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Ana Maria Primavesi

🌊 JosĂ© Antonio Lutzenberger — SecretĂĄrio Nacional do Meio Ambiente (15 de março de 1990 a 23 de março de 1992)

Descubra a trajetĂłria de JosĂ© AntĂŽnio Lutzenberger, o visionĂĄrio que desafiou as estruturas de poder para defender a Terra como um organismo vivo. À frente da Secretaria Nacional do Meio Ambiente em um dos perĂ­odos mais cruciais da histĂłria brasileira, Lutzenberger nĂŁo apenas formulou polĂ­ticas, mas confrontou interesses industriais e defendeu a urgĂȘncia de repensar nossa relação com o planeta. Um mergulho essencial na vida do homem que transformou o ativismo em estratĂ©gia de Estado, antecipando debates que hoje definem o futuro da humanidade.

Revista Digital EcocĂ­dio

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José Lutzenberger: pioneiro do ambientalismo brasileiro, fundador da Agapan e ex-Secretårio Nacional do Meio Ambiente, cuja voz crítica marcou a política ambiental no Brasil e no mundo

JosĂ© Lutzenberger (1926–2002), agrĂŽnomo formado pela UFRGS, foi um dos pioneiros do movimento ambientalista no Brasil e figura central na crĂ­tica ao modelo de desenvolvimento baseado em agrotĂłxicos e degradação ambiental. ApĂłs experiĂȘncia profissional na Basf, decidiu abandonar a indĂșstria quĂ­mica e fundou, em 1971, a Associação GaĂșcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), primeira ONG ambiental brasileira. Reconhecido internacionalmente por sua militĂąncia, criou a Fundação Gaia, recebeu o prĂȘmio Right Livelihood Award (conhecido como “Nobel Alternativo”) e publicou obras de referĂȘncia como Fim do Futuro e Gaia,1o planeta vivo.2 Sua atuação foi marcada pela defesa da agricultura regenerativa, pela criação de soluçÔes inovadoras em reciclagem e paisagismo.

Em 1990, assumiu a Secretaria Nacional do Meio Ambiente no governo Collor, com forte prestĂ­gio junto a ambientalistas nacionais e internacionais. No entanto, sua gestĂŁo foi marcada por tensĂ”es: criticou projetos militares na AmazĂŽnia,3 usinas de ferro-gusa em CarajĂĄs4 e a abertura de rodovias como a BR-364, alĂ©m de denunciar a influĂȘncia de madeireiras no Ibama. Divergiu tambĂ©m das posiçÔes oficiais do Brasil na preparação da Rio-92, defendendo um fundo internacional para compensar paĂ­ses detentores de florestas e metas obrigatĂłrias contra o desmatamento. Suas declaraçÔes sobre corrupção em organismos ambientais e crĂ­ticas Ă  condução da polĂ­tica externa levaram Ă  sua demissĂŁo em 1992, meses antes da conferĂȘncia. AtĂ© sua morte, em 2002, dedicou-se Ă  Fundação Gaia e manteve voz ativa e crĂ­tica no debate ambiental brasileiro e global.

JosĂ© AntĂŽnio Lutzenberger (1926-2002): AnĂĄlise pelo CPDOC da Fundação GetĂșlio Vargas (FGV)

No dia 15 de março de 1990, durante a posse de Fernando Collor de Melo como presidente do Brasil, JosĂ© Antonio Lutzenberger assumiu o cargo de SecretĂĄrio Nacional de Meio Ambiente. Sua entrada no governo foi elogiada pelo presidente recĂ©m-empossado, que considerou Lutzenberger um dos principais ativos da polĂ­tica ambiental brasileira no cenĂĄrio internacional. Embora sua nomeação tenha sido bem recebida por diversos grupos ambientalistas nacionais e estrangeiros, sua passagem pelo Poder Executivo federal foi marcada por algumas atitudes e declaraçÔes que desagradaram a essas organizaçÔes. Para acessar o texto completo, basta clicar no Ă­cone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteĂșdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.

