Biografia
José Goldemberg — Secretário Nacional de Meio Ambiente (interino, 23 de março a 14 de julho de 1992)
Pode a ciência ditar o ritmo da política? Descubra a trajetória de José Goldemberg, o ‘biministro’ que, entre a física e a gestão pública, desafiou o status quo ao propor um imposto global sobre combustíveis fósseis em plena década de 90. Às vésperas da histórica Eco-92, Goldemberg uniu rigor acadêmico e visão estratégica para redefinir o papel do Brasil no debate ambiental planetário. Mergulhe nesta análise sobre o legado de um dos cientistas mais influentes do país e entenda por que, no Brasil, a gestão ambiental nunca foi uma tarefa para principiantes.
José Goldemberg: físico, professor e interino do Ministério do Meio Ambiente em 1992, reconhecido por integrar ciência, políticas públicas e sustentabilidade no Brasil e no mundo
José Goldemberg (1928–2021), físico e professor da Universidade de São Paulo (USP), foi um dos cientistas mais influentes do país nas áreas de energia, meio ambiente e políticas públicas. Com trajetória acadêmica de destaque, lecionou em universidades no exterior e presidiu a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), sempre com forte posicionamento crítico em relação à dependência tecnológica do Brasil e ao uso da energia nuclear. Reitor da USP entre 1986 e 1990, buscou integrar ciência e sociedade, defendendo avaliações rigorosas da produção científica e ampliando a interdisciplinaridade na instituição. Atuou ainda como secretário de Ciência e Tecnologia e da Educação, além de ministro da Saúde, construindo uma carreira marcada pela defesa da pesquisa de qualidade e pela formulação de políticas inovadoras.
Em 1992, assumiu interinamente o Ministério do Meio Ambiente, acumulando também a Educação, no turbulento período que antecedeu a Eco-92. Foi conhecido como “biministro” e destacou-se por propor medidas pioneiras, como a criação de um imposto internacional sobre a queima de combustíveis fósseis. Apesar de reconhecer a importância histórica da conferência, foi crítico em relação a seus resultados práticos, postura que desagradou o governo Collor. Posteriormente, continuou a influenciar o debate global sobre energia e sustentabilidade, recebendo prêmios internacionais como o Volvo Environment Prize e a distinção Planeta Azul, considerada o “Nobel do Meio Ambiente”. Secretário de Meio Ambiente de São Paulo entre 2002 e 2007, deixou como legado a combinação de rigor científico, espírito crítico e compromisso com soluções sustentáveis para os desafios ambientais do Brasil e do mundo.
Referência Biográfica Brasileira
CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
“… Em janeiro de 1990, Goldemberg aceitou convite de Quércia para ocupar a Secretaria de Educação de São Paulo, mas ficou pouco tempo na nova função, pois em abril o presidente Fernando Collor, empossado no mês anterior, convidou-o para assumir a Secretaria de Ciência e Tecnologia do governo federal. Uma das primeiras intervenções do novo secretário foi a participação, juntamente com o secretário nacional de Meio Ambiente, José Leutzemberg, na reunião interparlamentar realizada em Washington, Estados Unidos, sobre as mudanças climáticas ocorridas no planeta.” Fontes de informação — Referência Biográfica Brasileira — CPDOC (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil), da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas, acessar referências bibliográficas de José Goldemberg — CPDOC (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O “conteúdo do Website é composto, entre outros, por documentos integrantes de arquivos pessoais doados ao CPDOC, entrevistas de história oral, incluindo, mas não se limitando a textos manuscritos e impressos, fotos, obras audiovisuais, gravações em áudio e vídeo, imagens digitalizadas de documentos, além de trabalhos de pesquisa (em conjunto, os “Documentos”).”
A “navegação pelo Website é permitida a todos os usuários, independentemente de cadastro. Por outro lado, o acesso ao conteúdo dos Documentos, quando existente, ou os seus metadados, exige, em regra, cadastro específico, conforme previsto na página. Embora o simples acesso ao Website não exija o prévio registro dos usuários, isso não implica que esses usuários não tenham aceitado os presentes Termos de Uso.” O acesso é livre e gratuito. Equipe CPDOC: https://cpdoc.fgv.br/.
Consulta ao acervo do CPDOC. Referências Bibliográficas (Completa): GOLDEMBERG, José
(…)
*sec. Ciência e Tecnologia 1990-1991; min. Educ. 1991-1992; min. Saúde 1992; min. Meio Ambiente 1992.
José Goldemberg nasceu em Santo Ângelo (RS) no dia 27 de maio de 1928, filho de Jacob Goldemberg e de Bertha Goldemberg.
Fez o curso secundário no Colégio Estadual Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, conhecido centro de discussão das idéias positivistas.
Em 1946, mudou-se para São Paulo e ingressou no curso de química da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP). Transferiu-se em seguida para o curso de física da mesma faculdade.
Doutor em 1954, entre 1958 e 1966 lecionou em universidades do Canadá, França e Estados Unidos. Em 1967, assumiu a cátedra de física geral na Escola Politécnica da USP. Tornou-se professor titular de física em 1969. De 1970 a 1978 dirigiu o Instituto de Física daquela instituição. Ao longo desse período, em 1976, no governo do general Ernesto Geisel foi firmado o acordo nuclear Brasil-Alemanha para o fornecimento de tecnologia para a construção de usinas nucleares em Angra dos Reis (RJ). Goldemberg mostrou-se contrário ao acordo por aumentar, segundo a sua avaliação, a dependência tecnológica do Brasil, não permitindo o efetivo domínio daquela tecnologia. Como presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), entre 1979 e 1981, Goldemberg destacou-se por sua posição crítica em relação à energia nuclear defendendo a sua utilização para fins pacíficos.
Presidente da Companhia Energética de São Paulo (CESP) entre 1983 e 1985, no governo de Franco Montoro (1983-1987), em dezembro desse último ano foi indicado pelo governador Franco Montoro como reitor da USP, substituindo a Antônio Idélio Guerra Vieira. Assumiu o cargo em janeiro de 1986, tendo pela frente a tarefa de administrar uma instituição composta por 33 unidades, algumas no interior do estado; 11 mil funcionários; 4.800 professores; 40 mil estudantes e que era responsável por 2/3 da produção científica brasileira. Em julho de 1986, com o objetivo de aperfeiçoar a integração da universidade com a sociedade, criou o Instituto de Estudos Avançados, tendo como meta o debate científico dentro de uma linha de interdisciplinaridade. Propunha uma nova forma de gestão dos recursos da universidade para a pesquisa, através da avaliação do desempenho dos docentes em cada departamento. Em termos do patrimônio físico da USP iniciou a reativação do Conjunto Residencial da USP (CRUSP) que havia sido desativado pela ditadura militar e a venda de imóveis, que pensava reverter na ampliação dos campi do interior do estado.
Atento às questões que envolviam sua área, pronunciou-se de forma enérgica quando do acidente com o césio 137 em Goiânia que vitimou dezenas de pessoas. Goldemberg acusou a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e a política do governo no setor de negligentes, qualificando o incidente como “homicídio culposo”.
Em fevereiro de 1988, Goldemberg enfrentou a primeira grande crise de sua administração com a publicação pelo jornal Folha de S. Paulo de uma lista com nomes de docentes que não tinham produzido trabalhos acadêmicos entre 1985 e 1986. A chamada “lista dos improdutivos” provocou fortes reações, não só pelos erros cometidos — alguns nomes, como o do próprio Goldemberg, que faziam parte da lista, estavam em viagem ao exterior no período — como também pela sua divulgação pública sem que houvesse a oportunidade de defesa dos envolvidos. Goldemberg, que continuava defendendo a avaliação da produção científica dos docentes, atribuiu os erros às unidades, responsáveis iniciais pela elaboração das listas. Em março de 1988, o Conselho Universitário tentou pôr um ponto final no episódio, porém a Associação de Docentes da USP (ADUSP) insistiu na instauração de sindicância para avaliação do fato.
Em junho de 1988, os professores-titulares da Escola Politécnica e da Escola de Medicina insurgiram-se contra o estatuto da universidade por diminuir a sua influência na estrutura de poder das unidades. Goldemberg defendeu a linha do estatuto acusando os professores de quererem manter “um mandarinato no exercício da função”.
Ciente da necessidade de aumentar os salários de professores e funcionários que segundo ele tinham “os salários mais baixos de toda história da USP”, Goldemberg fez duras críticas ao governador Orestes Quércia por se negar a discutir, em outubro de 1988, a questão com os professores e funcionários em greve a 25 dias.
Em dezembro de 1988, na condição de membro do Conselho Superior de Política Nuclear, Goldemberg alertou o governo federal por sua intransigência em não retirar a usina nuclear de Angra III do programa da Eletrobrás. A atitude do governo Sarney levou o Banco Mundial a romper negociações para o empréstimo de quinhentos milhões de dólares que seria aplicado no sistema de distribuição de energia de Itaipu para empresas de São Paulo e beneficiaria, entre outros setores, companhias energéticas estaduais.
Contrário às eleições diretas para reitores por achar que a universidade era uma instituição especializada e que não podia ser controlada por quem não teria a necessária qualificação, Goldemberg preparou-se, em outubro de 1989, para deixar a reitoria da USP. Ao fazer um balanço dos três anos que passou à frente da instituição, ressaltou o empréstimo concedido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no valor de 165 milhões de dólares, tendo como contrapartida cem milhões de dólares do governo do estado, para programas de pesquisa, compra de equipamentos e construção de prédios; a informatização da universidade, e o incremento do orçamento da USP que passou de 173 milhões de dólares em 1981 para 397 milhões de dólares em 1989. Destacou também o início do processo de avaliação dos professores e pesquisadores facilitado pela criação de um banco de dados onde se tinha acesso à produção docente.
Em janeiro de 1990, Goldemberg aceitou convite de Quércia para ocupar a Secretaria de Educação de São Paulo, mas ficou pouco tempo na nova função, pois em abril o presidente Fernando Collor, empossado no mês anterior, convidou-o para assumir a Secretaria de Ciência e Tecnologia do governo federal. Uma das primeiras intervenções do novo secretário foi a participação, juntamente com o secretário nacional de Meio Ambiente, José Leutzemberg, na reunião interparlamentar realizada em Washington, Estados Unidos, sobre as mudanças climáticas ocorridas no planeta. De volta ao Brasil, destacou que com seus argumentos e os de Leutzemberg, conseguiu transformar o país de réu na preservação ambiental em acusador, ao mostrar que o Brasil era responsável pela emissão de 5% dos gases jogados na atmosfera, enquanto que os Estados Unidos emitiam 24%. Defendeu a posição de que os financiamentos para a área não deveriam ficar a reboque da análise dos investimentos de cada país na política ambiental. Propôs ainda a criação de um imposto internacional sobre a queima de combustíveis fósseis. Para cada quilo de carbono lançado na atmosfera seria paga uma taxa, a ser gerenciada pelo Banco Mundial ou outro organismo criado com essa finalidade. Partidário da preservação da floresta amazônica, preconizou a mudança da concepção geopolítica de ocupação da região, mediante a transformação do Instituto de Pesquisa da Amazônia (Inpa) num centro não só de pesquisas ligadas à natureza, mas também na área da antropologia e ciências sociais como forma de racionalizar a ocupação da região sem a destruição do meio ambiente.
Em janeiro de 1991, o governo lançou o II Plano Nacional de Informática (II Planin) que previa o investimento de 848 milhões de dólares nos setores de pesquisa e equipamentos e o fim da lei de reserva de mercado na área de informática, prevista para ser votada pelo Congresso Nacional em março daquele ano. Paralelamente, aproveitando mudanças promovidas, no ano anterior, pelo governo Collor na política de informática, Goldemberg anunciou a formação da primeira joint-venture de informática entre a IBM e a SID, empresa do Grupo Machline que mantinha 70% do capital.
No Ministério da Educação
Em 21 de agosto de 1991, Goldemberg assumiu a pasta da Educação, substituindo Carlos Chiarelli que transferiu-se para o Ministério Extraordinário para Assuntos da Integração Latino-Americana. A indicação de Goldemberg para a educação causou reações no meio político, pois tratava-se de uma indicação técnica para um cargo que geralmente tinha seu titular escolhido por critérios políticos e que tradicionalmente vinha sendo ocupado por um membro indicado pelo Partido da Frente Liberal (PFL) ou por membro desta agremiação. Ao assumir a pasta, Goldemberg solicitou que todos os funcionários do primeiro e do segundo escalões entregassem suas cartas de demissão, inclusive nomes ligados ao estado de Alagoas, do Presidente da República, e do Rio Grande do Sul, do ex-ministro Chiarelli, para nomear pessoas de sua confiança pessoal. Pouco depois, Goldemberg tentou fundir este Ministério com a Secretaria de Ciência e Tecnologia mas, encontrando obstáculos para tal, conseguiu apenas indicar seu sucessor, Edson Machado de Sousa, que era seu secretário-adjunto.
Recém-empossado, Goldemberg declarou publicamente ser contra a proposta do governo, contida no Projeto de Reconstrução Nacional enviado ao Congresso, de acabar com o ensino gratuito nas universidades públicas. Declarou também que essa proposta significava “olhar as conseqüências adiante e não combater a causa, que é um ensino básico deficiente que impossibilita o estudante mais pobre, freqüentador da escola pública, de ter acesso à universidade também pública”. Em contrapartida, defendeu a obrigatoriedade da União aplicar 18% de seu orçamento em educação e anunciou a intenção de dar um conteúdo pedagógico aos Ciacs, centros educacionais em tempo integral para alunos de primeiro e segundo graus e cuja construção representava o principal programa do governo de Collor de Melo na área de Educação. Neste sentido, conseguiu obter a transferência do controle do projeto dos Ciacs do Ministério da Saúde para a sua pasta e fez uma série de reformulações no mesmo.
