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IndĂ­genas

🌊 Ailton Krenak: “O Campeonato do Fim do Mundo” e o EcocĂ­dio da Terra-Mundo

Prepare-se para uma profunda suspensĂŁo dos sentidos com a sabedoria inconfundĂ­vel de Ailton Krenak. Neste marco do jornalismo brasileiro, o lĂ­der indĂ­gena, escritor e filĂłsofo desnuda a fragilidade do sistema que nos trouxe Ă  beira da crise climĂĄtica e do ecocĂ­dio. Em diĂĄlogo com o painel de entrevistadores, Krenak critica a visĂŁo ocidental que transforma a Terra em “mercadoria” e a vida em algo “nĂŁo Ăștil,” propondo a urgĂȘncia de abandonarmos a “doença infantil da polĂ­tica” e o conformismo que nos faz ignorar a destruição. NĂŁo perca o momento em que ele define a tragĂ©dia contemporĂąnea como o “campeonato do fim do mundo”, um jogo em que a humanidade jĂĄ estĂĄ perdendo de 7 a 1.

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Índice

A Voz da Terra: Quem Ă© Ailton Krenak

Em meio Ă s urgĂȘncias da crise climĂĄtica, poucas vozes conseguem traduzir com tanta clareza e força os dilemas da nossa Ă©poca quanto Ailton Krenak. Sua reflexĂŁo nĂŁo se limita Ă  defesa dos povos originĂĄrios, mas se projeta como uma filosofia viva que questiona os rumos da sociedade e propĂ”e novas formas de convivĂȘncia com a Terra.

Ailton Krenak se destaca como uma das vozes mais influentes do pensamento contemporùneo na América Latina, indo além da condição de liderança histórica para afirmar-se como filósofo, ambientalista e imortal da Academia Brasileira de Letras. Sua produção intelectual, profundamente enraizada na visão de mundo dos povos originårios e na relação inseparåvel entre comunidades e natureza, apresenta uma crítica contundente à modernidade ocidental, ao modelo de produção predatório e à visão centrada apenas no ser humano, que alimentam o colapso climåtico global. Ao propor ideias que rompem com a separação tradicional entre humanidade e natureza, Krenak redefine o debate ecológico atual, oferecendo novas formas de conhecimento e caminhos urgentes para enfrentar a crise civilizatória e adiar o horizonte destrutivo que ameaça a Terra como um todo.

A Crise da Civilização, o Capitalismo Fast Food e a UrgĂȘncia de (Re)Construir a Pluralidade da Vida – Uma AnĂĄlise do Pensamento Krenak.

A entrevista de Ailton Krenak no Roda Viva de 2021 Ă© uma crĂ­tica radical e poĂ©tica ao modelo civilizatĂłrio capitalista, que ele define como uma “mĂĄquina devoradora de mundo [KRENAK, 29:28].”

  1. CrĂ­tica Civilizacional e a Pandemia: Krenak enxerga a pandemia como um evento que expĂŽs a falĂȘncia da lĂłgica do controle e do “homem que controla tudo,” levando a uma “suspensĂŁo dos sentidos” na sociedade. A tragĂ©dia da Covid-19, em paralelo aos desastres ambientais (Rio Doce), Ă© a manifestação da doença que advĂ©m da fĂșria de “fuçar a terra” e tirar o que dorme em “mĂĄgico equilĂ­brio cĂłsmico” – o chauara (veneno) da mineração e do lucro.
  2. O “Presente Ancestral” contra o Totalitarismo: Ele defende a ideia de que o presente Ă© ancestral, uma perspectiva que desautoriza a polĂ­tica de “camisa de time” e o totalitarismo do pensamento Ășnico. Para Krenak, o Brasil nĂŁo Ă© constituĂ­do de uniformidade, mas de pluralidades que precisam ser acolhidas.
  3. O Mundo da Mercadoria e a “Ontologia Fast Food” [KRENAK, 52:58]: A crĂ­tica mais assertiva Ă© direcionada ao mundo da mercadoria (capitalismo), que ele descreve como uma “magia” para o escravo do capital. O indivĂ­duo acredita que “leite nasce em caixinha” e que, se a Terra acabar, “tem outra de reserva.” Essa “ontologia fast food Ă© a base da falta de visĂŁo de futuro e da apatia diante da destruição.
  4. A PolĂ­tica e o Estado Plurinacional: A polĂ­tica tradicional Ă© criticada como um espaço de co-optação que drena a “musculatura” dos movimentos sociais. Em contraponto, ele aponta a necessidade de construir um Estado Plurinacional (como na BolĂ­via), que trate os povos originĂĄrios com o devido respeito e que se constitua em uma “nova configuração” para gerir a vida e a ecologia com um sentido transcendente.
  5. CiĂȘncia, Tecnologia e Humildade: Krenak diferencia ciĂȘncia (conhecimento, humildade, luz) de tecnologia (apropriação e serviço Ă  “malandragem corporativa”). A ciĂȘncia, quando subordinada Ă  corrida por patentes e ao lucro, torna-se cĂșmplice da destruição, servindo Ă  “mĂĄquina de comer mundo.”

O ciclo de debates e os vĂ­deos do programa Roda Viva recebe o ambientalista e escritor, Ailton Krenak. Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo (19 de abril de 2021).

“O ciclo de debates e os vĂ­deos do programa Roda Viva, sĂŁo destinados ao pĂșblico interessado em conhecer perspectivas e alternativas diante dos mais diversos assuntos e das crises sistĂȘmicas. Desde 1986, “quando a democracia engatinhava apĂłs o regime militar, a TV Cultura abriu um espaço plural para debates.” O “programa proporciona reflexĂ”es nĂŁo sĂł da realidade brasileira e mundial, como do prĂłprio jornalismo e dos jornalistas, por meio da apresentação de ideias, conceitos e anĂĄlises sobre temas de interesse da população, em um espaço raro na televisĂŁo1.” Texto do tĂ­tulo e fonte de pesquisa: Programa Roda Viva. Para assistir a todos os programas, veja o canal do YouTube: https://www.youtube.com/rodaviva.

O texto a seguir torna claro e compreensĂ­vel o conteĂșdo didĂĄtico do Site objeto de pesquisa. Ainda que as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel encontrar rapidamente o texto original, enquanto se encontram, disponĂ­vel no Link de Acesso: Roda Viva.

Descrição:

“No Roda Viva, a jornalista Vera MagalhĂŁes recebe o ambientalista e escritor Ailton Krenak. Considerado uma das maiores lideranças indĂ­genas do Brasil, Ailton Krenak Ă© filĂłsofo, escritor, poeta e jornalista. Se dedica Ă  defesa dos direitos indĂ­genas desde a dĂ©cada de 80. Fundou a ONG NĂșcleo de Cultura IndĂ­gena, organizou a Aliança dos Povos da Floresta e Ă© doutor honoris causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais. Krenak nasceu na regiĂŁo do Vale do Rio Doce, uma ĂĄrea profundamente afetada pela atividade de mineração, uma das maiores ameaças aos povos indĂ­genas, que tambĂ©m sofrem com as invasĂ”es das terras demarcadas e com a exploração da madeira.” 19 de abr. de 2021. #RodaViva.

Comparação Assertiva (Ecocídio vs. Krenak)

A postagem de 2023 no site EcocĂ­dio, ao afirmar que “uma sociedade que nĂŁo tem novas configuraçÔes estĂĄ fadada ao desaparecimento,” encontra o seu principal fundamento e validação acadĂȘmica no pensamento de Ailton Krenak.

Eixo de ComparaçãoConceito de EcocídioTese de Ailton Krenak
A Causa do ProblemaDestruição massiva do meio ambiente (crime de EcocĂ­dio).Totalitarismo da “ontologia fast food” (a mĂĄgica da mercadoria) e do pensamento Ășnico (monocultura).
A ManifestaçãoDesastres ambientais, extinção de espĂ©cies, colapso de ecossistemas (ex: Mariana, Brumadinho, Garimpo).A tragĂ©dia do Rio Doce, a exploração do ouro/minĂ©rio como chauara (veneno), e o “campeonato do fim do mundo”.
A Solução (Nova Configuração)Reconhecimento da natureza como vĂ­tima (sujeito de direitos) e criminalização do dano ambiental.Criação de “muitos mundos” e a adoção de um Estado Plurinacional, em que o diĂĄlogo com a CosmovisĂŁo Ancestral Ă© a base para a gestĂŁo da vida.

AnĂĄlise S.W.O.T. (Tese Krenak/EcocĂ­dio)

A anĂĄlise a seguir avalia a tese da “nova configuração” (o pensamento Krenak como antĂ­doto ao EcocĂ­dio) no contexto sociopolĂ­tico atual.

FatoresAnĂĄlise
FORÇAS (Strengths)CrĂ­tica Radical e Plural: Desmascara o totalitarismo do pensamento capitalista. A CosmovisĂŁo Ancestral oferece modelos de coexistĂȘncia e gestĂŁo territorial que sĂŁo intrinsecamente anti-ecocidas.
FRAQUEZAS (Weaknesses)Tradução PolĂ­tica: O risco de o discurso transcendental e poĂ©tico nĂŁo se converter em polĂ­ticas pĂșblicas tangĂ­veis e imediatas. A resistĂȘncia em participar da polĂ­tica institucional (“nĂŁo aceitaria ser ministro”).
OPORTUNIDADES (Opportunities)ConsciĂȘncia Global: Crescimento dos movimentos de justiça climĂĄtica e o debate sobre o Novo Constitucionalismo (Estado Plurinacional) na AmĂ©rica Latina.
AMEAÇAS (Threats)Totalitarismo de Mercado: O poder econĂŽmico da “mĂĄquina devoradora de mundo” (mineração, agronegĂłcio) e a inĂ©rcia social (a apatia do homem comum que “nĂŁo teme o fim do mundo”).

InformaçÔes Complementares

Ailton Alves Lacerda Krenak, mais conhecido como Ailton Krenak, Ă© um pensador, ambientalista, filĂłsofo, poeta e escritor brasileiro da etnia indĂ­gena crenaque. É tambĂ©m professor Honoris Causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e pela Universidade de BrasĂ­lia (UnB). Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

Ailton Krenak

Fonte: Academia Mineira de Letras

Link: https://academiamineiradeletras.org.br/academicos/ailtonkrenak/

“… Ailton Alves Lacerda Krenak, mais conhecido como Ailton Krenak, Ă© um pensador, ambientalista, filĂłsofo, poeta e escritor brasileiro da etnia indĂ­gena crenaque. É tambĂ©m professor Honoris Causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e pela Universidade de BrasĂ­lia (UnB).

Nascido em 1953 no municĂ­pio de Itabirinha, no estado de Minas Gerais, na regiĂŁo do MĂ©dio Rio Doce, aos dezessete anos de idade Ailton mudou-se com sua famĂ­lia para o estado do ParanĂĄ, onde se alfabetizou e se tornou produtor grĂĄfico e jornalista. Na dĂ©cada de 1980, passou a dedicar-se exclusivamente ao movimento indĂ­gena. Em 1985, fundou a organização nĂŁo governamental NĂșcleo de Cultura IndĂ­gena, que visa promover a cultura indĂ­gena. À Ă©poca da Assembleia Nacional Constituinte, uma emenda popular assegurou a participação do grupo no processo de elaboração da nova Carta Magna, momento em que Ailton assumiu ativo papel na defesa dos direitos de seu povo.

Em 1988, participou da fundação da UniĂŁo dos Povos IndĂ­genas, organização que visa representar os interesses indĂ­genas no cenĂĄrio nacional. No ano seguinte, participou da Aliança dos Povos da Floresta, movimento que visava o estabelecimento de reservas naturais na AmazĂŽnia – onde fosse possĂ­vel a subsistĂȘncia econĂŽmica atravĂ©s da extração do lĂĄtex da seringueira, bem como da coleta de outros produtos da floresta. AĂ­, retornou a Minas Gerais, onde passou a dedicar-se ao NĂșcleo de Cultura IndĂ­gena.