Para saber mais, e quais foram Ă s fontes utilizadas, acessar referĂȘncias bibliogrĂĄficas (Completa). Consulta ao acervo do CPDOC. JosĂ© AntĂŽnio Lutzenberger  — Fundação GetĂșlio Vargas (FGV).

ReferĂȘncia BiogrĂĄfica Brasileira

CPDOC (Centro de Pesquisa e Documentação de HistĂłria ContemporĂąnea do Brasil), da Fundação GetĂșlio Vargas (FGV).  O “conteĂșdo do Website Ă© composto, entre outros, por documentos integrantes de arquivos pessoais doados ao CPDOC, entrevistas de histĂłria oral, incluindo, mas nĂŁo se limitando a textos manuscritos e impressos, fotos, obras audiovisuais, gravaçÔes em ĂĄudio e vĂ­deo, imagens digitalizadas de documentos, alĂ©m de trabalhos de pesquisa (em conjunto, os “Documentos”).”

A “navegação pelo Website CPDOC Ă© permitida a todos os usuĂĄrios, independentemente de cadastro. Por outro lado, o acesso ao conteĂșdo dos Documentos, quando existente, ou os seus metadados, exige, em regra, cadastro especĂ­fico, conforme previsto na pĂĄgina. Embora o simples acesso ao Website nĂŁo exija o prĂ©vio registro dos usuĂĄrios, isso nĂŁo implica que esses usuĂĄrios nĂŁo tenham aceitado os presentes Termos de Uso.” O acesso Ă© livre e gratuito. Equipe CPDOC: https://cpdoc.fgv.br/.

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LUTZENBERGER, José

*sec. nac. Meio Ambiente 1990-1992.

JosĂ© AntĂŽnio Lutzenberger nasceu em Porto Alegre em 17 de dezembro de 1926, filho de JosĂ© Lutzenberger e Emma Kroeff Lutzenberger.

Formou-se em agronomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1950. Entre 1951 e 1953 fez pós-graduação na Universidade de Louisiana, Estados Unidos, especializando-se em agroquímica.

Terminada a pós-graduação, voltou ao Brasil e passou a prestar serviços de assessoria técnica a diversas empresas de agroquímica de Porto Alegre. Em 1957 transferiu-se para a Alemanha, contratado pela Basf. Após dois anos trabalhando como técnico na matriz da empresa, em Ludwigshafen, foi transferido para a filial de Caracas, na Venezuela, onde residiu por sete anos, entre 1959 e 1966, promovido a chefe do departamento agrícola local. Retornou à Alemanha em 1966, na condição de assessor técnico do departamento agrícola da empresa. No ano seguinte foi para Casablanca, no Marrocos, acumulando a função de chefe do departamento agrícola local com a de delegado técnico, responsåvel pelas atividades da Basf na Argélia e na Tunísia.

Em 1971 decidiu abandonar a indĂșstria quĂ­mica e tornar-se ecologista. Em abril, juntamente com Augusto Carneiro, AntĂŽnio Tavares Quintas,

Hilda Zimermann, MĂĄrio Fonseca, Nicolau Campos e Renato Petry, fundou a Associação GaĂșcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), considerada a primeira organização nĂŁo-governamental brasileira dedicada Ă  ecologia e ao meio ambiente, a qual presidiu de 1971 atĂ© 1987.

Nesses anos, Lutzenberger notabilizou-se na luta contra a poda incorreta de årvores em Porto Alegre; contra a ação poluidora da empresa norueguesa Borregaard, que resultou na venda de sua fåbrica de celulose no município de Guaíba (RS) para o grupo Klabin, que implantou um bem-sucedido programa de reciclagem de seus resíduos industriais; no levantamento ambiental das åreas dos parques de Guarita e Itapeva em Torres (RS); e na investigação do acidente ecológico de Hermenegildo, mais conhecido como maré vermelha.