Pouco depois que Goldemberg assumiu, o jornal O Globo denunciou, em fins de agosto, a existência de irregularidades na compra de 26 mil toneladas de merenda escolar, homologada pelo presidente da Fundação de Assistência ao Estudante (FAE), Adolfo Schuller Neto, no último dia de Chiarelli à frente do MEC. O novo ministro demitiu Schuller e mandou apurar as irregularidades, além de propor a Collor a criação de uma comissão interministerial, com representantes das pastas da Saúde, Ação Social e Educação, para rever o sistema de compra de alimentos, propondo a descentralização para estados e municípios. Respondendo a outra denúncia, Goldemberg determinou uma devassa nas licitações feitas naquele ano pela TV Educativa (TVE), subordinada à Fundação Roquete Pinto, substituindo o presidente desta Fundação, Frederico Lamachia, e o diretor da TVE, Leleco Barbosa, que era amigo pessoal do presidente Collor.
Quando Goldembeg chegou ao MEC, desenrolava-se uma greve de professores das universidades federais por melhorias salariais que já se prolongava por dois meses. Chiarelli se recusara a conversar com os professores enquanto eles não interrompessem a greve. O novo ministro, no entanto, retomou as discussões com a Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (ANDES) e criou uma comissão mista com representantes das secretarias de Administração Federal, da Economia e da Educação para tentar dar solução ao problema. Ao mesmo tempo, produziu um projeto de lei que dava um reajuste de 30% em média aos professores. Estes, em seguida, passaram a fazer novas reivindicações e não interromperam a greve. Goldemberg então determinou o corte do ponto dos professores e a suspensão do pagamento. Este conjunto de atitudes terminou levando os professores a voltar ao trabalho.
José Goldemberg desempenhou importante papel durante o governo de Collor de Melo, podendo-se afirmar que serviu mesmo como um coringa, assumindo interinamente, em 1992, dois ministérios, o da Saúde, entre maio e junho, quando da saída de Alceni Guerra, e o do Meio Ambiente, a partir de março, no lugar antes ocupado por José Lutzemberger. Por esse motivo ficou na época conhecido como “biministro”.
Goldemberg ocupava interinamente a pasta do Meio Ambiente, quando realizou-se no Rio de Janeiro, em junho, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento e o Meio Ambiente, conhecida como Eco-92. Ele foi o único ministro a afirmar que, na prática, o evento tinha apresentado pouco resultado, afirmação que desagradou ao presidente Collor, que vinha fazendo da Eco-92 sua principal peça de sustentação da crise que começava a se instalar em seu governo. Nesse mesmo mês, Goldemberg enfrentou problemas na pasta da Educação.
A gerência do projeto dos Ciacs foi transferida para a Secretaria de Administração, ao mesmo tempo em que se tornavam cada vez mais freqüentes as tentativas de utilização dos escassos recursos do seu ministério com fins políticos. Essa situação espefícica era agravada pelo aprofundamento da crise política do governo Collor, num momento em que se avolumavam as denúncias de envolvimento do presidente e do ex-tesoureiro de sua campanha, Paulo César Farias, em caso de enriquecimento ilícito.
Nesse contexto, Goldemberg mostrou-se cauteloso, afirmando estar perplexo com as revelações dos jornais. Em julho de 1992, por ocasião da 44ª Reunião da SBPC, manifestou-se contrário ao pedido de renúncia do presidente feito pela direção da entidade. Entretanto, com o agravamento das revelações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada para apurar o caso, aumentaram as pressões para a utilização política das verbas do Ministério da Educação por parte de ministros e parlamentares do PFL. Descontente com essa situação, em princípios de agosto de 1992, Goldemberg enviou ao presidente sua carta de demissão na qual alegava motivos pessoais para deixar o governo. Porém, quando deixou o ministério — no qual foi sucedido pelo deputado federal baiano Eraldo Tinoco, secretário-geral do PFL —, afirmou que o principal motivo de sua saída era o fato do governo “estar mais preocupado com sua sobrevivência do que com o povo brasileiro”.
Ao deixar o governo, retornou ao Instituto de Física da USP, transferindo-se depois para o Instituto de Eletrotécnica e Energia.
Recebeu os seguintes prêmios: Prêmio pela Contribuição Excepcional para o Desenvolvimento da Economia Energética e sua Literatura, pela Associação Internacional da Economia Energética, em 1989; Prêmio Mitchell para o Desenvolvimento Sustentável, do Center of Growth Studies dos USA, em 1991. Em 1994, a Universidade de Tel Aviv, em Israel, criou, em sua homenagem, a cadeira José Goldemberg de física atmosférica. Em 1998, tornou-se presidente da World Energy Assessment.
Em 2000, recebeu o prêmio Volvo de Meio Ambiente, oferecido pela Asahi Glass Foundation, considerado uma das maiores instituições de pesquisa ligadas à área de meio ambiente.
No ano de 2002, durante a gestão de Geraldo Alckmin, foi nomeado secretário de Meio Ambiente do estado de São Paulo. Permaneceu no cargo até 1° de janeiro de 2007, que chegou ao fim o mandato de Alckmin.
Entre os anos de 2005 e 2007, tornou-se membro do projeto Basic, da Universidade de Sussex, Inglaterra. Este projeto era uma iniciativa não governamental, apoiada pela União Européia, que visava aumentar a capacidade de negociação dos países e elaborar soluções para problemas relacionados às mudanças no clima. Em 2006, participou como co-presidente do projeto internacional Global Energy Assessment, do International Institute for Applied Systems Analysis, na Áustria.
Em 2008, tornou presidente do Conselho de Estudos Ambientais da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). Novamente recebeu um prêmio oferecido pela Asahi Glass Foundation. Desta vez foi a condecoração Planeta Azul, destinada ao nome que se destacou em pesquisas ligadas à soluções ambientais. Esta condecoração é considerada o Prêmio Nobel de Meio Ambiente.
No ano seguinte participou da Conferência Internacional Ethos 2009. Na plenária, Oportunidades Geradas pela Busca por uma Matriz Energética Mais Sustentável, criticou as medidas no governo brasileiro de continuar investindo em energia nuclear.
Publicou diversos trabalhos em revistas científicas, como autor e co-autor. Dentre as suas principais publicações estão os livros: World Energy Assessment (2000) e Energy for Sustainable Development (2002).
Casou-se com Penina Tessler. Com o falecimento desta, contraiu segundas núpcias com Teresinha Maria Goldemberg. Teve quatro filhos.
Maria Carmina Monteiro/Elizabeth Dezouzart Cardoso
FONTES: CURRIC. BIOG.; CURRIC. Lattes CNPq; Época (27/6/08); Estado de S. Paulo (21/8, 27/8, 4/9 e 6/91, 10/3, 5/5, 2/6, 13/7, 15/7, 4, 5 e 18/8/92, 16/2/09); Folha de S. Paulo (23 e 28/8/91, 30/6, 5 e 9/8/92); Globo (23, 24 e 30/8, 6 e 20/9/91, 4 e 5/8/92); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (22/8 e 15/9/91, 27 e 31/3, 31/5, 14, 15 e 30/6, 15/7, 4 e 6/8/92).
Licença Getty Images — José Goldemberg.
(…) Você pode usar uma imagem sem precisar pagar por uma licença Getty Images. Para isso acontecer, é o suficiente conhecer a função Incorporar. É fácil. “Em apenas três passos, você pode facilmente incorporar fotografias sobre as últimas notícias, esportes, celebridades, música e moda da Getty Images, além de acessar as imagens conceituais e uma imensa coleção de arquivo. É grátis. Acesse à vontade as imagens para criar blogs e sites não comerciais. É permitido. Incorporar as imagens é uma maneira legal de utilizar o conteúdo da Getty Images respeitando os direitos autorais.” Para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas, acessar referências bibliográficas:Aprenda como incorporar fotos e vídeos.

Os ex-ministros da Educação (LR) José Goldemberg, Fernando Haddad, Renato Janine Ribeiro, Murilio Hingel, Cristovam Buarque e Aloizio Mercadante posam para uma coletiva de imprensa no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo, em São Paulo, Brasil, em 4 de junho de 2019. (Foto de NELSON ALMEIDA/AFP) (O crédito da foto deve ser NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
Para além dos registros documentais, esta postagem reúne uma curadoria de registros audiovisuais que capturam a essência e a retórica de José Goldemberg em momentos cruciais da história ambiental brasileira. Através destes vídeos, é possível testemunhar o vigor intelectual do ‘biministro’ durante a organização da Eco-92, suas análises sobre a matriz energética mundial e os bastidores das decisões políticas que moldaram o setor. Convidamos o leitor a uma imersão direta na memória viva de nossa gestão pública, onde cada depoimento e entrevista serve como um documento histórico fundamental para entender os desafios da sustentabilidade em solo nacional.
Para saber mais sobre o compartilhamento de vídeos, controlar o fator de acelerar ou desacelerar, e se tornar um membro oficial do Canal YouTube do vídeo publicado.
Como o vídeo é sempre compartilhado automaticamente?
Para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas no compartilhamento e recursos de vídeos, acessar referências bibliográficas: Compartilhar vídeos e canais YouTube.
Qual o fator de para acelerar ou desacelerar um vídeo?
Para controlar a forma como o vídeo é reproduzido, o YouTube oferece um fator de para acelerar ou desacelerar. Para abrir as configurações de vídeo, selecione o botão “Engrenagem/Velocidade da Reprodução” (no canto inferior direito). Depois, clicar e escolher a melhor opção: 0,25 (menor velocidade) e seleção 2 (maior aceleramento).
Como se tornar um membro oficial do Canal YouTube do vídeo publicado?
Ainda que as informações publicadas estejam em português, é possível encontrar rapidamente a imagem e o texto original, enquanto se encontram, disponível em Link desses sites e Canal YouTube do vídeo publicado. Após assistir ao vídeo, existe a opção de clicar no botão inscrever-se, ativar o “sininho” para ser notificado das novidades, e se tornar um membro oficial do Canal.
Roda Viva: Um Espaço de Pluralidade e Reflexão no Coração da Democracia
O ciclo de debates e o acervo do programa Roda Viva destinam-se ao público interessado em explorar perspectivas e alternativas diante de crises sistêmicas. Desde 1986 — época em que a democracia brasileira ainda dava seus primeiros passos após o regime militar — a TV Cultura consolidou um espaço plural para o diálogo. Muito além de registrar a realidade nacional e mundial, o programa proporciona reflexões sobre o próprio papel do jornalismo, oferecendo conceitos e análises sobre temas de interesse público em um espaço hoje considerado raro na televisão brasileira.
Acompanhe a seguir a íntegra desta entrevista histórica com o José Goldemberg . Convidamos você a mergulhar nas reflexões que compõem este diálogo, cuidadosamente estruturado para oferecer uma visão profunda sobre os dilemas ambientais e diplomáticos abordados pelo programa.
O programa Roda Viva de hoje recebe o professor da Universidade de São Paulo (USP), José Goldemberg, para falar sobre a Usina de Belo Monte, a Conferência Rio+20 e outros assuntos relacionados a meio ambiente. O evento ocorreu entre os dias 9 de abril de 2012. O mesmo foi publicado no Canal YouTube do Roda Viva em 19 de março de 2015.
(…) O programa Roda Viva recebe o professor da Universidade de São Paulo (USP), José Goldemberg, para falar sobre a Usina de Belo Monte, a Conferência Rio+20 e outros assuntos relacionados a meio ambiente.
José Goldemberg – O papel da Amazônia no clima e na produção de energia. O evento ocorreu entre os dias de março de 2015. O mesmo foi publicado, no Canal YouTube da UNIVESP, em 25 de novembro de 2015.
Nota importante: Estes são vídeos incorporados (embedded) diretamente do YouTube, e todos os direitos de propriedade intelectual pertencem ao canal original e seus criadores. Para uma melhor experiência, recomendamos a ativação da legenda em português (tradução automática) no player: basta clicar no ícone de Engrenagem (⚙️), selecionar “Legendas”, escolher o idioma original (“Inglês”), e em seguida, selecionar a opção “Traduzir automaticamente” para escolher o “Português”.
Um Olhar Sobre o Mundo | José Goldemberg. O evento foi publicado no Canal YouTube do TV BRASIL em 26 de junho de 2018.
(…) Ciência e tecnologia estão no centro da conversa do jornalista Moisés Rabinovici com o físico José Goldemberg, atual presidente da Fapesp. Aos 93 anos, recém completados, o cientista, que já foi também reitor da Universidade de São Paulo (USP), presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e ministro da Educação e Cultura e do Meio Ambiente, mostra todo o seu vigor intelectual ao falar de assuntos como a produção de etanol no Brasil, o lítio na Bolívia, a necessidade de investimento em jovens e produtivos talentos da tecnologia, e o futuro do país com a exploração da energia solar e aeólica.”
Ex-Ministros de Educação do Brasil: José Goldemberg. O evento ocorreu entre os dias 2 de agosto de 1991 a 4 de agosto de 1992. O mesmo foi publicado no Canal YouTube do Instituto Unibanco, em 3 de Julho de 2020.
