral voltado à proteção do meio ambiente. Seu objetivo central é promover ações coordenadas para prevenir, mitigar e reverter os processos de desertificação e degradação das terras, com especial atenção às regiões mais vulneráveis, como os países africanos. A convenção integra esforços globais e atua como um dos principais instrumentos da ONU para garantir o uso sustentável dos solos e fortalecer a resiliência das comunidades afetadas.
A Conferência das Partes da UNCCD foi criada em 1994 e se tornou o principal fórum internacional dedicado à proteção e restauração das terras secas do planeta. Nessas regiões — áridas,7 semiáridas8 e subúmidas secas9 — a degradação do solo e as secas prolongadas afetam diretamente a produção de alimentos, a disponibilidade de água e a vida de milhões de pessoas, sobretudo nas comunidades rurais mais vulneráveis. Cada reunião reúne todos os países-membros e a União Europeia para definir diretrizes, revisar relatórios nacionais e adotar medidas conjuntas voltadas à gestão sustentável da terra. Além das decisões políticas, o encontro fortalece o diálogo entre ciência, governos e sociedade civil, criando mecanismos de cooperação internacional e mobilizando recursos para enfrentar um dos maiores desafios do século: alcançar um mundo neutro em termos de degradação da terra até 2030.
A Conferência da Desertificação funciona como um eixo ambiental distinto, mas conectado às duas outras convenções criadas na Cúpula da Terra de 1992: a do Clima e a da Biodiversidade.10 A diferença fundamental está no foco: enquanto a do Clima busca reduzir emissões de gases de efeito estufa e adaptar sociedades ao aquecimento global, e a da Biodiversidade concentra-se na conservação dos ecossistemas e espécies, a da Desertificação tem como prioridade restaurar o solo degradado, fortalecer a resiliência das populações frente às secas e garantir a segurança alimentar em áreas frágeis. Esses três espaços de negociação internacional formam um tripé inseparável — clima, biodiversidade e solo — que define os rumos das políticas globais para um futuro sustentável.
O Ecocídio como Conceito Integrador nas COPs
A expectativa para a COP30 reside na possibilidade de superar a fragmentação histórica das agendas ambientais. Ao unir a urgência climática — reforçada pela COP21 — com a vitalidade da biodiversidade — defendida na COP16 — a conferência poderá consolidar o ecocídio como um referencial jurídico e político global.
O Brasil, anfitrião, carrega o potencial de liderar um novo paradigma de desenvolvimento sustentável, no qual a bioeconomia se articule com a preservação florestal, a justiça social e a valorização do saber tradicional. Nesse sentido, a memória e a atuação de lideranças e pioneiros se tornam elementos indispensáveis.
Conclusão: Da Fragmentação à Convergência na COP30
A análise do histórico das COPs revela uma trajetória de esforços globais que, por muito tempo, trataram os desafios do clima e da biodiversidade de forma fragmentada. Cada conferência, com seu foco e local específicos, contribuiu com peças essenciais para o quebra-cabeça ambiental, desde o estabelecimento de metas de redução de emissões até a criação de fundos de financiamento e marcos de proteção da biodiversidade.
No entanto, a grande expectativa para a COP30 em Belém reside na possibilidade de uma convergência sem precedentes. A conferência não será apenas mais uma rodada de negociações climáticas, mas um ponto de inflexão onde a agenda da UNFCCC se funde com a realidade socioambiental da maior floresta tropical do mundo. Espera-se que a COP30 transcenda as discussões técnicas e promova uma narrativa onde a proteção da biodiversidade (o foco da COP16) seja vista como uma solução intrínseca e indissociável para a mitigação das mudanças climáticas.
O Brasil, como anfitrião, tem a oportunidade única de liderar a discussão sobre como a bioeconomia, a valorização dos povos indígenas e a justiça social podem ser os pilares de um novo modelo de desenvolvimento sustentável. A COP30, portanto, não é apenas sobre o que será decidido em Belém, mas sobre como as lições de todas as COPs anteriores – sobre a urgência do clima (COP21) e a vitalidade da biodiversidade (COP16) – serão aplicadas de forma integrada e genuína, com o ecocídio como um conceito de fundo que exige responsabilidade e ação imediata de todos.
Para saber mais:
National Geographic Brasil – Qual é a origem da COP, uma das conferências mais importantes sobre mudanças climáticas
National Geographic Brasil – O que é o ecocídio? A COP16 (Conferência da ONU sobre Biodiversidade) traz esse novo conceito jurídico e ambiental
Imagens/ Fonte: National Geographic Brasil
Informações Complementares
Revista Digital Ecocídio — Sobre nós
Sobre nós, Política de Privacidade, Termos de Uso e Contato
Lideranças e Figuras-Chave na Luta Contra o Ecocídio
Diversos pensadores, cientistas e ativistas têm desempenhado um papel essencial na construção da consciência global sobre o ecocídio e na defesa do meio ambiente. Suas ideias, trajetórias e ações ajudaram a moldar debates jurídicos, políticos e sociais, inspirando movimentos em prol da justiça ambiental. Nesta seção, reunimos algumas das principais postagens do site Ecocídio, que destacam essas vozes fundamentais na proteção do planeta.
- Do Pioneirismo à Urgência: Como o PL 2933/2023 Pode Redefinir a Proteção Ambiental e Tipificar o Ecocídio no Brasil
- Ecocídio e a lenda ecológica Rachel Carson, bióloga, escritora, ecologista, pioneiro na defesa do meio ambiente: uma inovadora na salvaguarda do planeta
- Arthur W. Galston, pioneiro na botânica, desafiou o uso do Agente Laranja, inspirando a comunidade científica
- Richard Anderson Falk – Pense grande: lute pelo impossível e realize o inimaginável
- As principais realizações, ideias, técnicas e contribuições de Ana Maria Primavesi para a agroecologia no Brasil
- José Antonio Lutzenberger ocupou a Secretaria Nacional de Meio Ambiente, entre datas de 15 de março de 1990 a 23 de março de 1992
- Marina Silva (Maria Osmarina Silva de Sousa), atuou como Ministra de Meio Ambiente (MMA) entre 2003 a 2008. Atual Ministra do MMA e Mudança Climática em 2023 — Governo Lula
- Sustentabilidade e autodesenvolvimento: Polly Higgins e a revolução de como cuidar de nós mesmos.
- Margaret Mead: Pioneira da Antropologia e a Essência da Compaixão na Civilização
- Sustentabilidade e autodesenvolvimento: Polly Higgins e a revolução de como cuidar de nós mesmos.
- Jojo Metha: a motivadora incansável que acredita no poder de transformação do ser humano
- Ecocídio pode ser considerado crime pelo Tribunal Penal Internacional – Com Tarciso Dal Maso Jardim e o procurador de Justiça aposentado Édis Milaré.
- O ecocídio e o Estatuto de Roma | Ecocide and the Rome Statute
- Da devastação à conscientização: traçando os passos do ecocídio desde os anos 60 até hoje e o imperativo da ação global
- Painel de doze Especialistas para Definição de Ecocídio é convocado após 75 anos dos termos “genocídio” e “crimes contra a humanidade”
- A história ambiental do Brasil: como era na época da Independência e o que mudou em 200 anos
- História Ambiental: uma introdução | com Lise Sedrez e José Augusto Pádua
- Uma trajetória na História Ambiental: caminhos e fronteiras – José Luiz de Andrade Franco
Constituição da República Federativa do Brasil (CF) promulgada em 5 de outubro de 1988
Explore as informações abaixo para acessar nosso Leitor de Livros e Revistas Interativos Online. O PDF FlipBook é uma ferramenta gratuita que transforma qualquer arquivo PDF em um formato de revista interativa. Ao utilizá-lo, o documento ganhará vida na tela com uma animação que simula a experiência de virar as páginas de uma revista ou livro físico. Além disso, o FlipBook permite que você acesse facilmente o índice de páginas, amplie o texto e redimensione a janela para uma leitura mais confortável. Acesse e aproveita todas as vantagens da tecnologia digital. Para saber mais, clicar na seta no canto superior esquerdo.
▶ O Flip é um “recurso utilizado na internet para simular uma revista ou livro interativo que pode ser manipulado (folheado), pelo usuário como se fosse uma revista ou livro real tornando mais realista a experiência do usuário com o conteúdo na revista ou livro1.” É “facilmente acessível por meio eletrônico e é ecologicamente correto. Além disso, você também tem a opção de armazenamento em nuvem (Download PDF File) e compartilhamento de mídia social2.”
▶ Ao acessar essa revolução tecnológica, observará na barra de menus, que há várias opções, e, entre as mais importantes, está alternar o ebook para o modo tela cheia. Para isso, basta que selecione o ícone/vetor Toggle FullScreen (um quadradinho com 4 setas) no canto inferior direito do livro interativo (Flipbook). O ícone/vetor é um botão de zoom, e muda o ebook para o modo de tela cheia (aumentar ou diminuir todo o conteúdo Web).
▶ Folheie as páginas. Após acessar o ícone/vetor Toggle FullScreen, “você pode, com um movimento do mouse (para a esquerda ou para a direita), recriar a ação de folhear uma página de revista ou livro. Essa maneira de mudar de página, inclusive, é bastante inovadora para quem está na era dos computadores e telas touchscreen. É preciso apenas um toque para mudar de página, assim como em um livro de tinta e papel3.
Considerada uma das mais modernas e extensas do mundo, a Constituição da República Federativa do Brasil (CF) promulgada em 5 de outubro de 1988 “elenca os direitos individuais e coletivos dos brasileiros, com destaque à proteção da família, da cultura, dos direitos humanos, da educação e da saúde. Por essa razão, é considerada a lei maior do ordenamento jurídico nacional, composto por vários normativos. A hierarquia entre as leis é essencial a esse ordenamento, em especial para garantir o controle de constitucionalidade das normas ou para solucionar eventual conflito entre elas.” Abaixo da Carta Magna e de suas emendas estão as leis complementares, que têm como propósito justamente regular pontos da Constituição que não estejam suficientemente explicitadas. Para saber mais, acesse as páginas da Constituição Federal (Flip) ou no canto superior esquerdo. Fonte: Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.
O texto a seguir esclarece o conteúdo educacional do site objeto de pesquisa. Embora as informações publicadas estejam em português, é possível localizar rapidamente o texto original através do Link de Acesso disponível.
Fonte: CNJ Serviço: Conheça a hierarquia das leis brasileiras
▶ Link/Texto: Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
▶ Autor: Agência CNJ de Notícias (5 de outubro de 2018) Publicações e Pesquisas: ▶ Biblioteca Digital CNJ:Ministro Aldir Passarinho
▶ Pesquisas Judiciárias:Conselho Nacional de Justiça
▶ Revista CNJ: v. 7 n. 1 (2023). Publicado: 2023-06-20 “… Considerada uma das mais modernas e extensas do mundo, a Constituição Federal (CF) de 1988 elenca os direitos individuais e coletivos dos brasileiros, com destaque à proteção da família, da cultura, dos direitos humanos, da educação e da saúde. Por essa razão, é considerada a lei maior do ordenamento jurídico nacional, composto por vários normativos. A hierarquia entre as leis é essencial a esse ordenamento, em especial para garantir o controle de constitucionalidade das normas ou para solucionar eventual conflito entre elas. Abaixo da Carta Magna e de suas emendas estão as leis complementares, que têm como propósito justamente regular pontos da Constituição que não estejam suficientemente explicitadas. Na hierarquia das leis ocupa uma categoria intermediária entre a CF e as leis ordinárias. Pode tratar dos mais diversos assuntos. A Lei Orgânica da Magistratura Nacional, a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte são exemplos de leis complementares. As leis ordinárias ocupam o terceiro lugar no ordenamento jurídico brasileiro. Trata-se de normas de competência exclusiva do Poder Legislativo. Essas matérias precisam ser discutidas e aprovadas por deputados ou senadores e, posteriormente, sancionadas pelo chefe do Poder Executivo, o Presidente da República. Como exemplos de leis ordinárias, temos os códigos em geral (Civil, Penal) e a lei sobre o regime jurídico dos Servidores Federais. As leis delegadas têm a mesma hierarquia das ordinárias. São elaboradas pelo chefe do Poder Executivo a partir de delegação do Congresso Nacional. Entre elas está a Lei Delegada n. 13, que instituiu as gratificações de atividade para servidores do Poder Executivo. Anteriormente conhecida como decreto-lei, a medida provisória (MP) é expedida pelo Presidente da República em caso de relevância ou urgência, tem força de lei e vigência de 60 dias. Deve, obrigatoriamente, ser examinada pelo Congresso. Deputados e senadores podem aprovar ou rejeitar a norma, ou ainda criar nova lei em sua substituição. Se ultrapassado o prazo e não for aprovada, a MP perde a validade. Os decretos legislativos são atos normativos de competência do Congresso Nacional. Cite-se por exemplo a ratificação de tratados internacionais, autorizar referendos populares e plebiscitos, e conceder autorização para o funcionamento de emissoras de rádio e de televisão. Já as resoluções, ainda como uma espécie normativa prevista na CF, são atos editados pelo Congresso Nacional, pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados para tratar de assuntos internos. Há, contudo, outras espécies de resoluções editadas pelos poderes executivo e judiciário no intuito de regulamentar leis sobre determinados assuntos, como, por exemplo, as resoluções editadas pelo Conselho Nacional de Justiça.” Agência CNJ de Notícias (5 de outubro de 2018)
Ecocídio: um chamado à responsabilidade e à justiça para salvar nosso futuro
O principal foco da Revista Digital Ecocídio é analisar criticamente eventos que causam destruição extensiva do meio ambiente e exploração irresponsável de recursos não renováveis. Para o propósito deste Site, “Ecocídio” significa atos ilegais ou temerários cometidos com “conhecimento de que existe uma probabilidade substancial de danos graves e generalizados ou de longo prazo ao meio ambiente causados por esses atos.” Portanto, nossa responsabilidade é lidar com aqueles que causam grandes desastres ambientais ou calamidades públicas, resultando em danos à flora e à fauna devido à poluição ou poluição do ar, da água e do solo. Para saber mais, clicar na seta no canto superior esquerdo.
Ecocídio pode ser considerado crime pelo Tribunal Penal Internacional – Participação de Édis Milaré e Tarciso Dal Maso

O principal foco da Revista Digital Ecocídio é analisar criticamente eventos que causam destruição extensiva do meio ambiente e exploração irresponsável de recursos não renováveis. Para o propósito deste Site, “Ecocídio” significa atos ilegais ou temerários cometidos com “conhecimento de que existe uma probabilidade substancial de danos graves e generalizados ou de longo prazo ao meio ambiente causados por esses atos.” Portanto, nossa responsabilidade é lidar com aqueles que causam grandes desastres ambientais ou calamidades públicas, resultando em danos à flora e à fauna devido à poluição ou poluição do ar, da água e do solo.
Além disso, nos comprometemos a defender os direitos e interesses das populações indígenas, quilombolas e comunidades em situação de ocupações urbanas em todos os níveis de governo: municipal, estadual e federal. Tais entidades devem cumprir integralmente suas obrigações de conformidade, proteger e garantir os direitos humanos de toda a população, conforme estipulado nos tratados internacionais de direitos humanos e na Constituição Federal de 1988.


