Administração Ambiental
Flávio Miragaia Perri — Secretário Nacional do Meio Ambiente (14 de julho a 2 de outubro de 1992)
Em um dos momentos mais cruciais para a diplomacia ecológica global, a transição entre o entusiasmo da Rio-92 e a consolidação das políticas ambientais brasileiras passou pelas mãos de Flávio Miragaia Perri. Como Secretário Nacional do Meio Ambiente em 1992, Perri não apenas gerenciou a herança técnica da maior conferência ambiental da história, mas também enfrentou o desafio ético de equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação urgente dos nossos biomas. Conheça a trajetória de um diplomata que entendeu, antes de muitos, que o conceito de sustentabilidade é um valor inegociável para o futuro da humanidade.
Flávio Miragaia Perri: diplomata de carreira e secretário nacional do Meio Ambiente em 1992, com papel central na organização da Rio-92 e ampla trajetória em políticas ambientais e internacionais
Flávio Miragaia Perri, diplomata de carreira, nasceu em Barigui (SP) em 1º de dezembro de 1940. Formou-se em Direito pela PUC-Rio em 1964 e ingressou no Instituto Rio Branco em 1966, onde obteve a Medalha Rio Branco por seu desempenho acadêmico. Atuou em diversas missões diplomáticas, incluindo Genebra, Paris, Roma e Nova Iorque, representando o Brasil em organismos internacionais como a ONU, a FAO e a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. Em 1992, foi figura central na organização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), atuando como secretário-geral do grupo de trabalho nacional responsável pela estrutura operacional do evento. Ainda naquele ano, presidiu o Ibama e assumiu a Secretaria Nacional do Meio Ambiente no governo Collor, cargo que deixou em meio à crise política que culminou no impeachment presidencial.
Após sua passagem pelo governo federal, Perri continuou contribuindo com a agenda ambiental no estado do Rio de Janeiro, onde foi secretário estadual do Meio Ambiente e, posteriormente, de Projetos Especiais. Voltou a coordenar a visita do papa João Paulo II ao Brasil em 1997 e, no ano seguinte, foi nomeado cônsul-geral em Nova Iorque. Em 2003, tornou-se embaixador junto à FAO, em Roma, e em 2005, foi designado cônsul do Brasil em Londres, com a missão de acompanhar o caso Jean Charles de Menezes. Casado com Maria Luísa Martinho da Rocha Perri, teve dois filhos e publicou o livro Atentados em Nova York e os Interesses Internacionais (2002), refletindo sobre geopolítica e segurança internacional.
Referência Biográfica Brasileira
CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
(…) Em 2005, a convite do presidente Luís Inácio Lula da Silva, Flávio Miragaia Perri, tornou-se cônsul do Brasil em Londres, na tentativa de esclarecer o assassinato do imigrante brasileiro Jean Charles de Menezes, que foi confundido com um terrorista árabe envolvido em uma série de atentados contra as estações de metrô de Londres. Fontes de informação — Referência Biográfica Brasileira — CPDOC (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para saber mais, e acessar referências bibliográficas completas, clicar na seta no canto superior esquerdo.
Referência Biográfica Brasileira
CPDOC (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O “conteúdo do Website é composto, entre outros, por documentos integrantes de arquivos pessoais doados ao CPDOC, entrevistas de história oral, incluindo, mas não se limitando a textos manuscritos e impressos, fotos, obras audiovisuais, gravações em áudio e vídeo, imagens digitalizadas de documentos, além de trabalhos de pesquisa (em conjunto, os “Documentos”).”
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Para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas, acessar referências bibliográficas de Flávio Miragaia Perri — Fundação Getúlio Vargas (FGV). PERRI, Flávio. *diplomata; sec. nac. Meio Ambiente 1992.
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Flávio Miragaia Perri nasceu na cidade de Barigui (SP) no dia 1º de dezembro de 1940, filho de Rolando Perri e de Benedita Miragaia Perri.
Iniciou seus estudos no Instituto de Educação Manuel Bento da Cruz, em Araçatuba (SP), passando depois pelos colégios Dante Alighieri e Bandeirantes, ambos na capital paulista. Bacharelou-se em direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), no ano de 1964. Em 1966, iniciou o curso de preparação à carreira diplomática do Instituto Rio Branco, encerrando a sua formação no ano seguinte, quando obteve a Medalha Rio Branco pela segunda colocação na turma de formandos de 1967.