Entrevista sobre a gestão do ex-Ministro da Educação José Goldemberg, que ocupou o cargo de 02/08/1991 a 04/08/1992. Este material faz parte da websérie de entrevistas com ex-ministros da Educação do Brasil, produzida pelo Instituto Unibanco, que busca entender quais arranjos, contextos ou situações específicas permitiram ou impediram avanços em políticas públicas do setor educacional do país. Entrevista concedida em novembro/2016. Acesse: https://observatoriodeeducacao.instit…
Frases Impactantes e Assertivas
- “A verdadeira soberania nacional não reside na exploração desenfreada, mas na capacidade de integrar o rigor científico ao desenvolvimento sustentável.” — Revista Digital Ecocídio.
- “O futuro da governança climática exige coragem para tributar o que destrói e investir no que regenera a vida.” — Revista Digital Ecocídio.
- “A gestão ambiental no Brasil é um campo de batalha onde a ciência deve ser a bússola para não nos perdermos em labirintos políticos.” — Revista Digital Ecocídio.
Referências Bibliográficas com Links
- Ecocídio. Ministros do Meio Ambiente do Brasil – Linha do Tempo (1973–2026). Disponível em: https://ecocidio.com.br/ministros-do-meio-ambiente-do-brasil-linha-do-tempo-1973-2026/. Acesso em: 6 fev. 2026.
- Fundação Getulio Vargas (CPDOC): Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro. Biografia de José Goldemberg. Disponível em: https://www18.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/goldemberg-jose. Acesso em: 6 fev. 2026.
- SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA. SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Disponível em: https://portal.sbpcnet.org.br/. Acesso em: 6 fev. 2026.
- CÂMARA DOS DEPUTADOS. Rio-92. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/a-camara/documentos-e-pesquisa/arquivo/sites-tematicos/rio20/eco-92. Acesso em: 6 fev. 2026.
- ARQUIVO NACIONAL. Fernando Afonso Collor de Mello. Disponível em: https://presidentes.an.gov.br/index.php/arquivo-nacional/60-servicos/registro-de-autoridade/99-fernando-collor. Acesso em: 6 fev. 2026.
- ASIA-PACIFIC FORUM FOR ENVIRONMENT. Blue Planet Prize | The Asahi Glass Foundation. Disponível em: https://www.af-info.or.jp/en/blueplanet/. Acesso em: 6 fev. 2026.
- ENVIRONMENT PRIZE. Volvo Environment Prize. Disponível em: https://www.environment-prize.com/. Acesso em: 6 fev. 2026.
- Universidade de São Paulo (USP): Galeria de Reitores. Trajetória Acadêmica de José Goldemberg. Disponível em: https://jornal.usp.br/institucional/encontro-reune-ex-reitores-da-universidade-para-apresentar-os-novos-projetos-da-gestao/. Acesso em: 6 fev. 2026.
- Planeta Azul (The Blue Planet Prize): Profile of Dr. José Goldemberg – 2008 Laureate. Acesso em: 6 fev. 2026.
A Tolerância Legal como Motor da Crise
Esta postagem foi originalmente publicada em 13 de julho de 2022. Com o objetivo de manter a integridade histórica do texto original e, ao mesmo tempo, oferecer o máximo de relevância ao leitor, o conteúdo principal não foi alterado. No entanto, foram realizadas atualizações e inserções editoriais para contextualizar o tema até a data de hoje (6 de fevereiro de 2026), incluindo referências, dados e hyperlinks que se tornaram relevantes após a data de publicação original (como a evolução das discussões legislativas ou a contextualização com casos históricos e desastres de relevância global), bem como elementos visuais (vídeos, imagens geradas por inteligência artificial) inseridos para fins ilustrativos e de complementação do argumento. Toda informação e referência que não fazia parte do conteúdo original visa aprimorar a leitura, mantendo a clareza sobre o contexto temporal da discussão inicial.
A Luta por Justiça É Contínua. O que você acabou de ler é um sintoma. A crise não é apenas de acidentes, mas de um sistema legal que tolera a destruição.
🔎 Ecocídio em Contexto
Para aprofundar este tema e explorar outras publicações da Revista Digital Ecocídio, acesse nossa página de referências essenciais:
🌱 Ecocídio em Contexto – Leituras e ReferênciasReferências Bibliográficas
1. Fontes Governamentais (Dados Oficiais e Legislação)
- Galeria de Ministros (MMA). Disponível em: https://www.gov.br/mma/pt-br/acesso-a-informacao/institucional-quem-e-quem/1-1-estrutura-organizacional-organograma/galeria-de-ministros. Acesso em: 3 fev. 2026.
- Legislação que instituiu o Ministério do Meio Ambiente, e sua finalidade. Disponível em: https://www.biblioteca.presidencia.gov.br/base-legal-de-governo/ministerios/copy11_of_ciencia-e-tecnologia. Acesso em: 29 jan. 2026.
- Portal do Planalto (Legislação): Base de Leis e Decretos — Link usado para referenciar marcos como a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/1981). Acesso em: 29 jan. 2026.
2. Bases de Memória e História Oral
- Museu da Pessoa: Projeto 25 Anos de Memória — O site Ecocídio cita explicitamente que utiliza trechos registrados e editados através deste museu (PRONAC 164380). Disponível em: https://museudapessoa.org/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- FGV CPDOC: Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro — Fonte acadêmica utilizada para compor a trajetória política dos ministros mais antigos. Disponível em: https://cpdoc.fgv.br/acervo/dicionarios. Acesso em: 29 jan. 2026.
- FUNDAÇÃO FHC. Linhas do Tempo: Política Ambiental. Disponível em: https://fundacaofhc.org.br/linhasdotempo/politica-ambiental/. Acesso em: 13 fev. 2026.
- ONU BRASIL. A ONU e o Meio Ambiente. Organização das Nações Unidas. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/91223-onu-e-o-meio-ambiente. Acesso em: 13 fev. 2026.
- ENCYCLOPÆDIA BRITANNICA. Brundtland Report. Disponível em: https://www.britannica.com/topic/Brundtland-Report. Acesso em: 13 fev. 2026.
3. Referências Jurídicas e Acadêmicas Citadas no Site
- Édis Milaré: Milaré Advogados — Considerado o “pai” do Direito Ambiental no Brasil, é a principal referência doutrinária para as análises do site. Disponível em: https://milare.adv.br/edis-milare/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- Édis Milaré foi o primeiro Coordenador das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente em São Paulo (1983). Ele foi um dos arquitetos da Lei da Ação Civil Pública (Lei 7.347/1985), que deu ao Ministério Público as ferramentas para processar poluidores.
- Doutrina Fundamental: O seu livro “Direito do Ambiente“ é considerado a “bíblia” da área. Quase todos os estudantes de Direito, juízes e promotores que atuam na área ambiental no Brasil utilizam suas obras como base doutrinária.
- Influência Legislativa: Ele participou ativamente da redação de textos que influenciaram a seção de Meio Ambiente da Constituição Federal de 1988 e a Lei de Crimes Ambientais (1998).
- Stop Ecocide International: Definição Jurídica de Ecocídio — Fonte para o conceito internacional que dá nome ao portal. Disponível em: https://www.stopecocide.earth/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- NASA Earth Observatory: Monitoramento de Desastres Ambientais — Citado no portal para embasar dados sobre impactos ecológicos e crimes ambientais (como o caso das cinzas de carvão no Tennessee). Disponível em: https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/. Acesso em: 29 jan. 2026.
A história do Direito Ambiental brasileiro cita outros “pais” ou precursores em áreas específicas:
- Dois séculos antes de o termo Ecocídio ganhar o debate global, um dos arquitetos da Independência do Brasil, José Bonifácio de Andrada e Silva (1763–1838), já denunciava a “extravagância insofrível” da destruição ambiental no país. Naturalista, político e estadista, o Patriarca da Independência foi o primeiro a lançar as bases de um pensamento que buscava conciliar progresso econômico com a sobrevivência da natureza, propondo soluções avançadas que ecoam diretamente na urgência da sustentabilidade e da justiça climática do século XXI. Disponível em: https://ecocidio.com.br/jose-bonifacio-de-andrada-e-silva-o-ecologista-do-imperio-e-as-raizes-do-desenvolvimento-sustentavel-no-brasil-do-seculo-xix/
- Paulo Nogueira Neto: Considerado o “pai” da Política Ambiental Brasileira (foi o primeiro Secretário do Meio Ambiente, o primeiro da linha do tempo. Ele era cientista, não jurista, mas criou a base legal (Lei 6.938/81). Disponível em: https://ecocidio.com.br/dr-paulo-nogueira-neto-secretario-especial-do-meio-ambiente-1974-1986-ministerio-do-interior/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- A fundamentação jurídica também contou com a contribuição de Paulo Affonso Leme Machado, figura de peso monumental e amplamente reverenciado como o ‘Pai do Direito Ambiental’ brasileiro. Em seu artigo doutrinário, publicado originalmente em 1993, Machado estabelece o diálogo essencial entre os princípios do Direito Internacional e a política ambiental que o Brasil buscava consolidar. A obra é uma bússola para entender a maturidade legislativa da época e pode ser acessada na íntegra através do repositório do Senado Federal.
- MACHADO, Paulo Affonso Leme. Princípios gerais de direito ambiental internacional e a política ambiental brasileira. Revista de Informação Legislativa, Brasília, v. 30, n. 118, p. 207-218, abr./jun. 1993. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/176025/000472131.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 11 fev. 2026.
4. Links de Navegação Interna do Ecocídio
O próprio site possui páginas que funcionam como bibliografias centrais:
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Ministros do Meio Ambiente do Brasil – Linha do Tempo (1973–2026). Disponível em: https://ecocidio.com.br/ministros-do-meio-ambiente-do-brasil-linha-do-tempo-1973-2026/.
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Origem do Termo Ecocídio e Evolução Histórica. Disponível em: https://ecocidio.com.br/origem-do-termo-ecocidio-e-evolucao-historica/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Do Pioneirismo à Urgência: PL 2933/2023 e a Proteção Ambiental no Brasil. Disponível em: https://ecocidio.com.br/do-pioneirismo-a-urgencia-como-o-pl-2933-2023-pode-redefinir-a-protecao-ambiental-e-tipificar-o-ecocidio-no-brasil/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Dolo Eventual e Culpa Consciente no Limiar do Ecocídio: A Imputação Subjetiva da Catástrofe Ambiental. Disponível em: https://ecocidio.com.br/dolo-eventual-e-culpa-consciente-no-limiar-do-ecocidio-a-imputacao-subjetiva-da-catastrofe-ambiental/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Painel de Doze Especialistas: Definição Internacional de Ecocídio. Disponível em: https://ecocidio.com.br/painel-de-doze-especialistas-para-definicao-de-ecocidio-e-convocado-apos-75-anos-dos-termos-genocidio-e-crimes-contra-a-humanidade/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. O Tribunal Penal Internacional, o Estatuto de Roma e o Desafio de Reconhecer o Ecocídio. Disponível em: https://ecocidio.com.br/o-tribunal-penal-internacional-tpi-e-o-desafio-de-reconhecer-o-ecocidio/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Uma análise profunda sobre o reconhecimento do ecocídio como crime internacional, com Édis Milaré e Tarciso Dal Maso. Disponível em: https://ecocidio.com.br/uma-analise-profunda-sobre-o-reconhecimento-do-ecocidio-como-crime-internacional-com-edis-milare-e-tarciso-dal-maso-2/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Rachel Carson: Legado Científico contra o Ecocídio. Disponível em: https://ecocidio.com.br/rachel-carson-lenda-da-ecologia-biologa-e-escritora-pioneira-e-o-legado-cientifico-que-fundamentou-a-luta-contra-o-ecocidio/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Marina Silva – Trajetória e Atuação Ambiental. Disponível em: https://ecocidio.com.br/marina-silva-maria-osmarina-silva-de-sousa-ministra-do-meio-ambiente-2003-2008-e-atual-ministra-do-meio-ambiente-e-mudanca-climatica-em-2023-governo-lula/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Polly Higgins: Ecocídio Humano-Induzido e a Urgência de um Novo Paradigma Jurídico. Disponível em: https://ecocidio.com.br/polly-higgins-ecocidio-humano-induzido-e-a-urgencia-de-um-novo-paradigma-juridico/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Ecocídio e Direitos Humanos: A Conexão que Não Podemos Ignorar. Disponível em: https://ecocidio.com.br/ecocidio-e-direitos-humanos/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Bill Gates na COP30: Priorizar Vidas é a Nova Doutrina Climática ou uma Distração do Ecocídio? Disponível em: https://ecocidio.com.br/bill-gates-na-cop30-priorizar-vidas-e-a-nova-doutrina-climatica-ou-uma-distracao-do-ecocidio/.