Desde 1998, a organização realiza, na região da Serra do Cipó, em Minas Gerais, um festival idealizado por Ailton: o Festival de Dança e Cultura Indígena, que promove a integração entre as diferentes tribos indígenas brasileiras.

Em 1999, sua obra O Eterno Retorno do Encontro foi publicado no livro A Outra Margem do Ocidente, organizado por Adauto Novaes.

Em 2000, foi o narrador principal do documentĂĄrio Índios no Brasil, produzido pela TV Escola. Dividido em dez partes, o vĂ­deo aborda a Identidade, as lĂ­nguas, os costumes, as tradiçÔes, a colonização e o contato com o branco, a briga pela terra, a integração com a natureza e os direitos conquistados pelos indĂ­genas atĂ© fins do sĂ©culo XX.

Entre 2003 e 2010, Ailton Krenak foi assessor especial do Governo de Minas Gerais para assuntos indígenas, durante as gestÔes de Aécio Neves e António Anastasia.

No ano de 2014, Ailton foi um dos palestrantes do seminårio internacional Os Mil Nomes de Gaia, ocorrido no Rio de Janeiro sob organização de Eduardo Viveiros de Castro, antropólogo do Museu Nacional, e Deborah Danowski, filósofa da PUC-Rio.

Em abril de 2015, durante a Mobilização Nacional IndĂ­gena, convocada pela Articulação dos Povos IndĂ­genas do Brasil – Apib, foi lançado um livro da coleção Encontros, da Azougue Editorial, que reĂșne diversas entrevistas concedidas por Ailton Krenak, entre 1984 e 2013. Os textos foram organizados pelo editor SĂ©rgio Cohn e contam com apresentação de Viveiros de Castro.

No dia 18 de fevereiro de 2016, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) concedeu a Krenak o título de Professor Doutor Honoris Causa, um reconhecimento pela sua importñncia na luta pelos direitos dos povos indígenas e pelas causas ambientais no país. Nesta mesma universidade, Krenak leciona as disciplinas “Cultura e História dos Povos Indígenas” e “Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais”, ambos em cursos de especialização.

Em 2018, foi um dos protagonistas de uma sĂ©rie na Netflix chamada Guerras do Brasil, que relata com detalhes a formação do Brasil ao longo de sĂ©culos de conflito armado, começando com os primeiros conquistadores atĂ© a violĂȘncia na atualidade.

Em 2020, conquistou o PrĂȘmio Juca Pato de Intelectual do Ano concedido pela UniĂŁo Brasileira dos Escritores (UBE).

Em dezembro de 2021, a Universidade de BrasĂ­lia concedeu a Ailton Krenak o tĂ­tulo de Professor Doutor Honoris Causa.

Tem vĂĄrios livros publicados. Sua obra estĂĄ traduzida para mais de treze paĂ­ses. Atualmente vive na Reserva IndĂ­gena Krenak, no municĂ­pio de Resplendor, no estado de Minas Gerais.”

Ativar legendas em portuguĂȘs para vĂ­deos do YouTube. Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

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Livros de Ailton Krenak

A vida nĂŁo Ă© Ăștil — Em reflexĂ”es provocadas pela pandemia de covid-19, o pensador e lĂ­der indĂ­gena Ailton Krenak volta a apontar as tendĂȘncias destrutivas da chamada “civilização”: consumismo desenfreado, devastação ambiental e uma visĂŁo estreita e excludente do que Ă© a humanidade. Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

O texto a seguir torna claro e compreensĂ­vel o conteĂșdo didĂĄtico do Site objeto de pesquisa. Ainda que as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel encontrar rapidamente o texto original, enquanto se encontram, disponĂ­vel no Link de Acesso: A vida nĂŁo Ă© Ăștil . Resumo: A vida nĂŁo Ă© Ăștil reĂșne cinco textos adaptados de palestras, entrevistas e lives realizadas entre novembro de 2017 e junho de 2020. Pesquisa e organização de Rita Carelli.

“Um dos mais influentes pensadores da atualidade, Ailton Krenak vem trazendo contribuiçÔes fundamentais para lidarmos com os principais desafios que se apresentam hoje no mundo: a terrĂ­vel evolução de uma pandemia, a ascensĂŁo de governos de extrema-direita e os danos causados pelo aquecimento global. CrĂ­tico mordaz Ă  ideia de que a economia nĂŁo pode parar, Krenak provoca: “NĂłs poderĂ­amos colocar todos os dirigentes do Banco Central em um cofre gigante e deixĂĄ-los vivendo lĂĄ, com a economia deles. NinguĂ©m come dinheiro”. Para o lĂ­der indĂ­gena, “civilizar-se” nĂŁo Ă© um destino. Sua crĂ­tica se dirige aos “consumidores do planeta”, alĂ©m de questionar a prĂłpria ideia de sustentabilidade, vista por alguns como panaceia. Se, em meio Ă  terrĂ­vel pandemia de covid-19, sentimos que perdemos o chĂŁo sob nossos pĂ©s, as palavras de Krenak despontam como os “paraquedas coloridos” descritos em seu livro Ideias para adiar o fim do mundo, que jĂĄ vendeu mais de 50 mil cĂłpias no Brasil e estĂĄ sendo traduzido para o inglĂȘs, francĂȘs, espanhol, italiano e alemĂŁo.”

Ailton Krenak lança seu novo livro em uma conversa com a atriz, diretora e escritora Rita Carelli, responsĂĄvel pela pesquisa e organização da obra. Em “A vida nĂŁo Ă© Ăștil”, o ativista do movimento socioambiental e de defesa dos direitos indĂ­genas aponta as tendĂȘncias destrutivas da chamada “civilização” a partir de reflexĂ”es provocadas pela pandemia de covid-19. Fonte/Canal YouTube: Companhia das Letras.

Ideias para adiar o fim do mundo — Uma parábola sobre os tempos atuais, por um de nossos maiores pensadores indígenas. Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.

O texto a seguir torna claro e compreensĂ­vel o conteĂșdo didĂĄtico do Site objeto de pesquisa. Ainda que as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel encontrar rapidamente o texto original, enquanto se encontram, disponĂ­vel no Link de Acesso: Ideias para adiar o fim do mundo

Resumo: Esta nova edição de Ideias para adiar o fim do mundo, resultado de duas conferĂȘncias e uma entrevista realizadas em Portugal entre 2017 e 2019, conta com posfĂĄcio inĂ©dito de Eduardo Viveiros de Castro. 

“Ailton Krenak nasceu na regiĂŁo do vale do rio Doce, um lugar cuja ecologia se encontra profundamente afetada pela atividade de extração mineira. Neste livro, o lĂ­der indĂ­gena critica a ideia de humanidade como algo separado da natureza, uma “humanidade que nĂŁo reconhece que aquele rio que estĂĄ em coma Ă© tambĂ©m o nosso avĂŽ”. Essa premissa estaria na origem do desastre socioambiental de nossa era, o chamado Antropoceno. DaĂ­ que a resistĂȘncia indĂ­gena se dĂȘ pela nĂŁo aceitação da ideia de que somos todos iguais. Somente o reconhecimento da diversidade e a recusa da ideia do humano como superior aos demais seres podem ressignificar nossas existĂȘncias e refrear nossa marcha insensata em direção ao abismo.”

“Nosso tempo Ă© especialista em produzir ausĂȘncias: do sentido de viver em sociedade, do prĂłprio sentido da experiĂȘncia da vida. Isso gera uma intolerĂąncia muito grande com relação a quem ainda Ă© capaz de experimentar o prazer de estar vivo, de dançar e de cantar. E estĂĄ cheio de pequenas constelaçÔes de gente espalhada pelo mundo que dança, canta e faz chover. […] Minha provocação sobre adiar o fim do mundo Ă© exatamente sempre poder contar mais uma histĂłria.Desde seu inesquecĂ­vel discurso na Assembleia Constituinte, em 1987, quando pintou o rosto com a tinta preta do jenipapo para protestar contra o retrocesso na luta pelos direitos indĂ­genas, Krenak se destaca como um dos mais originais e importantes pensadores brasileiros. Ouvi-lo Ă© mais urgente do que nunca.”

Ideias para adiar o fim do mundo. Centro de Artes UFF, centro cultural organizado e mantido pela Universidade Federal Fluminense em Icaraí é o mais completo centro cultural de Niterói. Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo ( 26 de março de 2020).

O texto a seguir torna claro e compreensĂ­vel o conteĂșdo didĂĄtico do Site objeto de pesquisa. Ainda que as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel encontrar rapidamente o texto original, enquanto se encontram, disponĂ­vel no Link de Acesso: Universidade Federal Fluminense. Centro de Artes UFF.

Resumo: Conferencista: Ailton Krenak (lĂ­der indĂ­gena, ambientalista e escritor brasileiro) Apresentação: Leonardo Guelman (Superintendente-Centro de Artes UFF). Mediação: Wallace de Deus (Professor do Programa de PĂłs-Graduação em Cultura e Territorialidades – PPCult / UFF). 26 de março de 2020

O amanhĂŁ nĂŁo estĂĄ Ă  venda — As reflexĂ”es de um de nossos maiores pensadores indĂ­genas sobre a pandemia que parou o mundo. Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

O texto a seguir torna claro e compreensĂ­vel o conteĂșdo didĂĄtico do Site objeto de pesquisa. Ainda que as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel encontrar rapidamente o texto original, enquanto se encontram, disponĂ­vel no Link de Acesso: O amanhĂŁ nĂŁo estĂĄ Ă  venda

Resumo:

“HĂĄ vĂĄrios sĂ©culos que os povos indĂ­genas do Brasil enfrentam bravamente ameaças que podem levĂĄ-los Ă  aniquilação total e, diante de condiçÔes extremamente adversas, reinventam seu cotidiano e suas comunidades. Quando a pandemia da Covid-19 obriga o mundo a reconsiderar seu estilo de vida, o pensamento de Ailton Krenak emerge com lucidez e pertinĂȘncia ainda mais impactantes. 
Em pĂĄginas de impressionante força e beleza, Krenak questiona a ideia de “volta Ă  normalidade”, uma “normalidade” em que a humanidade quer se divorciar da natureza, devastar o planeta e cavar um fosso gigantesco de desigualdade entre povos e sociedades. Depois da terrĂ­vel experiĂȘncia pela qual o mundo estĂĄ passando, serĂĄ preciso trabalhar para que haja mudanças profundas e significativas no modo como vivemos.  “Tem muita gente que suspendeu projetos e atividades. As pessoas acham que basta mudar o calendĂĄrio. Quem estĂĄ apenas adiando compromisso, como se tudo fosse voltar ao normal, estĂĄ vivendo no passado [
]. Temos de parar de ser convencidos. NĂŁo sabemos se estaremos vivos amanhĂŁ. Temos de parar de vender o amanhĂŁ.” 

A arte nos une — Ailton Krenak — O amanhã não está à venda. Universidade Federal Fluminense. Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo (15 de maio de 2020).

O texto a seguir torna claro e compreensĂ­vel o conteĂșdo didĂĄtico do Site objeto de pesquisa. Ainda que as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel encontrar rapidamente o texto original, enquanto se encontram, disponĂ­vel no Link de Acesso: O amanhĂŁ nĂŁo estĂĄ Ă  venda

Resumo: Live – O AMANHÃ NÃO ESTÁ À VENDA com AILTON KRENAK, lĂ­der indĂ­gena, ambientalista e escritor; moderação de LEONARDO GUELMAN, professor e pesquisador em arte e cultura.