Estamos comprometidos com a “Agenda 2030 para o Desenvolvimento“, um acordo apoiado por todos os países membros das Nações Unidas em 2015. Este plano de ação global abrange uma agenda cujo objetivo é promover o bem-estar humano e a preservação ambiental, tanto no presente quanto no futuro. Estamos focados nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que convocam todos os países, independentemente do estágio de desenvolvimento em que se pretendem, a unir esforços em uma parceria global. Deve-se acompanhar a erradicação da pobreza com estratégias distintas para o bem-estar social, tais como melhorar a saúde pública e garantir o acesso à educação para todos. Também é crucial reduzir as desigualdades sociais, ao mesmo tempo que promovemos um crescimento econômico justo em todas as economias e enfrentamos desafios como a mudança climática, implementando políticas públicas para a preservação de nossos oceanos e florestas.


Considerando o exposto, assistiremos ao vídeo do Canal YouTube Rádio e TV Justiça, especificamente o programa “Direito sem Fronteiras”, com o jornalista Guilherme Menezes. Neste episódio, será abordado o tema: “Ecocídio pode ser considerado crime pelo Tribunal Penal Internacional“. O programa contará com a participação do professor e consultor legislativo do Senado, Tarciso Dal Maso Jardim, e do procurador de Justiça aposentado Édis Milaré.


“Ecocídio: um chamado à responsabilidade e à justiça para salvar nosso futuro”
Ecocídio — Definição e nova tipificação de crime
Para garantir acessibilidade às pessoas com deficiências auditivas, é essencial fornecer uma transcrição em tempo real do conteúdo do vídeo após sua exibição. Isso é especialmente importante para indivíduos com surdez, que podem enfrentar dificuldades ou incapacidade de ouvir. Ao disponibilizar a transcrição, possibilitamos que esses espectadores tenham acesso direto ao conteúdo em diversos dispositivos, como celulares, PCs, tablets e notebooks, facilitando sua interação com o material apresentado.
Após a visualização do vídeo, os espectadores têm a opção de se inscrever no canal, ativar o sininho para receber notificações sobre novos vídeos e se tornar membros oficiais. Além disso, o vídeo é automaticamente compartilhado, e para mais informações sobre compartilhamento de vídeos no YouTube, os espectadores podem acessar os recursos disponíveis: Compartilhar vídeos e Canais YouTube.

O Ecocídio, uma nova tipificação de crime contra o conjunto da humanidade, mas, sobretudo contra o planeta, já tem uma definição jurídica, criada por uma comissão internacional de 12 juristas impulsionados pela sociedade civil: “Para os efeitos do presente Estatuto, entender-se-á por Ecocídio qualquer ato ilícito ou arbitrário perpetrado com consciência de que existem grandes probabilidades de que cause danos graves que sejam extensos ou duradouros ao meio ambiente”, afirma a definição, apresentada nesta terça-feira, segundo uma tradução oferecida pela própria comissão. Afirma a definição, apresentada nesta terça-feira, segundo uma tradução oferecida pela própria comissão. A ideia é que essa tipificação penal seja incorporada, como um quinto crime, ao Estatuto de Roma, que orienta o funcionamento do Tribunal Penal Internacional (TPI). Definição Guillermo Altares Madri — 22 junho 2021 — 21h52. Atualizado: 23 Junho de 2021 — 09h19 BRT — Jornal El País.

“Da natureza ao caos: a exploração desenfreada que assola o nosso ecossistema”
“Dano Massivo e destruição do Meio Ambiente, de forma generalizada, severa e sistemática. Esta é a definição mais precisa de Ecocídio. Geralmente é um crime praticado ao longo de décadas com exploração desenfreada de um ecossistema. São práticas, como exemplos, como a exploração a pesca industrial, vazamento de petróleo, poluição plástica, mineração em alto mar, desflorestamento, pecuária industrial, extração de minérios, entre outros. Já existem legislações internacionais para tentar prevenir e punir crimes ambientais, como o Acordo de Paris, o Protocolo de Kyoto, e a Convenção Sobre o Clima. Mas atualmente o esforço é para que o Ecocídio se torne um crime contra a humanidade, e possa ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). Para isso, o Ecocídio precisa ser incluído no Estatuto de Roma, que já contempla crimes contra a humanidade, crimes de guerra, de agressão e genocídio. Definição do jornalista Guilherme Menezes. Direito sem fronteiras. TV Justiça.

“Ecocídio: o crime silencioso que priva a população de usufruir dos recursos naturais”
O Ecocídio é um crime muito grave, e pode privar a população de um determinado território, de usufruto natural, dos bens, ou daquele próprio território — Polly Higgins
O procurador de Justiça aposentado Édis Milaré, conceitua, que o termo Ecocídio surgiu da união de dois radicais. “Um grego e outro latino. Do radical grego, Eco, de oikos (casa, uma família nuclear composta por pai, mãe e filhos), e, exscindo, radical latino de morte (Eu aniquilo, extirpo, devasto, divido e arraso), ou seja, o ato de matar, não possível, seria o ato de Se Matar, de Se Exterminar os elementos da natureza (Ecossistemas). A origem do termo Ecocídio, se deu por volta de 1970, a propósito, da utilização do Agente Laranja no conflito do Vietnã, e, foi proposta por um professor de biologia chamado Arthur Gallstone, que, na época, impressionado com essa consequência da utilização do agente laranja, propôs que o Ecocídio fosse um crime apenado de forma a salvaguardar os interesses da humanidade. Depois, em 1973, Richard Falk, na Bélgica, sugeriu a adoção desse tipo criminal, a ser julgado por parte de tribunais internacionais. E, finalmente, em 2010, a jurista britânica Polly Higgins, apresentou uma proposta a Comissão de Direito Internacional da ONU, para definir, o Ecocídio, estabelecendo que se trata de um crime muito grave, e que pode privar a população de um determinado território, de usufruto natural, dos bens, ou daquele próprio território.”

“Basta de impunidade: ecocídio é um crime contra a humanidade e a natureza que clama por justiça”
“O Ecocídio é um crime de atrocidade perdido de responsabilidade corporativa e do Estado, um crime internacional desaparecido contra a paz.” Polly Higgins
Na opinião de Tarciso Dal Maso Jardim (professor e consultor legislativo do Senado), precisamos analisar uma série de conjunturas. De um lado, temos a proibição de certas armas. No caso, armas químicas. A grande Convenção de armas químicas, só ocorreu, e, posterior entrada em vigor, na década de 90, sobretudo, na Convenção de 1993, hoje proibidas em todas as circunstâncias. Portanto, na década de 70 não havia. Enquanto o método de guerra ofender o Meio ambiente, isso só foi definido, em um Protocolo das Convenções de Genebra em 1977. Em suma, as Convenções Internacionais (documentos firmados com o objetivo de definir padrões mínimos a serem seguidos pelos países no tocante a temas de interesse geral), que proibiram tanto o método de guerra, quanto, o uso de armas químicas, são posteriores aqueles fatos. Em relação à tipificação e a criminalização, o Tribunal Penal Internacional (TPI), ele foi, como sabemos, definido somente em 1998 e entrou em vigor, o Tratado, somente em 2002. Contudo, sem efeito retroativo. Ele não retroage.

O Doutor Milaré, acrescenta, que em relação aos crimes ambientais (Lei 9605/98) e da repressão penal, e, estamos falando de Ecocídio, e nesse momento, é bom citar o Brasil, que antes mesmo do Estatuto de Roma existir, nós já tínhamos uma legislação extremamente avançada a respeito da matéria. O Estatuto de Roma, de 1998, de Julho, ou seja, em fevereiro de 1998, portanto, antes do próprio Estatuto, a lei brasileira, a Lei dos Crimes Ambientais, da Lei 9605 de 1998, já apresentava a punição de forma bastante severa dos atentados contra os ecossistemas, contra a natureza, quanto aos bens da vida, e, de forma muito severa disse Eu, porque mais do que o Tribunal Penal Internacional, que julga apenas crimes de pessoas, de indivíduos, isoladamente considerados, ou de grupos, mais, sempre de pessoas, que a lei brasileira julga também, os crimes contra as pessoas jurídicas, o que é um avanço extremamente importante do nosso sistema repressivo penal. Por conta de sabermos, na história do Brasil, foi pela primeira vez que uma lei estabeleceu uma possibilidade de se colocar no banco dos réus aqueles que agridem o Meio Ambiente. Portanto, de uma forma bem positiva, o Brasil, pune sim, o Ecocídio, ou seja, o ato de agredir, ou de matar os elementos da natureza, só que não com essa nomenclatura.

Mas como incluir o Ecocídio no Estatuto de Roma? O professor Tarciso Dal Maso Jardim, observa, que inicialmente, o crime de guerra contra o meio ambiente já está tipificado pelo Tribunal Penal Internacional. Exemplo é atacar causando danos graves, duradouros, extensos ao Meio Ambiente, já está tipificado, isso, durante o conflito armado. Pode acontecer das mais variadas formas, por exemplo, atacar estações petrolíferas, causar dano ambiental, ou destruir barragens. Isso já está tipificado. Mas o que a comissão de 12 juristas quer? Quer criar um tribunal que realmente não existe, ainda, do Ecocídio a qualquer tempo, independentemente do contexto do conflito armado. É de extrema importância, existir, porque nós não teríamos esse Direito Internacional Penal Ambiental, puramente dito, está criando aí, uma outra categoria de crimes. Nós já temos o genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crime de agressão entre Estados.

Nós estaríamos criando uma quinta categoria, que seria o Ecocídio, que independente do contexto do conflito armado, seria causar danos graves ao meio ambiente. A proposta do tipo penal do Ecocídio é causar danos graves e que sejam extensos ou duradouros (de difícil reparação). Nesse caso, você amplia o espectro de criminalização desses atos. Assim, tanto importa se estamos em tempos de paz ou de guerra. A proposta inova completamente o Direito Internacional Penal.

Que tipos de crimes ambientais podem ser incluídos no Estatuto de Roma, e depois serem julgados pelo Tribunal Penal Internacional? O Doutor Milaré exemplifica, a exemplo dos casos de rompimento de barragem em Minas Gerias (Mariana e Brumadinho), que mataram dezenas de pessoas, e provocaram extensos danos ambientais na região Sudeste, chegando, como no caso de Mariana, até o litoral do Espírito Santo, via o Rio Doce, dificilmente seriam enquadrados na categoria do Ecocídio. É difícil, porque é claro que poderia ir ao Tribunal Penal Internacional, qualquer crime ambiental, mas, desde que, a justiça local, a justiça de um Estado parte, tenha falhado. Porque no caso brasileiro, o Estado não responsabiliza apenas as pessoas físicas, mas também as jurídicas. No caso das barragens, ninguém pratica um crime ambiental contra seus próprios interesses. O Doutor Milaré acredita, que não, que esses crimes não seriam levados ao Tribunal Penal Internacional, na medida em que a nossa justiça, está com muita determinação tentando a punição desses crimes. Já foram feitos na esfera civil, acordos bilionários, e processos instaurados no âmbito penal contra os responsáveis por essas empresas que acabaram se envolvendo nesses dramas. Então, uma das características do Tribunal Penal Internacional, é que ele tem uma jurisdição complementar. Ele só entra em cena em um momento em que a justiça local falha, e nos casos citados, possa dizer, Eu não posso, em sã consciência, dizer que a nossa justiça local esteja falhando. Ela está com muita rigidez acompanhando o caso, e, numa situação como essa não seria objeto de apreciação do Tribunal Penal Internacional.