Postagens em Destaque
Legado e Complexidade: Antônio Dias Leite Júnior e a Infraestrutura Brasileira
🌊 Kingston Fossil Plant: O rastro tóxico do carvão e o crime de Ecocídio
🌊 Ecocídio no Delta do Rio Níger: Sete Décadas de Devastação e a Luta por Justiça Transnacional
🌊 Bhopal: Perspectivas e Legados do Maior Desastre Industrial do Mundo
🌊 Acumulação de Capital e a Lógica Racial: O Ecocídio Além do Crime Jurídico
🌊 Ecocídio na Amazônia Equatoriana: O Legado Tóxico da Chevron-Texaco e a Urgência de um Novo Paradigma Jurídico
Ana Maria Primavesi
🌊 José Antonio Lutzenberger — Secretário Nacional do Meio Ambiente (15 de março de 1990 a 23 de março de 1992)
Descubra a trajetória de José Antônio Lutzenberger, o visionário que desafiou as estruturas de poder para defender a Terra como um organismo vivo. À frente da Secretaria Nacional do Meio Ambiente em um dos períodos mais cruciais da história brasileira, Lutzenberger não apenas formulou políticas, mas confrontou interesses industriais e defendeu a urgência de repensar nossa relação com o planeta. Um mergulho essencial na vida do homem que transformou o ativismo em estratégia de Estado, antecipando debates que hoje definem o futuro da humanidade.
José Lutzenberger: pioneiro do ambientalismo brasileiro, fundador da Agapan e ex-Secretário Nacional do Meio Ambiente, cuja voz crítica marcou a política ambiental no Brasil e no mundo
José Lutzenberger (1926–2002), agrônomo formado pela UFRGS, foi um dos pioneiros do movimento ambientalista no Brasil e figura central na crítica ao modelo de desenvolvimento baseado em agrotóxicos e degradação ambiental. Após experiência profissional na Basf, decidiu abandonar a indústria química e fundou, em 1971, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), primeira ONG ambiental brasileira. Reconhecido internacionalmente por sua militância, criou a Fundação Gaia, recebeu o prêmio Right Livelihood Award (conhecido como “Nobel Alternativo”) e publicou obras de referência como Fim do Futuro e Gaia,1o planeta vivo.2 Sua atuação foi marcada pela defesa da agricultura regenerativa, pela criação de soluções inovadoras em reciclagem e paisagismo.
Em 1990, assumiu a Secretaria Nacional do Meio Ambiente no governo Collor, com forte prestígio junto a ambientalistas nacionais e internacionais. No entanto, sua gestão foi marcada por tensões: criticou projetos militares na Amazônia,3 usinas de ferro-gusa em Carajás4 e a abertura de rodovias como a BR-364, além de denunciar a influência de madeireiras no Ibama. Divergiu também das posições oficiais do Brasil na preparação da Rio-92, defendendo um fundo internacional para compensar países detentores de florestas e metas obrigatórias contra o desmatamento. Suas declarações sobre corrupção em organismos ambientais e críticas à condução da política externa levaram à sua demissão em 1992, meses antes da conferência. Até sua morte, em 2002, dedicou-se à Fundação Gaia e manteve voz ativa e crítica no debate ambiental brasileiro e global.
José Antônio Lutzenberger (1926-2002): Análise pelo CPDOC da Fundação Getúlio Vargas (FGV)
No dia 15 de março de 1990, durante a posse de Fernando Collor de Melo como presidente do Brasil, José Antonio Lutzenberger assumiu o cargo de Secretário Nacional de Meio Ambiente. Sua entrada no governo foi elogiada pelo presidente recém-empossado, que considerou Lutzenberger um dos principais ativos da política ambiental brasileira no cenário internacional. Embora sua nomeação tenha sido bem recebida por diversos grupos ambientalistas nacionais e estrangeiros, sua passagem pelo Poder Executivo federal foi marcada por algumas atitudes e declarações que desagradaram a essas organizações. Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
Para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas, acessar referências bibliográficas (Completa). Consulta ao acervo do CPDOC. José Antônio Lutzenberger — Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Referência Biográfica Brasileira
CPDOC (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O “conteúdo do Website é composto, entre outros, por documentos integrantes de arquivos pessoais doados ao CPDOC, entrevistas de história oral, incluindo, mas não se limitando a textos manuscritos e impressos, fotos, obras audiovisuais, gravações em áudio e vídeo, imagens digitalizadas de documentos, além de trabalhos de pesquisa (em conjunto, os “Documentos”).”
A “navegação pelo Website CPDOC é permitida a todos os usuários, independentemente de cadastro. Por outro lado, o acesso ao conteúdo dos Documentos, quando existente, ou os seus metadados, exige, em regra, cadastro específico, conforme previsto na página. Embora o simples acesso ao Website não exija o prévio registro dos usuários, isso não implica que esses usuários não tenham aceitado os presentes Termos de Uso.” O acesso é livre e gratuito. Equipe CPDOC: https://cpdoc.fgv.br/.
(…)
LUTZENBERGER, José
*sec. nac. Meio Ambiente 1990-1992.
José Antônio Lutzenberger nasceu em Porto Alegre em 17 de dezembro de 1926, filho de José Lutzenberger e Emma Kroeff Lutzenberger.
Formou-se em agronomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1950. Entre 1951 e 1953 fez pós-graduação na Universidade de Louisiana, Estados Unidos, especializando-se em agroquímica.
Terminada a pós-graduação, voltou ao Brasil e passou a prestar serviços de assessoria técnica a diversas empresas de agroquímica de Porto Alegre. Em 1957 transferiu-se para a Alemanha, contratado pela Basf. Após dois anos trabalhando como técnico na matriz da empresa, em Ludwigshafen, foi transferido para a filial de Caracas, na Venezuela, onde residiu por sete anos, entre 1959 e 1966, promovido a chefe do departamento agrícola local. Retornou à Alemanha em 1966, na condição de assessor técnico do departamento agrícola da empresa. No ano seguinte foi para Casablanca, no Marrocos, acumulando a função de chefe do departamento agrícola local com a de delegado técnico, responsável pelas atividades da Basf na Argélia e na Tunísia.
Em 1971 decidiu abandonar a indústria química e tornar-se ecologista. Em abril, juntamente com Augusto Carneiro, Antônio Tavares Quintas,
Hilda Zimermann, Mário Fonseca, Nicolau Campos e Renato Petry, fundou a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), considerada a primeira organização não-governamental brasileira dedicada à ecologia e ao meio ambiente, a qual presidiu de 1971 até 1987.
Nesses anos, Lutzenberger notabilizou-se na luta contra a poda incorreta de árvores em Porto Alegre; contra a ação poluidora da empresa norueguesa Borregaard, que resultou na venda de sua fábrica de celulose no município de Guaíba (RS) para o grupo Klabin, que implantou um bem-sucedido programa de reciclagem de seus resíduos industriais; no levantamento ambiental das áreas dos parques de Guarita e Itapeva em Torres (RS); e na investigação do acidente ecológico de Hermenegildo, mais conhecido como maré vermelha.
Em 1972 trabalhou como assessor ecológico da comissão parlamentar de estudos da poluição e defesa do meio ambiente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Publicou, em 1976, Fim do futuro — manifesto ecológico brasileiro, livro em que condenou a ideologia consumista e predatória da sociedade industrial. Nos anos de 1977 e 1978 projetou o Parque da Doca Turística de Porto Alegre para a Empresa Porto Alegrense de Turismo (Epatur). Entre 1978 e 1980 desenvolveu junto ao Curtume Fasolo, da cidade gaúcha de Bento Gonçalves, o processo integrado de purificação de materiais efluentes. Nessa mesma época coordenou os estudos acerca da área de implantação do Plano Diretor do Delta do Jacuí, um parque de proteção natural dos pantanais das ilhas dessa região.
Em 1979 fundou as empresas Vida Produtos Biológicos Ltda., especializada em reciclagem de resíduos sólidos industriais, e Tecnologia Convivial Ltda., de consultoria e execução de produtos na área de paisagismo, urbanismo, clínica botânica e saneamento natural. Em 1983 participou na elaboração da Lei nº 7.747/83, a primeira do país sobre defensivos agrícolas. Em 1985, a Convivial foi contratada pelo grupo Klabin para projetar e implantar o parque ecológico que circunda a área da indústria de papel e celulose Riocell. A partir de 1988 a empresa criada por Lutzenberger ficou também responsável pela manutenção e ampliação de toda a área de paisagismo e jardinagem do parque.
Após ter deixado a Agapan em 1987, criou a Fundação Gaia, com o objetivo de torná-la um centro de estudos humanistas centrado em uma perspectiva de conservação da vida no planeta. Prestou, através dessa fundação, serviços de consultoria ecológica e outras atividades ligadas à agricultura regenerativa (designação usada pelo ecologista para se referir a todas as práticas agrícolas contrárias ao sistema baseado no uso de agrotóxicos e fertilizantes) e à reciclagem de lixo urbano.
Recebeu o The Right Livelihood Award de 1988, conhecido como o Prêmio Nobel alternativo na área de ecologia, em Estocolmo, na Suécia.
Secretário de Meio Ambiente
Em 15 de março de 1990, por ocasião da posse de Fernando Collor de Melo na presidência da República, assumiu a Secretaria Nacional de Meio Ambiente. Sua participação no governo foi destacada de maneira entusiástica pelo novo presidente, que considerou Lutzenberger um dos principais trunfos da política externa brasileira. Embora sua indicação tenha sido muito bem aceita entre os diversos grupos ambientalistas nacionais e estrangeiros, a passagem de Lutzenberger junto ao Poder Executivo federal foi marcada por atitudes e declarações que desagradaram a estas organizações. Em seu primeiro ano no cargo recebeu um manifesto assinado por um grupo de 17 entidades ecológicas — entre as quais a Agapan — acusando-o de estar submetendo sua ação aos preceitos de uma visão burocrática e, no que se refere à região amazônica, ao que diziam os militares.
Nos primeiros meses do governo Collor, Lutzenberger esteve com o presidente na Amazônia, em visita ao Projeto Calha Norte. Este projeto, iniciado ainda no governo José Sarney, procurava estabelecer, através da intervenção militar, a presença do Estado brasileiro numa área compreendida entre o rio Oiapoque, na fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa, e o rio Solimões, que forma a divisa entre o Brasil e a Colômbia, na tentativa de conter os conflitos que tradicionalmente ocorriam entre garimpeiros e a população indígena. Nesta ocasião, além de defender uma revisão urgente na feição militarista do projeto, Lutzenberger criticou a construção de novas usinas hidrelétricas na região, que, segundo ele, só atenderia aos burocratas e grandes empresários. Pediu a desativação das usinas de ferro-gusa da região de Carajás e condenou a construção da rodovia BR-364, ligando o Acre ao oceano Pacífico. Mesmo encampando formalmente as principais teses do seu secretário de Meio Ambiente, o presidente Fernando Collor de Melo deixaria intacta a situação na fronteira norte do país.
No período que antecedeu à realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92, realizada no Rio de Janeiro entre 3 e 14 de junho de 1992, Lutzenberger divergiu do encaminhamento assumido pela Comissão Interministerial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CIMA). Presidida pelo ministro das Relações Exteriores, Francisco Rezek, esta comissão ficaria responsável por estabelecer os principais pontos a serem defendidos pela representação brasileira neste encontro. Nos debates pertinentes à discussão do tema, Lutzenberger defendeu que o Brasil deveria encaminhar uma proposta em que os países possuidores de florestas de grande porte fossem recompensados, através de um fundo internacional, pelo prejuízo de não explorá-las, no que foi criticado por Resek. Pregou ainda que a diplomacia brasileira deveria empenhar-se na elaboração de uma legislação internacional sobre florestas e no estabelecimento de metas precisas para evitar o desmatamento, propostas não aceitas pela comissão.
Durante o encontro da quarta sessão preparatória da Eco-92, realizada na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, Lutzenberger declarou que o dinheiro enviado pelos organismos internacionais para reduzir o nível de desmatamento em florestas brasileiras talvez acabasse “nas mãos da corrupção”. Neste mesmo encontro levantou suspeitas sobre práticas de corrupção no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e afirmou que o departamento responsável por florestas e madeiras seria “uma sucursal 100% das madeireiras”.
Em virtude destes acontecimentos, Lutzenberger foi demitido da Secretaria Nacional do Meio Ambiente em março de 1992 e substituído de forma interina pelo então ministro da Educação, José Goldemberg, que acumularia os dois cargos até o término da conferência do Rio de Janeiro. O ativista ecológico deixaria de representar o Brasil no maior encontro internacional sobre ecologia e biodiversidade da história da ONU, não tendo a oportunidade de apresentar suas idéias no fórum em que foram extraídos documentos importantes como a Declaração de Princípios sobre as Florestas e o texto final da conferência, conhecido como Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Aliás, estes dois documentos não iriam de modo algum contemplar o ponto de vista do ex-secretário. O primeiro, ao contrário do que Lutzenberger propusera meses antes nas reuniões da CIMA, serviu como uma espécie de conciliação entre os interesses ecológicos e aqueles dos representantes dos países mais industrializados, no sentido de produzir um texto sobre proteção ambiental sem obrigatoriedade jurídica. O outro defendia a tese de que a transferência de recursos dos países desenvolvidos para os em desenvolvimento, a serem aplicados na preservação ambiental e no acesso às tecnologias limpas, poderia garantir a possibilidade de um desenvolvimento econômico sustentável, sem que para isso fosse necessário, como acreditava Lutzenberger, repensar os fundamentos da sociedade industrial.
Lutzenberger passou a se dedicar inteiramente à Fundação Gaia e por intermédio dela veio a ser contratado, em abril de 1997, pelo governador Amazonino Mendes para prestar serviços de consultoria ambiental ao estado do Amazonas.
Faleceu em Porto Alegre no dia 14 de maio de 2002.
Foi casado com Anemarie Wilm Lutzenberger, com quem teve duas filhas.