Entre 1972 e 1974, ocupou o cargo de secretário na missão do Brasil junto aos organismos internacionais sediados em Genebra, Suíça. Nesse período, foi delegado do Brasil em reuniões da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (1972-1974), na Conferência do Comitê de Desarmamento (1973-1974) e na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1973. Coordenador de assuntos administrativos e de cooperação da Secretaria-Geral das Relações Exteriores, de 1974 a 1977, posteriormente foi secretário na embaixada do Brasil na França (1977-1978), coordenador de assuntos políticos no gabinete do ministro das Relações Exteriores (1978-1984), ministro-conselheiro na embaixada do Brasil na Itália (1984-1987) e ministro-conselheiro na missão do Brasil junto à ONU, em Nova Iorque (1987-1991). Chefiou a delegação brasileira em sessões da Comissão da ONU sobre Usos Pacíficos do Espaço Exterior, entre 1988 e 1991. Nesse último ano, durante a segunda visita do papa João Paulo II ao Brasil, presidiu a comissão nacional organizadora do evento.
Participou da organização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), ocorrida na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 3 e 14 de junho de 1992, na condição de secretário-geral do grupo de trabalho nacional, responsável pelo suporte operacional do evento. Em colaboração com o então governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, e do prefeito da cidade, Marcelo Alencar, o grupo de trabalho verificou as condições de segurança dos locais onde se daria a conferência, dividindo as atenções entre a parte oficial, ocorrida no centro de convenções do Riocentro, e o Fórum Global que reuniu, paralelamente, cerca de 1.800 organizações não governamentais (ONGs) no aterro do Flamengo. Ainda nesse ano, presidiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
No governo do presidente Fernando Collor de Melo, ocupou a secretaria nacional do Meio Ambiente entre julho e outubro de 1992, após a saída de José Goldemberg, que substituíra de forma interina a José Lutzenberger. Deixou o cargo em virtude da crise que envolveu o presidente Collor, acusado de envolvimento num amplo esquema de corrupção no interior do governo, comandado por Paulo César Farias, ex-tesoureiro de sua campanha presidencial. Afastado da presidência logo após a votação da abertura do processo de impeachment na Câmara, renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, horas antes da conclusão do processo pelo Senado, que decidiu pelo seu impedimento. Foi então efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.
A convite do governador do Rio de Janeiro, Marcelo Alencar (1995-1998), Flávio Perri ocupou a Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Posteriormente, foi o titular da Secretaria Estadual de Projetos Especiais.
Em 1997, esteve novamente à frente da comissão nacional organizadora da terceira visita do papa João Paulo II ao Brasil. No ano seguinte, foi designado cônsul-geral do Brasil em Nova Iorque, cargo que exerceu até 2002. Em 2003, foi nomeado embaixador e representante do Brasil na Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), com sede em Roma, na Itália.
Em 2005, a convite do presidente Luís Inácio Lula da Silva, tornou-se cônsul do Brasil em Londres, na tentativa de esclarecer o assassinato do imigrante brasileiro Jean Charles de Menezes, que foi confundido com um terrorista árabe envolvido em uma série de atentados contra as estações de metrô de Londres.
Casou-se com Maria Luísa Martinho da Rocha Perri, com quem teve dois filhos.
Publicou Atentados em Nova York e os Interesses Internacionais (2002).
FONTES: CURRIC. BIOG.; Globo (9/6/09).
A Diplomacia da Convergência: Flávio Miragaia Perri e o Equilíbrio entre a Produção e a Preservação
Neste registro fundamental para a memória da gestão pública brasileira, o embaixador e ex-Secretário Nacional do Meio Ambiente, Flávio Miragaia Perri, oferece uma lição de pragmatismo ao analisar a relação entre o agronegócio e a conservação ambiental. Posicionando-se não como um ideólogo, mas como um “administrador ambiental”, Perri destaca como o Brasil avançou na construção de um diálogo produtivo entre o setor rural e as demandas ecológicas, utilizando o Código Florestal como ferramenta de pacificação. Sua fala reforça que o verdadeiro desenvolvimento sustentável nasce da capacidade institucional de promover convergências, protegendo o “coração florestal” do país sem abrir mão da vitalidade econômica do campo.
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Análise do Vídeo – [Flavio Perri, SNA] (Timestamps Oficiais)
- [00:00] — Perri discute a superação da antiga dicotomia entre agricultura e meio ambiente.
- [01:03] — Relato sobre o diálogo produtivo entre a então ministra Izabella Teixeira e o setor agrícola.
- [03:00] — Definição de sua atuação como “administrador ambiental” e a importância de evitar conflitos.
- [03:32] — Comentários sobre a importância do Novo Código Florestal para a preservação e para o campo.
- [04:11] — Reflexão poética sobre a floresta como o “coração” do Brasil e a coexistência entre o urbano e o silvestre.