Para saber mais sobre o Tribunal Penal Internacional (TPI, investiga e, quando justificado, julga indivíduos acusados dos crimes mais graves que preocupam a comunidade internacional: genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crime de agressão.” No que se refere a Situações e Casos, acessar o link: 31 Casos. No que diz respeito a Réus (nomes etc.), acessar o link: 51 Réus. No tocante a Biblioteca de Recursos, acessar o link: Resource library. No que tange a Presidência da República do Brasil, especificamente, Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, acessar o link: Decreto Nº 4.388, de 25 de setembro de 2002. Parágrafo atualizado: 19/10/2023

Informações Complementares — Ciclo de debates realizado por meio online e transmitida pelo YouTube
O ciclo de debates e o(s) vídeo(s) a seguir, são destinados ao público interessado em conhecer perspectivas e alternativas diante das crises sistêmicas. O debate foi realizado por meio online e transmitida pelo YouTube. As transmissões serão realizadas em língua portuguesa (dublados ou legendados). Em relação ao vídeo, e, para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas, estão separados em blocos, onde constam as referências bibliográficas no Canal YouTube. Para saber mais, clicar na seta no canto superior esquerdo.
Como o vídeo YouTube é sempre compartilhado?
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Briefing Global sobre Ecocídio: Definindo um Crime Internacional para Proteger o Planeta
Assista ao briefing global sobre a definição legal de “ecocídio”, proposto por um painel de especialistas internacionais. Descubra como esse potencial crime internacional11 se equipara aos crimes de genocídio,12 crimes contra a humanidade,13 crimes de agressão14 e crimes de guerra.15
Com oradores renomados como:
- Sra. Jojo Mehta, Presidente da Stop Ecocide Foundation;16
- Philippe Sands QC (University College London/Direito Matricial);17 e
- Dior Fall Sow (jurista da ONU e ex-promotora).18
Esse evento aborda questões cruciais sobre a proteção ambiental. Moderado por Andrew Harding da BBC África.
Ele é de grande importância para:
- Profissionais do direito internacional e ambiental;
- Estudantes de direito, relações internacionais e ciências ambientais;
- Membros de ONGs e da sociedade civil que trabalham com questões ambientais; e
- Pessoas interessadas em justiça ambiental e na proteção do planeta.
Junte-se a nós para este importante debate sobre o futuro da justiça ambiental!
Para amplificar a mensagem global, disponibilizamos legendas em português, assegurando que a relevância dessas perspectivas alcance cada espectador, superando as barreiras linguísticas. Para ativar as legendas em português nos vídeos do YouTube e obter mais informações, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo.
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Como a Inteligência Artificial está Transformando a Criação de Imagens
Na Ecocídio, utilizamos inteligência artificial de ponta para desenvolver imagens que revelam a beleza e a complexidade do mundo natural de uma forma única. Diferente das fotografias convencionais, essas criações são fruto de redes neurais treinadas com vastos conjuntos de dados visuais, capazes de gerar representações originais, criativas e de alta qualidade.
Essa tecnologia está em constante evolução e já demonstra um potencial extraordinário para ampliar horizontes estéticos, oferecer novas perspectivas e transformar a forma como interagimos com conteúdos visuais. As imagens publicadas pela Ecocídio, portanto, não são apenas ilustrações: elas representam um marco na evolução da arte e da comunicação visual mediada pela IA.
Se você deseja explorar esse universo, existem diversas ferramentas acessíveis para experimentar: Art Maker, Bing Image Creator, CanvaAI, Craiyon, DALL·E, Dream by Wombo, DeepAI, Fotor, Gencraft, Leonardo AI, Midjourney, NightCafe, Runway, Stable Diffusion, StarryAI e muitas outras. Além disso, no YouTube você encontra inúmeros tutoriais e demonstrações que ajudam a compreender e expandir o uso criativo dessas tecnologias.
Nota editorial: Esta relação foi atualizada em 29 de agosto de 2025. Devido à rápida evolução das ferramentas de inteligência artificial, novas plataformas podem surgir e outras deixar de existir. Nosso compromisso é revisar periodicamente o conteúdo para garantir informações relevantes e atuais.
As Publicações mais Recentes Ecocídio
Legado e Complexidade: Antônio Dias Leite Júnior e a Infraestrutura Brasileira
🌊 Kingston Fossil Plant: O rastro tóxico do carvão e o crime de Ecocídio
🌊 Ecocídio no Delta do Rio Níger: Sete Décadas de Devastação e a Luta por Justiça Transnacional
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🌊 Acumulação de Capital e a Lógica Racial: O Ecocídio Além do Crime Jurídico
🌊 Ecocídio na Amazônia Equatoriana: O Legado Tóxico da Chevron-Texaco e a Urgência de um Novo Paradigma Jurídico
Crédito imagens: National Geographic Brasil
Bibliografia Técnica
- “Interdependentes” é o plural da forma adjetiva “interdependente”, que significa que algo ou alguém depende de outro(s) de forma mútua e recíproca. Em outras palavras, quando duas ou mais coisas ou pessoas estão em uma relação em que a existência ou funcionamento de uma depende da existência ou funcionamento da outra. ↩︎
- Crise climática: uma emergência planetária que precisa da sua atenção. “Você sabia que a crise climática afeta diretamente a sobrevivência das pessoas forçadas a se deslocar? Os desastres ambientais já provocaram três vezes mais deslocamentos do que conflitos e violência. Além disso, milhões de pessoas refugiadas vivem em áreas vulneráveis às mudanças climáticas, como inundações e tempestades.” Para saber mais, acesse o site da ACNUR. ↩︎
- O termo “ecocídio” se refere à destruição extensa, danosa ou irreversível do meio ambiente. O termo tem sido usado em contextos legais e de ativismo ambiental para enfatizar a gravidade das ações que resultam em danos irreparáveis ao ecossistema global. Raquel Carson é mais reconhecida por seu trabalho pioneiro na defesa do meio ambiente, especialmente, através do livro “Silent Spring” (“Primavera Silenciosa”) publicado em 1962. Para saber mais, acesse o site Ecocídio, precisamente a postagem: Ecocídio e a lenda ecológica Rachel Carson, bióloga, escritora, ecologista, pioneiro na defesa do meio ambiente: uma inovadora na salvaguarda do planeta. ↩︎
- O Conhecimento na era do Ecocídio e do Greenwashing. Neste contexto, conhecimento é a consciência inequívoca dos impactos ambientais negativos causados por uma ação, mesmo quando essa ação é disfarçada de sustentável ou “verde”. Não se trata apenas de saber “o que” está acontecendo, mas de compreender “a quem” e “a que custo” essa ação beneficia, ignorando o dano sistêmico ao meio ambiente.
Para uma empresa, governo ou indivíduo, ter esse conhecimento significa entender que:
As ações (e os lucros) são diretamente ligadas à destruição: Saber que uma cadeia de suprimentos, uma estratégia de produção ou uma política regulatória, apesar de lucrativa, causa desmatamento, poluição ou perda de biodiversidade.
A “lavagem verde” (Greenwashing) é uma escolha deliberada: Não se trata de um erro ou de uma simples “falta de fiscalização”, mas de uma estratégia consciente para manipular a percepção pública. O conhecimento do dano ambiental existe, mas é intencionalmente ocultado ou minimizado por uma fachada de sustentabilidade.
As consequências são intencionais, não acidentais:
O “conhecimento” aqui atribui responsabilidade. Quando uma empresa tem ciência de que seu produto ou serviço causa danos ecológicos e continua a operar, ela assume o risco consciente desse dano, tornando-o parte de seu modelo de negócio. O meio ambiente não é uma “opção”, mas sim uma variável sacrificável na busca pelo lucro.
Em suma, conhecimento é a peça-chave que eleva o Ecocídio de um mero “acidente ambiental” para um crime. Ele transforma a ignorância em cumplicidade e a negligência em intencionalidade. ↩︎ - “Relatório do Fundo para o Meio Ambiente Mundial à Conferência das Partes sobre o desenvolvimento de uma estratégia operacional e sobre as atividades iniciais no domínio das alterações climáticas (questões relacionadas com os acordos para o mecanismo financeiro). Para saber mais, acesse o site da UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas).” Para saber mais, acesse o site da UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) ↩︎
- “Avaliações científicas: Consideração do segundo relatório de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, Adendo: Análises científico-técnicas de impactos, adaptações e mitigação das mudanças climáticas: Contribuição do grupo de trabalho II do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.” Para saber mais, acesse o site da UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) ↩︎
- “As terras áridas representam 41,3% da superfície terrestre, uma proporção significativa, como mostra o mapa incluído neste documento. Se as terras áridas não existissem, o que mudaria no planeta? A baixa disponibilidade de água é um fator limitante para a vida vegetal e animal. Essas áreas são caracterizadas por precipitação escassa e alta evaporação, resultando em um ambiente seco e com pouca umidade. Aproximadamente 44% dos sistemas cultivados do mundo situam-se em terras áridas. As espécies vegetais endêmicas das terras secas representam 30% das plantas que são atualmente cultivadas. Os seus antepassados e parentes selvagens continuam crescendo nessas zonas. Tradicionalmente, as terras áridas têm sido utilizadas sua maioria para pecuária, mas estão sendo cada vez mais convertidas em terras de cultivo.” Para saber mais: Nações Unidas Brasil – As terras áridas são importantes. Por que? ↩︎
- “O Semiárido Brasileiro se estende pelos nove estados da região Nordeste e também pelo norte de Minas Gerais. No total, ocupa 12% do território nacional e abriga cerca de 28 milhões de habitantes divididos entre zonas urbanas (62%) e rurais (38%), sendo portanto um dos semiáridos mais povoados do mundo. Trata-se de uma região rica sob vários aspectos: social, cultural, ambiental e econômico, e é nela que o INSA atua.” Fonte: Instituto Nacional do Semiárido – INSA ↩︎
- As regiões subúmidas secas do Brasil, especialmente o Agreste, vêm passando por um processo acelerado de transformação ambiental. Em diversas áreas, a degradação dos solos e os efeitos das mudanças climáticas têm provocado a transição para condições semiáridas — e, em alguns casos, até áridas. Essa alteração no regime climático e na qualidade da terra compromete diretamente a subsistência de milhões de pessoas que dependem da agricultura familiar e dos recursos naturais locais para sobreviver. Para saber mais: Classificação de áreas semiáridas e subúmidas secas utilizando diferentes índices climáticos.s utilizando diferentes índices climáticos. ↩︎
- A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), também conhecida como “Cúpula da Terra”, foi realizada no Rio de Janeiro, Brasil, de 3 a 14 de junho de 1992. Esta conferência global, realizada por ocasião do 20º aniversário da primeira
Conferência sobre Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, Suécia, em 1972, reuniu líderes políticos, diplomatas, cientistas, representantes da mídia e organizações não governamentais (ONGs) de 179 países para um esforço massivo com foco no impacto das atividades socioeconômicas humanas no meio ambiente. Um “Fórum Global” de ONGs também foi realizado no Rio de Janeiro na mesma época, reunindo um número sem precedentes de representantes de ONGs, que apresentaram sua própria visão do futuro do mundo em relação ao meio ambiente e ao desenvolvimento socioeconômico. Fonte: Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Rio de Janeiro, Brasil, 3 a 14 de junho de 1992
↩︎ - O que é o Tribunal Penal Internacional? Neste vídeo introdutório você poderá entender quais foram os objetivos que levaram os Estados a concordar com a criação de um tribunal penal permanente com vocação para a universalidade. A juíza Luz del Carmen Ibáñez explica as principais funções da Corte, os casos em que pode exercer sua jurisdição e os princípios que regem seu mandato. Você também conhecerá os órgãos que compõem o Tribunal e como ele funciona. Junte-se a nós e descubra a importância do Tribunal Penal Internacional na luta contra a impunidade. você quer saber mais? Convidamos você a consultar a bibliografia sobre “A jurisdição do TPI” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” da CCI, disponível em: https://www.icc-cpi.int/get-involved/… item.aspx?section=ICL-part1-s15. ↩︎
- O Tribunal Penal Internacional investiga, processa e, em última análise, condena pessoas pelos crimes internacionais mais graves, incluindo o crime de genocídio. Nesta apresentação, Magali Bobbio, Diretora Jurídica Adjunta do TPI, explica o que é o “crime dos crimes”, seu contexto histórico e normativo, bem como os comportamentos e meios regulados pelo Estatuto de Roma para a sua perpetração. Junte-se a nós e descubra a importância do Tribunal Penal Internacional na busca por justiça para as vítimas. Ficou interessado em saber um pouco mais? Convidamos você a revisar a bibliografia sobre “O crime de genocídio” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” do TPI disponível em: https://www.icc-cpi.int/ envolver-se /… ↩︎
- Os crimes contra a humanidade são abusos generalizados e sistemáticos que afetam a humanidade como um todo, tornando-os um dos crimes mais graves e significativos para a comunidade internacional. Juan Pablo Calderón Meza, Diretor Jurídico Adjunto do TPI, explica como esses crimes são cometidos, quais características os definem e que tipo de conduta pode levar ao seu cometimento. Junte-se a nós e descubra a importância do Tribunal Penal Internacional na busca por justiça para as vítimas. Ficou interessado em saber um pouco mais? Convidamos você a revisar a bibliografia sobre “Crimes contra a humanidade” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” do TPI disponível em: https://www.icc-cpi.int/get – envolvido/… ↩︎
- Nesta apresentação, Enrique Carnero, Diretor Jurídico do TPI, apresenta o crime de agressão, incluído no Estatuto de Roma desde 2010 com as alterações de Kampala. Com base no seu contexto histórico, você descobrirá a relação entre este crime e os atos de agressão, bem como as condições específicas sob as quais o TPI pode exercer a sua jurisdição para investigar, processar e punir os responsáveis. Junte-se a nós e conheça o trabalho do Tribunal Penal Internacional na busca por uma paz estável e duradoura. Ficou interessado em saber um pouco mais? Convidamos você a revisar a bibliografia sobre “O crime de agressão” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” do TPI disponível em: https://www.icc-cpi.int/ envolver-se /… ↩︎
- Neste vídeo, Ania Salinas, Diretora Jurídica Adjunta do TPI, explica os comportamentos específicos que se qualificam como crimes de guerra, as normas internacionais que tentaram limitar os meios e métodos de combate em conflitos armados internos e internacionais, e como foram cristalizadas no Estatuto de Roma para determinar a responsabilidade dos autores. Junte-se a nós e descubra o papel do Tribunal Penal Internacional na prevenção de crimes internacionais. Ficou interessado em saber um pouco mais? Convidamos você a revisar a bibliografia sobre “Crimes de Guerra” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” do TPI disponível em: https://www.icc-cpi.int/get- envolvido /… ↩︎