Em 1972 trabalhou como assessor ecolĂłgico da comissĂŁo parlamentar de estudos da poluição e defesa do meio ambiente da AssemblĂ©ia Legislativa do Rio Grande do Sul. Publicou, em 1976, Fim do futuro — manifesto ecolĂłgico brasileiro, livro em que condenou a ideologia consumista e predatĂłria da sociedade industrial. Nos anos de 1977 e 1978 projetou o Parque da Doca TurĂ­stica de Porto Alegre para a Empresa Porto Alegrense de Turismo (Epatur). Entre 1978 e 1980 desenvolveu junto ao Curtume Fasolo, da cidade gaĂșcha de Bento Gonçalves, o processo integrado de purificação de materiais efluentes. Nessa mesma Ă©poca coordenou os estudos acerca da ĂĄrea de implantação do Plano Diretor do Delta do JacuĂ­, um parque de proteção natural dos pantanais das ilhas dessa regiĂŁo.

Em 1979 fundou as empresas Vida Produtos BiolĂłgicos Ltda., especializada em reciclagem de resĂ­duos sĂłlidos industriais, e Tecnologia Convivial Ltda., de consultoria e execução de produtos na ĂĄrea de paisagismo, urbanismo, clĂ­nica botĂąnica e saneamento natural. Em 1983 participou na elaboração da Lei nÂș 7.747/83, a primeira do paĂ­s sobre defensivos agrĂ­colas. Em 1985, a Convivial foi contratada pelo grupo Klabin para projetar e implantar o parque ecolĂłgico que circunda a ĂĄrea da indĂșstria de papel e celulose Riocell. A partir de 1988 a empresa criada por Lutzenberger ficou tambĂ©m responsĂĄvel pela manutenção e ampliação de toda a ĂĄrea de paisagismo e jardinagem do parque.

Após ter deixado a Agapan em 1987, criou a Fundação Gaia, com o objetivo de tornå-la um centro de estudos humanistas centrado em uma perspectiva de conservação da vida no planeta. Prestou, através dessa fundação, serviços de consultoria ecológica e outras atividades ligadas à agricultura regenerativa (designação usada pelo ecologista para se referir a todas as pråticas agrícolas contrårias ao sistema baseado no uso de agrotóxicos e fertilizantes) e à reciclagem de lixo urbano.

Recebeu o The Right Livelihood Award de 1988, conhecido como o PrĂȘmio Nobel alternativo na ĂĄrea de ecologia, em Estocolmo, na SuĂ©cia.

SecretĂĄrio de Meio Ambiente

Em 15 de março de 1990, por ocasiĂŁo da posse de Fernando Collor de Melo na presidĂȘncia da RepĂșblica, assumiu a Secretaria Nacional de Meio Ambiente. Sua participação no governo foi destacada de maneira entusiĂĄstica pelo novo presidente, que considerou Lutzenberger um dos principais trunfos da polĂ­tica externa brasileira. Embora sua indicação tenha sido muito bem aceita entre os diversos grupos ambientalistas nacionais e estrangeiros, a passagem de Lutzenberger junto ao Poder Executivo federal foi marcada por atitudes e declaraçÔes que desagradaram a estas organizaçÔes. Em seu primeiro ano no cargo recebeu um manifesto assinado por um grupo de 17 entidades ecolĂłgicas — entre as quais a Agapan — acusando-o de estar submetendo sua ação aos preceitos de uma visĂŁo burocrĂĄtica e, no que se refere Ă  regiĂŁo amazĂŽnica, ao que diziam os militares.

Nos primeiros meses do governo Collor, Lutzenberger esteve com o presidente na AmazÎnia, em visita ao Projeto Calha Norte. Este projeto, iniciado ainda no governo José Sarney, procurava estabelecer, através da intervenção militar, a presença do Estado brasileiro numa årea compreendida entre o rio Oiapoque, na fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa, e o rio SolimÔes, que forma a divisa entre o Brasil e a ColÎmbia, na tentativa de conter os conflitos que tradicionalmente ocorriam entre garimpeiros e a população indígena. Nesta ocasião, além de defender uma revisão urgente na feição militarista do projeto, Lutzenberger criticou a construção de novas usinas hidrelétricas na região, que, segundo ele, só atenderia aos burocratas e grandes empresårios. Pediu a desativação das usinas de ferro-gusa da região de Carajås e condenou a construção da rodovia BR-364, ligando o Acre ao oceano Pacífico. Mesmo encampando formalmente as principais teses do seu secretårio de Meio Ambiente, o presidente Fernando Collor de Melo deixaria intacta a situação na fronteira norte do país.