Entrevista com o embaixador Flávio Perri. Rede WWF. Para saber mais, clicar na seta no canto superior esquerdo.
Para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas, acessar referências bibliográficas. Entrevista com o embaixador Flávio Perri. Rede WWF
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12 junho 2012
O Brasil recebe a Rio+20 com status de “potência da biodiversidade”. Obviamente, essa imagem tem a ver com a riqueza natural (distribuída em seis biomas) e a exuberância dessas paisagens. Mas além daquilo que o extenso território nacional guarda, o título de “potência” tem relação com a capacidade de preservar os recursos naturais.
Esse reconhecimento não é compulsório. Vem sendo construído há décadas, incluindo aí um grande esforço da diplomacia brasileira de, confirmando a soberania, mostrar aos demais países que é uma “potência” porque tem conhecimento sobre a floresta, possui marcos legais abrangentes de proteção e o Estado e a sociedade atuam em favor do uso sustentável do meio ambiente.
O embaixador Flávio Miragaia Perri, hoje aposentado, foi um dos diplomatas brasileiros que atuou diretamente na engenhosa construção desse status. Para isso, foi fundamental a realização da Rio 92, para a qual o diplomata atuou como secretário-executivo do grupo de trabalho nacional que organizou a conferência.
Além disso, Perri presidiu o Ibama, foi Secretário Nacional do Meio Ambiente (logo após a Rio 92), e trabalhou como secretário de Estado do Meio Ambiente no Rio de Janeiro. Na entrevista a seguir, por escrito, o diplomata detalha como foi a organização daquela conferência e avalia as perspectivas da Rio+20.
O que o senhor fazia à época da Rio 92? Recorda-se de algum episódio especial que marcou aquela conferência?
Vivi a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, de 1992, muito antes de vir a ser designado Secretário Executivo do Grupo de Trabalho Nacional encarregado de organizá-la. Nos anos precedentes atuei como Ministro Plenipotenciário [com pleno poder de representação diplomática] junto à Missão do Brasil junto às Nações Unidas e a questão da realização de uma conferência de alto nível estava posta no foro da ONU desde a apresentação do Relatório Brundtland, de 1987. O Brasil encontrava-se sob fogo cruzado das campanhas internacionais ambientalistas, que focavam a Amazônia e o estado dessa imensa floresta em grande parte sujeita à soberania nacional. A convocação da Rio 92, como posteriormente veio a ser conhecida a histórica reunião que reuniu 107 Chefes de Estado e delegados de todos os países membros das Nações Unidas, marcou-me profundamente, pois que todo o embate nas sessões da Assembleia Geral precedentes à decisão de eleger o Rio de Janeiro como sede envolvia trabalho diplomático ativo da equipe em que eu servia. Era Secretário-Geral das Relações Exteriores o Embaixador Paulo Tarso Flexa de Lima e Chefe da Missão junto à ONU o Embaixador Paulo Nogueira Batista, dois grandes nomes do Itamaraty que orientavam nossa atuação no caso. A decisão de oferecer o Rio como sede foi um grande momento para o país, no que se tornou o verdadeiro marco para profunda revisão de políticas e de instituições internas para ocupar-se do meio ambiente no país.
Quais países tiveram participação mais destacada na Rio 92? Como foi a participação dos latino-americanos?
Não participei da Delegação brasileira como negociador, encontrava-me no aceso das negociações. Entretanto, porque comandei a infraestrutura que deu apoio à Delegação e, nessa posição privilegiada, pude assistir à evolução dos fatos, inserido neles. Sem sombra de dúvida, o Brasil teve atuação destacada e a indicação de alguns nomes de negociadores basta para ilustrar esse pulso: Celso Lafer, Marcos Castrioto de Azambuja, Ronaldo Sardemberg, Bernardo Pericás, Rubens Ricúpero, Luiz Augusto de Araújo Castro, entre tantos outros, foram hábeis e criativos delegados pela parte brasileira, tanto no avanço quanto na defesa de interesses brasileiros. Foram importantes muitos países, difíceis de destacar, mas sem dúvida os nórdicos vieram bem preparados, ainda que com uma preocupação quase acadêmica em suas posições, mas traziam a tradição da Conferência de Estocolmo, de 1972. É evidente que a função coordenadora da OCDE teve relevância especial, mas entre seus membros a delegação norte-americana teve papel importante, até mesmo por suas posições mais conservadoras; os países da Europa Ocidental, entre os quais sobressaía a Alemanha recém-unificada, o Reino Unido e a França. Entre os países latino-americanos é relevante lembrar os países amazônicos reunidos sob o Tratado de Cooperação Amazônica [Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela], que naquele momento tinham interesses comuns a representar. Costa Rica, Chile, Argentina contavam com quadros negociadores experimentados e diplomacia ativa nas Nações Unidas.