- “Jojo Mehta foi cofundador do Stop Ecocide em 2017, ao lado da advogada e pioneira jurídica Polly Higgins, para apoiar o estabelecimento do ecocídio como crime no Tribunal Penal Internacional. Como CEO e porta-voz principal, ela supervisionou o notável crescimento do movimento enquanto coordenava os desenvolvimentos jurídicos, a tração diplomática e a narrativa pública. Ela é presidente da instituição de caridade Stop Ecocide Foundation e organizadora do Painel de Especialistas Independentes para a Definição Legal de Ecocídio, presidido por Philippe Sands QC e Dior Fall Sow. A definição resultante, lançada em Junho de 2021, catalisou Desenvolvimentos legislativos, recomendações e resoluções a nível nacional, regional e internacional.” ↩︎
- “Philippe Sands KC é Professor de Compreensão Pública do Direito na Faculdade de Direito da University College London e Professor Visitante de Direito na Harvard Law School. Ele é advogado em 11 King’s Bench Walk (11KBW) e atua como advogado perante a Corte Internacional de Justiça e outros tribunais e cortes internacionais. Ele atua como árbitro em disputas internacionais de investimentos e no Tribunal Arbitral do Esporte.” Fonte: Universidade de Harvard. ↩︎
- “Andrew Harding é um jornalista e escritor britânico. Ele tem vivido e trabalhado no exterior como correspondente estrangeiro nas últimas 3 décadas. Desde 1994 ele trabalha para a BBC News. Andrew ganhou vários prêmios por seu jornalismo e redação. Em 2014, a sua cobertura da guerra na República Centro-Africana ganhou um Emmy em Nova Iorque. “These Are Not Gentle People” ganhou o principal prêmio literário da África do Sul – o prêmio de não-ficção Alan Paton do Sunday Times. O livro também foi selecionado para o prestigiado prêmio criminal “Golden Dagger” do Reino Unido, enquanto a série de rádio da BBC com a mesma história, Blood Lands, ganhou o principal prêmio de rádio da Europa, um “Prix Europa”, em 2021. A reportagem de Andrew da Birmânia ganhou um Prêmio da Anistia de Direitos Humanos em 2006. Em 2004, ele ganhou uma parte do Prêmio Peabody pela cobertura da BBC sobre Darfur, e seu trabalho no norte de Uganda lhe rendeu o Prêmio Britânico de Imprensa Estrangeira e o Prêmio Bayeux por Reportagem de Guerra.” Fonte/Site Oficial: Andrew Harding. ↩︎
Ana Maria Primavesi
🌊 José Antonio Lutzenberger — Secretário Nacional do Meio Ambiente (15 de março de 1990 a 23 de março de 1992)
Descubra a trajetória de José Antônio Lutzenberger, o visionário que desafiou as estruturas de poder para defender a Terra como um organismo vivo. À frente da Secretaria Nacional do Meio Ambiente em um dos períodos mais cruciais da história brasileira, Lutzenberger não apenas formulou políticas, mas confrontou interesses industriais e defendeu a urgência de repensar nossa relação com o planeta. Um mergulho essencial na vida do homem que transformou o ativismo em estratégia de Estado, antecipando debates que hoje definem o futuro da humanidade.
José Lutzenberger: pioneiro do ambientalismo brasileiro, fundador da Agapan e ex-Secretário Nacional do Meio Ambiente, cuja voz crítica marcou a política ambiental no Brasil e no mundo
José Lutzenberger (1926–2002), agrônomo formado pela UFRGS, foi um dos pioneiros do movimento ambientalista no Brasil e figura central na crítica ao modelo de desenvolvimento baseado em agrotóxicos e degradação ambiental. Após experiência profissional na Basf, decidiu abandonar a indústria química e fundou, em 1971, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), primeira ONG ambiental brasileira. Reconhecido internacionalmente por sua militância, criou a Fundação Gaia, recebeu o prêmio Right Livelihood Award (conhecido como “Nobel Alternativo”) e publicou obras de referência como Fim do Futuro e Gaia,1o planeta vivo.2 Sua atuação foi marcada pela defesa da agricultura regenerativa, pela criação de soluções inovadoras em reciclagem e paisagismo.
Em 1990, assumiu a Secretaria Nacional do Meio Ambiente no governo Collor, com forte prestígio junto a ambientalistas nacionais e internacionais. No entanto, sua gestão foi marcada por tensões: criticou projetos militares na Amazônia,3 usinas de ferro-gusa em Carajás4 e a abertura de rodovias como a BR-364, além de denunciar a influência de madeireiras no Ibama. Divergiu também das posições oficiais do Brasil na preparação da Rio-92, defendendo um fundo internacional para compensar países detentores de florestas e metas obrigatórias contra o desmatamento. Suas declarações sobre corrupção em organismos ambientais e críticas à condução da política externa levaram à sua demissão em 1992, meses antes da conferência. Até sua morte, em 2002, dedicou-se à Fundação Gaia e manteve voz ativa e crítica no debate ambiental brasileiro e global.
José Antônio Lutzenberger (1926-2002): Análise pelo CPDOC da Fundação Getúlio Vargas (FGV)
No dia 15 de março de 1990, durante a posse de Fernando Collor de Melo como presidente do Brasil, José Antonio Lutzenberger assumiu o cargo de Secretário Nacional de Meio Ambiente. Sua entrada no governo foi elogiada pelo presidente recém-empossado, que considerou Lutzenberger um dos principais ativos da política ambiental brasileira no cenário internacional. Embora sua nomeação tenha sido bem recebida por diversos grupos ambientalistas nacionais e estrangeiros, sua passagem pelo Poder Executivo federal foi marcada por algumas atitudes e declarações que desagradaram a essas organizações. Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
Para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas, acessar referências bibliográficas (Completa). Consulta ao acervo do CPDOC. José Antônio Lutzenberger — Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Referência Biográfica Brasileira
CPDOC (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O “conteúdo do Website é composto, entre outros, por documentos integrantes de arquivos pessoais doados ao CPDOC, entrevistas de história oral, incluindo, mas não se limitando a textos manuscritos e impressos, fotos, obras audiovisuais, gravações em áudio e vídeo, imagens digitalizadas de documentos, além de trabalhos de pesquisa (em conjunto, os “Documentos”).”
A “navegação pelo Website CPDOC é permitida a todos os usuários, independentemente de cadastro. Por outro lado, o acesso ao conteúdo dos Documentos, quando existente, ou os seus metadados, exige, em regra, cadastro específico, conforme previsto na página. Embora o simples acesso ao Website não exija o prévio registro dos usuários, isso não implica que esses usuários não tenham aceitado os presentes Termos de Uso.” O acesso é livre e gratuito. Equipe CPDOC: https://cpdoc.fgv.br/.
(…)
LUTZENBERGER, José
*sec. nac. Meio Ambiente 1990-1992.
José Antônio Lutzenberger nasceu em Porto Alegre em 17 de dezembro de 1926, filho de José Lutzenberger e Emma Kroeff Lutzenberger.
Formou-se em agronomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1950. Entre 1951 e 1953 fez pós-graduação na Universidade de Louisiana, Estados Unidos, especializando-se em agroquímica.
Terminada a pós-graduação, voltou ao Brasil e passou a prestar serviços de assessoria técnica a diversas empresas de agroquímica de Porto Alegre. Em 1957 transferiu-se para a Alemanha, contratado pela Basf. Após dois anos trabalhando como técnico na matriz da empresa, em Ludwigshafen, foi transferido para a filial de Caracas, na Venezuela, onde residiu por sete anos, entre 1959 e 1966, promovido a chefe do departamento agrícola local. Retornou à Alemanha em 1966, na condição de assessor técnico do departamento agrícola da empresa. No ano seguinte foi para Casablanca, no Marrocos, acumulando a função de chefe do departamento agrícola local com a de delegado técnico, responsável pelas atividades da Basf na Argélia e na Tunísia.
Em 1971 decidiu abandonar a indústria química e tornar-se ecologista. Em abril, juntamente com Augusto Carneiro, Antônio Tavares Quintas,
Hilda Zimermann, Mário Fonseca, Nicolau Campos e Renato Petry, fundou a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), considerada a primeira organização não-governamental brasileira dedicada à ecologia e ao meio ambiente, a qual presidiu de 1971 até 1987.
Nesses anos, Lutzenberger notabilizou-se na luta contra a poda incorreta de árvores em Porto Alegre; contra a ação poluidora da empresa norueguesa Borregaard, que resultou na venda de sua fábrica de celulose no município de Guaíba (RS) para o grupo Klabin, que implantou um bem-sucedido programa de reciclagem de seus resíduos industriais; no levantamento ambiental das áreas dos parques de Guarita e Itapeva em Torres (RS); e na investigação do acidente ecológico de Hermenegildo, mais conhecido como maré vermelha.
Em 1972 trabalhou como assessor ecológico da comissão parlamentar de estudos da poluição e defesa do meio ambiente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Publicou, em 1976, Fim do futuro — manifesto ecológico brasileiro, livro em que condenou a ideologia consumista e predatória da sociedade industrial. Nos anos de 1977 e 1978 projetou o Parque da Doca Turística de Porto Alegre para a Empresa Porto Alegrense de Turismo (Epatur). Entre 1978 e 1980 desenvolveu junto ao Curtume Fasolo, da cidade gaúcha de Bento Gonçalves, o processo integrado de purificação de materiais efluentes. Nessa mesma época coordenou os estudos acerca da área de implantação do Plano Diretor do Delta do Jacuí, um parque de proteção natural dos pantanais das ilhas dessa região.
Em 1979 fundou as empresas Vida Produtos Biológicos Ltda., especializada em reciclagem de resíduos sólidos industriais, e Tecnologia Convivial Ltda., de consultoria e execução de produtos na área de paisagismo, urbanismo, clínica botânica e saneamento natural. Em 1983 participou na elaboração da Lei nº 7.747/83, a primeira do país sobre defensivos agrícolas. Em 1985, a Convivial foi contratada pelo grupo Klabin para projetar e implantar o parque ecológico que circunda a área da indústria de papel e celulose Riocell. A partir de 1988 a empresa criada por Lutzenberger ficou também responsável pela manutenção e ampliação de toda a área de paisagismo e jardinagem do parque.
Após ter deixado a Agapan em 1987, criou a Fundação Gaia, com o objetivo de torná-la um centro de estudos humanistas centrado em uma perspectiva de conservação da vida no planeta. Prestou, através dessa fundação, serviços de consultoria ecológica e outras atividades ligadas à agricultura regenerativa (designação usada pelo ecologista para se referir a todas as práticas agrícolas contrárias ao sistema baseado no uso de agrotóxicos e fertilizantes) e à reciclagem de lixo urbano.
Recebeu o The Right Livelihood Award de 1988, conhecido como o Prêmio Nobel alternativo na área de ecologia, em Estocolmo, na Suécia.
Secretário de Meio Ambiente
Em 15 de março de 1990, por ocasião da posse de Fernando Collor de Melo na presidência da República, assumiu a Secretaria Nacional de Meio Ambiente. Sua participação no governo foi destacada de maneira entusiástica pelo novo presidente, que considerou Lutzenberger um dos principais trunfos da política externa brasileira. Embora sua indicação tenha sido muito bem aceita entre os diversos grupos ambientalistas nacionais e estrangeiros, a passagem de Lutzenberger junto ao Poder Executivo federal foi marcada por atitudes e declarações que desagradaram a estas organizações. Em seu primeiro ano no cargo recebeu um manifesto assinado por um grupo de 17 entidades ecológicas — entre as quais a Agapan — acusando-o de estar submetendo sua ação aos preceitos de uma visão burocrática e, no que se refere à região amazônica, ao que diziam os militares.
Nos primeiros meses do governo Collor, Lutzenberger esteve com o presidente na Amazônia, em visita ao Projeto Calha Norte. Este projeto, iniciado ainda no governo José Sarney, procurava estabelecer, através da intervenção militar, a presença do Estado brasileiro numa área compreendida entre o rio Oiapoque, na fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa, e o rio Solimões, que forma a divisa entre o Brasil e a Colômbia, na tentativa de conter os conflitos que tradicionalmente ocorriam entre garimpeiros e a população indígena. Nesta ocasião, além de defender uma revisão urgente na feição militarista do projeto, Lutzenberger criticou a construção de novas usinas hidrelétricas na região, que, segundo ele, só atenderia aos burocratas e grandes empresários. Pediu a desativação das usinas de ferro-gusa da região de Carajás e condenou a construção da rodovia BR-364, ligando o Acre ao oceano Pacífico. Mesmo encampando formalmente as principais teses do seu secretário de Meio Ambiente, o presidente Fernando Collor de Melo deixaria intacta a situação na fronteira norte do país.
No período que antecedeu à realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92, realizada no Rio de Janeiro entre 3 e 14 de junho de 1992, Lutzenberger divergiu do encaminhamento assumido pela Comissão Interministerial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CIMA). Presidida pelo ministro das Relações Exteriores, Francisco Rezek, esta comissão ficaria responsável por estabelecer os principais pontos a serem defendidos pela representação brasileira neste encontro. Nos debates pertinentes à discussão do tema, Lutzenberger defendeu que o Brasil deveria encaminhar uma proposta em que os países possuidores de florestas de grande porte fossem recompensados, através de um fundo internacional, pelo prejuízo de não explorá-las, no que foi criticado por Resek. Pregou ainda que a diplomacia brasileira deveria empenhar-se na elaboração de uma legislação internacional sobre florestas e no estabelecimento de metas precisas para evitar o desmatamento, propostas não aceitas pela comissão.
Durante o encontro da quarta sessão preparatória da Eco-92, realizada na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, Lutzenberger declarou que o dinheiro enviado pelos organismos internacionais para reduzir o nível de desmatamento em florestas brasileiras talvez acabasse “nas mãos da corrupção”. Neste mesmo encontro levantou suspeitas sobre práticas de corrupção no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e afirmou que o departamento responsável por florestas e madeiras seria “uma sucursal 100% das madeireiras”.
Em virtude destes acontecimentos, Lutzenberger foi demitido da Secretaria Nacional do Meio Ambiente em março de 1992 e substituído de forma interina pelo então ministro da Educação, José Goldemberg, que acumularia os dois cargos até o término da conferência do Rio de Janeiro. O ativista ecológico deixaria de representar o Brasil no maior encontro internacional sobre ecologia e biodiversidade da história da ONU, não tendo a oportunidade de apresentar suas idéias no fórum em que foram extraídos documentos importantes como a Declaração de Princípios sobre as Florestas e o texto final da conferência, conhecido como Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Aliás, estes dois documentos não iriam de modo algum contemplar o ponto de vista do ex-secretário. O primeiro, ao contrário do que Lutzenberger propusera meses antes nas reuniões da CIMA, serviu como uma espécie de conciliação entre os interesses ecológicos e aqueles dos representantes dos países mais industrializados, no sentido de produzir um texto sobre proteção ambiental sem obrigatoriedade jurídica. O outro defendia a tese de que a transferência de recursos dos países desenvolvidos para os em desenvolvimento, a serem aplicados na preservação ambiental e no acesso às tecnologias limpas, poderia garantir a possibilidade de um desenvolvimento econômico sustentável, sem que para isso fosse necessário, como acreditava Lutzenberger, repensar os fundamentos da sociedade industrial.