No perĂ­odo que antecedeu Ă  realização da ConferĂȘncia das NaçÔes Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92, realizada no Rio de Janeiro entre 3 e 14 de junho de 1992, Lutzenberger divergiu do encaminhamento assumido pela ComissĂŁo Interministerial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CIMA). Presidida pelo ministro das RelaçÔes Exteriores, Francisco Rezek, esta comissĂŁo ficaria responsĂĄvel por estabelecer os principais pontos a serem defendidos pela representação brasileira neste encontro. Nos debates pertinentes Ă  discussĂŁo do tema, Lutzenberger defendeu que o Brasil deveria encaminhar uma proposta em que os paĂ­ses possuidores de florestas de grande porte fossem recompensados, atravĂ©s de um fundo internacional, pelo prejuĂ­zo de nĂŁo explorĂĄ-las, no que foi criticado por Resek. Pregou ainda que a diplomacia brasileira deveria empenhar-se na elaboração de uma legislação internacional sobre florestas e no estabelecimento de metas precisas para evitar o desmatamento, propostas nĂŁo aceitas pela comissĂŁo.

Durante o encontro da quarta sessĂŁo preparatĂłria da Eco-92, realizada na sede da Organização das NaçÔes Unidas (ONU), em Nova Iorque, Lutzenberger declarou que o dinheiro enviado pelos organismos internacionais para reduzir o nĂ­vel de desmatamento em florestas brasileiras talvez acabasse “nas mĂŁos da corrupção”. Neste mesmo encontro levantou suspeitas sobre prĂĄticas de corrupção no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais RenovĂĄveis (Ibama) e afirmou que o departamento responsĂĄvel por florestas e madeiras seria “uma sucursal 100% das madeireiras”.

Em virtude destes acontecimentos, Lutzenberger foi demitido da Secretaria Nacional do Meio Ambiente em março de 1992 e substituĂ­do de forma interina pelo entĂŁo ministro da Educação, JosĂ© Goldemberg, que acumularia os dois cargos atĂ© o tĂ©rmino da conferĂȘncia do Rio de Janeiro. O ativista ecolĂłgico deixaria de representar o Brasil no maior encontro internacional sobre ecologia e biodiversidade da histĂłria da ONU, nĂŁo tendo a oportunidade de apresentar suas idĂ©ias no fĂłrum em que foram extraĂ­dos documentos importantes como a Declaração de PrincĂ­pios sobre as Florestas e o texto final da conferĂȘncia, conhecido como Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. AliĂĄs, estes dois documentos nĂŁo iriam de modo algum contemplar o ponto de vista do ex-secretĂĄrio. O primeiro, ao contrĂĄrio do que Lutzenberger propusera meses antes nas reuniĂ”es da CIMA, serviu como uma espĂ©cie de conciliação entre os interesses ecolĂłgicos e aqueles dos representantes dos paĂ­ses mais industrializados, no sentido de produzir um texto sobre proteção ambiental sem obrigatoriedade jurĂ­dica. O outro defendia a tese de que a transferĂȘncia de recursos dos paĂ­ses desenvolvidos para os em desenvolvimento, a serem aplicados na preservação ambiental e no acesso Ă s tecnologias limpas, poderia garantir a possibilidade de um desenvolvimento econĂŽmico sustentĂĄvel, sem que para isso fosse necessĂĄrio, como acreditava Lutzenberger, repensar os fundamentos da sociedade industrial.