Quais os principais legados da conferência Rio 92?
A Declaração do Rio é documento lapidar pela precisão de conceitos. Seus 27 “Princípios” consolidaram o conceito do Desenvolvimento Sustentável. Deles destaco o mais candente dos princípios, pelas dimensões ética e econômica que o envolvem, o “Princípio Cinco” estabelecendo que
“Todos os Estados e todas as pessoas deverão cooperar na tarefa essencial de erradicar a pobreza como requisito indispensável ao desenvolvimento sustentável, a fim de reduzir as disparidades nos níveis de vida e responder melhor às necessidades da maioria dos povos do mundo.”
Dele derivam o combate à fome e os esforços de formulação de um “Direito à Alimentação”, estes como evolução jurídico-política significativa, anos depois. O Brasil tem uma história louvável de avanços nesse sentido e tem servido de parâmetro para programas de muitos países em desenvolvimento, especialmente africanos e centro-americanos.
A Convenção sobre Biodiversidade e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática foram passos importantes no caminho da proteção ambiental. O Protocolo de Quioto, como um subproduto da Convenção do Clima, não sofreu evolução satisfatória pela não adesão universal, Estados Unidos à frente da resistência contra o protocolo e ao controle de emissões que nele se previu, compromissos para a redução da emissão dos gases que agravam o efeito estufa, causa antropogênica do aquecimento global. A última conferência das partes não conseguiu definir a continuidade dos compromissos caducos em 2012, mas anteviu uma retomada de negociações, com metas de redução e/ou controle de emissões obrigatórias, em prazo certo.
A Agenda 21 foi o documento mais abrangente produzido na Rio 92, constituindo um programa de ação e um método de trabalho para concretização do ideal do desenvolvimento sustentável. A Agenda 21 não foi universalmente desenvolvida e aplicada, mas sem dúvida é o repositório mais completo de métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica, em contexto de necessária e consciente participação da cidadania.
Sua dimensão econômica e social abrange política internacional e políticas nacionais para aplicação do novo conceito do desenvolvimento sustentável, especialmente nos países em desenvolvimento no que se refere a estratégias de combate à miséria, enquanto envolvendo países desenvolvidos e em desenvolvimento encaminha mudanças nos padrões de produção e consumo. São significativas as sugestões de saúde pública e a qualidade dos assentamentos humanos. Aspecto, a meu ver, de delicada atualidade são os limites do planeta, que sem ser apontado dessa maneira, veem-se tratados, por exemplo, nas inter-relações entre sustentabilidade e dinâmica demográfica.
O equilíbrio de interesses entre o planeta e o desenvolvimento, buscado pelo conceito do desenvolvimento sustentável é tratado na Agenda 21 sob diferentes enfoques: proteção da atmosfera, transição energética, manejo do solo, recursos do mar, gestão dos recursos de água doce, combate ao desmatamento, desertificação, diversidade biológica, o valor da educação, etc.
O documento não ignora, nas ações propostas, a importância dos mecanismos financeiros e a produção e oferta de tecnologias como suportes essenciais à gestão da sustentabilidade; o desenvolvimento da ciência e a educação, a cultura como elementos básicos na construção de uma consciência ambiental. Está nele, sob o enfoque das revisões institucionais internacionais e nacionais necessárias à consecução de um desenvolvimento sustentável, a problemática da formação de quadros para a gestão eficiente e a questão que hoje trabalhamos sob o título de governabilidade.
Sujeito a críticas por sua baixa operacionalidade, o Conselho de Desenvolvimento Sustentável [CDS] foi um produto sensível da Agenda 21, mas inadequadamente inserido no sistema das Nações Unidas e sem os poderes coordenadores que dele se esperavam.
A mais importante distinção, finalmente, entre 1992 e 2012, é a participação da opinião pública, o engajamento progressivamente mais importante dos cidadãos nesse debate, a consciência da importância do diálogo, onde a internet joga na linha de frente dos meios de comunicação. Em 1992, a despeito da importância da participação de organizações da sociedade civil, em encontro paralelo à reunião intergovernamental, não se podia sentir com precisão a pulsação do interesse do cidadão e da sociedade. Hoje, tudo remete à sociedade civil em plano destacado de importância e consideração. A Conferência Rio+20 realiza-se no Rio, mas envolverá o mundo inteiro, virtual e simultaneamente.
Entre as resoluções daquela conferência, alguma área não avançou?