“Em seu livro “O amanhĂŁ nĂŁo estĂĄ Ă  venda”, Krenak afirma nĂŁo ser um pregador do apocalipse, e que tenta compartilhar a mensagem de um outro mundo possĂ­vel. “O mundo agora estĂĄ numa suspensĂŁo. E nĂŁo sei se vamos sair dessa experiĂȘncia da mesma maneira que entramos. É como um anzol, mas puxando para a consciĂȘncia. Tem muita gente que suspendeu projetos e atividades. As pessoas acham que basta mudar o calendĂĄrio. Quem estĂĄ apenas adiando compromissos, como se tudo fosse voltar ao normal, estĂĄ vivendo no passado”, escreve. Krenak, que cumpre rigoroso distanciamento social, fala direto de sua aldeia, localizada junto ao Rio Doce, em Minas Gerais. “Como explicar a uma pessoa que estĂĄ fechada hĂĄ um mĂȘs num apartamento numa grande metrĂłpole, o que Ă© o isolamento? Desculpem dizer isso, mas hoje jĂĄ plantei milho, jĂĄ plantei uma ĂĄrvore”, diz o lĂ­der indĂ­gena.” 15 de mai. de 2020

TembetĂĄ — O presente livro reĂșne seis entrevistas realizadas com grandes lideranças e pensadores indĂ­genas: Ailton Krenak, Álvaro Tukano, Biraci YawanawĂĄ, Eliane Potiguara, Jaider Esbell e SĂŽnia Guajajara. Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

O texto a seguir torna claro e compreensĂ­vel o conteĂșdo didĂĄtico do Site objeto de pesquisa. Ainda que as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel encontrar rapidamente o texto original, enquanto se encontram, disponĂ­vel no Link de Acesso: TembetĂĄ

Resumo:

“É o primeiro volume de uma sĂ©rie que busca traçar um panorama do pensamento indĂ­gena contemporĂąneo, explorando temas plurais que extrapolam as questĂ”es indĂ­genas, como cultura, educação, polĂ­tica, direitos humanos e ecologia. TembetĂĄ vem do tupy, Ă© o nome de um adorno usado no lĂĄbio inferior que simboliza o rito de passagem Ă  maturidade. Assim pretende agir a publicação, potencializando a voz dos povos originĂĄrios em detrimento de uma fictĂ­cia e embolorada histĂłria dos “conquistadores”, num giro epistemolĂłgico para entender melhor a formação do Brasil e vislumbrar caminhos para um futuro melhor.”

Ione Mattos. Focalizando o pensamento de Ailton Krenak na coleção TembetĂĄ: vozes da resistĂȘncia dos povos originĂĄrios do Brasil. 15 de jun. de 2018

O sistema e o antissistema: TrĂȘs ensaios, trĂȘs mundos no mesmo mundo — Nossas sociedades parecem estar organizadas em sistemas sociais, econĂŽmicos, polĂ­ticos e culturais. O que Ă© o sistema? O que Ă© o antissistema? Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

O texto a seguir torna claro e compreensĂ­vel o conteĂșdo didĂĄtico do Site objeto de pesquisa. Ainda que as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel encontrar rapidamente o texto original, enquanto se encontram, disponĂ­vel no Link de Acesso: O sistema e o antissistema: TrĂȘs ensaios, trĂȘs mundos no mesmo mundo.

Resumo: Nossas sociedades parecem estar organizadas em sistemas sociais, econĂŽmicos, polĂ­ticos e culturais. O que Ă© o sistema? O que Ă© o antissistema?

“ApĂłs escrever um artigo intitulado “O sistema e o antissistema”, em que mostrava preocupação com o crescimento da extrema-direita no mundo, Boaventura de Sousa Santos foi contatado por sua amiga Helena Silvestre dizendo que havia lido o texto e que tinha sobre o tema uma opiniĂŁo muito diferente. Incitada por Boaventura a escrever sobre o assunto, ela de imediato aceitou. Pensando ainda em uma terceira perspectiva, Boaventura convidou Ailton Krenak para a empreitada. Temos, assim, neste livro trĂȘs miniensaios distintos sobre o mesmo tema geral, escritos a partir de diferentes contextos sociais, polĂ­ticos e culturais, por autores de diferentes geraçÔes, com diferentes identidades e histĂłrias de vida, mas irmanados na mesma luta por uma sociedade mais justa, mais igualitĂĄria e mais respeitadora da diversidade e da diferença.”

O sistema e o antissistema — Boaventura de Sousa Santos, Ailton Krenak e Helena Silvestre, autores de Sistema e Antissistema – TrĂȘs ensaios, trĂȘs mundos no mesmo mundo, se reĂșnem para o lançamento virtual do tĂ­tulo. Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo. (3 de novembro de 2021). Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

O texto a seguir torna claro e compreensĂ­vel o conteĂșdo didĂĄtico do Site objeto de pesquisa. Ainda que as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel encontrar rapidamente o texto original, enquanto se encontram, disponĂ­vel no Link de Acesso: LIVE – O sistema e o antissistema

Resumo: Boaventura de Sousa Santos, Ailton Krenak e Helena Silvestre, autores de Sistema e Antissistema – TrĂȘs ensaios, trĂȘs mundos no mesmo mundo, se reĂșnem para o lançamento virtual do tĂ­tulo. A discussĂŁo contarĂĄ com a participação de ClĂĄudia Carvalho, Docente do Programa de PĂłs-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), e serĂĄ mediada pelo Professor Dr. JosĂ© Geraldo Sousa Junior. (3 de novembro de 2021)

Conheça o livro: https://grupoautentica.com.br/autenti…

Personalidades IndĂ­genas

Relembre cinco personalidades indígenas, além de Ailton Krenak, que jå passaram pelo Roda Viva. Fundação Padre Anchieta. Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.

O texto a seguir torna claro e compreensĂ­vel o conteĂșdo didĂĄtico do Site objeto de pesquisa. Ainda que as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel encontrar rapidamente o texto original, enquanto se encontram, disponĂ­vel no Link de Acesso: Relembre seis personalidades indĂ­genas que jĂĄ passaram pelo Roda Viva

Resumo: Programa da TV Cultura recebeu nos Ășltimos anos mais de seis lideranças indĂ­genas.  Pesquisa/Texto: Malu Marinho com supervisĂŁo de Adriana de Barros. Fundação Padre Anchieta. 19/04/2023

“Comemorado todo 19 de abril, o “Dia do Índio” passou a ser chamado oficialmente de “Dia dos Povos IndĂ­genas” com o objetivo de enaltecer a cultura nativa alĂ©m dos estigmas. Para celebrar a data, o site da TV Cultura destaca seis lideranças indĂ­genas, de diferentes etnias, que estiveram no programa Roda Viva nos Ășltimos anos. As lideranças que estiveram na atração relembram a importĂąncia de desconstruir os estereĂłtipos midiĂĄticos da figura dos povos originĂĄrios e enfatizam que suas verdadeiras lutas sĂŁo por reconhecimento, demarcação de terras e manutenção da prĂłpria cultura.”

Davi Yanomami, o lĂ­der espiritual e polĂ­tico de seu povo. Davi Ă© um dos raros lĂ­deres indĂ­genas a assumir a dianteira da batalha pela defesa dos direitos dos povos nativos junto aos brancos. Ele nasceu na comunidade Yanomami de Roraima, uma das maiores do Brasil. Davi discutiu assuntos como religiĂŁo, cultura indĂ­gena e direitos dos Ă­ndios (1998). Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

O texto a seguir torna claro e compreensĂ­vel o conteĂșdo didĂĄtico do Site objeto de pesquisa. Ainda que as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel encontrar rapidamente o texto original, enquanto se encontram, disponĂ­vel no Link de Acesso: Roda Viva | Davi Yanomami | 1998

“Participaram da bancada de entrevistadores Ulisses Capozoli, repĂłrter da ĂĄrea de ciĂȘncia e tecnologia do jornal O Estado de S. Paulo; Gilberto Nascimento, sub-editor de Brasil, da revista Isto É; Dilea Frate, diretora geral do programa JĂŽ Onze e Meia, do SBT; a fotĂłgrafa ClĂĄudia Andujar, secretĂĄria executiva da ComissĂŁo PrĂł-Yanomami; o antropĂłlogo Beto Ricardo, pesquisador do Instituto SĂłcio-Ambiental de SĂŁo Paulo; a jornalista Rosa Gaugirtano, repĂłrter fotogrĂĄfica; e o sociĂłlogo Laymert Garcia, professor do Instituto de Filosofia e CiĂȘncias Humanas da Unicamp. O programa nĂŁo contĂ©m edição e foi ao ar em 1998.”

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KakĂĄ WerĂĄ — “O escritor e ambientalista KakĂĄ WerĂĄ foi entrevistado no Roda Viva em 2017. De origem Tapuya, ele nasceu em uma aldeia guarani e Ă© fundador do Instituto Arapoty, voltado Ă  difusĂŁo dos saberes indĂ­genas por meio da educação e de saberes sociais, e faz parte da rede Ashoka de Empreendedores Sociais.” Relembre Roda Viva com KakĂĄ WerĂĄ. Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

O texto a seguir torna claro e compreensĂ­vel o conteĂșdo didĂĄtico do Site objeto de pesquisa. Ainda que as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel encontrar rapidamente o texto original, enquanto se encontram, disponĂ­vel no Link de Acesso: Roda Viva | KakĂĄ WerĂĄ | 09/01/2017

O escritor e ambientalista KakĂĄ WerĂĄ Ă© o entrevistado do Roda Viva desta segunda-feira (9/1). De origem indĂ­gena, KakĂĄ Ă© fundador do Instituto Arapoty, voltado Ă  difusĂŁo dos saberes indĂ­genas por meio da educação e de saberes sociais, e faz parte da rede Ashoka de Empreendedores Sociais. O escritor paulistano tambĂ©m leciona desde 1998 na Universidade da Paz (UNIPAZ), instituição de ensino superior localizada em DĂ­li, capital do Timor-Leste. Participam da bancada desta edição Crislaine de Toledo-Plaça, professora de CiĂȘncias Sociais da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP); Helcio de Souza, coordenador de estratĂ©gias indĂ­genas da ONG The Nature Conservancy; Helen Braun, apresentadora da rĂĄdio Jovem Pan; Edison Veiga, repĂłrter do jornal O Estado de S. Paulo; e Mauro Armelin, diretor-executivo da ONG Amigos da Terra. Siga o Roda Viva nas redes sociais! Facebook: https://www.facebook.com/rodaviva Twitter: https://twitter.com/rodaviva

Txai SuruĂ­ foi a primeira indĂ­gena a discursar em uma ConferĂȘncia do Clima da ONU. Ela Ă© fundadora e coordenadora do Movimento da Juventude IndĂ­gena de RondĂŽnia, que promove açÔes em defesa da demarcação de terras e da garantia de direitos aos povos originĂĄrios.” Relembre Roda Viva com Txai e Almir SuruĂ­. Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

O texto a seguir torna claro e compreensĂ­vel o conteĂșdo didĂĄtico do Site objeto de pesquisa. Ainda que as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel encontrar rapidamente o texto original, enquanto se encontram, disponĂ­vel no Link de Acesso: Roda Viva RetrĂŽ | Txai SuruĂ­ e Almir SuruĂ­ | 2021

“O Roda Viva recebeu em 2021 as lideranças indĂ­genas Txai SuruĂ­ e Almir SuruĂ­. Txai SuruĂ­ foi a primeira indĂ­gena a discursar em uma ConferĂȘncia do Clima da ONU. Ela Ă© fundadora e coordenadora do Movimento da Juventude IndĂ­gena de RondĂŽnia, que promove açÔes em defesa da demarcação de terras e da garantia de direitos aos povos originĂĄrios. Nascido em RondĂŽnia, Almir SuruĂ­ jĂĄ coordenou o movimento indĂ­gena do estado e discursou na Assembleia Geral da ONU.”