Lutzenberger passou a se dedicar inteiramente à Fundação Gaia e por intermédio dela veio a ser contratado, em abril de 1997, pelo governador Amazonino Mendes para prestar serviços de consultoria ambiental ao estado do Amazonas.

Faleceu em Porto Alegre no dia 14 de maio de 2002.

Foi casado com Anemarie Wilm Lutzenberger, com quem teve duas filhas.

AlĂ©m da obra jĂĄ mencionada, publicou Pesadelo atĂŽmico (1980), Ecologia: do jardim ao poder (1985), PolĂ­tica e meio ambiente (em co-autoria com FlĂĄvio Lewgoy), Giffite Ernte — Tödlicher der angrachemie beispel: brasilien (em co-autoria com Michael Schwartzkoff), (1988) e Gaia, o planeta vivo (1989).

 SĂ©rgio MontalvĂŁo

FONTES: AGAPAN. Internet; CURRIC. BIOG.; Estado de S. Paulo (30/3/90); Folha de S. Paulo (23/11/86, 18/4, 10/7/90, 2, 13, 18/3/92); FUNDAÇÃO GAIA. Internet; Globo (28/6, 5/7, 24/9/90; 14/5/02-on-line); Guia Rural (1988); IstoÉ (14/3, 4, 25/4/90); Jornal do Brasil (21/4/90, 23/8/92).

Parque Estadual JosĂ© Lutzenberger, conhecido como Parque da Guarita, Ă© um importante refĂșgio ecolĂłgico em Torres (RS)

O Parque Estadual José Lutzenberger, mais conhecido como Parque da Guarita, é o principal atrativo turístico de Torres, famoso pelo contraste das torres basålticas com o mar, pela natureza preservada e por ser um importante geossítio do projeto Geoparque Cùnions do Sul, além de oferecer boas condiçÔes para o surfe; criado em 1971 por decreto estadual e reconhecido em 1981 como årea de interesse turístico, recebeu em 2003 o nome atual em homenagem ao engenheiro agrÎnomo e ambientalista José Lutzenberger, um dos maiores defensores de sua implantação.

O vídeo a seguir oferece uma perspectiva aérea impressionante do Parque da Guarita, em Torres (RS), publicada por Fåbio Pereira em seu canal no YouTube em 24 de março de 2024. Essa filmagem revela a beleza natural da formação rochosa icÎnica, suas falésias, vegetação nativa e o encontro do mar com a terra, ideal para ilustrar a riqueza ecológica da região. Assista ao voo completo:

Nota importante: Estes sĂŁo vĂ­deos incorporados (embedded) diretamente do YouTube, e todos os direitos de propriedade intelectual pertencem ao canal original e seus criadores. Para uma melhor experiĂȘncia, recomendamos a ativação da legenda em portuguĂȘs (tradução automĂĄtica) no player: basta clicar no Ă­cone de Engrenagem (⚙), selecionar “Legendas”, escolher o idioma original (“InglĂȘs”), e em seguida, selecionar a opção “Traduzir automaticamente” para escolher o “PortuguĂȘs”.

Reserva BiolĂłgica do Lami em Visita da CĂąmara

A Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger localiza-se no extremo sul de Porto Alegre, à beira do lago Guaíba. Instituída em 1975, ocupa 179,78 hectares e visa preservar a Ephedra tweediana, rara trepadeira outrora abundante na região.

Vegetação e Fauna

Sua vegetação Ă© diversa, com matas, banhados e campos abrigando aves, mamĂ­feros, rĂ©pteis, peixes e outras espĂ©cies. AlĂ©m de proteger comunidades naturais remanescentes na capital, serve como espaço para pesquisas, estudos e educação ambiental, conectando ciĂȘncia Ă  comunidade local.

VĂ­deo Apresentado

Apresentamos o vĂ­deo “Com a CĂąmara na Cidade 397 – Reserva BiolĂłgica do Lami”, publicado em 25 de outubro de 2016 no canal da CĂąmara Municipal de Porto Alegre no YouTube. O conteĂșdo destaca a preservação ambiental em Porto Alegre — uma das quatro cidades com mais ĂĄreas verdes no Brasil, segundo o IBGE (2012) —, revelando a Ășnica reserva biolĂłgica gerida por um executivo municipal e o envolvimento dos vereadores.