Não sou pessimista quanto a avanços, mas os entendo necessariamente demorados no plano internacional. Tenho mais dificuldade em entendê-los nos planos nacionais, porque as alavancas de poder encontram-se nas mãos de governos como instrumentos de ação política, econômica, social no seio dos Estados.
O processo político não é, entretanto, linear.
A relação entre Estados segue ritualística de respeito ao princípio da soberania, o que exige tempo. Governos representam a vontade dos cidadãos segundo modelos jurídicos nacionais, consensos democráticos onde se pratique a democracia, identificação de interesses, etc. Têm a faculdade de determinar o quadro jurídico-político interno e podem naturalmente ser mais eficazes.
Quanto à não-realização de muitas das expectativas criadas em 1992, não podemos ignorar os interesses estabelecidos e sua contrariedade a paralisar ações. São fortes as resistências à mudança, tanto no plano nacional quanto no internacional, são distintos níveis de desenvolvimento, são inúmeros os desequilíbrios, são arraigadas as convicções ideológicas e diferenças culturais que impedem o entendimento e o avanço.
Há que quebrar a força da inércia e os momentos de crise, como as que testemunhamos atualmente o desenrolar no hemisfério norte, de um lado e de outro do Atlântico, oferecem a oportunidade de mudança. A Conferência Rio+20 é, nesse sentido, propícia à criação.
Qual deveria ser o principal resultado da Rio+20?
A consciência da crise planetária do desenvolvimento, no modelo que vimos adotando, é a oportunidade que se oferece com essa grande conferência. Trata-se de ousar na constatação de que é tempo ainda de revisão dos paradigmas econômicos, sociais e políticos que têm orientado a ação humana sobre o planeta, esgotável em seus limites.
Aplico aqui a máxima da urgência de “mudar para conservar” do “Gattopardo” de Lampeduza. Há que mudar para tornar sustentáveis tanto a economia quanto o planeta e a humanidade que nele fez casa e seu único ecossistema.
Qual sua opinião sobre o texto base da Rio+20?
O texto base não é um documento a que se deva criticar ou condenar. Trata-se apenas de um esboço preparado pelo Secretariado a partir de mais de 600 contribuições de diversas origens. Cabe aos Estados modificá-lo ou até mesmo ignorá-lo.
Como compilação, não alcança o objetivo desejado, que seria sua capacidade de influir, por falta de impacto. Em todo caso posso adiantar a opinião de que lhe falta foco.
Na realidade, repete temas e sugestões já exaustivamente tratados em documentos mais antigos e de melhor qualidade. O que não creio é que necessitemos de um texto que mimetize outros textos para apresentar-se em duas centenas de páginas, sem foco.
Para esse conjunto de reivindicações por setores, que é como eu defino o texto base, não seria necessário um novo documento, mas bastaria reforçar o valor da exaustivamente estudada e bem formulada Agenda 21, que aborda todos os temas, trata de todos os setores, sugere métodos de trabalho, aponta linhas de ação e já existe!
Por outro lado, a Declaração do Rio, a Declaração do Milênio e seus oito pontos centrais, valores e princípios, estão exaustivamente afirmados, mas nem sempre nem por todos aplicados.
A Conferência Rio+20 deve ser visionária. É a ocasião para reformular nossa visão de mundo e de futuro. Está nas mãos da liderança mundial que se faça representar no Rio em junho próximo, atuar como Estadistas e apontar os equívocos e erros dos modelos atualmente adotados de organização econômica, de ordem e prioridades sociais, de cuidados com os bens da natureza, por definição, finitos.
É a hora de reconhecer os limites do planeta e a necessidade de pronta intervenção para mudar os rumos da civilização.
Visionária na atitude, capaz de montar o cenário do futuro, caberia atuar com desprendimento diante dos modos impróprios e injustos de organização da riqueza no mundo atual. Sua ambição deveria passar pela mudança necessária de paradigmas, envolvendo os modos de apropriação e transformação dos bens da natureza, para garantir a sobrevivência estável do planeta no tempo e a dignidade da vida humana.
A Conferência pode e deve assumir a urgência da mudança e definir-lhe a rota, oferecer o caminho das pedras, para que a humanidade inteira, em todas as suas expressões e estamentos, assuma seu dever para com sua sobrevivência.
É proibido desgastar o conceito de sustentabilidade. Com ele, pela primeira vez, acrescentamos valor ao entendimento do que seja desenvolvimento.
Qual a viabilidade da estruturação da chamada “economia verde”? Uma ‘economia azul’ seria também importante?