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“O lĂ­der indĂ­gena Beto Marubo é integrante da Univaja — UniĂŁo dos Povos IndĂ­genas do Vale do Javari. O Marubo, luta pela proteção de 16 grupos isolados no Vale do Javari, denuncia o abandono da Funai e de seus servidores pelo Governo Federal. Beto tambĂ©m acusa as autoridades pela falta de fiscalização, desmatamento, garimpo ilegal e aumento da criminalidade na regiĂŁo.” Relembre Roda Viva com Beto Marubo. Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

O texto a seguir torna claro e compreensĂ­vel o conteĂșdo didĂĄtico do Site objeto de pesquisa. Ainda que as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel encontrar rapidamente o texto original, enquanto se encontram, disponĂ­vel no Link de Acesso: Roda Viva | Beto Marubo | 05/09/2022

 â€œO Roda Viva desta semana recebe o lĂ­der indĂ­gena Beto Marubo. Integrante da Univaja – UniĂŁo dos Povos IndĂ­genas do Vale do Javari -, Beto era amigo e trabalhava ao lado do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados brutalmente no inĂ­cio de junho deste ano. O lĂ­der indĂ­gena, que luta pela proteção de 16 grupos isolados no Vale do Javari, denuncia o abandono da Funai e de seus servidores pelo Governo Federal. Beto tambĂ©m acusa as autoridades pela falta de fiscalização, desmatamento, garimpo ilegal e aumento da criminalidade na regiĂŁo. Na bancada de entrevistadores, o Roda Viva conta com ClĂĄudia Tavares, repĂłrter do programa RepĂłrter Eco, da TV Cultura; Phillippe Watanabe, repĂłrter da Folha de S. Paulo; Ciro Barros, repĂłrter da AgĂȘncia PĂșblica; Jaqueline Sordi, biĂłloga e jornalista; e Mateus Wera, fotĂłgrafo, comunicador da MĂ­dia Índia, ativista e liderança guarani. A apresentação Ă© de Vera MagalhĂŁes.”

Sonia Guajajara (2023) — “Dando sequĂȘncia Ă  programação especial no MĂȘs da Mulher, o Roda Viva recebeu a ministra dos Povos IndĂ­genas, Sonia Guajajara. Durante o programa, a ministra falou sobre a situação dos Yanomamis, garimpo ilegal, demarcação de territĂłrio e racismo ambiental.” Relembre Roda Viva com a ministra Sonia Guajajara. Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

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 â€œO #RodaViva desta segunda-feira (20) entrevista a ministra dos Povos IndĂ­genas, Sonia Guajajara. Eleita uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time, Sonia Guajajara enfrenta dramas novos e antigos como a exploração ilegal de garimpo em terras indĂ­genas, a crise de saĂșde do povo Yanomami e os assassinatos de indĂ­genas. Para minimizar parte desses problemas, o governo federal promete retomar, jĂĄ em abril, a implementação da PolĂ­tica Nacional de GestĂŁo Territorial e Ambiental das Terras IndĂ­genas. A bancada de entrevistadores serĂĄ formada por Luana Genot, diretora executiva do IB_BR; Rubens Valente, jornalista da AgĂȘncia PĂșblica de Jornalismo Investigativo; Gustavo Faleiros, editor de investigaçÔes ambientais do Centro Pulitzer; Leticia Leite, repĂłrter colaboradora em SumaĂșma Jornalismo do Centro do Mundo; e Helena CorezomaĂ©, repĂłrter do portal Primeira PĂĄgina/MT. A edição conta com a cartunista Carol Ito. A apresentação do programa Ă© de Vera MagalhĂŁes.”

Orlando Villas-Bîas — Roda Viva 1993 e 1999

Roda Viva 1993 — “Nascido no interior de SĂŁo Paulo hĂĄ 78 anos, Orlando Villas-BĂŽas e seus irmĂŁos ClĂĄudio e Leonardo foram pioneiros da causa indĂ­gena. Uma histĂłria que começou com a expedição Roncador-Xingu, e ganhou fama nas dĂ©cadas seguintes com o trabalho que sĂł descansou, mas nĂŁo parou de todo, em 1978, quando Orlando se aposentou. Na Ă©poca, ele era diretor do Parque Nacional do Xingu. Orlando ganhou prĂȘmios nacionais e internacionais, foi indicado para o prĂȘmio Nobel, escreveu e publicou livros.” Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

O texto a seguir torna claro e compreensĂ­vel o conteĂșdo didĂĄtico do Site objeto de pesquisa. Ainda que as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel encontrar rapidamente o texto original, enquanto se encontram, disponĂ­vel no Link de Acesso: Roda Viva RetrĂŽ | Orlando Villas-BĂŽas | 1993

“Participaram da bancada de entrevistadores Fernando Gabeira, repĂłrter do jornal Zero Hora no Rio de Janeiro; RosĂąngela Petta, jornalista da TV Cultura; Ulisses Capozzoli, repĂłrter do jornal O Estado de S. Paulo; VirgĂ­nia ValadĂŁo, antropĂłloga do Centro de Trabalho Indigenista; Arley Pereira, colunista do DiĂĄrio Popular; Ronaldo Brasiliense, repĂłrter especial da revista IstoÉ; Marcos Faerman, editor-chefe da revista Shalom; Maureen Bisilliat, curadora do pavilhĂŁo da Criatividade Popular do Memorial da AmĂ©rica Latina.” #rodaviva

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Roda Viva 1999 —  O Roda Viva recebe o indigenista Orlando Villas-BĂŽas. Orlando e os irmĂŁos, ClĂĄudio e Leonardo, marcaram a histĂłria do Brasil central, mostrando que era possĂ­vel desbravar o paĂ­s e, ao mesmo tempo, estabelecer uma polĂ­tica com a população indĂ­gena de convivĂȘncia humanista, de paz e de respeito. Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

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“Participaram da bancada de entrevistadores a jornalista Norma Couri; Reinaldo Azevedo, editor-chefe das revistas Bravo e RepĂșblica; Ulisses Capozolli, jornalista cientĂ­fico; Washington Novaes, consultor da TV Cultura de SĂŁo Paulo; Roberto Baruzzi, professor titular de medicina preventiva da Escola Paulista de Medicina e coordenador do programa de saĂșde do Parque do Xingu; Betty Mindlin, antropĂłloga e escritora, que acaba de lançar o livro Terra grĂĄvida, sobre mitologia indĂ­gena, e Lux Vidal, antropĂłloga e presidente da ComissĂŁo dos Estudos IndĂ­genas da ComissĂŁo PrĂł-Índio de SĂŁo Paulo.” #RodaViva

ConclusĂŁo:

Elevando o EcocĂ­dio do debate legal para o cosmo-polĂ­tico, Krenak o define como o sintoma de uma civilização que se mutilou ao se apartar da Terra. A solução, conforme a nova configuração da Revista Digital EcocĂ­dio, reside no retorno Ă  Pluralidade. Essa Ă© a Ășnica via para reverter o crime e adiar o colapso, exigindo que a humanidade reconheça a Terra como um coro de viventes do qual faz parte, e nĂŁo um mero recurso.

ECOCÍDIO — Dano Massivo e destruição do Meio Ambiente, de forma generalizada, severa e sistemática

Direito sem Fronteiras – Ecocídio pode ser considerado crime pelo Tribunal Penal Internacional

Ecocídio: A Tipificação do Quinto Crime contra a Humanidade no Estatuto de Roma

Este episĂłdio do programa Direito sem Fronteiras explora o debate jurĂ­dico internacional sobre a inclusĂŁo do ecocĂ­dio como o quinto crime sob a jurisdição do Tribunal Penal Internacional (TPI). Especialistas como o jurista Édis MilarĂ© discutem como a destruição sistemĂĄtica e severa do meio ambiente, seja por exploração industrial desenfreada ou mĂ©todos de guerra, pode ser equiparada a crimes contra a humanidade, analisando os desafios de responsabilizar indivĂ­duos e a eficĂĄcia das legislaçÔes nacionais frente ao cenĂĄrio global.

“O ecocĂ­dio representa um crime nĂŁo apenas contra o conjunto da humanidade, mas sobretudo contra o prĂłprio planeta.”

Revista Digital EcocĂ­dio

O Marco de Haia: A Proposta de Emenda ao Estatuto de Roma para a Criminalização do Ecocídio

Desde a ConferĂȘncia de Estocolmo em 1972, a lacuna entre o dano ambiental sistĂȘmico e a responsabilização criminal internacional tem sido um vĂĄcuo jurĂ­dico preenchido apenas por impunidade. O lançamento desta definição oficial pelo painel de especialistas independentes nĂŁo Ă© apenas um avanço tĂ©cnico; Ă© uma ruptura histĂłrica que visa elevar a proteção da biosfera ao mesmo patamar hierĂĄrquico do genocĂ­dio. Ao transitar de um direito estritamente antropocĂȘntrico para um paradigma ecocĂȘntrico, esta proposta articulada por juristas de Oxford, Cambridge e outras instituiçÔes de excelĂȘncia estabelece os critĂ©rios de severidade, extensĂŁo e temporalidade necessĂĄrios para que a governança global finalmente confronte os atos arbitrĂĄrios que ameaçam os sistemas vitais da Terra.

Fonte Oficial: Stop Ecocide International

Lançamento Global da Definição Jurídica de Ecocídio: Painel de Especialistas Independentes

Assista Ă  conferĂȘncia de imprensa histĂłrica onde o painel de 12 juristas internacionais apresentou a proposta de emenda ao Estatuto de Roma. O vĂ­deo detalha os critĂ©rios tĂ©cnicos de severidade, extensĂŁo e temporalidade que definem o ecocĂ­dio, fundamentando a transição para um paradigma jurĂ­dico ecocĂȘntrico na governança global.

Definição Jurídica do Ecocídio: ContribuiçÔes do Painel de Especialistas Independentes (2021) no Formato FlipBook

Em junho de 2021, um painel internacional de especialistas independentes apresentou a primeira definição jurĂ­dica de ecocĂ­dio, propondo sua inclusĂŁo como crime internacional ao lado de genocĂ­dio e crimes contra a humanidade. O relatĂłrio, traduzido a partir dos documentos da Fundação Stop Ecocide, estabelece parĂąmetros claros para responsabilizar lĂ­deres e corporaçÔes por danos graves, generalizados ou de longo prazo ao meio ambiente. Trata-se de um marco histĂłrico que busca transformar a proteção da natureza em questĂŁo de justiça global. Pela importĂąncia do tema, esta apresentação estĂĄ disponĂ­vel em duas versĂ”es de acesso: uma em vĂ­deo e outra em FlipBook, ampliando as formas de consulta e estudo. Leia o documento completo aqui.

Esta postagem foi originalmente publicada em 23 de junho de 2023. Com o objetivo de manter a integridade histĂłrica do texto original e, ao mesmo tempo, oferecer o mĂĄximo de relevĂąncia ao leitor, o conteĂșdo principal nĂŁo foi alterado. No entanto, foram realizadas atualizaçÔes e inserçÔes editoriais para contextualizar o tema atĂ© a data de hoje (13 de maio de 2026), incluindo referĂȘncias, dados e hyperlinks que se tornaram relevantes apĂłs a data de publicação original (como a evolução das discussĂ”es legislativas ou a contextualização com casos histĂłricos e desastres de relevĂąncia global), bem como elementos visuais (vĂ­deos, imagens geradas por inteligĂȘncia artificial) inseridos para fins ilustrativos e de complementação do argumento. Toda informação e referĂȘncia que nĂŁo fazia parte do conteĂșdo original visa aprimorar a leitura, mantendo a clareza sobre o contexto temporal da discussĂŁo inicial.