Além da obra já mencionada, publicou Pesadelo atômico (1980), Ecologia: do jardim ao poder (1985), Política e meio ambiente (em co-autoria com Flávio Lewgoy), Giffite Ernte — Tödlicher der angrachemie beispel: brasilien (em co-autoria com Michael Schwartzkoff), (1988) e Gaia, o planeta vivo (1989).
Sérgio Montalvão
FONTES: AGAPAN. Internet; CURRIC. BIOG.; Estado de S. Paulo (30/3/90); Folha de S. Paulo (23/11/86, 18/4, 10/7/90, 2, 13, 18/3/92); FUNDAÇÃO GAIA. Internet; Globo (28/6, 5/7, 24/9/90; 14/5/02-on-line); Guia Rural (1988); IstoÉ (14/3, 4, 25/4/90); Jornal do Brasil (21/4/90, 23/8/92).
Parque Estadual José Lutzenberger, conhecido como Parque da Guarita, é um importante refúgio ecológico em Torres (RS)
O Parque Estadual José Lutzenberger, mais conhecido como Parque da Guarita, é o principal atrativo turístico de Torres, famoso pelo contraste das torres basálticas com o mar, pela natureza preservada e por ser um importante geossítio do projeto Geoparque Cânions do Sul, além de oferecer boas condições para o surfe; criado em 1971 por decreto estadual e reconhecido em 1981 como área de interesse turístico, recebeu em 2003 o nome atual em homenagem ao engenheiro agrônomo e ambientalista José Lutzenberger, um dos maiores defensores de sua implantação.
O vídeo a seguir oferece uma perspectiva aérea impressionante do Parque da Guarita, em Torres (RS), publicada por Fábio Pereira em seu canal no YouTube em 24 de março de 2024. Essa filmagem revela a beleza natural da formação rochosa icônica, suas falésias, vegetação nativa e o encontro do mar com a terra, ideal para ilustrar a riqueza ecológica da região. Assista ao voo completo:
Nota importante: Estes são vídeos incorporados (embedded) diretamente do YouTube, e todos os direitos de propriedade intelectual pertencem ao canal original e seus criadores. Para uma melhor experiência, recomendamos a ativação da legenda em português (tradução automática) no player: basta clicar no ícone de Engrenagem (⚙️), selecionar “Legendas”, escolher o idioma original (“Inglês”), e em seguida, selecionar a opção “Traduzir automaticamente” para escolher o “Português”.
Reserva Biológica do Lami em Visita da Câmara
A Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger localiza-se no extremo sul de Porto Alegre, à beira do lago Guaíba. Instituída em 1975, ocupa 179,78 hectares e visa preservar a Ephedra tweediana, rara trepadeira outrora abundante na região.
Vegetação e Fauna
Sua vegetação é diversa, com matas, banhados e campos abrigando aves, mamíferos, répteis, peixes e outras espécies. Além de proteger comunidades naturais remanescentes na capital, serve como espaço para pesquisas, estudos e educação ambiental, conectando ciência à comunidade local.
Vídeo Apresentado
Apresentamos o vídeo “Com a Câmara na Cidade 397 – Reserva Biológica do Lami”, publicado em 25 de outubro de 2016 no canal da Câmara Municipal de Porto Alegre no YouTube. O conteúdo destaca a preservação ambiental em Porto Alegre — uma das quatro cidades com mais áreas verdes no Brasil, segundo o IBGE (2012) —, revelando a única reserva biológica gerida por um executivo municipal e o envolvimento dos vereadores.
As imagens utilizadas neste trabalho foram obtidas do repositório Wikimedia Commons, respeitando-se as respectivas licenças e direitos autorais. Essas imagens retratam paisagens e elementos relacionados ao Parque Estadual Guarita José Lutzenberger e Reserva Biológica do Lami. Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
(…) Ao contrário dos repositórios multimídia tradicionais, a Wikimedia Commons É LIVRE. Todos podem copiar usar e modificar livremente qualquer ficheiro, desde que respeitem as condições estabelecidas pelo autor; frequentemente, estas consistem em atribuir os devidos créditos à fonte e ao autor e disponibilizar quaisquer cópias e melhoramentos nos mesmos termos. As condições de licenciamento de cada ficheiro podem ser encontradas na respectiva página de descrição. A base de dados Wikimedia Commons e os textos nela contidos estão licenciados com a Creative Commons – Atribuição – Partilha nos Mesmos Termos. Para mais informações sobre a reutilização dos conteúdos, consulte Commons: Reutilização dos conteúdos fora da Wikimedia e Commons:Primeiros passos/Reutilização.” Para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas, acessar referências bibliográficas: Parque Estadual José Lutzenberger e Reserva Biológica do Lami.
José Antonio Lutzenberger
A Casa Lutzenberger
A Residência José Lutzenberger, localizada na Rua Jacinto Gomes, nº 39, no Bairro Santana em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, ergue-se como um marco histórico e cultural da cidade. Construída em 1932 pelo renomado engenheiro-arquiteto e artista plástico Joseph Lutzenberger (1882-1951), a residência serviu como lar para a família Lutzenberger, composta por sua esposa Emma Kroeff (1893-1969) e as filhas Rose Maria (1929) e Maria Magdalena (1928-2017). Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
O texto a seguir esclarece o conteúdo educacional do site objeto de pesquisa. Embora as informações publicadas estejam em português, é possível localizar rapidamente o texto original através do Link de Acesso disponível: O evento foi publicado no Canal YouTube do Lutz Global em 15 de Julho de 2020: “… Canal destinado a divulgação de conteúdos produzidos no Projeto de Pesquisa “José Lutzenberger: Um mediador entre o ambientalismo brasileiro e global (Déc. 1980-1990)”, que foi financiado pelo CNPq. Coordenação: Profª Elenita Malta. Colaboradores: Lilly Lutzenberger, Sara Fritz e Denis Fiuza.”
(…)
Casa de José Lutzenberger. A casa Lutzenberger está situada à Rua Jacinto Gomes, nº 39, Bairro Santana, Porto Alegre-RS. Foi construída em 1932 pelo Engenheiro-Arquiteto e artista plástico Joseph Lutzenberger (1882-1951), pai do ambientalista José Antônio Lutzenberger (1926-2002), para ser a casa da família, formada também pela mãe Emma Kroeff (1893-1969) e as irmãs Rose Maria (1929) e Maria Magdalena (1928-2017).
Nela, Lutzenberger filho morou dos 5 aos 26 anos, quando se casou com Annemarie Wilm (em 1953). De 1957 a 1970, o casal morou fora do país, período em que Lutz trabalhou na multinacional BASF, e quando nasceram suas duas filhas, Lilly e Lara. Mas no final de 1970 ele pediu demissão, por não concordar mais com o direcionamento da empresa – que entrou no ramo dos agrotóxicos – e retornou à casa, onde viveu até o falecimento, em 2002. Em 1971, ele ajudou a fundar a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN), com Augusto Carneiro e uma série de pessoas preocupadas com a devastação da natureza no Rio Grande do Sul.
Depois de seu falecimento, a casa ficou desocupada por oito anos. Em 2010, iniciaram os trabalhos para sua restauração e, em 2012, o imóvel foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre. A partir daí, passou a sediar a empresa fundada por Lutzenberger em 1979, a Vida Produtos e Serviços em Desenvolvimento Tecnológico, dedicada à reciclagem de resíduos industriais.
Neste vídeo, a filha do ambientalista, Lilly Lutzenberger, nos conduz pelos recantos da casa, repletos de memórias da família: as artes da avó Emma, do avô Joseph, das tias Rose e Magdalena e as lutas de seu pai, o Lutz. Como a casa hoje é a sede da empresa VIDA, não pudemos evitar os sons de seu funcionamento, em 20 de janeiro de 2020.
Este vídeo documentário faz parte do projeto “José Lutzenberger: Um mediador entre o ambientalismo brasileiro e global (Déc. 1980-1990)”, financiado pelo CNPq. Gravação e produção do vídeo: Elenita Malta Pereira (Coordenadora do projeto) Edição: Denis Henrique Fiuza – Bolsista Técnico do CNPq
Para saber mais sobre Joseph Lutzenberger (pai): http://www.lutzenberger.com.br/biogra…
Para saber mais sobre José Lutzenberger (filho) e nosso projeto de pesquisa: Visite o nosso site: https://lutzglobal.com.br
Instagram: https://instagram.com/lutz_global
Facebook: https://www.facebook.com/lutzglobal
A Residência José Lutzenberger se configura como um patrimônio cultural de inestimável valor para Porto Alegre e o Brasil. Sua arquitetura inovadora, história familiar e relevância cultural a tornam um local de grande importância para a comunidade e para o estudo da história da arquitetura e do urbanismo no país. Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
Para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas, acessar referências bibliográficas: Casa Lutzenberger agora é patrimônio histórico da Capital. Publicado em 08/08/2012. Foto: Samuel Maciel/PMPA. Texto de: Angela Bortolotto. Edição de: Marcelo Oliveira da Silva. Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.
Imóvel abrigou três gerações da família Lutzenberger
Um local para resgatar a memória da arquitetura e do ativismo ambiental em Porto Alegre ganhou um endereço oficial nessa quarta-feira, 8, com o tombamento do imóvel localizado na rua Jacinto Gomes, número 39, que durante 80 anos abrigou três gerações da família Lutzenberger.
“As pessoas que viveram aqui fazem parte da história da cidade, mas ter reunidas as obras do arquiteto e artista plástico Joseph na casa que também abrigou seu filho José Lutzenberger é uma celebração da memória da arquitetura e do ambientalismo que tanto se desenvolveram na nossa cidade”, disse o secretário municipal da Cultura, Sérgius Gonzaga. (vídeo)
As filhas do ambientalista, Lilly e Lara, participaram da assinatura do Livro de Tombo, homologando o processo de tombamento. O ato contou também com a presença do secretário do Meio Ambiente, Luiz Fernando Záchia, e da equipe responsável pelo restauro do imóvel.
Segundo lembrou Lara Lutzenberger, a família teve de buscar alternativas para dar um destino ao imóvel que ficou desocupado por oito anos após a morte do pai, em 2002, necessitando de vários reparos estruturais. A solução encontrada “não poderia ser melhor” na avaliação da família, pois com a reforma, a casa abrigará a empresa Vida, de propriedade das filhas e considerada também uma herança de Lutzemberger, criada por ele em 1979.
Já Lilly Lutzenberger destacou alguns itens da reforma, como a troca do piso de madeira, preservando as características originais projetadas pelo avô em 1932, móveis usados pela família, como escrivaninhas, máquinas de escrever, cadeiras, além da reprodução de quadros pintados pelo avô. Outra parte importante do restauro foi o jardim, que manteve características originais do espaço projetado por Lutzenberger, embora tenha sido totalmente refeito, tendo em vista que nos últimos anos de vida Lutz mal tinha tempo para dedicar-se a ele.
A casa – O casarão da Rua Jacinto Gomes, 39, bairro Santana, abrigou três gerações da família Lutzenberger de 1932 até 2002. Foi construída pelo arquiteto e artista plástico alemão Joseph Lutzenberger. No ato realizado nesta quarta-feira, o imóvel foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre (EPHAC). O procedimento de atendeu à solicitação das proprietárias, sendo aceito pela Coordenação de Memória Cultural da Secretaria Municipal da Cultura. Para a cidade e a comunidade, o tombamento significa que a obra não poderá ser destruída ou descaracterizada. Ao longo da tarde desta quarta-feira, estará aberta para visitação pública.
Joseph Lutzenberger: um dos mais destacados artistas da cidade, deixou sua marca em prédios importantes, como o Palácio do Comércio, o Pão dos Pobres e a Igreja de São José. Entre suas obras como artista plástico, reproduzidas em alguns cômodos da casa, estão aquarelas retratando a vida dos porto-alegrenses nos anos 30 e bicos de pena com temas gaúchos.
José Lutzenberger: Um dos filhos de Joseph, conhecido como Lutz, foi um dos fundadores do movimento ecológico no Brasil e passou boa parte de sua vida na casa construída pelo pai. Formado em agronomia e ciências naturais, destacou-se por sua capacidade de encontrar soluções práticas para problemas ambientais e por seu engajamento ecológico. Fluente em cinco idiomas, tornou-se conhecido mundialmente. Deixou como legado a empresa Vida e a Fundação Gaia, ONG dedicada ao desenvolvimento sustentável. Morreu em maio de 2002.
Texto de: Angela Bortolotto
Edição de: Marcelo Oliveira da Silva
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.
“… A casa projetada pelo arquiteto e artista plástico alemão abrigou três gerações da sua família, até 2002, quando o imóvel ficou desocupado após a morte do seu filho, José Antônio Lutzenberger, ambientalista reconhecido pelo seu pioneirismo como ativista do movimento ecológico.” Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
Para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas, acessar referências bibliográficas: Casa Lutzenberger – Guia ArqPOA. Texto: Rodrigo Poltosi e Vlademir Roman. Foto: Leandro Selister
(…)
A casa projetada pelo arquiteto e artista plástico alemão abrigou três gerações da sua família, até 2002, quando o imóvel ficou desocupado após a morte do seu filho, José Antônio Lutzenberger, ambientalista reconhecido pelo seu pioneirismo como ativista do movimento ecológico.
O imóvel com três pavimentos em volume único, de linguagem eclética, possui acesso central marcado por uma bay-window e uma sacada, a qual apresenta um monograma com as iniciais “JL”, as mesmas utilizadas pelo autor para assinar suas gravuras e aquarelas.