Lutzenberger passou a se dedicar inteiramente à Fundação Gaia e por intermédio dela veio a ser contratado, em abril de 1997, pelo governador Amazonino Mendes para prestar serviços de consultoria ambiental ao estado do Amazonas.
Faleceu em Porto Alegre no dia 14 de maio de 2002.
Foi casado com Anemarie Wilm Lutzenberger, com quem teve duas filhas.
Além da obra já mencionada, publicou Pesadelo atômico (1980), Ecologia: do jardim ao poder (1985), Política e meio ambiente (em co-autoria com Flávio Lewgoy), Giffite Ernte — Tödlicher der angrachemie beispel: brasilien (em co-autoria com Michael Schwartzkoff), (1988) e Gaia, o planeta vivo (1989).
Sérgio Montalvão
FONTES: AGAPAN. Internet; CURRIC. BIOG.; Estado de S. Paulo (30/3/90); Folha de S. Paulo (23/11/86, 18/4, 10/7/90, 2, 13, 18/3/92); FUNDAÇÃO GAIA. Internet; Globo (28/6, 5/7, 24/9/90; 14/5/02-on-line); Guia Rural (1988); IstoÉ (14/3, 4, 25/4/90); Jornal do Brasil (21/4/90, 23/8/92).
Parque Estadual José Lutzenberger, conhecido como Parque da Guarita, é um importante refúgio ecológico em Torres (RS)
O Parque Estadual José Lutzenberger, mais conhecido como Parque da Guarita, é o principal atrativo turístico de Torres, famoso pelo contraste das torres basálticas com o mar, pela natureza preservada e por ser um importante geossítio do projeto Geoparque Cânions do Sul, além de oferecer boas condições para o surfe; criado em 1971 por decreto estadual e reconhecido em 1981 como área de interesse turístico, recebeu em 2003 o nome atual em homenagem ao engenheiro agrônomo e ambientalista José Lutzenberger, um dos maiores defensores de sua implantação.
O vídeo a seguir oferece uma perspectiva aérea impressionante do Parque da Guarita, em Torres (RS), publicada por Fábio Pereira em seu canal no YouTube em 24 de março de 2024. Essa filmagem revela a beleza natural da formação rochosa icônica, suas falésias, vegetação nativa e o encontro do mar com a terra, ideal para ilustrar a riqueza ecológica da região. Assista ao voo completo:
Nota importante: Estes são vídeos incorporados (embedded) diretamente do YouTube, e todos os direitos de propriedade intelectual pertencem ao canal original e seus criadores. Para uma melhor experiência, recomendamos a ativação da legenda em português (tradução automática) no player: basta clicar no ícone de Engrenagem (⚙️), selecionar “Legendas”, escolher o idioma original (“Inglês”), e em seguida, selecionar a opção “Traduzir automaticamente” para escolher o “Português”.
Reserva Biológica do Lami em Visita da Câmara
A Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger localiza-se no extremo sul de Porto Alegre, à beira do lago Guaíba. Instituída em 1975, ocupa 179,78 hectares e visa preservar a Ephedra tweediana, rara trepadeira outrora abundante na região.
Vegetação e Fauna
Sua vegetação é diversa, com matas, banhados e campos abrigando aves, mamíferos, répteis, peixes e outras espécies. Além de proteger comunidades naturais remanescentes na capital, serve como espaço para pesquisas, estudos e educação ambiental, conectando ciência à comunidade local.
Vídeo Apresentado
Apresentamos o vídeo “Com a Câmara na Cidade 397 – Reserva Biológica do Lami”, publicado em 25 de outubro de 2016 no canal da Câmara Municipal de Porto Alegre no YouTube. O conteúdo destaca a preservação ambiental em Porto Alegre — uma das quatro cidades com mais áreas verdes no Brasil, segundo o IBGE (2012) —, revelando a única reserva biológica gerida por um executivo municipal e o envolvimento dos vereadores.
As imagens utilizadas neste trabalho foram obtidas do repositório Wikimedia Commons, respeitando-se as respectivas licenças e direitos autorais. Essas imagens retratam paisagens e elementos relacionados ao Parque Estadual Guarita José Lutzenberger e Reserva Biológica do Lami. Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
(…) Ao contrário dos repositórios multimídia tradicionais, a Wikimedia Commons É LIVRE. Todos podem copiar usar e modificar livremente qualquer ficheiro, desde que respeitem as condições estabelecidas pelo autor; frequentemente, estas consistem em atribuir os devidos créditos à fonte e ao autor e disponibilizar quaisquer cópias e melhoramentos nos mesmos termos. As condições de licenciamento de cada ficheiro podem ser encontradas na respectiva página de descrição. A base de dados Wikimedia Commons e os textos nela contidos estão licenciados com a Creative Commons – Atribuição – Partilha nos Mesmos Termos. Para mais informações sobre a reutilização dos conteúdos, consulte Commons: Reutilização dos conteúdos fora da Wikimedia e Commons:Primeiros passos/Reutilização.” Para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas, acessar referências bibliográficas: Parque Estadual José Lutzenberger e Reserva Biológica do Lami.
José Antonio Lutzenberger
A Casa Lutzenberger
A Residência José Lutzenberger, localizada na Rua Jacinto Gomes, nº 39, no Bairro Santana em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, ergue-se como um marco histórico e cultural da cidade. Construída em 1932 pelo renomado engenheiro-arquiteto e artista plástico Joseph Lutzenberger (1882-1951), a residência serviu como lar para a família Lutzenberger, composta por sua esposa Emma Kroeff (1893-1969) e as filhas Rose Maria (1929) e Maria Magdalena (1928-2017). Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
O texto a seguir esclarece o conteúdo educacional do site objeto de pesquisa. Embora as informações publicadas estejam em português, é possível localizar rapidamente o texto original através do Link de Acesso disponível: O evento foi publicado no Canal YouTube do Lutz Global em 15 de Julho de 2020: “… Canal destinado a divulgação de conteúdos produzidos no Projeto de Pesquisa “José Lutzenberger: Um mediador entre o ambientalismo brasileiro e global (Déc. 1980-1990)”, que foi financiado pelo CNPq. Coordenação: Profª Elenita Malta. Colaboradores: Lilly Lutzenberger, Sara Fritz e Denis Fiuza.”
(…)
Casa de José Lutzenberger. A casa Lutzenberger está situada à Rua Jacinto Gomes, nº 39, Bairro Santana, Porto Alegre-RS. Foi construída em 1932 pelo Engenheiro-Arquiteto e artista plástico Joseph Lutzenberger (1882-1951), pai do ambientalista José Antônio Lutzenberger (1926-2002), para ser a casa da família, formada também pela mãe Emma Kroeff (1893-1969) e as irmãs Rose Maria (1929) e Maria Magdalena (1928-2017).
Nela, Lutzenberger filho morou dos 5 aos 26 anos, quando se casou com Annemarie Wilm (em 1953). De 1957 a 1970, o casal morou fora do país, período em que Lutz trabalhou na multinacional BASF, e quando nasceram suas duas filhas, Lilly e Lara. Mas no final de 1970 ele pediu demissão, por não concordar mais com o direcionamento da empresa – que entrou no ramo dos agrotóxicos – e retornou à casa, onde viveu até o falecimento, em 2002. Em 1971, ele ajudou a fundar a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN), com Augusto Carneiro e uma série de pessoas preocupadas com a devastação da natureza no Rio Grande do Sul.
Depois de seu falecimento, a casa ficou desocupada por oito anos. Em 2010, iniciaram os trabalhos para sua restauração e, em 2012, o imóvel foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre. A partir daí, passou a sediar a empresa fundada por Lutzenberger em 1979, a Vida Produtos e Serviços em Desenvolvimento Tecnológico, dedicada à reciclagem de resíduos industriais.
Neste vídeo, a filha do ambientalista, Lilly Lutzenberger, nos conduz pelos recantos da casa, repletos de memórias da família: as artes da avó Emma, do avô Joseph, das tias Rose e Magdalena e as lutas de seu pai, o Lutz. Como a casa hoje é a sede da empresa VIDA, não pudemos evitar os sons de seu funcionamento, em 20 de janeiro de 2020.
Este vídeo documentário faz parte do projeto “José Lutzenberger: Um mediador entre o ambientalismo brasileiro e global (Déc. 1980-1990)”, financiado pelo CNPq. Gravação e produção do vídeo: Elenita Malta Pereira (Coordenadora do projeto) Edição: Denis Henrique Fiuza – Bolsista Técnico do CNPq
Para saber mais sobre Joseph Lutzenberger (pai): http://www.lutzenberger.com.br/biogra…
Para saber mais sobre José Lutzenberger (filho) e nosso projeto de pesquisa: Visite o nosso site: https://lutzglobal.com.br
Instagram: https://instagram.com/lutz_global
Facebook: https://www.facebook.com/lutzglobal
A Residência José Lutzenberger se configura como um patrimônio cultural de inestimável valor para Porto Alegre e o Brasil. Sua arquitetura inovadora, história familiar e relevância cultural a tornam um local de grande importância para a comunidade e para o estudo da história da arquitetura e do urbanismo no país. Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
Para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas, acessar referências bibliográficas: Casa Lutzenberger agora é patrimônio histórico da Capital. Publicado em 08/08/2012. Foto: Samuel Maciel/PMPA. Texto de: Angela Bortolotto. Edição de: Marcelo Oliveira da Silva. Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.
Imóvel abrigou três gerações da família Lutzenberger
Um local para resgatar a memória da arquitetura e do ativismo ambiental em Porto Alegre ganhou um endereço oficial nessa quarta-feira, 8, com o tombamento do imóvel localizado na rua Jacinto Gomes, número 39, que durante 80 anos abrigou três gerações da família Lutzenberger.
“As pessoas que viveram aqui fazem parte da história da cidade, mas ter reunidas as obras do arquiteto e artista plástico Joseph na casa que também abrigou seu filho José Lutzenberger é uma celebração da memória da arquitetura e do ambientalismo que tanto se desenvolveram na nossa cidade”, disse o secretário municipal da Cultura, Sérgius Gonzaga. (vídeo)
As filhas do ambientalista, Lilly e Lara, participaram da assinatura do Livro de Tombo, homologando o processo de tombamento. O ato contou também com a presença do secretário do Meio Ambiente, Luiz Fernando Záchia, e da equipe responsável pelo restauro do imóvel.
Segundo lembrou Lara Lutzenberger, a família teve de buscar alternativas para dar um destino ao imóvel que ficou desocupado por oito anos após a morte do pai, em 2002, necessitando de vários reparos estruturais. A solução encontrada “não poderia ser melhor” na avaliação da família, pois com a reforma, a casa abrigará a empresa Vida, de propriedade das filhas e considerada também uma herança de Lutzemberger, criada por ele em 1979.
Já Lilly Lutzenberger destacou alguns itens da reforma, como a troca do piso de madeira, preservando as características originais projetadas pelo avô em 1932, móveis usados pela família, como escrivaninhas, máquinas de escrever, cadeiras, além da reprodução de quadros pintados pelo avô. Outra parte importante do restauro foi o jardim, que manteve características originais do espaço projetado por Lutzenberger, embora tenha sido totalmente refeito, tendo em vista que nos últimos anos de vida Lutz mal tinha tempo para dedicar-se a ele.
A casa – O casarão da Rua Jacinto Gomes, 39, bairro Santana, abrigou três gerações da família Lutzenberger de 1932 até 2002. Foi construída pelo arquiteto e artista plástico alemão Joseph Lutzenberger. No ato realizado nesta quarta-feira, o imóvel foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre (EPHAC). O procedimento de atendeu à solicitação das proprietárias, sendo aceito pela Coordenação de Memória Cultural da Secretaria Municipal da Cultura. Para a cidade e a comunidade, o tombamento significa que a obra não poderá ser destruída ou descaracterizada. Ao longo da tarde desta quarta-feira, estará aberta para visitação pública.
Joseph Lutzenberger: um dos mais destacados artistas da cidade, deixou sua marca em prédios importantes, como o Palácio do Comércio, o Pão dos Pobres e a Igreja de São José. Entre suas obras como artista plástico, reproduzidas em alguns cômodos da casa, estão aquarelas retratando a vida dos porto-alegrenses nos anos 30 e bicos de pena com temas gaúchos.
José Lutzenberger: Um dos filhos de Joseph, conhecido como Lutz, foi um dos fundadores do movimento ecológico no Brasil e passou boa parte de sua vida na casa construída pelo pai. Formado em agronomia e ciências naturais, destacou-se por sua capacidade de encontrar soluções práticas para problemas ambientais e por seu engajamento ecológico. Fluente em cinco idiomas, tornou-se conhecido mundialmente. Deixou como legado a empresa Vida e a Fundação Gaia, ONG dedicada ao desenvolvimento sustentável. Morreu em maio de 2002.
Texto de: Angela Bortolotto
Edição de: Marcelo Oliveira da Silva
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.
“… A casa projetada pelo arquiteto e artista plástico alemão abrigou três gerações da sua família, até 2002, quando o imóvel ficou desocupado após a morte do seu filho, José Antônio Lutzenberger, ambientalista reconhecido pelo seu pioneirismo como ativista do movimento ecológico.” Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
Para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas, acessar referências bibliográficas: Casa Lutzenberger – Guia ArqPOA. Texto: Rodrigo Poltosi e Vlademir Roman. Foto: Leandro Selister
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A casa projetada pelo arquiteto e artista plástico alemão abrigou três gerações da sua família, até 2002, quando o imóvel ficou desocupado após a morte do seu filho, José Antônio Lutzenberger, ambientalista reconhecido pelo seu pioneirismo como ativista do movimento ecológico.
O imóvel com três pavimentos em volume único, de linguagem eclética, possui acesso central marcado por uma bay-window e uma sacada, a qual apresenta um monograma com as iniciais “JL”, as mesmas utilizadas pelo autor para assinar suas gravuras e aquarelas.
Em 2010 a casa passou por uma intervenção para abrigar a empresa Vida, criada por José Lutzenberger, e atualmente gerida pelas suas filhas. O projeto do Arq. Flávio Kiefer, além de restaurar elementos originais e prover o espaço com elevador e climatização, previu a construção de um anexo, na lateral da casa, para atender as demandas do novo uso. Esta ampliação foi executada com pilares em aço corten, pedra grês e laje de concreto aparente, numa composição de planos onde o contraste dos materiais se acrescenta à rusticidade da edificação original.
Após a intervenção o pavimento térreo que abrigava a garagem e escritório, passou a ter recepção, um pequeno auditório e memorial voltado à vida do ecologista, enquanto os pavimentos superiores foram destinados às atividades da empresa.
Texto: Rodrigo Poltosi e Vlademir Roman
Foto: Leandro Selister