As imagens utilizadas neste trabalho foram obtidas do repositĂłrio Wikimedia Commons, respeitando-se as respectivas licenças e direitos autorais. Essas imagens retratam paisagens e elementos relacionados ao Parque Estadual Guarita JosĂ© Lutzenberger e Reserva BiolĂłgica do Lami. Para acessar o texto completo, basta clicar no Ă­cone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteĂșdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.

(…) Ao contrĂĄrio dos repositĂłrios multimĂ­dia tradicionais, a Wikimedia Commons É LIVRE. Todos podem copiar usar e modificar livremente qualquer ficheiro, desde que respeitem as condiçÔes estabelecidas pelo autor; frequentemente, estas consistem em atribuir os devidos crĂ©ditos Ă  fonte e ao autor e disponibilizar quaisquer cĂłpias e melhoramentos nos mesmos termos. As condiçÔes de licenciamento de cada ficheiro podem ser encontradas na respectiva pĂĄgina de descrição. A base de dados Wikimedia Commons e os textos nela contidos estĂŁo licenciados com a Creative Commons – Atribuição – Partilha nos Mesmos Termos. Para mais informaçÔes sobre a reutilização dos conteĂșdos, consulte  Commons: Reutilização dos conteĂșdos fora da Wikimedia e Commons:Primeiros passos/Reutilização.” Para saber mais, e quais foram Ă s fontes utilizadas, acessar referĂȘncias bibliogrĂĄficas: Parque Estadual JosĂ© Lutzenberger e Reserva BiolĂłgica do Lami.

José Antonio Lutzenberger

A Casa Lutzenberger

A ResidĂȘncia JosĂ© Lutzenberger, localizada na Rua Jacinto Gomes, nÂș 39, no Bairro Santana em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, ergue-se como um marco histĂłrico e cultural da cidade. ConstruĂ­da em 1932 pelo renomado engenheiro-arquiteto e artista plĂĄstico Joseph Lutzenberger (1882-1951), a residĂȘncia serviu como lar para a famĂ­lia Lutzenberger, composta por sua esposa Emma Kroeff (1893-1969) e as filhas Rose Maria (1929) e Maria Magdalena (1928-2017). Para acessar o texto completo, basta clicar no Ă­cone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteĂșdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.

O texto a seguir esclarece o conteĂșdo educacional do site objeto de pesquisa. Embora as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel localizar rapidamente o texto original atravĂ©s do Link de Acesso disponĂ­vel: O evento foi publicado no Canal YouTube do Lutz Global em 15 de Julho de 2020: “… Canal destinado a divulgação de conteĂșdos produzidos no Projeto de Pesquisa “JosĂ© Lutzenberger: Um mediador entre o ambientalismo brasileiro e global (DĂ©c. 1980-1990)”, que foi financiado pelo CNPq. Coordenação: ProfÂȘ Elenita Malta. Colaboradores: Lilly Lutzenberger, Sara Fritz e Denis Fiuza.”

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Casa de JosĂ© Lutzenberger. A casa Lutzenberger estĂĄ situada Ă  Rua Jacinto Gomes, nÂș 39, Bairro Santana, Porto Alegre-RS. Foi construĂ­da em 1932 pelo Engenheiro-Arquiteto e artista plĂĄstico Joseph Lutzenberger (1882-1951), pai do ambientalista JosĂ© AntĂŽnio Lutzenberger (1926-2002), para ser a casa da famĂ­lia, formada tambĂ©m pela mĂŁe Emma Kroeff (1893-1969) e as irmĂŁs Rose Maria (1929) e Maria Magdalena (1928-2017).