Em 2010 a casa passou por uma intervenção para abrigar a empresa Vida, criada por José Lutzenberger, e atualmente gerida pelas suas filhas. O projeto do Arq. Flávio Kiefer, além de restaurar elementos originais e prover o espaço com elevador e climatização, previu a construção de um anexo, na lateral da casa, para atender as demandas do novo uso. Esta ampliação foi executada com pilares em aço corten, pedra grês e laje de concreto aparente, numa composição de planos onde o contraste dos materiais se acrescenta à rusticidade da edificação original.
Após a intervenção o pavimento térreo que abrigava a garagem e escritório, passou a ter recepção, um pequeno auditório e memorial voltado à vida do ecologista, enquanto os pavimentos superiores foram destinados às atividades da empresa.
Texto: Rodrigo Poltosi e Vlademir Roman
Foto: Leandro Selister

Tour no Jardim Lutzenberger – Casa de Cultura Mario Quintana
Casa de Cultura Mario Quintana: Uma Jornada Através do Tempo. A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) representa um marco histórico e cultural de grande relevância para Porto Alegre e o Rio Grande do Sul. Sua trajetória, marcada pela aquisição estratégica do antigo Hotel Majestic e pela posterior criação do centro cultural, demonstra o compromisso do poder público com a preservação da memória e a promoção da cultura. A CCMQ se configura como um espaço plural e dinâmico, que oferece à comunidade a oportunidade de vivenciar diversas formas de arte e expressão, contribuindo para o enriquecimento cultural da sociedade. Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
O texto a seguir esclarece o conteúdo educacional do site objeto de pesquisa. Embora as informações publicadas estejam em português, é possível localizar rapidamente o texto original através do Link de Acesso disponível: Casa de Cultura Mario Quintana. Diretor: Diego Groisman.
(…)
A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), foi inaugurada em 25 de setembro de 1990, mas sua história tem início em julho de 1980, com a compra do antigo prédio do Hotel Majestic pelo Banrisul. O negócio foi feito para que o governo do Estado pudesse comprá-lo, já que o poder público não dispunha de recursos suficientes para cobrir o valor real.
Em 29 de dezembro de 1982, o governo do Estado adquiriu o Majestic do Banrisul e, um ano mais tarde, o prédio foi arrolado como patrimônio histórico, tendo início, a partir de então, sua transformação em Casa de Cultura. No mesmo ano, através da Lei nº 7803, de 8 de julho, recebeu a denominação de Mario Quintana, passando a fazer parte da então subsecretaria de Cultura do Estado.
A construção do edifício do Hotel Majestic ocorreu entre os anos de 1916 e 1933 sendo projetada pelo arquiteto Theodor Alexander Josef Wiederspahn, nascido na Alemanha, residente no Brasil desde 1908. A potencialidade do setor hoteleiro, na época, fora percebida pelo empresário Horácio de Carvalho, homem ligado ao ramo da importação e exportação que, em maio de 1913, protocolou, na Intendência Municipal, um pedido de licença para pagamento de impostos referentes à construção do edifício do futuro hotel.
Os anos 1930 e 1940 foram os de maior sucesso do Majestic, período em que nele se hospedaram desde políticos importantes, como Getúlio Vargas, a artistas famosos, como Virgínia Lane e Francisco Alves. Porém, nas duas décadas posteriores, o hotel foi vítima da desfiguração que atingiu o centro da maioria das cidades brasileiras — em decorrência do período denominado “Desenvolvimentista”, passando a sofrer a concorrência de novos hotéis que contavam com instalações mais amplas e modernas. Os antigos hóspedes foram, gradualmente, substituídos por lutadores de “cath” e luta livre, além de solteiros, viúvos, boêmios e poetas solitários como Mario Quintana, que ali esteve hospedado de 1968 a 1980.
Os espaços tradicionais da Casa de Cultura Mario Quintana estão voltados ao cinema, música, artes visuais, dança, teatro, literatura e realização de oficinas e eventos ligados à cultura.
A Casa conta com os seguintes espaços:
• Acervo Elis Regina
• Auditório Luís Cosme
• Biblioteca Armando Albuquerque
• Biblioteca Erico Verissimo
• Biblioteca Lucília Minssen
• Discoteca Natho Henn
• Instituto Estadual de Música (IEM)
• Espaço Maria Lídia Magliani
• Espaço Maurício Rosenblatt
• Espaço Romeu Grimaldi
• Espaço Vasco Prado
• Galeria Augusto Meyer
• Galeria Sotero Cosme (MACRS)
• Galeria Xico Stockinger (MACRS)
• Jardim Lutzenberger
• Memorial Theodor Wiederspahn
• Microgaleria Tatata Pimentel
• Quarto do Poeta
• Sala Eduardo Hirtz (Cinemateca Paulo Amorim)
• Sala Norberto Lubisco (Cinemateca Paulo Amorim)
• Sala Paulo Amorim (Cinemateca Paulo Amorim)
• Sala Radamés Gnattali
• Teatro Bruno Kiefer
• Teatro Carlos Carvalho
Diretor: Diego Groisman
Funcionamento: diariamente, das 10h às 20h.”
José Lutzenberger – Prêmio Nobel Alternativo 1988
Mais do que um ambientalista, José Lutzenberger foi um visionário que dedicou sua vida à preservação do meio ambiente. Sua trajetória, marcada por ativismo, engajamento e resistência, o consagrou como um ícone da luta ecológica e o tornou merecedor do Prêmio Nobel Alternativo em 1988. Para relembrar sua inspiradora história, assista ao vídeo “José Lutzenberger – Prêmio Nobel Alternativo – The Right Livelihood Award”, disponível no canal Lutz Global no YouTube.
Publicado em 15 de dezembro de 2018, este vídeo é um trabalho de preservação audiovisual que faz parte do projeto de pesquisa “José Lutzenberger: Um mediador entre o ambientalismo brasileiro e global (Déc. 1980-1990)”, com apoio do CNPq. Através de imagens e relatos, o vídeo nos convida a mergulhar na vida e obra desse incansável defensor do planeta, reconhecendo a importância de seu legado para as futuras gerações.
Uma homenagem a José Lutzenberger
Uma homenagem a José Lutzenberger. O ambientalista deixou como herança a luta pela conservação dos recursos naturais do Brasil. Canal YouTube: TV Cultura.
Lutzenberger Forever Gaia — Documentário completo
Lutzenberger Forever Gaia — Documentário completo. Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
(…)
O filme Lutzenberger – For Ever Gaia (é assim mesmo que se escreve) foi produzido pela Otto Desenhos Animados e dirigido pelo documentarista e indigenista carioca Frank Coe e pelo mago do cinema de animação gaúcho, Otto Guerra.
O filme foi realizado dentro do projeto DOC TV em 2006 e mescla um depoimento completo de José Lutzenberger filmado 1996 com as impressões de seus parceiros e colaboradores após seu falecimento em 14 de maio de 2002. E o mais impressionante é que já nessa época Lutzenberger previa os terríveis problemas ambientais que estamos vivendo hoje.
Assista esse belo documentários aproveite e se inscreva em nosso canal e acompanhe as atividades da Fundação Gaia – Legado Lutzenberger nas redes sociais.
(…) The film Lutzenberger – For Ever Gaia (this is how it is written) was produced by Otto Cartoons and directed by the documentary filmmaker and indigenist Frank Coe and the gaucho animated film wizard, Otto Guerra. The film was made within the DOC TV project in 2006 and merges a full testimony of José Lutzenberger filmed 1996 with the impressions of his partners and collaborators after his death on May 14, 2002. And most striking is that by that time Lutzenberger predicted the terrible environmental problems we are experiencing today. Watch this beautiful documentary enjoy and subscribe to our channel and follow the activities of the Gaia Foundation – Lutzenberger Legacy on social networks.”
Instagram: @fundacaogaialegadolutz Facebook: @fundacaogaia.legadolutzeberger www.fgaia.org.brMOSTRAR MENOS
Tuca Apresentação — Jardim Ambiental José Antônio Lutzenberger
Tuca Apresentação — Jardim Ambiental José Antônio Lutzenberger. Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
(…)
Seja bem vinda e bem vindo ao TUCA —Travessia Urbana Cultural – Ambiental. O projeto, idealizado pelo Grupo Escoteiro Boca do Monte, traz um conjunto de ações integradoras, buscando o resgate histórico do município de Itaara, inicialmente pelo Parque Pinhal. Essas atividades serão relacionadas à educação ambiental e cultural, tendo como objetivo a criação de trilhas urbanas autoguiadas onde durante o trajeto os participantes poderão mergulhar na história dos patronos das rotas selecionadas.
O espaço onde estamos e que será o ponto de partida de todas as rotas, foi carinhosamente batizado de JARDIM AMBIENTAL JOSÉ ANTONIO LUTZENBERGER.
José Antônio Lutzenberger foi importante ambientalista brasileiro que participou ativamente na luta pela preservação ambiental, em uma época que o ambientalismo era desconhecido pela maioria.
Filho de imigrantes alemães, Lutzenberger nasceu em Porto Alegre em 17 de dezembro de 1926. Foi agrônomo, escritor, filósofo, paisagista e ambientalista brasileiro. No fim dos anos 1960 começou a se desiludir com as políticas agrícolas danosas para o meio ambiente, e em 1970 deixou seu emprego para dedicar-se à causa do ambientalismo. Em 1971, junto com um grupo de simpatizantes de Porto Alegre, fundou a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), uma das primeiras associações ecológicas do Brasil, e à sua testa ganharia projeção local, nacional e internacional em inúmeras campanhas, conseguindo importantes conquistas para a época.
De fato, Lutzenberger conseguiu chamar grande atenção para o tema com sua personalidade enérgica e combativa e seu sólido preparo intelectual e científico! Sua liderança do movimento no Brasil se consolidou em 1976, quando lançou o livro intitulado “Manifesto Ecológico Brasileiro: O Fim do Futuro?”, sua obra mais conhecida. Publicou muitos outros textos e palestrou pelos quatro cantos do mundo, sensibilizando grandes e influentes audiências, e ao mesmo tempo despertando a fúria de outros setores da sociedade, sendo chamado de gênio pioneiro e de louco fanático.
Em 1987 se desligou da Agapan e criou a Fundação Gaia, dedicada à promoção de um modelo de vida sustentável, presidindo-a enquanto viveu!
Seguiu envolvido em inúmeros outros projetos locais e em outras regiões, conduzindo também uma empresa de reciclagem de resíduos industriais. Em 1990 foi convidado pelo presidente Fernando Collor de Melo para assumir a pasta do Meio Ambiente. Sua atuação foi breve e muito controversa, mas deixou realizadas obras importantes como a demarcação das terras ianomâmis.
Seu estilo contundente de crítica, não poupando ninguém, muito menos o governo, não cessou de lhe trazer problemas, e após denunciar a corrupção no Ibama, em 1992, Lutzenberger foi demitido. Afastado da cena política, deu continuidade ao seu trabalho independente, sendo constantemente solicitado a dar entrevistas, palestras e assessorias de várias espécies até o fim da vida, procurando manter-se atento aos novos problemas ambientais que o progresso vem trazendo, e sugerindo soluções que o mesmo progresso pode oferecer se conduzido com sabedoria. O valor de sua contribuição foi reconhecido mundialmente, recebendo inúmeras distinções importantes, como o Prêmio Nobel Alternativo, a Ordem do Ponche Verde, a Ordem de Rio Branco, a Ordem do Mérito da República Italiana e doutorados honoris causa, além de ser celebrado como um dos pioneiros e um dos maiores ícones do movimento ecológico brasileiro.
José Antônio Lutzenberger partiu em 2002, aos 75 anos, deixando a todos nós seu importante legado e exemplo a ser seguido!
Aproveite sua TRAVESSIA!”
José Lutzenberger e a Fundação Gaia
José Lutzenberger e a Fundação Gaia. Para acessar o texto completo, basta clicar no ícone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteúdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.
Conheça a história e o legado do ambientalista gaúcho José Lutzenberger, reconhecido e respeitado mundialmente por seu trabalho dedicado à conservação e recuperação ambiental.
Com a condução de Lara Lutzenberger – bióloga e filha de José Lutzenberger.
A Sinfonia da Vida: O Pensamento Ecológico de José Lutzenberger
A obra de José Lutzenberger, especialmente em seu fundamental Manifesto Ecológico Brasileiro (L&PM Editores), redefine a ecologia não como uma especialização técnica, mas como a “ciência da sobrevivência” e da conexão espiritual com a Terra.
1. Espiritualidade e Reverência pela Vida
A verdadeira espiritualidade reside no sentimento de pertencimento ao ecossistema global, que Lutzenberger chama de Gaia. Inspirado pela ética de Albert Schweitzer, ele defende a “Reverência pela Vida”. Para o autor, agredir a natureza é uma forma de autoagressão. O reconhecimento da vastidão do tempo evolutivo deve despertar em nós êxtase e humildade, tornando a destruição de espécies e paisagens um erro ético profundo.
2. Tecnologias: O Embate entre o “Duro” e o “Brando”
Lutzenberger critica as tecnologias duras, que solucionam problemas imediatos gerando novos danos ambientais. Em contrapartida, propõe as tecnologias brandas (ou apropriadas).
- Exemplo Prático: Um matadouro que, em vez de poluir rios, utiliza a bioconversão para gerar biogás e adubo orgânico, transformando resíduos em recursos e eliminando a poluição na origem através de sistemas integrados.