Tour no Jardim Lutzenberger – Casa de Cultura Mario Quintana
Casa de Cultura Mario Quintana: Uma Jornada Através do Tempo. A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) representa um marco histórico e cultural de grande relevância para Porto Alegre e o Rio Grande do Sul. Sua trajetória, marcada pela aquisição estratégica do antigo Hotel Majestic e pela posterior criação do centro cultural, demonstra o compromisso do poder público com a preservação da memória e a promoção da cultura. A CCMQ se configura como um espaço plural e dinâmico, que oferece à comunidade a oportunidade de vivenciar diversas formas de arte e expressão, contribuindo para o enriquecimento cultural da sociedade. Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
O texto a seguir esclarece o conteúdo educacional do site objeto de pesquisa. Embora as informações publicadas estejam em português, é possível localizar rapidamente o texto original através do Link de Acesso disponível: Casa de Cultura Mario Quintana. Diretor: Diego Groisman.
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A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), foi inaugurada em 25 de setembro de 1990, mas sua história tem início em julho de 1980, com a compra do antigo prédio do Hotel Majestic pelo Banrisul. O negócio foi feito para que o governo do Estado pudesse comprá-lo, já que o poder público não dispunha de recursos suficientes para cobrir o valor real.
Em 29 de dezembro de 1982, o governo do Estado adquiriu o Majestic do Banrisul e, um ano mais tarde, o prédio foi arrolado como patrimônio histórico, tendo início, a partir de então, sua transformação em Casa de Cultura. No mesmo ano, através da Lei nº 7803, de 8 de julho, recebeu a denominação de Mario Quintana, passando a fazer parte da então subsecretaria de Cultura do Estado.
A construção do edifício do Hotel Majestic ocorreu entre os anos de 1916 e 1933 sendo projetada pelo arquiteto Theodor Alexander Josef Wiederspahn, nascido na Alemanha, residente no Brasil desde 1908. A potencialidade do setor hoteleiro, na época, fora percebida pelo empresário Horácio de Carvalho, homem ligado ao ramo da importação e exportação que, em maio de 1913, protocolou, na Intendência Municipal, um pedido de licença para pagamento de impostos referentes à construção do edifício do futuro hotel.
Os anos 1930 e 1940 foram os de maior sucesso do Majestic, período em que nele se hospedaram desde políticos importantes, como Getúlio Vargas, a artistas famosos, como Virgínia Lane e Francisco Alves. Porém, nas duas décadas posteriores, o hotel foi vítima da desfiguração que atingiu o centro da maioria das cidades brasileiras — em decorrência do período denominado “Desenvolvimentista”, passando a sofrer a concorrência de novos hotéis que contavam com instalações mais amplas e modernas. Os antigos hóspedes foram, gradualmente, substituídos por lutadores de “cath” e luta livre, além de solteiros, viúvos, boêmios e poetas solitários como Mario Quintana, que ali esteve hospedado de 1968 a 1980.
Os espaços tradicionais da Casa de Cultura Mario Quintana estão voltados ao cinema, música, artes visuais, dança, teatro, literatura e realização de oficinas e eventos ligados à cultura.
A Casa conta com os seguintes espaços:
• Acervo Elis Regina
• Auditório Luís Cosme
• Biblioteca Armando Albuquerque
• Biblioteca Erico Verissimo
• Biblioteca Lucília Minssen
• Discoteca Natho Henn
• Instituto Estadual de Música (IEM)
• Espaço Maria Lídia Magliani
• Espaço Maurício Rosenblatt
• Espaço Romeu Grimaldi
• Espaço Vasco Prado
• Galeria Augusto Meyer
• Galeria Sotero Cosme (MACRS)
• Galeria Xico Stockinger (MACRS)
• Jardim Lutzenberger
• Memorial Theodor Wiederspahn
• Microgaleria Tatata Pimentel
• Quarto do Poeta
• Sala Eduardo Hirtz (Cinemateca Paulo Amorim)
• Sala Norberto Lubisco (Cinemateca Paulo Amorim)
• Sala Paulo Amorim (Cinemateca Paulo Amorim)
• Sala Radamés Gnattali
• Teatro Bruno Kiefer
• Teatro Carlos Carvalho
Diretor: Diego Groisman
Funcionamento: diariamente, das 10h às 20h.”
José Lutzenberger – Prêmio Nobel Alternativo 1988
Mais do que um ambientalista, José Lutzenberger foi um visionário que dedicou sua vida à preservação do meio ambiente. Sua trajetória, marcada por ativismo, engajamento e resistência, o consagrou como um ícone da luta ecológica e o tornou merecedor do Prêmio Nobel Alternativo em 1988. Para relembrar sua inspiradora história, assista ao vídeo “José Lutzenberger – Prêmio Nobel Alternativo – The Right Livelihood Award”, disponível no canal Lutz Global no YouTube.
Publicado em 15 de dezembro de 2018, este vídeo é um trabalho de preservação audiovisual que faz parte do projeto de pesquisa “José Lutzenberger: Um mediador entre o ambientalismo brasileiro e global (Déc. 1980-1990)”, com apoio do CNPq. Através de imagens e relatos, o vídeo nos convida a mergulhar na vida e obra desse incansável defensor do planeta, reconhecendo a importância de seu legado para as futuras gerações.
Uma homenagem a José Lutzenberger
Uma homenagem a José Lutzenberger. O ambientalista deixou como herança a luta pela conservação dos recursos naturais do Brasil. Canal YouTube: TV Cultura.
Lutzenberger Forever Gaia — Documentário completo
Lutzenberger Forever Gaia — Documentário completo. Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
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O filme Lutzenberger – For Ever Gaia (é assim mesmo que se escreve) foi produzido pela Otto Desenhos Animados e dirigido pelo documentarista e indigenista carioca Frank Coe e pelo mago do cinema de animação gaúcho, Otto Guerra.
O filme foi realizado dentro do projeto DOC TV em 2006 e mescla um depoimento completo de José Lutzenberger filmado 1996 com as impressões de seus parceiros e colaboradores após seu falecimento em 14 de maio de 2002. E o mais impressionante é que já nessa época Lutzenberger previa os terríveis problemas ambientais que estamos vivendo hoje.
Assista esse belo documentários aproveite e se inscreva em nosso canal e acompanhe as atividades da Fundação Gaia – Legado Lutzenberger nas redes sociais.
(…) The film Lutzenberger – For Ever Gaia (this is how it is written) was produced by Otto Cartoons and directed by the documentary filmmaker and indigenist Frank Coe and the gaucho animated film wizard, Otto Guerra. The film was made within the DOC TV project in 2006 and merges a full testimony of José Lutzenberger filmed 1996 with the impressions of his partners and collaborators after his death on May 14, 2002. And most striking is that by that time Lutzenberger predicted the terrible environmental problems we are experiencing today. Watch this beautiful documentary enjoy and subscribe to our channel and follow the activities of the Gaia Foundation – Lutzenberger Legacy on social networks.”
Instagram: @fundacaogaialegadolutz Facebook: @fundacaogaia.legadolutzeberger www.fgaia.org.brMOSTRAR MENOS
Tuca Apresentação — Jardim Ambiental José Antônio Lutzenberger
Tuca Apresentação — Jardim Ambiental José Antônio Lutzenberger. Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
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Seja bem vinda e bem vindo ao TUCA —Travessia Urbana Cultural – Ambiental. O projeto, idealizado pelo Grupo Escoteiro Boca do Monte, traz um conjunto de ações integradoras, buscando o resgate histórico do município de Itaara, inicialmente pelo Parque Pinhal. Essas atividades serão relacionadas à educação ambiental e cultural, tendo como objetivo a criação de trilhas urbanas autoguiadas onde durante o trajeto os participantes poderão mergulhar na história dos patronos das rotas selecionadas.
O espaço onde estamos e que será o ponto de partida de todas as rotas, foi carinhosamente batizado de JARDIM AMBIENTAL JOSÉ ANTONIO LUTZENBERGER.
José Antônio Lutzenberger foi importante ambientalista brasileiro que participou ativamente na luta pela preservação ambiental, em uma época que o ambientalismo era desconhecido pela maioria.
Filho de imigrantes alemães, Lutzenberger nasceu em Porto Alegre em 17 de dezembro de 1926. Foi agrônomo, escritor, filósofo, paisagista e ambientalista brasileiro. No fim dos anos 1960 começou a se desiludir com as políticas agrícolas danosas para o meio ambiente, e em 1970 deixou seu emprego para dedicar-se à causa do ambientalismo. Em 1971, junto com um grupo de simpatizantes de Porto Alegre, fundou a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), uma das primeiras associações ecológicas do Brasil, e à sua testa ganharia projeção local, nacional e internacional em inúmeras campanhas, conseguindo importantes conquistas para a época.
De fato, Lutzenberger conseguiu chamar grande atenção para o tema com sua personalidade enérgica e combativa e seu sólido preparo intelectual e científico! Sua liderança do movimento no Brasil se consolidou em 1976, quando lançou o livro intitulado “Manifesto Ecológico Brasileiro: O Fim do Futuro?”, sua obra mais conhecida. Publicou muitos outros textos e palestrou pelos quatro cantos do mundo, sensibilizando grandes e influentes audiências, e ao mesmo tempo despertando a fúria de outros setores da sociedade, sendo chamado de gênio pioneiro e de louco fanático.
Em 1987 se desligou da Agapan e criou a Fundação Gaia, dedicada à promoção de um modelo de vida sustentável, presidindo-a enquanto viveu!
Seguiu envolvido em inúmeros outros projetos locais e em outras regiões, conduzindo também uma empresa de reciclagem de resíduos industriais. Em 1990 foi convidado pelo presidente Fernando Collor de Melo para assumir a pasta do Meio Ambiente. Sua atuação foi breve e muito controversa, mas deixou realizadas obras importantes como a demarcação das terras ianomâmis.
Seu estilo contundente de crítica, não poupando ninguém, muito menos o governo, não cessou de lhe trazer problemas, e após denunciar a corrupção no Ibama, em 1992, Lutzenberger foi demitido. Afastado da cena política, deu continuidade ao seu trabalho independente, sendo constantemente solicitado a dar entrevistas, palestras e assessorias de várias espécies até o fim da vida, procurando manter-se atento aos novos problemas ambientais que o progresso vem trazendo, e sugerindo soluções que o mesmo progresso pode oferecer se conduzido com sabedoria. O valor de sua contribuição foi reconhecido mundialmente, recebendo inúmeras distinções importantes, como o Prêmio Nobel Alternativo, a Ordem do Ponche Verde, a Ordem de Rio Branco, a Ordem do Mérito da República Italiana e doutorados honoris causa, além de ser celebrado como um dos pioneiros e um dos maiores ícones do movimento ecológico brasileiro.
José Antônio Lutzenberger partiu em 2002, aos 75 anos, deixando a todos nós seu importante legado e exemplo a ser seguido!
Aproveite sua TRAVESSIA!”
José Lutzenberger e a Fundação Gaia
José Lutzenberger e a Fundação Gaia. Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
Conheça a história e o legado do ambientalista gaúcho José Lutzenberger, reconhecido e respeitado mundialmente por seu trabalho dedicado à conservação e recuperação ambiental.
Com a condução de Lara Lutzenberger – bióloga e filha de José Lutzenberger.
A Sinfonia da Vida: O Pensamento Ecológico de José Lutzenberger
A obra de José Lutzenberger, especialmente em seu fundamental Manifesto Ecológico Brasileiro (L&PM Editores), redefine a ecologia não como uma especialização técnica, mas como a “ciência da sobrevivência” e da conexão espiritual com a Terra.
1. Espiritualidade e Reverência pela Vida
A verdadeira espiritualidade reside no sentimento de pertencimento ao ecossistema global, que Lutzenberger chama de Gaia. Inspirado pela ética de Albert Schweitzer, ele defende a “Reverência pela Vida”. Para o autor, agredir a natureza é uma forma de autoagressão. O reconhecimento da vastidão do tempo evolutivo deve despertar em nós êxtase e humildade, tornando a destruição de espécies e paisagens um erro ético profundo.