A Luta por Justiça É Contínua

O que vocĂȘ acabou de ler Ă© um sintoma. A crise nĂŁo Ă© apenas de acidentes, mas de um sistema legal que ainda tolera a destruição em larga escala.

"O ecocĂ­dio define-se por atos ilegais ou arbitrĂĄrios praticados com a consciĂȘncia de que representam uma probabilidade substancial de causarem danos graves, extensos ou duradouros ao meio ambiente. Pela sua escala e natureza frequentemente irreversĂ­vel, as propostas atuais de emenda ao Estatuto de Roma buscam elevar o ecocĂ­dio ao mesmo patamar jurĂ­dico de crimes como o genocĂ­dio e os crimes contra a humanidade."

Nota técnica: O ecocídio não é necessariamente algo diferente de um crime ambiental na natureza do ato, mas sim um crime ambiental que atingiu um limite (threshold) de gravidade extremo.

🔎 Ecocídio em Contexto

Para aprofundar este tema e explorar outras publicaçÔes da Revista Digital EcocĂ­dio, acesse nossa pĂĄgina de referĂȘncias essenciais:

đŸŒ± EcocĂ­dio em Contexto – Leituras e ReferĂȘncias

17 Objetivos de Desenvolvimento SustentĂĄvel (ODS)

Estamos alinhados com a “Agenda 2030 para o Desenvolvimento, adotado por todos os Estados-Membros das NaçÔes Unidas em 2015, que fornece um plano compartilhado para a paz e a prosperidade das pessoas e do planeta, agora e no futuro. Em nosso cerne estĂŁo os 17 Objetivos de Desenvolvimento SustentĂĄvel (ODS), que sĂŁo um apelo urgente Ă  ação de todos os paĂ­ses — desenvolvidos e em desenvolvimento — em uma parceria global.” Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

▶ Complemento: “Reconhecem que a erradicação da pobreza e outras privaçÔes devem ser acompanhadas de estratĂ©gias que melhorem a saĂșde e a educação, reduzam a desigualdade e estimulem o crescimento econĂŽmico — ao mesmo tempo, em que enfrentamos as mudanças climĂĄticas e trabalhamos para preservar nossos oceanos e florestas”. O texto de introdução foi adaptado do original da Organização das NaçÔes Unidas (ONU), Departamento de Assuntos EconĂŽmicos e Sociais — Desenvolvimento SustentĂĄvel.

▶ As publicaçÔes estĂŁo em harmonia “a questĂŁo do desenvolvimento nacional (CF, art. 3Âș, II) e a necessidade de preservação da integridade do meio ambiente (CF, art. 225): o princĂ­pio do desenvolvimento sustentĂĄvel como fator de obtenção do justo equilĂ­brio entre as exigĂȘncias da economia e as da ecologia”. Fonte: Supremo Tribunal Federal. Destacando, que o Supremo Tribunal Federal Ă© o ĂłrgĂŁo de cĂșpula do Poder JudiciĂĄrio brasileiro, e a ele compete, precipuamente, a guarda da Constituição, conforme definido no art. 102 da Constituição da RepĂșblica.

Declaração de Responsabilidade e TransparĂȘncia

As informaçÔes apresentadas nesta publicação tĂȘm carĂĄter exclusivamente informativo e educativo. Os exemplos citados referem-se a ocorrĂȘncias amplamente documentadas por ĂłrgĂŁos oficiais, organizaçÔes da sociedade civil, instituiçÔes de pesquisa ou veĂ­culos de comunicação reconhecidos. NĂŁo constituem, em hipĂłtese alguma, atribuição de responsabilidade criminal, civil ou administrativa a empresas, governos, instituiçÔes ou pessoas fĂ­sicas mencionadas.

A caracterização jurĂ­dica de condutas e a eventual responsabilização cabem exclusivamente Ă s instĂąncias competentes, em conformidade com os princĂ­pios constitucionais do contraditĂłrio e da ampla defesa (Art. 5Âș, LV, da Constituição da RepĂșblica Federativa do Brasil de 1988).

Bibliografia Técnica

A presente publicação estĂĄ fundamentada em uma Bibliografia TĂ©cnica composta por artigos cientĂ­ficos, relatĂłrios oficiais e obras de referĂȘncia que aprofundam a compreensĂŁo do ecocĂ­dio e de suas mĂșltiplas dimensĂ”es socioambientais. Essas fontes, alĂ©m de oferecerem respaldo acadĂȘmico e rigor metodolĂłgico, permitem ao leitor explorar em maior detalhe os debates que moldam o campo da sustentabilidade. Para ampliar a investigação, disponibilizamos uma seção dedicada a outras fontes consultadas, onde Ă© possĂ­vel acessar tĂ­tulos relacionados, referĂȘncias cruzadas e links externos confiĂĄveis. Essa interligação garante nĂŁo apenas a consistĂȘncia e a autoridade das informaçÔes, mas tambĂ©m evita que a bibliografia se torne uma pĂĄgina isolada, integrando-a Ă  experiĂȘncia de navegação do site. Assim, cada publicação reforça sua base cientĂ­fica e acadĂȘmica, apresentando referĂȘncias confiĂĄveis sobre ecocĂ­dio e sustentabilidade.

KRENAK, Ailton. Roda Viva | Ailton Krenak | 19/04/2021. Entrevista concedida a Vera Magalhães et al. São Paulo: TV Cultura, 19 abr. 2021. 1 vídeo (cerca de 96 min). Trancrição: 29 min 28 s. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=BtpbCuPKTq4. Acesso em: 07 nov. 2025.

KRENAK, Ailton. Roda Viva | Ailton Krenak | 19/04/2021. Entrevista concedida a Vera Magalhães et al. São Paulo: TV Cultura, 19 abr. 2021. 1 vídeo (cerca de 96 min). Trancrição: 52 min 58 s. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=BtpbCuPKTq4. Acesso em: 07 nov. 2025.

Estudo AnalĂ­tico de VĂ­deos de Ailton Krenak no YouTube

  1. Ailton Krenak no programa Roda Viva em 19/04/2021; Link: https://www.youtube.com/watch?v=BtpbCuPKTq4&t=240s
  2. Ailton Krenak - WebinĂĄrio. Link: https://www.youtube.com/watch?v=CB4jBcWib7w
  3. Ailton Krenak no #SempreUmPapo lança o livro “Encontros - Ailton Krenak”. Link: https://www.youtube.com/watch?v=JizR5UOm4uw
  4. AO VIVO: Ailton Krenak e Leandro Demori conversam sobre a crise do coronavĂ­rus. Link: https://www.youtube.com/watch?v=6XoRg3nj1Ws
  5. As salas de aulas perderam as paredes. Entrevista com Ailton Krenak. Link: https://www.youtube.com/watch?v=rKGNHwsD7wELink: https://www.youtube.com/watch?v=rKGNHwsD7wE
  6. "NhĂ© ÂŽáșœ: povos indĂ­genas e guerras das ĂĄguas", com Ailton Krenak. Link: https://www.youtube.com/watch?v=a9pAX4WeifA
  7. Ailton Krenak: a ignorùncia é um vírus I Espaço Recíproco. Link: https://www.youtube.com/watch?v=qO2SbH2VVpU
  8. RESISTÊNCIA INDÍGENA - UM OLHAR AMPLO COM AILTON KRENAK. Link: https://www.youtube.com/watch?v=tQNhYe0hAa0
  9. #SempreumPapoemCasa com Ailton Krenak e Bené Fontelles. Link: https://www.youtube.com/watch?v=R6tSVSPR35s
  10. Ailton Krenak: O ano 4000 Ă© amanhĂŁ. Link: https://www.youtube.com/watch?v=_Mnl_N6DEsQ
  11. Ailton Krenak e Valter Hugo Mãe - As doenças do Brasil. Mediação de Afonso Borges. Link https://www.youtube.com/watch?v=1011y1tX7q8

Além das Fronteiras: ConexÔes Globais sobre o Ecocídio

As postagens em destaque revelam dimensĂ”es inĂ©ditas do ecocĂ­dio: das lutas dos povos originĂĄrios no Brasil Ă s disputas jurĂ­dicas internacionais, passando por dados, histĂłrias e reflexĂ”es que raramente chegam ao grande pĂșblico. Navegue pelos conteĂșdos abaixo e descubra anĂĄlises exclusivas que a Revista Digital EcocĂ­dio preparou para ampliar seu olhar sobre um dos maiores desafios do nosso tempo.

IndĂ­genas

🌊 ALERTA DO PAJÉ: “A TERRA TEM MUITO SANGUE HUMANO!” Cacique Raoni, EcocĂ­dio e a Luta Final pela AmazĂŽnia

O futuro da AmazĂŽnia e dos povos originĂĄrios estĂĄ em jogo. Imagine um lĂ­der que viu a histĂłria ser escrita, que participou da formulação da Constituição de 1988 e que, mesmo aos 90 anos, mantĂ©m sua postura firme contra a destruição da floresta. O Cacique Raoni Máșœtyktire, uma lenda viva do povo KayapĂł e referĂȘncia internacional, compartilha sua visĂŁo profĂ©tica e inabalĂĄvel sobre a luta pela demarcação de terras, a preservação da natureza e o futuro da juventude indĂ­gena. Este Ă© um depoimento essencial que ecoa um alerta urgente sobre o EcocĂ­dio em curso.

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A voz profética da AmazÎnia: Preservação, demarcação e a visão do Cacique Raoni contra a destruição da vida.

O Cacique Raoni Máșœtyktire (ISA, 2025), lĂ­der histĂłrico do povo KayapĂł, com seis dĂ©cadas dedicadas Ă  defesa dos povos originĂĄrios, participou de um evento de encerramento da exposição “Xingu: Contatos” no IMS Paulista. Conhecido por sua participação decisiva na Constituição de 88 e por levar a luta pela demarcação de territĂłrios e preservação das florestas ao cenĂĄrio global, Raoni conversa com o pĂșblico sobre os desafios atuais.

O vĂ­deo, mediado por Guilherme Freitas e TakumĂŁ Kuikuro, Ă© uma aula de resistĂȘncia e sabedoria. Nele, Raoni, que jĂĄ recebeu a mais alta honraria do Brasil (a Ordem Nacional do MĂ©rito), reitera seu compromisso em proteger a AmazĂŽnia para as futuras geraçÔes.

VocĂȘ pode assistir Ă  conversa completa no canal do Youtube imoreira salles. A publicação original ocorreu em 6 de abril de 2023. Link Completo do VĂ­deo: https://www.youtube.com/watch?v=J-YEAy8SjiQ

O Legado e o Futuro dos Povos IndĂ­genas: Cacique Raoni no “STJ Entrevista”

Por ocasiĂŁo do Dia dos Povos IndĂ­genas (19 de abril), o programa “STJ Entrevista”, produzido pelo Superior Tribunal de Justiça, recebe o renomado Cacique Raoni Metyktire, da etnia KayapĂł. Nesta edição especial, o lĂ­der indĂ­gena, que Ă© porta-voz dos povos originĂĄrios e jĂĄ foi indicado duas vezes ao PrĂȘmio Nobel da Paz (IFRJ, 2025), debate os desafios atuais e o futuro das populaçÔes indĂ­genas no Brasil [01:18]. A conversa com Raoni Metyktire perpassa sua participação em momentos histĂłricos, como a inclusĂŁo de direitos na Constituição Federal de 1988 [01:04], e sua contĂ­nua mobilização mundial contra as ameaças Ă  floresta e Ă s diversas etnias.