Não parece oportuna a introdução de uma frase feita na evolução do conceito do desenvolvimento sustentável. O que não é bem definido pode dar consequência a equívocos, discriminações e restrições. “Economia Verde” não é uma categoria econômica conhecida nem entendo como possa ser enunciada como item de uma agenda ambiciosa para a Rio+20 sem perturbar a progressiva e mais eficiente aplicação do conceito de desenvolvimento sustentável. No que se pode entender da frase feita, a “economia verde” nunca seria um modelo de aplicação automática nem uniforme para todos os países. São distintas as características de sociedades e instituições em cada país, às quais caberia considerar suas metas e métodos de trabalho no seu processo de desenvolvimento sustentável. Se devêssemos inserir a frase feita como elemento desse conceito, suponho talvez admissível que essa denominação possa significar algumas metas a constituir parte do caminho. Não tratarei de cores, mas do conjunto delas que nos ilumine a sobrevivência.
Como setor empresarial e sociedade civil podem efetivamente se engajar e contribuir para a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável?
Não tenho a receita pronta sobre os modos de engajamento de cada setor da sociedade para a consecução do desenvolvimento sustentável, mas estou seguro em dizer que o engajamento de todos será essencial para o sucesso de nossa empreitada planetária. Tampouco evito afirmar que, a continuar no passo e no modelo que até hoje adotamos, soçobraremos. O planeta não sustentará a humanidade que o desafie na teimosa obra de depredação que vimos praticando. Mudança, coragem para mudar, novas rotas.”
Entrevista com o embaixador Flávio Perri. Visualizador e leitor de PDF Online. Para saber mais, clicar na seta no canto superior esquerdo.
Para saber mais, e quais foram às fontes utilizadas, acessar referências bibliográficas: Entrevista com o embaixador Flávio Perri. Rede WWF
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Frases Impactantes e Atemporais
- “Não sou um ambientalista como alguns supõem; sou um administrador ambiental que busca conjugar a agricultura com os bens ambientais para promover o entendimento.” — Menção: Revista Digital Ecocídio.
- “A floresta está entranhada na história do nosso continente; vivemos com um coração que bate alternado entre a sociedade industrial urbana e a sociedade florestal.” — Menção: Revista Digital Ecocídio.
- “O Brasil tem progredido nos cuidados ambientais sem prejuízo do desenvolvimento, pois a sustentabilidade é a busca constante por convergências onde outros veem apenas conflitos.” — Menção: Revista Digital Ecocídio.
- “O planeta não sustentará a humanidade que o desafie na teimosa obra de depredação que vimos praticando; a mudança exige coragem para traçar novas rotas.” Revista Digital Ecocídio.
- “É proibido desgastar o conceito de sustentabilidade, pois ele é o valor que finalmente acrescentou inteligência e viabilidade ao entendimento do desenvolvimento humano.” Revista Digital Ecocídio.
- “A verdadeira ‘economia verde’ não se faz com frases prontas, mas com a evolução ética de um modelo que pare de ignorar os limites da natureza.” Revista Digital Ecocídio.
A Tolerância Legal como Motor da Crise
Esta postagem foi originalmente publicada em 13 de julho de 2022. Com o objetivo de manter a integridade histórica do texto original e, ao mesmo tempo, oferecer o máximo de relevância ao leitor, o conteúdo principal não foi alterado. No entanto, foram realizadas atualizações e inserções editoriais para contextualizar o tema até a data de hoje (10 de fevereiro de 2026), incluindo referências, dados e hyperlinks que se tornaram relevantes após a data de publicação original (como a evolução das discussões legislativas ou a contextualização com casos históricos e desastres de relevância global), bem como elementos visuais (vídeos, imagens geradas por inteligência artificial) inseridos para fins ilustrativos e de complementação do argumento. Toda informação e referência que não fazia parte do conteúdo original visa aprimorar a leitura, mantendo a clareza sobre o contexto temporal da discussão inicial.
A Luta por Justiça É Contínua. O que você acabou de ler é um sintoma. A crise não é apenas de acidentes, mas de um sistema legal que tolera a destruição.
🔎 Ecocídio em Contexto
Para aprofundar este tema e explorar outras publicações da Revista Digital Ecocídio, acesse nossa página de referências essenciais:
🌱 Ecocídio em Contexto – Leituras e ReferênciasReferências Bibliográficas com Links
- Ecocídio. Ministros do Meio Ambiente do Brasil – Linha do Tempo (1973–2026). Disponível em: https://ecocidio.com.br/ministros-do-meio-ambiente-do-brasil-linha-do-tempo-1973-2026/. Acesso em: 10 fev. 2026.
- CPDOC/FGV. Biografia de Flávio Miragaia Perri. Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Disponível em: https://www18.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/flavio-miragaia-perri. Acesso em: 10 fev. 2026.