2. Tecnologias: O Embate entre o “Duro” e o “Brando”
Lutzenberger critica as tecnologias duras, que solucionam problemas imediatos gerando novos danos ambientais. Em contrapartida, propõe as tecnologias brandas (ou apropriadas).
- Exemplo Prático: Um matadouro que, em vez de poluir rios, utiliza a bioconversão para gerar biogás e adubo orgânico, transformando resíduos em recursos e eliminando a poluição na origem através de sistemas integrados.
3. Superando a Dicotomia Homem-Natureza
O autor contesta a visão cartesiana que posiciona o ser humano como um observador externo do “ambiente natural”. Para ele, não estamos apenas imersos na natureza; somos parte indissociável dela. Essa visão fragmentada reflete-se na biologia molecular e nos testes em animais, onde a vida é reduzida a mecanismos químicos ou máquinas, ignorando a integridade ética e o organismo como um todo.
4. Sabedoria Indígena vs. Progresso Destrutivo
As culturas indígenas são citadas como exemplos de harmonia e sustentabilidade. Enquanto a sociedade moderna devasta a Amazônia em nome do desenvolvimento, as tribos mantiveram a floresta intacta por milênios, demonstrando uma integração social e felicidade individual que as sociedades tecnológicas não conseguem replicar.
5. O Desafio Demográfico e o Limite do Crescimento
Lutzenberger alerta que a Terra é uma “nave finita”. A explosão demográfica, causada por intervenções artificiais que reduziram a mortalidade sem equilibrar a natalidade, ameaça o futuro.
Sustentabilidade: É urgente substituir o “dogma do crescimento” pela política do equilíbrio e do comportamento disciplinado, garantindo que a pegada humana não ultrapasse a capacidade de regeneração do planeta.
A Analogia da Bactéria: Se o ser humano continuar focado no crescimento exponencial e no consumo desenfreado, ele regredirá ao comportamento de uma colônia de bactérias, que cresce até morrer asfixiada em suas próprias toxinas.
Textos de José Antonio Lutzenberger – Fundação Gaia
- Inundações, Suas Causas e Conseguências – José Lutzenberger (1974).
- A Problemática do Lixo Urbano – José Lutzenberger Especial para “Pau Brasil” 1985.
- Homeostase – Requisitos da Sustentabilidade – Palestra proferida em Ecosust – Garopaba/SC 2002.
- Ecovisão do Estuário: PLANDEL – Texto escrito por José Lutzenberger em abril de 1978 e disponibilizado por Lilly Lutzenberger em março de 2014.
- A problemática dos agrotóxicos – Texto escrito por José Lutzenberger em maio de 1985 e disponibilizado por Lilly Lutzenberger em setembro de 2012.
- Nova Conspiração da Máfia dos Pesticidas – Texto escrito por José Lutzenberger em novembro de 1984 e disponibilizado por Lilly Lutzenberger em setembro de 2012.
- Agrotóxicos – Compilado de citações de José Lutzenberger sobre a questão dos venenos nos alimentos, edição elaborada por Lilly Lutzenberger em junho de 2011.
- Inseticidas domésticos – Texto escrito por José Lutzenberger em fevereiro de 1981 e disponibilizado por Lilly Lutzenberger em junho de 2011.
- O embuste nuclear – Capitulo do livro Pesadelo Atômico, escrito por José Lutzenberger em 1980, revisão e transcrição feita por Lilly Lutzenberger, maio de 2011
- Os graves riscos da energia nuclear – Síntese feita por Lilly Lutzenberger baseada em textos escritos na decada de 1970 por José Lutzenberger, abril de 2011
- A Amazônia não é o Pulmão do Mundo – Texto redigido por Ney Gastal a partir de entrevista com José Lutzenberger, publicada no Jornal RS 01/1989.
- A Febre de Gaia – Tradução do original GAIA’S FEVER, publicado em inglês, na revista ambientalista britânica “The Ecologist”, março/abril de 1999
- À Comissão Técnica Nacional de Biosegurança (sobre os transgênicos) – 14-08-98.
- Carta de apoio aos Veranistas da Cidade de Torres – RS – Porto Alegre – Maio 2000
- Cartas de José A. Lutzenberger – à entidades governamentais.
- Ciência e Tecnologia, onde está a mentira? – Universidade do Mato Grosso – 03/1995.
- Colheitas e pragas – a resposta estará nos venenos? – 12/1983, revisado e ampliado em 07/1997.
- Como melhorar ecologica e economicamente a produção de álcool. Maceió 08/1990.
- Consciência Ecológica? – Introdução ao livro “A Magia das Árvores” editado pela Riocell – 06/95.
- Em Defesa do Aguapé – Publicado no livro “Ecologia – do jardim ao poder” L&PM Editores Ltda Porto alegre – 1985.
- Folha seca não é lixo – Especial para “A Garça” – Riocell – 02/1997.
- Gaia – 03/1986, revisado e ampliado em 09/1994.
- Gaia – Resumo e adaptação para adolescentes do texto Gaia.
- Homenagem à Jacques Cousteau – Especial para a Folha de São Paulo, publicado logo após o falecimento de J. Cousteau em 1997.
- La Problemática de los Agrotóxicos – versão espanhola do artigo do livro “Ecologia – do jardim ao poder” – tradução por Márcia Valerezzo 1998.
- Mensagem aos Formandos – Centro Técnico Científico da PUC, Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 1981 – Publicação / Divulgação da PANGEA.
- O Absurdo da Agricultura Moderna – Outubro/98 rev. Marco/00.
- O Cultivo do Arroz – Maio / 2000
- Países estão abandonando a tecnologia nuclear – artigo Gazeta Mercantil Suplemento RS – 09/1998.
- Palestra proferida no IV FIA (Forum International de Administração) em Miami – 10/1995.
- Perniciosa cegueira cultural – 11/1997.
- Poda de Árvores – A absurda poda anual.
- Prefácio do livro “Futuro Roubado” (“Our Stolen Future”) – 07/1997.
- Prefácio para “Índices de lotação pecuária para o Rio Grande do sul”, editado pela Comissão de Assuntos Fundiários da Federação de Agricultura do RS – FARSUL – 25-06-97.
- Problemas da biodiversidde – especial para Revista Manchete 18-05-95.
- Reverência pela Vida – 01/1996.
- Revista Expressão – Entrevista – 10/1995.
- Saneamento básico: uma proposta – publicado no livro “Ecologia – do jardim ao poder” L&PM editoras Ltda. Porto alegre – 1985.
- Soja transgênica: problema político, não técnico. Publicado no Jornal Gazeta Mercantil – 12-02-99.
- Taller “Desarollo y medio Ambiente” – Buenos Aires/Argentina 14/10/95.
- Temos ou não Futuro? – Escrito para o “Livro da Profecia Brasil XXI e Mais” – 11/1996.
- Terraplanagem em Loteamento Residencial – 02-06-97.
- Uma proposta para exploração madeireira sustentável – 22/12/92.
- Vale a pena ter um jardim? – Publicado no livro “Ecologia – do jardim ao poder” L&PM editores Ltda. Porto alegre – 1985.
- Florestas Tropicais_Climas – 02/08/1989
Outros Textos – Lara Lutzenberger e Christian Lavich Goldschmidt
- Somos nós os Extraterrestres ? – Lara Lutzenberger 11/2003
- Um Novo Mundo se Desvela… – Lara Lutzenberger 03/2004
- Wangari Maathai : Primavera da Humanidade – Lara Lutzenberger 10/2004
- O FSM e a Dança dos Radicais – Lara Lutzenberger 02/2005
- Entre Kyoto e a Lua – Lara Lutzenberger 03/2005
- Febre ? Eu ? – Lara Lutzenberger 03/2005
- Enciclopédia Genial – Lara Lutzenberger 08/2005
- Declaração de Vancouver sobre a Industrialização e a Globalização da Agricultura
- O Princípio da Precaução
- Jornalismo Ambiental – Christian Lavich Goldschmidt – 10/2005
- Compromisso ético – Christian Lavich Goldschmidt – 10/2005
- Uma Palavra que Lembra a Vida – Christian Lavich Goldschmidt – 10/2005
- Desenvolvimento Sustentável, muito prazer ! – Lara Lutzenberger – 10/2005
- Lutzenberger é homenageado na COP8 – Christian Lavich Goldschmidt – 04/2006
- Dia do Índio, até quando ? – Christian Lavich Goldschmidt – 04/2006
- Por uma Existência Fluída – Lara Lutzenberger – 04/2006
- Arte-Educação – Christian Lavich Goldschmidt – 05/2006
- Complexo Cultural – Lara Lutzenberger – 07/2006
- Felicidade na Integra – Christian Lavich Goldschmidt – 09/2006
- O que é Biochip? – Christian Lavich Goldschmidt – 09/2006
- Em busca da Felicidade – Christian Lavich Goldschmidt – 09/2006
- Mobilizações Populares – Christian Lavich Goldschmidt – 10/2006
- Torres – Christian Lavich Goldschmidt – 11/2006
- Lutzenberger – 80 anos – Christian Lavich Goldschmidt – 12/2006
- A arte também educa – Gabriela Nobre Bins – 11/2006
- O mundo é assim – Anne Minuzzo – 12/2006
- Cinco anos sem Lutzenberger – Christian Lavich Goldschmidt – 05/2007
- O Brasil sem Lutzenberger – Anita Legname – 05/2007
- Lutzenberger e Hebe Camargo – Christian Lavich Goldschmidt – 05/2007
- Cinco anos sem José Lutzenberger – Lauro Eduardo Bacca – 05/2007
- Arte em Porto Alegre – Christian Lavich Goldschmidt – 08/2007
- Pionerismo Gaúcho foi lembrado no 2º Congresso Brasileiro sobre Jornalismo Ambiental
Christian Lavich Goldschmidt – 10/2007 - Jornalismo Ambiental – Christian Lavich Goldschmidt – 10/2007
- Sitios Verdadeiramente Sagrados – Lara Lutzenberger – 03/2009
- Ensinamentos de Jean-Michel Cousteau – Lara Lutzenberger – 07/2010
- Entrevista para o Programa Campo e Lavoura da Radio Gaucha – Lara Lutzenberger – 06/2011
- A Cartilha dos produtos orgânicos, ilustrações de Ziraldo – publicado em 2009 pelo Ministério da Agricultura, Pecúaria e Abastecimento
- Exercito de vaga-lumes – Lara Lutzenberger 04/2014
- Torres sim, mas de rocha, não de concreto – Lara Lutzenberger 08/2014
- E se forem os combustíveis ? – Lara Lutzenberger 06/2018
- Natureza de Torres está ameaçada – Lara Lutzenberger 08/2018
- Água – Verdade Cristalina – Lara Lutzenberger 10/2018
- Acordo de Paris – Lara Lutzenberger 12/2018
- Porto de Torres – Lara Lutzenberger 04/2019
- Com a Amazônia queimamos o Brasil – Lara Lutzenberger 08/2019
- Mina Guaíba – Lara Lutzenberger 03/2020
- Coronavírus: nem só vilão – Lara Lutzenberger 04/2020
Frases Impactantes
- “A Terra não é um almoxarifado de recursos, mas um organismo vivo onde cada intervenção exige a sabedoria de quem compreende a interdependência da vida.” — Revista Digital Ecocídio
- “O verdadeiro desenvolvimento não reside na expansão industrial desenfreada, mas na coragem de adotar tecnologias suaves que respeitem o metabolismo do nosso planeta.” — Revista Digital Ecocídio
- “Lutar pelo meio ambiente dentro das esferas do poder é um ato de resistência contra a visão de curto prazo que sacrifica o futuro em nome do lucro imediato.” — Revista Digital Ecocídio
A Tolerância Legal como Motor da Crise
Esta postagem foi originalmente publicada em 13 de julho de 2022. Com o objetivo de manter a integridade histórica do texto original e, ao mesmo tempo, oferecer o máximo de relevância ao leitor, o conteúdo principal não foi alterado. No entanto, foram realizadas atualizações e inserções editoriais para contextualizar o tema até a data de hoje (5 de fevereiro de 2026), incluindo referências, dados e hyperlinks que se tornaram relevantes após a data de publicação original (como a evolução das discussões legislativas ou a contextualização com casos históricos e desastres de relevância global), bem como elementos visuais (vídeos, imagens geradas por inteligência artificial) inseridos para fins ilustrativos e de complementação do argumento. Toda informação e referência que não fazia parte do conteúdo original visa aprimorar a leitura, mantendo a clareza sobre o contexto temporal da discussão inicial.
A Luta por Justiça É Contínua. O que você acabou de ler é um sintoma. A crise não é apenas de acidentes, mas de um sistema legal que tolera a destruição.
🔎 Ecocídio em Contexto
Para aprofundar este tema e explorar outras publicações da Revista Digital Ecocídio, acesse nossa página de referências essenciais:
🌱 Ecocídio em Contexto – Leituras e ReferênciasReferências Bibliográficas
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Ministros do Meio Ambiente do Brasil – Linha do Tempo (1973–2026). Disponível em: https://ecocidio.com.br/ministros-do-meio-ambiente-do-brasil-linha-do-tempo-1973-2026/. Acesso em: 5 fev. 2026.
- PREFEITURA MUNICIPAL DE TORRES. Parque da Guarita. Torres/RS, [s.d.]. Disponível em: https://torres.rs.gov.br/vivatorres/parque-da-guarita/. Acesso em: 5 fev. 2026.