3. Superando a Dicotomia Homem-Natureza
O autor contesta a visão cartesiana que posiciona o ser humano como um observador externo do “ambiente natural”. Para ele, não estamos apenas imersos na natureza; somos parte indissociável dela. Essa visão fragmentada reflete-se na biologia molecular e nos testes em animais, onde a vida é reduzida a mecanismos químicos ou máquinas, ignorando a integridade ética e o organismo como um todo.
4. Sabedoria Indígena vs. Progresso Destrutivo
As culturas indígenas são citadas como exemplos de harmonia e sustentabilidade. Enquanto a sociedade moderna devasta a Amazônia em nome do desenvolvimento, as tribos mantiveram a floresta intacta por milênios, demonstrando uma integração social e felicidade individual que as sociedades tecnológicas não conseguem replicar.
5. O Desafio Demográfico e o Limite do Crescimento
Lutzenberger alerta que a Terra é uma “nave finita”. A explosão demográfica, causada por intervenções artificiais que reduziram a mortalidade sem equilibrar a natalidade, ameaça o futuro.
Sustentabilidade: É urgente substituir o “dogma do crescimento” pela política do equilíbrio e do comportamento disciplinado, garantindo que a pegada humana não ultrapasse a capacidade de regeneração do planeta.
A Analogia da Bactéria: Se o ser humano continuar focado no crescimento exponencial e no consumo desenfreado, ele regredirá ao comportamento de uma colônia de bactérias, que cresce até morrer asfixiada em suas próprias toxinas.
Textos de José Antonio Lutzenberger – Fundação Gaia
- Inundações, Suas Causas e Conseguências – José Lutzenberger (1974).
- A Problemática do Lixo Urbano – José Lutzenberger Especial para “Pau Brasil” 1985.
- Homeostase – Requisitos da Sustentabilidade – Palestra proferida em Ecosust – Garopaba/SC 2002.
- Ecovisão do Estuário: PLANDEL – Texto escrito por José Lutzenberger em abril de 1978 e disponibilizado por Lilly Lutzenberger em março de 2014.
- A problemática dos agrotóxicos – Texto escrito por José Lutzenberger em maio de 1985 e disponibilizado por Lilly Lutzenberger em setembro de 2012.
- Nova Conspiração da Máfia dos Pesticidas – Texto escrito por José Lutzenberger em novembro de 1984 e disponibilizado por Lilly Lutzenberger em setembro de 2012.
- Agrotóxicos – Compilado de citações de José Lutzenberger sobre a questão dos venenos nos alimentos, edição elaborada por Lilly Lutzenberger em junho de 2011.
- Inseticidas domésticos – Texto escrito por José Lutzenberger em fevereiro de 1981 e disponibilizado por Lilly Lutzenberger em junho de 2011.
- O embuste nuclear – Capitulo do livro Pesadelo Atômico, escrito por José Lutzenberger em 1980, revisão e transcrição feita por Lilly Lutzenberger, maio de 2011
- Os graves riscos da energia nuclear – Síntese feita por Lilly Lutzenberger baseada em textos escritos na decada de 1970 por José Lutzenberger, abril de 2011
- A Amazônia não é o Pulmão do Mundo – Texto redigido por Ney Gastal a partir de entrevista com José Lutzenberger, publicada no Jornal RS 01/1989.
- A Febre de Gaia – Tradução do original GAIA’S FEVER, publicado em inglês, na revista ambientalista britânica “The Ecologist”, março/abril de 1999
- À Comissão Técnica Nacional de Biosegurança (sobre os transgênicos) – 14-08-98.
- Carta de apoio aos Veranistas da Cidade de Torres – RS – Porto Alegre – Maio 2000
- Cartas de José A. Lutzenberger – à entidades governamentais.
- Ciência e Tecnologia, onde está a mentira? – Universidade do Mato Grosso – 03/1995.
- Colheitas e pragas – a resposta estará nos venenos? – 12/1983, revisado e ampliado em 07/1997.
- Como melhorar ecologica e economicamente a produção de álcool. Maceió 08/1990.
- Consciência Ecológica? – Introdução ao livro “A Magia das Árvores” editado pela Riocell – 06/95.
- Em Defesa do Aguapé – Publicado no livro “Ecologia – do jardim ao poder” L&PM Editores Ltda Porto alegre – 1985.
- Folha seca não é lixo – Especial para “A Garça” – Riocell – 02/1997.
- Gaia – 03/1986, revisado e ampliado em 09/1994.
- Gaia – Resumo e adaptação para adolescentes do texto Gaia.
- Homenagem à Jacques Cousteau – Especial para a Folha de São Paulo, publicado logo após o falecimento de J. Cousteau em 1997.
- La Problemática de los Agrotóxicos – versão espanhola do artigo do livro “Ecologia – do jardim ao poder” – tradução por Márcia Valerezzo 1998.
- Mensagem aos Formandos – Centro Técnico Científico da PUC, Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 1981 – Publicação / Divulgação da PANGEA.
- O Absurdo da Agricultura Moderna – Outubro/98 rev. Marco/00.
- O Cultivo do Arroz – Maio / 2000
- Países estão abandonando a tecnologia nuclear – artigo Gazeta Mercantil Suplemento RS – 09/1998.
- Palestra proferida no IV FIA (Forum International de Administração) em Miami – 10/1995.
- Perniciosa cegueira cultural – 11/1997.
- Poda de Árvores – A absurda poda anual.
- Prefácio do livro “Futuro Roubado” (“Our Stolen Future”) – 07/1997.
- Prefácio para “Índices de lotação pecuária para o Rio Grande do sul”, editado pela Comissão de Assuntos Fundiários da Federação de Agricultura do RS – FARSUL – 25-06-97.
- Problemas da biodiversidde – especial para Revista Manchete 18-05-95.
- Reverência pela Vida – 01/1996.
- Revista Expressão – Entrevista – 10/1995.
- Saneamento básico: uma proposta – publicado no livro “Ecologia – do jardim ao poder” L&PM editoras Ltda. Porto alegre – 1985.
- Soja transgênica: problema político, não técnico. Publicado no Jornal Gazeta Mercantil – 12-02-99.
- Taller “Desarollo y medio Ambiente” – Buenos Aires/Argentina 14/10/95.
- Temos ou não Futuro? – Escrito para o “Livro da Profecia Brasil XXI e Mais” – 11/1996.
- Terraplanagem em Loteamento Residencial – 02-06-97.
- Uma proposta para exploração madeireira sustentável – 22/12/92.
- Vale a pena ter um jardim? – Publicado no livro “Ecologia – do jardim ao poder” L&PM editores Ltda. Porto alegre – 1985.
- Florestas Tropicais_Climas – 02/08/1989
Outros Textos – Lara Lutzenberger e Christian Lavich Goldschmidt
- Somos nós os Extraterrestres ? – Lara Lutzenberger 11/2003
- Um Novo Mundo se Desvela… – Lara Lutzenberger 03/2004
- Wangari Maathai : Primavera da Humanidade – Lara Lutzenberger 10/2004
- O FSM e a Dança dos Radicais – Lara Lutzenberger 02/2005
- Entre Kyoto e a Lua – Lara Lutzenberger 03/2005
- Febre ? Eu ? – Lara Lutzenberger 03/2005
- Enciclopédia Genial – Lara Lutzenberger 08/2005
- Declaração de Vancouver sobre a Industrialização e a Globalização da Agricultura
- O Princípio da Precaução
- Jornalismo Ambiental – Christian Lavich Goldschmidt – 10/2005
- Compromisso ético – Christian Lavich Goldschmidt – 10/2005
- Uma Palavra que Lembra a Vida – Christian Lavich Goldschmidt – 10/2005
- Desenvolvimento Sustentável, muito prazer ! – Lara Lutzenberger – 10/2005
- Lutzenberger é homenageado na COP8 – Christian Lavich Goldschmidt – 04/2006
- Dia do Índio, até quando ? – Christian Lavich Goldschmidt – 04/2006
- Por uma Existência Fluída – Lara Lutzenberger – 04/2006
- Arte-Educação – Christian Lavich Goldschmidt – 05/2006
- Complexo Cultural – Lara Lutzenberger – 07/2006
- Felicidade na Integra – Christian Lavich Goldschmidt – 09/2006
- O que é Biochip? – Christian Lavich Goldschmidt – 09/2006
- Em busca da Felicidade – Christian Lavich Goldschmidt – 09/2006
- Mobilizações Populares – Christian Lavich Goldschmidt – 10/2006
- Torres – Christian Lavich Goldschmidt – 11/2006
- Lutzenberger – 80 anos – Christian Lavich Goldschmidt – 12/2006
- A arte também educa – Gabriela Nobre Bins – 11/2006
- O mundo é assim – Anne Minuzzo – 12/2006
- Cinco anos sem Lutzenberger – Christian Lavich Goldschmidt – 05/2007
- O Brasil sem Lutzenberger – Anita Legname – 05/2007
- Lutzenberger e Hebe Camargo – Christian Lavich Goldschmidt – 05/2007
- Cinco anos sem José Lutzenberger – Lauro Eduardo Bacca – 05/2007
- Arte em Porto Alegre – Christian Lavich Goldschmidt – 08/2007
- Pionerismo Gaúcho foi lembrado no 2º Congresso Brasileiro sobre Jornalismo Ambiental
Christian Lavich Goldschmidt – 10/2007 - Jornalismo Ambiental – Christian Lavich Goldschmidt – 10/2007
- Sitios Verdadeiramente Sagrados – Lara Lutzenberger – 03/2009
- Ensinamentos de Jean-Michel Cousteau – Lara Lutzenberger – 07/2010
- Entrevista para o Programa Campo e Lavoura da Radio Gaucha – Lara Lutzenberger – 06/2011
- A Cartilha dos produtos orgânicos, ilustrações de Ziraldo – publicado em 2009 pelo Ministério da Agricultura, Pecúaria e Abastecimento
- Exercito de vaga-lumes – Lara Lutzenberger 04/2014
- Torres sim, mas de rocha, não de concreto – Lara Lutzenberger 08/2014
- E se forem os combustíveis ? – Lara Lutzenberger 06/2018
- Natureza de Torres está ameaçada – Lara Lutzenberger 08/2018
- Água – Verdade Cristalina – Lara Lutzenberger 10/2018
- Acordo de Paris – Lara Lutzenberger 12/2018
- Porto de Torres – Lara Lutzenberger 04/2019
- Com a Amazônia queimamos o Brasil – Lara Lutzenberger 08/2019
- Mina Guaíba – Lara Lutzenberger 03/2020
- Coronavírus: nem só vilão – Lara Lutzenberger 04/2020
Frases Impactantes
- “A Terra não é um almoxarifado de recursos, mas um organismo vivo onde cada intervenção exige a sabedoria de quem compreende a interdependência da vida.” — Revista Digital Ecocídio
- “O verdadeiro desenvolvimento não reside na expansão industrial desenfreada, mas na coragem de adotar tecnologias suaves que respeitem o metabolismo do nosso planeta.” — Revista Digital Ecocídio
- “Lutar pelo meio ambiente dentro das esferas do poder é um ato de resistência contra a visão de curto prazo que sacrifica o futuro em nome do lucro imediato.” — Revista Digital Ecocídio
A Tolerância Legal como Motor da Crise
Esta postagem foi originalmente publicada em 13 de julho de 2022. Com o objetivo de manter a integridade histórica do texto original e, ao mesmo tempo, oferecer o máximo de relevância ao leitor, o conteúdo principal não foi alterado. No entanto, foram realizadas atualizações e inserções editoriais para contextualizar o tema até a data de hoje (5 de fevereiro de 2026), incluindo referências, dados e hyperlinks que se tornaram relevantes após a data de publicação original (como a evolução das discussões legislativas ou a contextualização com casos históricos e desastres de relevância global), bem como elementos visuais (vídeos, imagens geradas por inteligência artificial) inseridos para fins ilustrativos e de complementação do argumento. Toda informação e referência que não fazia parte do conteúdo original visa aprimorar a leitura, mantendo a clareza sobre o contexto temporal da discussão inicial.
A Luta por Justiça É Contínua. O que você acabou de ler é um sintoma. A crise não é apenas de acidentes, mas de um sistema legal que tolera a destruição.
🔎 Ecocídio em Contexto
Para aprofundar este tema e explorar outras publicações da Revista Digital Ecocídio, acesse nossa página de referências essenciais:
🌱 Ecocídio em Contexto – Leituras e ReferênciasReferências Bibliográficas
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Ministros do Meio Ambiente do Brasil – Linha do Tempo (1973–2026). Disponível em: https://ecocidio.com.br/ministros-do-meio-ambiente-do-brasil-linha-do-tempo-1973-2026/. Acesso em: 5 fev. 2026.
- PREFEITURA MUNICIPAL DE TORRES. Parque da Guarita. Torres/RS, [s.d.]. Disponível em: https://torres.rs.gov.br/vivatorres/parque-da-guarita/. Acesso em: 5 fev. 2026.
- Fundação Gaia. Legado de José Lutzenberger. Disponível em: https://www.fgaia.org.br/. Acesso em: 5 fev. 2026.
- SCHÜÜR, Germano Roberto. Imagem. Parque Estadual José Lutzenberger. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Parque_Estadual_da_Guarita_05.jpg. (Acesso via seção específica do Parque Estadual José Lutzenberger). Acesso em: 5 fev. 2026.