Cacique Raoni Matuktire: A HistĂłria de Vida do LĂ­der KayapĂł na Defesa da AmazĂŽnia e dos Povos IndĂ­genas

O canal Museu da Pessoa apresenta uma Entrevista de HistĂłria de Vida inĂ©dita com o lendĂĄrio Cacique Raoni Matuktire, da etnia MebĂȘngĂŽkre (KayapĂł), no Ăąmbito do projeto “IndĂ­genas pela Terra e pela Vida”. Com 93 anos de idade e mundialmente reconhecido por sua incansĂĄvel defesa do meio ambiente, o Cacique Raoni compartilha sua trajetĂłria que abrange desde o contato com os IrmĂŁos Villas Boas (FERNANDES, 2018) na dĂ©cada de 1950, o destaque internacional ao lado do cantor Sting, sua atuação fundamental na Constituinte de 1988, e o ato simbĂłlico de subir a rampa do PalĂĄcio da Alvorada para entregar a faixa presidencial em 2023. É um registro essencial para compreender a luta e o legado de um dos maiores porta-vozes dos povos originĂĄrios no Brasil.

Visão Xamùnica e a Ira da Natureza: O Alerta Profético de Raoni contra o Ecocídio

No ponto mais crucial desta conversa, a sabedoria ancestral do Cacique Raoni se manifesta em uma visĂŁo xamĂąnica profunda, estabelecendo uma conexĂŁo visceral e inegĂĄvel com o conceito de ecocĂ­dio. Raoni relata ter visto o “dono da ĂĄgua”, uma entidade elemental que ameaça liberar inundaçÔes para “lavar a terra”. O motivo desse castigo? O planeta estĂĄ saturado com “sangue humano,” uma metĂĄfora poderosa para a violĂȘncia, a destruição e o dano maciço causado pelo homem. Essa revelação transforma o ecocĂ­dio de um crime legal em uma catĂĄstrofe cĂłsmica, onde a prĂłpria natureza—os donos do vento e da ĂĄgua—reagem Ă  aniquilação da vida no planeta.

Trecho (Timecode)TemaTranscrição
[00:09:25]O Perigo da Contaminação“…o projeto grande do Governo Federal estĂĄ poluindo nossas terras estĂĄ destruindo nossas terras daqui a pouco crianças nĂŁo vai querer mais tomar banho daqui a pouco criança nĂŁo vai comer mais peixe todos nosso corpo vai se contaminado pelo de homem branco estĂĄ jogando nossas terras…” (Fala de TakumĂŁ Kuikuro)
[00:12:43]A Luta InegociĂĄvel“…eu quero começar a falar que eu sempre lutei contra a extração de madeira exploração de ouro desmatamento nunca concordei com esse tipo de atividade e eu quero falar para todos aqui que a gente precisa preservar precisamos lutar junto…”
[00:24:18]A VisĂŁo do PajĂ© (Destaque)“…eu sou um PajĂ© quando acabar com as ĂĄrvores vai ter vento forte… ele me disse que quer soltar ĂĄgua para lavar a terra… aĂ­ ele disse que como o homem mata uma outro entĂŁo a terra tĂĄ tendo muito sangue humano entĂŁo eu quero soltar ĂĄgua para lavar a terra.”
[00:33:35]A Paz Contra a ViolĂȘncia“…eu no meu pensamento eu falo que nĂłs nĂŁo devemos incentivar a violĂȘncia nĂŁo devemos brigar nĂŁo devemos praticar essas coisas a gente precisa de paz…”
[00:41:49]O Alerta a Lula“…o que vocĂȘ fez no passado vocĂȘ nĂŁo pode repetir inclusive ele falou para ele vocĂȘ fez Belo Monte eu fui contra Mas vocĂȘ foi a favor e assinou e o pessoal fez Belo Monte nĂŁo repita mais isso nenhuma Usina para impactar atĂ© indĂ­gena eu nĂŁo aceito que vocĂȘ faça isso de novo…”
[01:01:54]O TerritĂłrio Ă© IndĂ­gena“…saibamos que essa bandeira que vocĂȘs vĂȘ hoje Ă© uma bandeira indĂ­gena tudo o conhecimento nosso tudo que o IpĂȘ criou para nĂłs foi sendo apropriado por homem branco vocĂȘs mas esse territĂłrio aqui Ă© indĂ­gena.”

ConclusĂŁo: EcocĂ­dio e a Voz de Raoni

O conteĂșdo transcrito Ă© um poderoso testemunho e uma condenação direta ao conceito de ecocĂ­dio. As falas do Cacique Raoni e de TakumĂŁ Kuikuro nĂŁo tratam apenas de questĂ”es sociais ou polĂ­ticas, mas descrevem a destruição sistemĂĄtica da vida no bioma amazĂŽnico, o cerne do conceito de ecocĂ­dio.

  1. Destruição SistĂȘmica (EcocĂ­dio Literal): O ataque Ă  floresta, atravĂ©s da “extração de madeira, exploração de ouro, desmatamento”, Ă© a materialização do dano maciço ao ecossistema. TakumĂŁ complementa ao alertar que as terras estĂŁo sendo “poluĂ­das” e “destruĂ­das,” fazendo com que as crianças percam o rio e o peixe, e que “todos nosso corpo vai se contaminado”. Este Ă© o impacto direto e irremediĂĄvel do ecocĂ­dio na saĂșde e na cultura dos povos originĂĄrios.
  2. DimensĂŁo Espiritual e CĂłsmica: A fala mais profunda e profĂ©tica ocorre quando Raoni, na qualidade de PajĂ©, relata a visĂŁo do “dono da ĂĄgua” que quer “soltar ĂĄgua para lavar a terra”, pois o planeta estĂĄ saturado com “sangue humano” (o resultado da violĂȘncia e da destruição causada pelo homem). Essa passagem eleva o ecocĂ­dio de um crime legal para uma catĂĄstrofe cĂłsmica, onde a prĂłpria natureza—os donos do vento e da ĂĄgua—reagem Ă  aniquilação da vida.

Em suma, a defesa intransigente do Cacique Raoni pelo territĂłrio indĂ­gena e contra grandes projetos destrutivos (como a Usina de Belo Monte) Ă© a linha de frente contra o ecocĂ­dio. O vĂ­deo reafirma: a proteção dos direitos indĂ­genas e a demarcação de suas terras nĂŁo Ă© apenas uma questĂŁo de justiça social, mas uma medida urgente de sobrevivĂȘncia planetĂĄria contra a destruição da vida.

A TolerĂąncia Legal como Motor da Crise

A Luta por Justiça É ContĂ­nua. O que vocĂȘ acabou de ler Ă© um sintoma. A crise nĂŁo Ă© apenas de acidentes, mas de um sistema legal que tolera a destruição.

🔎 Ecocídio em Contexto

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đŸŒ± EcocĂ­dio em Contexto – Leituras e ReferĂȘncias

ReferĂȘncias

ISA (Instituto Socioambiental). ‘MemĂłrias do Cacique’: Raoni nos fortalece e ensina a sonhar. In: Associação Nacional de Ação Indigenista (ANAI), 16 set. 2025. DisponĂ­vel em: https://anaind.org.br/noticias/memorias-do-cacique-raoni-nos-fortalece-e-ensina-a-sonhar/. Acesso em: 6 nov. 2025.

FERNANDES, Bruno. (Anti-)HerĂłis: O Legado Complexo dos IrmĂŁos Villas Boas. In: Indigenous Brazil. Princeton University, 23 set. 2018. DisponĂ­vel em: https://commons.princeton.edu/indigenous-brazil/outros-textos/anti-herois-o-legado-complexo-dos-irmaos-villas-boas/. Acesso em: 6 nov. 2025.

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO DE JANEIRO (IFRJ). Cacique Raoni Metuktire para o PrĂȘmio Nobel da Paz. Rio de Janeiro, [2025?]. DisponĂ­vel em: https://portal.ifrj.edu.br/cacique-raoni-metuktire-premio-nobel-paz. Acesso em: 6 nov. 2025.

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IndĂ­genas

🌊 Liderança Indígena: O que a Cultura Ancestral de Daniel Munduruku nos Ensina sobre o Presente

Em uma sociedade obcecada pelo futuro e pela acumulação, o aclamado lĂ­der, escritor e educador Daniel Munduruku nos convida a repensar o nosso “tempo”. Descubra como o pensamento cĂ­clico indĂ­gena, focado no agora e na interdependĂȘncia coletiva, confronta a lĂłgica linear e destrutiva que pavimenta o ecocĂ­dio em terras brasileiras.

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Índice

Uma Jornada pela Cosmologia Munduruku e a UrgĂȘncia de Novos Paradigmas Educacionais para um Brasil Reconciliado com sua Origem.

Introdução e Descrição Envolvente

Mergulhe na sabedoria ancestral do povo Munduruku. Esta palestra vai muito além de uma simples apresentação; é um chamado à descolonização do pensamento.

Daniel Munduruku, autor de dezenas de livros e voz fundamental na promoção da educação intercultural, discute a complexidade da cultura imaterial indĂ­gena, suas cosmologias e filosofias que enxergam a vida em ciclos e a natureza como um sistema interdependente. Ele critica o modelo ocidental linear, que nos educa para o egoĂ­smo, a competição e a busca incessante por um futuro de riqueza — um caminho que nos torna humanos isolados e “melhorados” (segundo a lĂłgica do colonizador).

A urgĂȘncia de novos paradigmas educacionais, que promovam o orgulho de ser brasileiro — reconciliando-se com as histĂłrias indĂ­gena e africana —, Ă© o cerne desta conversa poderosa. Esta Ă© uma reflexĂŁo essencial para quem busca entender e combater a lĂłgica destrutiva do ecocĂ­dio em sua raiz, a mentalidade colonial.

O que podemos aprender com a cultura indígena | Palestra de Daniel Munduruku – Instituto Usiminas

Na palestra “O que podemos aprender com a cultura indĂ­gena”, o escritor e educador indĂ­gena Daniel Munduruku reflete sobre cosmologia indĂ­gena, relaçÔes com a natureza, concepção de tempo, educação e antirracismo. O encontro faz parte da programação da Ação Educativa do Instituto Usiminas e convida o pĂșblico a repensar saberes escolares a partir das filosofias e modos de conhecer dos povos originĂĄrios.

Nesta palestra realizada pelo Instituto Usiminas, o escritor, professor e indĂ­gena Daniel Munduruku convida o pĂșblico a refletir sobre o que podemos aprender com a cultura indĂ­gena no contexto escolar e na sociedade brasileira. Em um encontro marcado por contação de histĂłrias, humor e crĂ­tica polĂ­tica, Munduruku discute pensamento circular e linear do tempo, relaçÔes entre ser humano e natureza, os papĂ©is de criança, jovem, adulto e velho nas sociedades indĂ­genas e o quanto o modelo ocidental de educação reproduz valores de competição e individualismo. Ele tambĂ©m problematiza o uso da palavra “índio”, expĂ”e a histĂłria de violĂȘncia colonizadora e defende a valorização da literatura e dos saberes indĂ­genas como ferramentas de transformação social e de reconstrução de um Brasil mais justo.

Cada link abaixo jĂĄ estĂĄ formatado para levar o leitor direto ao momento exato (basta clicar no link que o YouTube pula para o tempo correspondente).

Este conteĂșdo Ă© baseado na palestra “O que podemos aprender com a cultura indĂ­gena, com Daniel Munduruku – Instituto Usiminas”, disponĂ­vel integralmente no YouTube.

Daniel Munduruku no Roda Viva | Identidade indĂ­gena, literatura e futuro do Brasil | TV Cultura

Em entrevista ao Roda Viva (TV Cultura), o escritor e professor indígena Daniel Munduruku fala sobre a importùncia da literatura indígena, a Lei 11.645/08, territórios, educação e a construção de um Brasil mais inclusivo. Assista ao programa completo e explore os principais temas com os timestamps abaixo.