- SNA, Sociedade Nacional de Agricultura. Flavio Perri, SNA. YouTube, 1 mar. 2013. Vídeo disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=m6WdOGdBlRE. Acesso em: 10 fev. 2026.
- WWF BRASIL. Entrevista: O legado da Rio 92 com o embaixador Flávio Perri (2012). Disponível em: https://www.wwf.org.br/?31586/Entrevista-embaixador-Flvio-Perri. Acesso em: 10 fev. 2026.
Referências Bibliográficas
1. Fontes Governamentais (Dados Oficiais e Legislação)
- Galeria de Ministros (MMA). Disponível em: https://www.gov.br/mma/pt-br/acesso-a-informacao/institucional-quem-e-quem/1-1-estrutura-organizacional-organograma/galeria-de-ministros. Acesso em: 3 fev. 2026.
- Legislação que instituiu o Ministério do Meio Ambiente, e sua finalidade. Disponível em: https://www.biblioteca.presidencia.gov.br/base-legal-de-governo/ministerios/copy11_of_ciencia-e-tecnologia. Acesso em: 29 jan. 2026.
- Portal do Planalto (Legislação): Base de Leis e Decretos — Link usado para referenciar marcos como a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/1981). Acesso em: 29 jan. 2026.
2. Bases de Memória e História Oral
- Museu da Pessoa: Projeto 25 Anos de Memória — O site Ecocídio cita explicitamente que utiliza trechos registrados e editados através deste museu (PRONAC 164380). Disponível em: https://museudapessoa.org/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- FGV CPDOC: Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro — Fonte acadêmica utilizada para compor a trajetória política dos ministros mais antigos. Disponível em: https://cpdoc.fgv.br/acervo/dicionarios. Acesso em: 29 jan. 2026.
- FUNDAÇÃO FHC. Linhas do Tempo: Política Ambiental. Disponível em: https://fundacaofhc.org.br/linhasdotempo/politica-ambiental/. Acesso em: 13 fev. 2026.
- ONU BRASIL. A ONU e o Meio Ambiente. Organização das Nações Unidas. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/91223-onu-e-o-meio-ambiente. Acesso em: 13 fev. 2026.
- ENCYCLOPÆDIA BRITANNICA. Brundtland Report. Disponível em: https://www.britannica.com/topic/Brundtland-Report. Acesso em: 13 fev. 2026.
3. Referências Jurídicas e Acadêmicas Citadas no Site
- Édis Milaré: Milaré Advogados — Considerado o “pai” do Direito Ambiental no Brasil, é a principal referência doutrinária para as análises do site. Disponível em: https://milare.adv.br/edis-milare/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- Édis Milaré foi o primeiro Coordenador das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente em São Paulo (1983). Ele foi um dos arquitetos da Lei da Ação Civil Pública (Lei 7.347/1985), que deu ao Ministério Público as ferramentas para processar poluidores.
- Doutrina Fundamental: O seu livro “Direito do Ambiente“ é considerado a “bíblia” da área. Quase todos os estudantes de Direito, juízes e promotores que atuam na área ambiental no Brasil utilizam suas obras como base doutrinária.
- Influência Legislativa: Ele participou ativamente da redação de textos que influenciaram a seção de Meio Ambiente da Constituição Federal de 1988 e a Lei de Crimes Ambientais (1998).
- Stop Ecocide International: Definição Jurídica de Ecocídio — Fonte para o conceito internacional que dá nome ao portal. Disponível em: https://www.stopecocide.earth/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- NASA Earth Observatory: Monitoramento de Desastres Ambientais — Citado no portal para embasar dados sobre impactos ecológicos e crimes ambientais (como o caso das cinzas de carvão no Tennessee). Disponível em: https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/. Acesso em: 29 jan. 2026.
A história do Direito Ambiental brasileiro cita outros “pais” ou precursores em áreas específicas:
- Dois séculos antes de o termo Ecocídio ganhar o debate global, um dos arquitetos da Independência do Brasil, José Bonifácio de Andrada e Silva (1763–1838), já denunciava a “extravagância insofrível” da destruição ambiental no país. Naturalista, político e estadista, o Patriarca da Independência foi o primeiro a lançar as bases de um pensamento que buscava conciliar progresso econômico com a sobrevivência da natureza, propondo soluções avançadas que ecoam diretamente na urgência da sustentabilidade e da justiça climática do século XXI. Disponível em: https://ecocidio.com.br/jose-bonifacio-de-andrada-e-silva-o-ecologista-do-imperio-e-as-raizes-do-desenvolvimento-sustentavel-no-brasil-do-seculo-xix/
- Paulo Nogueira Neto: Considerado o “pai” da Política Ambiental Brasileira (foi o primeiro Secretário do Meio Ambiente, o primeiro da linha do tempo. Ele era cientista, não jurista, mas criou a base legal (Lei 6.938/81). Disponível em: https://ecocidio.com.br/dr-paulo-nogueira-neto-secretario-especial-do-meio-ambiente-1974-1986-ministerio-do-interior/. Acesso em: 29 jan. 2026.