- Fundação Gaia. Legado de José Lutzenberger. Disponível em: https://www.fgaia.org.br/. Acesso em: 5 fev. 2026.
- SCHÜÜR, Germano Roberto. Imagem. Parque Estadual José Lutzenberger. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Parque_Estadual_da_Guarita_05.jpg. (Acesso via seção específica do Parque Estadual José Lutzenberger). Acesso em: 5 fev. 2026.
- DREYER, Lilian. Sinfonia Inacabada: a vida de José Lutzenberger. Porto Alegre: Vidicom Audiovisuais, 2004. Disponível em: Fundação Gaia. Acesso em: 05 fev. 2026.
- LUTZENBERGER, José. Fim do Futuro?: Manifesto Ecológico Brasileiro. Porto Alegre: Editora Movimento, 1976. Disponível em: Estante Virtual. Acesso em: 05 fev. 2026.
- LUTZENBERGER, José. Gaia, o planeta vivo. Porto Alegre: L&PM, 1990. Disponível em: L&PM Editores. Acesso em: 05 fev. 2026.
- SCHULLER, Nely. Criação, organização e atuação da Fundação Gaia. Porto Alegre: [s. n.], 2004. Disponível em: Acervo Fundação Gaia. Acesso em: 05 fev. 2026.
- SCHWEITZER, Albert. Reverência pela vida. Tradução de L. J. Gaio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982. Disponível em: Estante Virtual. Acesso em: 05 fev. 2026.
Referências Bibliográficas
1. Fontes Governamentais (Dados Oficiais e Legislação)
- Museu da Pessoa: Projeto 25 Anos de Memória — O site Ecocídio cita explicitamente que utiliza trechos registrados e editados através deste museu (PRONAC 164380). Disponível em: https://museudapessoa.org/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- FGV CPDOC: Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro — Fonte acadêmica utilizada para compor a trajetória política dos ministros mais antigos. Disponível em: https://cpdoc.fgv.br/acervo/dicionarios. Acesso em: 29 jan. 2026.
- FUNDAÇÃO FHC. Linhas do Tempo: Política Ambiental. Disponível em: https://fundacaofhc.org.br/linhasdotempo/politica-ambiental/. Acesso em: 13 fev. 2026.
- ONU BRASIL. A ONU e o Meio Ambiente. Organização das Nações Unidas. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/91223-onu-e-o-meio-ambiente. Acesso em: 13 fev. 2026.
- ENCYCLOPÆDIA BRITANNICA. Brundtland Report. Disponível em: https://www.britannica.com/topic/Brundtland-Report. Acesso em: 13 fev. 2026.
2. Bases de Memória e História Oral
- Museu da Pessoa: Projeto 25 Anos de Memória — O site Ecocídio cita explicitamente que utiliza trechos registrados e editados através deste museu (PRONAC 164380). Disponível em: https://museudapessoa.org/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- FGV CPDOC: Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro — Fonte acadêmica utilizada para compor a trajetória política dos ministros mais antigos. Disponível em: https://cpdoc.fgv.br/acervo/dicionarios. Acesso em: 29 jan. 2026.
3. Referências Jurídicas e Acadêmicas Citadas no Site
- Édis Milaré: Milaré Advogados — Considerado o “pai” do Direito Ambiental no Brasil, é a principal referência doutrinária para as análises do site. Disponível em: https://milare.adv.br/edis-milare/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- Édis Milaré foi o primeiro Coordenador das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente em São Paulo (1983). Ele foi um dos arquitetos da Lei da Ação Civil Pública (Lei 7.347/1985), que deu ao Ministério Público as ferramentas para processar poluidores.
- Doutrina Fundamental: O seu livro “Direito do Ambiente“ é considerado a “bíblia” da área. Quase todos os estudantes de Direito, juízes e promotores que atuam na área ambiental no Brasil utilizam suas obras como base doutrinária.
- Influência Legislativa: Ele participou ativamente da redação de textos que influenciaram a seção de Meio Ambiente da Constituição Federal de 1988 e a Lei de Crimes Ambientais (1998).
- Stop Ecocide International: Definição Jurídica de Ecocídio — Fonte para o conceito internacional que dá nome ao portal. Disponível em: https://www.stopecocide.earth/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- NASA Earth Observatory: Monitoramento de Desastres Ambientais — Citado no portal para embasar dados sobre impactos ecológicos e crimes ambientais (como o caso das cinzas de carvão no Tennessee). Disponível em: https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/. Acesso em: 29 jan. 2026.
A história do Direito Ambiental brasileiro cita outros “pais” ou precursores em áreas específicas:
- Dois séculos antes de o termo Ecocídio ganhar o debate global, um dos arquitetos da Independência do Brasil, José Bonifácio de Andrada e Silva (1763–1838), já denunciava a “extravagância insofrível” da destruição ambiental no país. Naturalista, político e estadista, o Patriarca da Independência foi o primeiro a lançar as bases de um pensamento que buscava conciliar progresso econômico com a sobrevivência da natureza, propondo soluções avançadas que ecoam diretamente na urgência da sustentabilidade e da justiça climática do século XXI. Disponível em: https://ecocidio.com.br/jose-bonifacio-de-andrada-e-silva-o-ecologista-do-imperio-e-as-raizes-do-desenvolvimento-sustentavel-no-brasil-do-seculo-xix/
- Paulo Nogueira Neto: Considerado o “pai” da Política Ambiental Brasileira (foi o primeiro Secretário do Meio Ambiente, o primeiro da linha do tempo. Ele era cientista, não jurista, mas criou a base legal (Lei 6.938/81). Disponível em: https://ecocidio.com.br/dr-paulo-nogueira-neto-secretario-especial-do-meio-ambiente-1974-1986-ministerio-do-interior/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- A fundamentação jurídica também contou com a contribuição de Paulo Affonso Leme Machado, figura de peso monumental e amplamente reverenciado como o ‘Pai do Direito Ambiental’ brasileiro. Em seu artigo doutrinário, publicado originalmente em 1993, Machado estabelece o diálogo essencial entre os princípios do Direito Internacional e a política ambiental que o Brasil buscava consolidar. A obra é uma bússola para entender a maturidade legislativa da época e pode ser acessada na íntegra através do repositório do Senado Federal.
- MACHADO, Paulo Affonso Leme. Princípios gerais de direito ambiental internacional e a política ambiental brasileira. Revista de Informação Legislativa, Brasília, v. 30, n. 118, p. 207-218, abr./jun. 1993. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/176025/000472131.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 11 fev. 2026.
4. Links de Navegação Interna do Ecocídio
O próprio site possui páginas que funcionam como bibliografias centrais:
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Ministros do Meio Ambiente do Brasil – Linha do Tempo (1973–2026). Disponível em: https://ecocidio.com.br/ministros-do-meio-ambiente-do-brasil-linha-do-tempo-1973-2026/.
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Origem do Termo Ecocídio e Evolução Histórica. Disponível em: https://ecocidio.com.br/origem-do-termo-ecocidio-e-evolucao-historica/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Do Pioneirismo à Urgência: PL 2933/2023 e a Proteção Ambiental no Brasil. Disponível em: https://ecocidio.com.br/do-pioneirismo-a-urgencia-como-o-pl-2933-2023-pode-redefinir-a-protecao-ambiental-e-tipificar-o-ecocidio-no-brasil/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Dolo Eventual e Culpa Consciente no Limiar do Ecocídio: A Imputação Subjetiva da Catástrofe Ambiental. Disponível em: https://ecocidio.com.br/dolo-eventual-e-culpa-consciente-no-limiar-do-ecocidio-a-imputacao-subjetiva-da-catastrofe-ambiental/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Painel de Doze Especialistas: Definição Internacional de Ecocídio. Disponível em: https://ecocidio.com.br/painel-de-doze-especialistas-para-definicao-de-ecocidio-e-convocado-apos-75-anos-dos-termos-genocidio-e-crimes-contra-a-humanidade/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. O Tribunal Penal Internacional, o Estatuto de Roma e o Desafio de Reconhecer o Ecocídio. Disponível em: https://ecocidio.com.br/o-tribunal-penal-internacional-tpi-e-o-desafio-de-reconhecer-o-ecocidio/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Uma análise profunda sobre o reconhecimento do ecocídio como crime internacional, com Édis Milaré e Tarciso Dal Maso. Disponível em: https://ecocidio.com.br/uma-analise-profunda-sobre-o-reconhecimento-do-ecocidio-como-crime-internacional-com-edis-milare-e-tarciso-dal-maso-2/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Rachel Carson: Legado Científico contra o Ecocídio. Disponível em: https://ecocidio.com.br/rachel-carson-lenda-da-ecologia-biologa-e-escritora-pioneira-e-o-legado-cientifico-que-fundamentou-a-luta-contra-o-ecocidio/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Marina Silva – Trajetória e Atuação Ambiental. Disponível em: https://ecocidio.com.br/marina-silva-maria-osmarina-silva-de-sousa-ministra-do-meio-ambiente-2003-2008-e-atual-ministra-do-meio-ambiente-e-mudanca-climatica-em-2023-governo-lula/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Polly Higgins: Ecocídio Humano-Induzido e a Urgência de um Novo Paradigma Jurídico. Disponível em: https://ecocidio.com.br/polly-higgins-ecocidio-humano-induzido-e-a-urgencia-de-um-novo-paradigma-juridico/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Ecocídio e Direitos Humanos: A Conexão que Não Podemos Ignorar. Disponível em: https://ecocidio.com.br/ecocidio-e-direitos-humanos/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Bill Gates na COP30: Priorizar Vidas é a Nova Doutrina Climática ou uma Distração do Ecocídio? Disponível em: https://ecocidio.com.br/bill-gates-na-cop30-priorizar-vidas-e-a-nova-doutrina-climatica-ou-uma-distracao-do-ecocidio/.
Bibliografia Técnica
- “Fim do Futuro?” é um livro/manifesto ecológico de José Lutzenberger, e “Gaia” é uma teoria sobre a Terra como um organismo vivo, divulgada por ele, que inspirou sua organização, a Fundação Gaia, também presente em Portugal através de ações e publicações. Na obra, Lutzenberger critica o consumo excessivo e a destruição ambiental, defendendo um novo paradigma de consciência ecológica para a sobrevivência da humanidade. ↩︎
- Planeta Vivo” refere-se à obra de José Lutzenberger, “Gaia: O Planeta Vivo“, que aborda a teoria de Gaia de James Lovelock, onde a Terra é vista como um organismo vivo que mantém ativamente as condições para a vida. Lutzenberger critica a sociedade de consumo por desrespeitar esse sistema vivo e defende um “caminho suave” de tecnologias brandas e descentralização para preservar a Terra. ↩︎
- Os projetos militares na Amazônia visam principalmente à integração nacional, à garantia da soberania e ao desenvolvimento socioeconômico da região, com foco no fortalecimento da presença do Estado e na proteção das fronteiras. O Projeto Rondon, coordenado pelo Ministério da Defesa, é um exemplo de ação interministerial que promove a inclusão social e o fortalecimento da cidadania na região. O Programa Amazônia Protegida, do Exército Brasileiro, busca modernizar as infraestruturas militares e melhorar a qualidade de vida de comunidades locais, alinhando-se com a defesa nacional e a preservação ambiental. Projetos históricos como a Operação Amazônia (1966) e o Programa de Integração Nacional (PIN) (1970), lançados durante a ditadura militar, também visavam à ocupação da região através de rodovias, como a Transamazônica. ↩︎
- Em Carajás, a principal usina de ferro-gusa é a da Terra Norte Metais, a única produtora de “gusa verde”, que utiliza biomassa em vez de carvão vegetal de florestas nativas. Existe também a futura usina de gusa verde da Vale (Tecnored), a ser inaugurada em 2025, e a antiga unidade da Ferro-Gusa Carajás, que servirá de base para este projeto da Vale. Para saber mais: Terra Norte Metais. ↩︎
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