Este Ă© o programa completo do Roda Viva (TV Cultura) de 20 de abril de 2026, com o escritor, professor e indĂ­gena Daniel Munduruku, um dos principais nomes da literatura indĂ­gena brasileira. No bate‑papo com jornalistas, artistas e estudantes, Munduruku discute identidade indĂ­gena, cosmologia, educação, racismo estrutural, Lei 11.645/08, literatura como forma de resistĂȘncia e o papel dos povos originĂĄrios na construção de um futuro mais justo e sustentĂĄvel para o Brasil. O vĂ­deo combina reflexĂŁo polĂ­tica, crĂ­tica Ă  tradicional histĂłria do Brasil e defesa de uma pedagogia do pertencimento, em diĂĄlogo com outras vozes indĂ­genas e especialistas em temas ambientais e sociais.

Este conteĂșdo baseia‑se no programa Roda Viva | Daniel Munduruku | 20/04/2026, transmitido pela TV Cultura e disponĂ­vel integralmente no YouTube.
PĂĄgina oficial do vĂ­deo: https://www.youtube.com/watch?v=dXb9i01WKhQacademiapaulistadeletrasyoutube

Daniel Munduruku e o MUNDURUKAST: Vozes indígenas que transformam a educação e a cultura brasileira

Mundurukast Ep. 17 – Entrecaminhos da Literatura Indígena Feminina com Márcia Kambeba, Aliã Wamiri Guajajara e Gleycielli Guató

O canal do escritor e intelectual indĂ­gena Daniel Munduruku no YouTube Ă© uma das mais ricas fontes de conteĂșdo sobre os povos originĂĄrios do Brasil. Com uma trajetĂłria acadĂȘmica e literĂĄria impressionante — doutor em Educação pela USP, pĂłs-doutor em LinguĂ­stica pela UFSCar e autor de mais de 65 livros premiados — Munduruku se destaca como uma das principais vozes na luta por uma educação plural, antirracista e enraizada na ancestralidade.

Neste episĂłdio do Mundurukast (Ep. 17 – “Entrecaminhos da Literatura IndĂ­gena Feminina”), o escritor, educador e indĂ­gena Daniel Munduruku conduz uma conversa potente entre trĂȘs vozes centrais da literatura indĂ­gena feminina contemporĂąnea: MĂĄrcia Kambeba (OmĂĄgua/Kambeba), AliĂŁ Wamiri Guajajara e Gleycielli GuatĂł. A partir de poesia, arte, militĂąncia e trajetĂłrias de vida, elas discutem como a palavra escrita se entrelaça com a ancestralidade, com a polĂ­tica e com a arte, revelando caminhos de resistĂȘncia, afirmação cultural e pertencimento. O episĂłdio aborda ainda a poe­sia de territĂłrio, o silenciamento histĂłrico das mulheres indĂ­genas, a importĂąncia da bancada indĂ­gena no Congresso e a arte como manifesto polĂ­tico, convidando o pĂșblico a escutar e valorizar essas vozes fundamentais para a literatura e para a sociedade brasileira.

Daniel Munduruku Ă© mais do que um autor premiado — Ă© um educador, pensador e articulador cultural que transforma a escuta em ferramenta de empoderamento. Seu canal Ă© um convite Ă  reflexĂŁo sobre o Brasil que ainda precisa se reconhecer indĂ­gena para ser verdadeiramente plural.

Cada link abaixo vai direto para o momento exato no YouTube (formato t=segundos).

ConclusĂŁo: EcocĂ­dio e a CrĂ­tica ao Pensamento Linear

A palestra de Daniel Munduruku Ă© uma poderosa acusação indireta Ă  mentalidade que gera o ecocĂ­dio. O ecocĂ­dio Ă©, em essĂȘncia, o ĂĄpice da visĂŁo linear, produtivista e colonial criticada pelo autor.

Conceito da Cultura IndĂ­gena (Daniel Munduruku)ConsequĂȘncia da LĂłgica Ocidental (EcocĂ­dio)
Tempo CĂ­clico e Presente como DĂĄdiva ([01:12:15])Tempo Linear focado no “sucesso” futuro e acumulação ([00:19:59]).
InterdependĂȘncia (Natureza SistĂȘmica, como a ĂĄrvore) ([00:24:35])Individualismo e Exploração (Natureza como recurso a ser dominado e extraĂ­do).
Coletividade (O indivíduo se realiza no coletivo) ([00:32:16])Egoísmo e Competição (O colega é um potencial adversårio) ([00:22:21]).
O Rio que Corre Sempre e Busca Alternativas ([01:07:39])O Rio Doente que para, apodrece e morre ([01:09:16]) – O bioma destruído pela mineração e poluição.

Ao valorizar um futuro abstrato de riqueza e ignorar o valor do presente (dådiva), a sociedade ocidental legitima a destruição dos ecossistemas. A natureza, que para o povo Munduruku é interdependente e cíclica, é transformada por essa lógica linear em um recurso a ser extraído até a exaustão. A mensagem de Daniel sobre o rio que corre sempre e que morre se desiste é um alerta direto sobre o destino da AmazÎnia e de outros biomas: a interrupção violenta do ciclo da natureza pela exploração é o que define o ecocídio.

A Ășnica forma de reverter essa tragĂ©dia passa, como ele sugere, pela descolonização do pensamento ([01:33:24]) e pelo abraço Ă  sabedoria do coletivo e da circularidade, restaurando a dignidade nĂŁo apenas do indĂ­gena, mas da prĂłpria Terra.

Origem do Termo Ecocídio e Evolução Histórica

A trajetĂłria do conceito de ecocĂ­dio reflete um percurso coletivo de consciĂȘncia ambiental e Ă©tica planetĂĄria. Desde o despertar da consciĂȘncia com Rachel Carson, que em Primavera Silenciosa denunciou os efeitos nocivos dos pesticidas, passando pelos alertas de Arthur W. Galston sobre o Agente Laranja e pelas propostas jurĂ­dicas de Richard Falk para responsabilizar destruiçÔes ambientais, atĂ© a diplomacia global de Olof Palme e a defesa da justiça social por Indira Gandhi, a proteção da Terra se consolida como um compromisso Ă©tico e polĂ­tico. DĂ©cadas mais tarde, Polly Higgins transformou esse legado em ativismo jurĂ­dico, propondo a formalização do ecocĂ­dio como crime internacional reconhecido pelo Tribunal Penal Internacional. Essa trajetĂłria histĂłrica evidencia que proteger o meio ambiente vai alĂ©m da legislação: envolve ciĂȘncia, Ă©tica, polĂ­tica e compaixĂŁo, reafirmando a vida como valor supremo e indivisĂ­vel e destacando que sustentabilidade e justiça social sĂŁo inseparĂĄveis.

A preservação da memĂłria de Galston, atravĂ©s de fontes institucionais, Ă© o escudo necessĂĄrio contra o revisionismo histĂłrico e o esquecimento das consequĂȘncias do ecocĂ­dio.

O termo “ecocĂ­dio” foi cunhado pelo Professor Arthur W. Galston. O Professor Galston cunhou o termo “ecocĂ­dio” na ConferĂȘncia sobre Guerra e Responsabilidade Nacional em Washington, onde tambĂ©m propĂŽs um novo acordo internacional para proibir o ecocĂ­dio. Galston era um biĂłlogo americano que identificou os efeitos desfolhantes de uma substĂąncia quĂ­mica que mais tarde se tornou o Agente Laranja. Posteriormente, tornou-se bioeticista e foi o primeiro, em 1970, a caracterizar os danos e a destruição em larga escala de ecossistemas como ecocĂ­dio.

Onde as fronteiras terminam, a jurisdição sobre a preservação da dignidade humana e ambiental deve se tornar universal e absoluta.

O ecocĂ­dio define-se por atos ilegais ou arbitrĂĄrios praticados com a consciĂȘncia de que representam uma probabilidade substancial de causarem danos graves, extensos ou duradouros ao meio ambiente. Pela sua escala e natureza frequentemente irreversĂ­vel, as propostas atuais de emenda ao Estatuto de Roma buscam elevar o ecocĂ­dio ao mesmo patamar jurĂ­dico de crimes como o genocĂ­dio e os crimes contra a humanidade.

Nota tĂ©cnica: “De acordo com a Lei de Crimes Ambientais (Lei nÂș 9.605/1998), em seu Art. 54, § 2Âș, inciso V e § 3Âș, configura-se crime causar desastre ecolĂłgico por contaminação atmosfĂ©rica, hĂ­drica ou do solo que resulte em destruição significativa da flora, mortandade de animais ou estado de calamidade pĂșblica. A pena prevista Ă© de reclusĂŁo de 4 a 20 anos e multa, sendo reduzida para detenção de 1 a 3 anos na modalidade culposa. Vale ressaltar que, se houver morte de outrem, a redação do Art. 53, inciso II, alĂ­nea ‘d’ estabelece que a pena do crime ambiental Ă© aumentada de metade atĂ© o dobro, aplicada independentemente das sançÔes por homicĂ­dio. Sob essa perspectiva, o ecocĂ­dio nĂŁo se distingue necessariamente pela natureza do ato, mas sim por representar um crime ambiental que atingiu um limite (threshold) de gravidade extrema, gerando danos massivos e irreversĂ­veis ao ecossistema.”

🔎 Fonte e Consulta Oficial

Para consultar o texto integral e atualizado da “Origem do Termo Ecocídio e Evolução Histórica” acesse:

📜 Origem do Termo Ecocídio e Evolução Histórica

Documento curado pela Revista Digital EcocĂ­dio.

Direito sem Fronteiras – Ecocídio pode ser considerado crime pelo Tribunal Penal Internacional

Ecocídio: A Tipificação do Quinto Crime contra a Humanidade no Estatuto de Roma

Este episĂłdio do programa Direito sem Fronteiras explora o debate jurĂ­dico internacional sobre a inclusĂŁo do ecocĂ­dio como o quinto crime sob a jurisdição do Tribunal Penal Internacional (TPI). Especialistas como o jurista Édis MilarĂ© discutem como a destruição sistemĂĄtica e severa do meio ambiente, seja por exploração industrial desenfreada ou mĂ©todos de guerra, pode ser equiparada a crimes contra a humanidade, analisando os desafios de responsabilizar indivĂ­duos e a eficĂĄcia das legislaçÔes nacionais frente ao cenĂĄrio global.

“O ecocĂ­dio representa um crime nĂŁo apenas contra o conjunto da humanidade, mas sobretudo contra o prĂłprio planeta.”

Revista Digital EcocĂ­dio

O Marco de Haia: A Proposta de Emenda ao Estatuto de Roma para a Criminalização do Ecocídio

Desde a ConferĂȘncia de Estocolmo em 1972, a lacuna entre o dano ambiental sistĂȘmico e a responsabilização criminal internacional tem sido um vĂĄcuo jurĂ­dico preenchido apenas por impunidade. O lançamento desta definição oficial pelo painel de especialistas independentes nĂŁo Ă© apenas um avanço tĂ©cnico; Ă© uma ruptura histĂłrica que visa elevar a proteção da biosfera ao mesmo patamar hierĂĄrquico do genocĂ­dio. Ao transitar de um direito estritamente antropocĂȘntrico para um paradigma ecocĂȘntrico, esta proposta articulada por juristas de Oxford, Cambridge e outras instituiçÔes de excelĂȘncia estabelece os critĂ©rios de severidade, extensĂŁo e temporalidade necessĂĄrios para que a governança global finalmente confronte os atos arbitrĂĄrios que ameaçam os sistemas vitais da Terra.