- A fundamentação jurídica também contou com a contribuição de Paulo Affonso Leme Machado, figura de peso monumental e amplamente reverenciado como o ‘Pai do Direito Ambiental’ brasileiro. Em seu artigo doutrinário, publicado originalmente em 1993, Machado estabelece o diálogo essencial entre os princípios do Direito Internacional e a política ambiental que o Brasil buscava consolidar. A obra é uma bússola para entender a maturidade legislativa da época e pode ser acessada na íntegra através do repositório do Senado Federal.
- MACHADO, Paulo Affonso Leme. Princípios gerais de direito ambiental internacional e a política ambiental brasileira. Revista de Informação Legislativa, Brasília, v. 30, n. 118, p. 207-218, abr./jun. 1993. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/176025/000472131.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 11 fev. 2026.
4. Links de Navegação Interna do Ecocídio
O próprio site possui páginas que funcionam como bibliografias centrais:
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Ministros do Meio Ambiente do Brasil – Linha do Tempo (1973–2026). Disponível em: https://ecocidio.com.br/ministros-do-meio-ambiente-do-brasil-linha-do-tempo-1973-2026/.
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Origem do Termo Ecocídio e Evolução Histórica. Disponível em: https://ecocidio.com.br/origem-do-termo-ecocidio-e-evolucao-historica/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Do Pioneirismo à Urgência: PL 2933/2023 e a Proteção Ambiental no Brasil. Disponível em: https://ecocidio.com.br/do-pioneirismo-a-urgencia-como-o-pl-2933-2023-pode-redefinir-a-protecao-ambiental-e-tipificar-o-ecocidio-no-brasil/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Dolo Eventual e Culpa Consciente no Limiar do Ecocídio: A Imputação Subjetiva da Catástrofe Ambiental. Disponível em: https://ecocidio.com.br/dolo-eventual-e-culpa-consciente-no-limiar-do-ecocidio-a-imputacao-subjetiva-da-catastrofe-ambiental/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Painel de Doze Especialistas: Definição Internacional de Ecocídio. Disponível em: https://ecocidio.com.br/painel-de-doze-especialistas-para-definicao-de-ecocidio-e-convocado-apos-75-anos-dos-termos-genocidio-e-crimes-contra-a-humanidade/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. O Tribunal Penal Internacional, o Estatuto de Roma e o Desafio de Reconhecer o Ecocídio. Disponível em: https://ecocidio.com.br/o-tribunal-penal-internacional-tpi-e-o-desafio-de-reconhecer-o-ecocidio/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Uma análise profunda sobre o reconhecimento do ecocídio como crime internacional, com Édis Milaré e Tarciso Dal Maso. Disponível em: https://ecocidio.com.br/uma-analise-profunda-sobre-o-reconhecimento-do-ecocidio-como-crime-internacional-com-edis-milare-e-tarciso-dal-maso-2/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Rachel Carson: Legado Científico contra o Ecocídio. Disponível em: https://ecocidio.com.br/rachel-carson-lenda-da-ecologia-biologa-e-escritora-pioneira-e-o-legado-cientifico-que-fundamentou-a-luta-contra-o-ecocidio/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Marina Silva – Trajetória e Atuação Ambiental. Disponível em: https://ecocidio.com.br/marina-silva-maria-osmarina-silva-de-sousa-ministra-do-meio-ambiente-2003-2008-e-atual-ministra-do-meio-ambiente-e-mudanca-climatica-em-2023-governo-lula/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Polly Higgins: Ecocídio Humano-Induzido e a Urgência de um Novo Paradigma Jurídico. Disponível em: https://ecocidio.com.br/polly-higgins-ecocidio-humano-induzido-e-a-urgencia-de-um-novo-paradigma-juridico/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Ecocídio e Direitos Humanos: A Conexão que Não Podemos Ignorar. Disponível em: https://ecocidio.com.br/ecocidio-e-direitos-humanos/
- REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Bill Gates na COP30: Priorizar Vidas é a Nova Doutrina Climática ou uma Distração do Ecocídio? Disponível em: https://ecocidio.com.br/bill-gates-na-cop30-priorizar-vidas-e-a-nova-doutrina-climatica-ou-uma-distracao-do-ecocidio/.
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