- DREYER, Lilian. Sinfonia Inacabada: a vida de José Lutzenberger. Porto Alegre: Vidicom Audiovisuais, 2004. Disponível em: Fundação Gaia. Acesso em: 05 fev. 2026.
- LUTZENBERGER, José. Fim do Futuro?: Manifesto Ecológico Brasileiro. Porto Alegre: Editora Movimento, 1976. Disponível em: Estante Virtual. Acesso em: 05 fev. 2026.
- LUTZENBERGER, José. Gaia, o planeta vivo. Porto Alegre: L&PM, 1990. Disponível em: L&PM Editores. Acesso em: 05 fev. 2026.
- SCHULLER, Nely. Criação, organização e atuação da Fundação Gaia. Porto Alegre: [s. n.], 2004. Disponível em: Acervo Fundação Gaia. Acesso em: 05 fev. 2026.
- SCHWEITZER, Albert. Reverência pela vida. Tradução de L. J. Gaio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982. Disponível em: Estante Virtual. Acesso em: 05 fev. 2026.
Referências Bibliográficas
1. Fontes Governamentais (Dados Oficiais e Legislação)
- Museu da Pessoa: Projeto 25 Anos de Memória — O site Ecocídio cita explicitamente que utiliza trechos registrados e editados através deste museu (PRONAC 164380). Disponível em: https://museudapessoa.org/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- FGV CPDOC: Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro — Fonte acadêmica utilizada para compor a trajetória política dos ministros mais antigos. Disponível em: https://cpdoc.fgv.br/acervo/dicionarios. Acesso em: 29 jan. 2026.
- FUNDAÇÃO FHC. Linhas do Tempo: Política Ambiental. Disponível em: https://fundacaofhc.org.br/linhasdotempo/politica-ambiental/. Acesso em: 13 fev. 2026.
- ONU BRASIL. A ONU e o Meio Ambiente. Organização das Nações Unidas. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/91223-onu-e-o-meio-ambiente. Acesso em: 13 fev. 2026.
- ENCYCLOPÆDIA BRITANNICA. Brundtland Report. Disponível em: https://www.britannica.com/topic/Brundtland-Report. Acesso em: 13 fev. 2026.
2. Bases de Memória e História Oral
- Museu da Pessoa: Projeto 25 Anos de Memória — O site Ecocídio cita explicitamente que utiliza trechos registrados e editados através deste museu (PRONAC 164380). Disponível em: https://museudapessoa.org/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- FGV CPDOC: Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro — Fonte acadêmica utilizada para compor a trajetória política dos ministros mais antigos. Disponível em: https://cpdoc.fgv.br/acervo/dicionarios. Acesso em: 29 jan. 2026.
3. Referências Jurídicas e Acadêmicas Citadas no Site
- Édis Milaré: Milaré Advogados — Considerado o “pai” do Direito Ambiental no Brasil, é a principal referência doutrinária para as análises do site. Disponível em: https://milare.adv.br/edis-milare/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- Édis Milaré foi o primeiro Coordenador das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente em São Paulo (1983). Ele foi um dos arquitetos da Lei da Ação Civil Pública (Lei 7.347/1985), que deu ao Ministério Público as ferramentas para processar poluidores.
- Doutrina Fundamental: O seu livro “Direito do Ambiente“ é considerado a “bíblia” da área. Quase todos os estudantes de Direito, juízes e promotores que atuam na área ambiental no Brasil utilizam suas obras como base doutrinária.
- Influência Legislativa: Ele participou ativamente da redação de textos que influenciaram a seção de Meio Ambiente da Constituição Federal de 1988 e a Lei de Crimes Ambientais (1998).
- Stop Ecocide International: Definição Jurídica de Ecocídio — Fonte para o conceito internacional que dá nome ao portal. Disponível em: https://www.stopecocide.earth/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- NASA Earth Observatory: Monitoramento de Desastres Ambientais — Citado no portal para embasar dados sobre impactos ecológicos e crimes ambientais (como o caso das cinzas de carvão no Tennessee). Disponível em: https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/. Acesso em: 29 jan. 2026.
A história do Direito Ambiental brasileiro cita outros “pais” ou precursores em áreas específicas:
- Dois séculos antes de o termo Ecocídio ganhar o debate global, um dos arquitetos da Independência do Brasil, José Bonifácio de Andrada e Silva (1763–1838), já denunciava a “extravagância insofrível” da destruição ambiental no país. Naturalista, político e estadista, o Patriarca da Independência foi o primeiro a lançar as bases de um pensamento que buscava conciliar progresso econômico com a sobrevivência da natureza, propondo soluções avançadas que ecoam diretamente na urgência da sustentabilidade e da justiça climática do século XXI. Disponível em: https://ecocidio.com.br/jose-bonifacio-de-andrada-e-silva-o-ecologista-do-imperio-e-as-raizes-do-desenvolvimento-sustentavel-no-brasil-do-seculo-xix/
- Paulo Nogueira Neto: Considerado o “pai” da Política Ambiental Brasileira (foi o primeiro Secretário do Meio Ambiente, o primeiro da linha do tempo. Ele era cientista, não jurista, mas criou a base legal (Lei 6.938/81). Disponível em: https://ecocidio.com.br/dr-paulo-nogueira-neto-secretario-especial-do-meio-ambiente-1974-1986-ministerio-do-interior/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- A fundamentação jurídica também contou com a contribuição de Paulo Affonso Leme Machado, figura de peso monumental e amplamente reverenciado como o ‘Pai do Direito Ambiental’ brasileiro. Em seu artigo doutrinário, publicado originalmente em 1993, Machado estabelece o diálogo essencial entre os princípios do Direito Internacional e a política ambiental que o Brasil buscava consolidar. A obra é uma bússola para entender a maturidade legislativa da época e pode ser acessada na íntegra através do repositório do Senado Federal.
- MACHADO, Paulo Affonso Leme. Princípios gerais de direito ambiental internacional e a política ambiental brasileira. Revista de Informação Legislativa, Brasília, v. 30, n. 118, p. 207-218, abr./jun. 1993. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/176025/000472131.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 11 fev. 2026.
4. Links de Navegação Interna do Ecocídio
O próprio site possui páginas que funcionam como bibliografias centrais:
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Ministros do Meio Ambiente do Brasil – Linha do Tempo (1973–2026). Disponível em: https://ecocidio.com.br/ministros-do-meio-ambiente-do-brasil-linha-do-tempo-1973-2026/.
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Origem do Termo Ecocídio e Evolução Histórica. Disponível em: https://ecocidio.com.br/origem-do-termo-ecocidio-e-evolucao-historica/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Do Pioneirismo à Urgência: PL 2933/2023 e a Proteção Ambiental no Brasil. Disponível em: https://ecocidio.com.br/do-pioneirismo-a-urgencia-como-o-pl-2933-2023-pode-redefinir-a-protecao-ambiental-e-tipificar-o-ecocidio-no-brasil/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Dolo Eventual e Culpa Consciente no Limiar do Ecocídio: A Imputação Subjetiva da Catástrofe Ambiental. Disponível em: https://ecocidio.com.br/dolo-eventual-e-culpa-consciente-no-limiar-do-ecocidio-a-imputacao-subjetiva-da-catastrofe-ambiental/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Painel de Doze Especialistas: Definição Internacional de Ecocídio. Disponível em: https://ecocidio.com.br/painel-de-doze-especialistas-para-definicao-de-ecocidio-e-convocado-apos-75-anos-dos-termos-genocidio-e-crimes-contra-a-humanidade/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. O Tribunal Penal Internacional, o Estatuto de Roma e o Desafio de Reconhecer o Ecocídio. Disponível em: https://ecocidio.com.br/o-tribunal-penal-internacional-tpi-e-o-desafio-de-reconhecer-o-ecocidio/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Uma análise profunda sobre o reconhecimento do ecocídio como crime internacional, com Édis Milaré e Tarciso Dal Maso. Disponível em: https://ecocidio.com.br/uma-analise-profunda-sobre-o-reconhecimento-do-ecocidio-como-crime-internacional-com-edis-milare-e-tarciso-dal-maso-2/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Rachel Carson: Legado Científico contra o Ecocídio. Disponível em: https://ecocidio.com.br/rachel-carson-lenda-da-ecologia-biologa-e-escritora-pioneira-e-o-legado-cientifico-que-fundamentou-a-luta-contra-o-ecocidio/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Marina Silva – Trajetória e Atuação Ambiental. Disponível em: https://ecocidio.com.br/marina-silva-maria-osmarina-silva-de-sousa-ministra-do-meio-ambiente-2003-2008-e-atual-ministra-do-meio-ambiente-e-mudanca-climatica-em-2023-governo-lula/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Polly Higgins: Ecocídio Humano-Induzido e a Urgência de um Novo Paradigma Jurídico. Disponível em: https://ecocidio.com.br/polly-higgins-ecocidio-humano-induzido-e-a-urgencia-de-um-novo-paradigma-juridico/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Ecocídio e Direitos Humanos: A Conexão que Não Podemos Ignorar. Disponível em: https://ecocidio.com.br/ecocidio-e-direitos-humanos/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Bill Gates na COP30: Priorizar Vidas é a Nova Doutrina Climática ou uma Distração do Ecocídio? Disponível em: https://ecocidio.com.br/bill-gates-na-cop30-priorizar-vidas-e-a-nova-doutrina-climatica-ou-uma-distracao-do-ecocidio/.
Bibliografia Técnica
- “Fim do Futuro?” é um livro/manifesto ecológico de José Lutzenberger, e “Gaia” é uma teoria sobre a Terra como um organismo vivo, divulgada por ele, que inspirou sua organização, a Fundação Gaia, também presente em Portugal através de ações e publicações. Na obra, Lutzenberger critica o consumo excessivo e a destruição ambiental, defendendo um novo paradigma de consciência ecológica para a sobrevivência da humanidade. ↩︎
- Planeta Vivo” refere-se à obra de José Lutzenberger, “Gaia: O Planeta Vivo“, que aborda a teoria de Gaia de James Lovelock, onde a Terra é vista como um organismo vivo que mantém ativamente as condições para a vida. Lutzenberger critica a sociedade de consumo por desrespeitar esse sistema vivo e defende um “caminho suave” de tecnologias brandas e descentralização para preservar a Terra. ↩︎
- Os projetos militares na Amazônia visam principalmente à integração nacional, à garantia da soberania e ao desenvolvimento socioeconômico da região, com foco no fortalecimento da presença do Estado e na proteção das fronteiras. O Projeto Rondon, coordenado pelo Ministério da Defesa, é um exemplo de ação interministerial que promove a inclusão social e o fortalecimento da cidadania na região. O Programa Amazônia Protegida, do Exército Brasileiro, busca modernizar as infraestruturas militares e melhorar a qualidade de vida de comunidades locais, alinhando-se com a defesa nacional e a preservação ambiental. Projetos históricos como a Operação Amazônia (1966) e o Programa de Integração Nacional (PIN) (1970), lançados durante a ditadura militar, também visavam à ocupação da região através de rodovias, como a Transamazônica. ↩︎
- Em Carajás, a principal usina de ferro-gusa é a da Terra Norte Metais, a única produtora de “gusa verde”, que utiliza biomassa em vez de carvão vegetal de florestas nativas. Existe também a futura usina de gusa verde da Vale (Tecnored), a ser inaugurada em 2025, e a antiga unidade da Ferro-Gusa Carajás, que servirá de base para este projeto da Vale. Para saber mais: Terra Norte Metais. ↩︎
Postagens em Destaque
Legado e Complexidade: Antônio Dias Leite Júnior e a Infraestrutura Brasileira
🌊 Kingston Fossil Plant: O rastro tóxico do carvão e o crime de Ecocídio
🌊 Ecocídio no Delta do Rio Níger: Sete Décadas de Devastação e a Luta por Justiça Transnacional
🌊 Bhopal: Perspectivas e Legados do Maior Desastre Industrial do Mundo
🌊 Acumulação de Capital e a Lógica Racial: O Ecocídio Além do Crime Jurídico
🌊 Ecocídio na Amazônia Equatoriana: O Legado Tóxico da Chevron-Texaco e a Urgência de um Novo Paradigma Jurídico
-
Ecocídio4 anos atrás🌊 Margaret Mead: Pioneira da Antropologia e a Essência da Compaixão na Civilização
-
Ana Maria Primavesi2 anos atrás🌊 As principais realizações, ideias, técnicas e contribuições de Ana Maria Primavesi para a agroecologia no Brasil
-
Amazônia & Florestas Brasileiras3 anos atrás🌊 Marina Silva (Maria Osmarina Silva de Sousa): Ministra do Meio Ambiente (2003–2008) e atual Ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática em 2023 – Governo Lula
-
Indígenas3 anos atrás🌊 Ailton Krenak: “O Campeonato do Fim do Mundo” e o Ecocídio da Terra-Mundo
-
Negócios3 anos atrásDossiê Viventes – O pampa viverá (filme)
-
Pantanal4 anos atrásSubcomissão do Pantanal – Fórum Internacional do Turismo do Pantanal
-
Negócios3 anos atrásPampa – um bioma típico do sul da América do Sul.
-
Indígenas3 anos atrás🌊 ECOCIDIO: As Terras Indígenas como Última Barreira Contra o Desmonte Ambiental no Brasil (TV Senado)





