Fonte Oficial: Stop Ecocide International

Lançamento Global da Definição Jurídica de Ecocídio: Painel de Especialistas Independentes

Assista Ă  conferĂȘncia de imprensa histĂłrica onde o painel de 12 juristas internacionais apresentou a proposta de emenda ao Estatuto de Roma. O vĂ­deo detalha os critĂ©rios tĂ©cnicos de severidade, extensĂŁo e temporalidade que definem o ecocĂ­dio, fundamentando a transição para um paradigma jurĂ­dico ecocĂȘntrico na governança global.

Definição Jurídica do Ecocídio: ContribuiçÔes do Painel de Especialistas Independentes (2021) no Formato FlipBook

Em junho de 2021, um painel internacional de especialistas independentes apresentou a primeira definição jurĂ­dica de ecocĂ­dio, propondo sua inclusĂŁo como crime internacional ao lado de genocĂ­dio e crimes contra a humanidade. O relatĂłrio, traduzido a partir dos documentos da Fundação Stop Ecocide, estabelece parĂąmetros claros para responsabilizar lĂ­deres e corporaçÔes por danos graves, generalizados ou de longo prazo ao meio ambiente. Trata-se de um marco histĂłrico que busca transformar a proteção da natureza em questĂŁo de justiça global. Pela importĂąncia do tema, esta apresentação estĂĄ disponĂ­vel em duas versĂ”es de acesso: uma em vĂ­deo e outra em FlipBook, ampliando as formas de consulta e estudo. Leia o documento completo aqui.

Esta postagem foi originalmente publicada em 6 de novembro de 2025. Com o objetivo de manter a integridade histĂłrica do texto original e, ao mesmo tempo, oferecer o mĂĄximo de relevĂąncia ao leitor, o conteĂșdo principal nĂŁo foi alterado. No entanto, foram realizadas atualizaçÔes e inserçÔes editoriais para contextualizar o tema atĂ© a data de hoje (6 de maio de 2026), incluindo referĂȘncias, dados e hyperlinks que se tornaram relevantes apĂłs a data de publicação original (como a evolução das discussĂ”es legislativas ou a contextualização com casos histĂłricos e desastres de relevĂąncia global), bem como elementos visuais (vĂ­deos, imagens geradas por inteligĂȘncia artificial) inseridos para fins ilustrativos e de complementação do argumento. Toda informação e referĂȘncia que nĂŁo fazia parte do conteĂșdo original visa aprimorar a leitura, mantendo a clareza sobre o contexto temporal da discussĂŁo inicial.

A Luta por Justiça É Contínua

O que vocĂȘ acabou de ler Ă© um sintoma. A crise nĂŁo Ă© apenas de acidentes, mas de um sistema legal que ainda tolera a destruição em larga escala.

"O ecocĂ­dio define-se por atos ilegais ou arbitrĂĄrios praticados com a consciĂȘncia de que representam uma probabilidade substancial de causarem danos graves, extensos ou duradouros ao meio ambiente. Pela sua escala e natureza frequentemente irreversĂ­vel, as propostas atuais de emenda ao Estatuto de Roma buscam elevar o ecocĂ­dio ao mesmo patamar jurĂ­dico de crimes como o genocĂ­dio e os crimes contra a humanidade."

Nota técnica: O ecocídio não é necessariamente algo diferente de um crime ambiental na natureza do ato, mas sim um crime ambiental que atingiu um limite (threshold) de gravidade extremo.

🔎 Ecocídio em Contexto

Para aprofundar este tema e explorar outras publicaçÔes da Revista Digital EcocĂ­dio, acesse nossa pĂĄgina de referĂȘncias essenciais:

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Declaração de Responsabilidade e TransparĂȘncia

As informaçÔes apresentadas nesta publicação tĂȘm carĂĄter exclusivamente informativo e educativo. Os exemplos citados referem-se a ocorrĂȘncias amplamente documentadas por ĂłrgĂŁos oficiais, organizaçÔes da sociedade civil, instituiçÔes de pesquisa ou veĂ­culos de comunicação reconhecidos. NĂŁo constituem, em hipĂłtese alguma, atribuição de responsabilidade criminal, civil ou administrativa a empresas, governos, instituiçÔes ou pessoas fĂ­sicas mencionadas.

A caracterização jurĂ­dica de condutas e a eventual responsabilização cabem exclusivamente Ă s instĂąncias competentes, em conformidade com os princĂ­pios constitucionais do contraditĂłrio e da ampla defesa (Art. 5Âș, LV, da Constituição da RepĂșblica Federativa do Brasil de 1988).

Além das Fronteiras: ConexÔes Globais sobre o Ecocídio

As postagens em destaque revelam dimensĂ”es inĂ©ditas do ecocĂ­dio: das lutas dos povos originĂĄrios no Brasil Ă s disputas jurĂ­dicas internacionais, passando por dados, histĂłrias e reflexĂ”es que raramente chegam ao grande pĂșblico. Navegue pelos conteĂșdos abaixo e descubra anĂĄlises exclusivas que a Revista Digital EcocĂ­dio preparou para ampliar seu olhar sobre um dos maiores desafios do nosso tempo.

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IndĂ­genas

🌊 A Riqueza que Mata: “Ouro Ă© Sangue do Meu Povo” – Davi Kopenawa e a Luta Espiritual contra o EcocĂ­dio

Em uma entrevista histĂłrica no Roda Viva, o conselheiro e porta-voz Davi Kopenawa confronta a ganĂąncia que assola a AmazĂŽnia e coloca a sabedoria ancestral Yanomami como o Ășltimo bastiĂŁo contra a destruição. RecĂ©m-chegado de um encontro com o Papa Francisco no Vaticano, Kopenawa revela a urgĂȘncia de salvar seu povo da invasĂŁo de garimpeiros ilegais, que causam desnutrição e mortes, e exige açÔes imediatas do governo brasileiro. Este depoimento Ă© um grito de guerra, conectando a luta pela terra Ă  defesa da vida no planeta, culminando em uma definição cortante sobre a extração predatĂłria: “Ouro Ă© sangue do meu povo, sangue da minha terra, sangue dos rios” [01:27:07]. A postagem a seguir Ă© um chamado Ă  ação, unindo a visĂŁo Yanomami diretamente Ă  compreensĂŁo do EcocĂ­dio.

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O xamĂŁ e lĂ­der Yanomami desnuda no Roda Viva a crise humanitĂĄria, a invasĂŁo e o elo entre a ganĂąncia do “Homem Branco” e a profecia da “queda do cĂ©u”.

Introdução: A EssĂȘncia do Roteiro (O Grito de Davi)

Na entrevista, Davi Kopenawa, autor do icĂŽnico livro A Queda do CĂ©u, detalha a emergĂȘncia da crise Yanomami. Ele critica a lentidĂŁo e a falta de apoio efetivo do governo Lula para a retirada completa dos invasores, que causam doenças como malĂĄria e contaminam a ĂĄgua com mercĂșrio, destruindo a saĂșde e a base alimentar de seu povo.

O lĂ­der ressalta que a luta nĂŁo Ă© apenas polĂ­tica, mas existencial, e critica a visĂŁo do “Homem Branco” que sĂł valoriza o que pode ser “escrito no papel” ou explorado para riqueza. Ele destaca:

  • Relação com o Ouro: O ouro Ă© comparado ao sangue do seu povo e dos rios, sendo a causa da morte e da doença. Ele conclama as pessoas a pararem de usar ouro para nĂŁo financiarem a destruição ([01:27:07]).
  • Ameaça ClimĂĄtica (Topano): Kopenawa compartilha o conhecimento xamĂąnico sobre o aquecimento do mundo, chamando o calor extremo de “Topano”, que estaria se vingando dos erros do homem branco ao destruir a floresta. A profecia Ă© clara: o povo pode morrer “queimado ou afogado” ([01:01:20] – [01:02:03]).
  • A Riqueza Yanomami: Ele rechaça a oferta de explorar a terra para ser “rico”, afirmando ser rico da beleza da mĂŁe terra, da ĂĄgua limpa, da caça sadia e da floresta ([01:22:22] – [01:22:45]).
  • Encontro com o Papa: O objetivo da visita foi buscar apoio internacional para pressionar as autoridades brasileiras a agirem na desintrusĂŁo e proteção da saĂșde indĂ­gena ([01:36:18]).

VocĂȘ pode assistir Ă  conversa completa no canal do Youtube Roda Viva. A publicação original ocorreu em 15 de abril de 2024. Link Completo do VĂ­deo: https://www.youtube.com/watch?v=davOEBFhU0U

A Queda do CĂ©u: Davi Kopenawa e a resistĂȘncia Yanomami contra o colapso ambiental

Neste vĂ­deo transmitido pelo canal Brazil LAB at Princeton University, o lĂ­der Yanomami Davi Kopenawa compartilha reflexĂ”es profundas sobre o livro The Falling Sky e a luta contĂ­nua de seu povo pela sobrevivĂȘncia diante das ameaças ambientais e culturais. Em uma conversa marcada pela sabedoria ancestral e pela denĂșncia contundente, Kopenawa revela como o avanço do garimpo, a destruição da floresta e o descaso polĂ­tico representam nĂŁo apenas um ataque aos Yanomami, mas um colapso iminente para toda a humanidade. O vĂ­deo Ă© um convite Ă  escuta e Ă  consciĂȘncia, mostrando que proteger os povos originĂĄrios Ă© proteger o futuro do planeta.

ConclusĂŁo: O EcocĂ­dio na CosmovisĂŁo Yanomami

A entrevista de Davi Kopenawa Ă© um documento fundamental que define o conceito de ecocĂ­dio sob a perspectiva da cosmologia Yanomami.

  1. A EquivalĂȘncia Ouro/Morte: A declaração de Kopenawa de que “ouro Ă© sangue do meu povo” [01:27:07] estabelece uma comparação direta e poderosa. O ato de extrair recursos naturais por ganĂąncia Ă© equiparado a um assassinato em massa – nĂŁo apenas de seres humanos (genocĂ­dio), mas da prĂłpria vida da Terra (ecocĂ­dio). O mercĂșrio, consequĂȘncia do garimpo ilegal, envenena os rios, mata os peixes e caças, e destrĂłi a saĂșde humana ([01:14:50]). Esta destruição ambiental maciça Ă© o crime de ecocĂ­dio em sua forma mais literal.
  2. O Crime CĂłsmico (“A Queda do CĂ©u”): Ao citar o conhecimento xamĂąnico sobre o clima e o Topano (calor extremo/vingança da natureza), Kopenawa transforma a crise climĂĄtica—uma forma global de ecocĂ­dio—em uma catĂĄstrofe profĂ©tica ([01:01:20]). O desmatamento e a poluição nĂŁo sĂŁo apenas problemas ambientais, mas atos de desrespeito que provocam a ira dos espĂ­ritos, ameaçando o equilĂ­brio total do planeta. A luta para proteger a floresta Ă©, portanto, a luta para evitar a “queda do cĂ©u” e a aniquilação da humanidade.

A Terra como Corpo: A insistĂȘncia de Davi Kopenawa em permanecer no territĂłrio Ă© um argumento contra a separação entre corpo e ambiente ([01:46:04]). O territĂłrio indĂ­gena nĂŁo Ă© apenas uma propriedade, mas a prĂłpria fonte de saĂșde e sobrevivĂȘncia. A invasĂŁo e destruição da Terra IndĂ­gena Yanomami Ă©, inequivocamente, um ataque ecocida, pois destrĂłi o fundamento da vida de um povo, configurando um risco existencial

A TolerĂąncia Legal como Motor da Crise

A Luta por Justiça É ContĂ­nua. O que vocĂȘ acabou de ler Ă© um sintoma. A crise nĂŁo Ă© apenas de acidentes, mas de um sistema legal que tolera a destruição.

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