Nela, Lutzenberger filho morou dos 5 aos 26 anos, quando se casou com Annemarie Wilm (em 1953). De 1957 a 1970, o casal morou fora do paĂ­s, perĂ­odo em que Lutz trabalhou na multinacional BASF, e quando nasceram suas duas filhas, Lilly e Lara. Mas no final de 1970 ele pediu demissĂŁo, por nĂŁo concordar mais com o direcionamento da empresa – que entrou no ramo dos agrotĂłxicos – e retornou Ă  casa, onde viveu atĂ© o falecimento, em 2002. Em 1971, ele ajudou a fundar a Associação GaĂșcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN), com Augusto Carneiro e uma sĂ©rie de pessoas preocupadas com a devastação da natureza no Rio Grande do Sul.

Depois de seu falecimento, a casa ficou desocupada por oito anos. Em 2010, iniciaram os trabalhos para sua restauração e, em 2012, o imóvel foi tombado pelo PatrimÎnio Histórico e Cultural de Porto Alegre. A partir daí, passou a sediar a empresa fundada por Lutzenberger em 1979, a Vida Produtos e Serviços em Desenvolvimento Tecnológico, dedicada à reciclagem de resíduos industriais.

Neste vĂ­deo, a filha do ambientalista, Lilly Lutzenberger, nos conduz pelos recantos da casa, repletos de memĂłrias da famĂ­lia: as artes da avĂł Emma, do avĂŽ Joseph, das tias Rose e Magdalena e as lutas de seu pai, o Lutz. Como a casa hoje Ă© a sede da empresa VIDA, nĂŁo pudemos evitar os sons de seu funcionamento, em 20 de janeiro de 2020.

Este vĂ­deo documentĂĄrio faz parte do projeto “JosĂ© Lutzenberger: Um mediador entre o ambientalismo brasileiro e global (DĂ©c. 1980-1990)”, financiado pelo CNPq. Gravação e produção do vĂ­deo: Elenita Malta Pereira (Coordenadora do projeto) Edição: Denis Henrique Fiuza – Bolsista TĂ©cnico do CNPq

Para saber mais sobre Joseph Lutzenberger (pai): http://www.lutzenberger.com.br/biogra…

Para saber mais sobre JosĂ© Lutzenberger (filho) e nosso projeto de pesquisa: Visite o nosso site: https://lutzglobal.com.br​

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A ResidĂȘncia JosĂ© Lutzenberger se configura como um patrimĂŽnio cultural de inestimĂĄvel valor para Porto Alegre e o Brasil. Sua arquitetura inovadora, histĂłria familiar e relevĂąncia cultural a tornam um local de grande importĂąncia para a comunidade e para o estudo da histĂłria da arquitetura e do urbanismo no paĂ­s. Para acessar o texto completo, basta clicar no Ă­cone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteĂșdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.

Para saber mais, e quais foram Ă s fontes utilizadas, acessar referĂȘncias bibliogrĂĄficas: Casa Lutzenberger agora Ă© patrimĂŽnio histĂłrico da Capital. Publicado em 08/08/2012. Foto: Samuel Maciel/PMPA. Texto de: Angela Bortolotto. Edição de: Marcelo Oliveira da Silva. Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

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ImĂłvel abrigou trĂȘs geraçÔes da famĂ­lia Lutzenberger

Um local para resgatar a memĂłria da arquitetura e do ativismo ambiental em Porto Alegre ganhou um endereço oficial nessa quarta-feira, 8, com o tombamento do imĂłvel localizado na rua Jacinto Gomes, nĂșmero 39, que durante 80 anos abrigou trĂȘs geraçÔes da famĂ­lia Lutzenberger. 
 
“As pessoas que viveram aqui fazem parte da histĂłria da cidade, mas ter reunidas as obras do arquiteto e artista plĂĄstico Joseph na casa que tambĂ©m abrigou seu filho JosĂ© Lutzenberger Ă© uma celebração da memĂłria da arquitetura e do ambientalismo que tanto se desenvolveram na nossa cidade”, disse o secretĂĄrio municipal da Cultura, SĂ©rgius Gonzaga. (vĂ­deo)

As filhas do ambientalista, Lilly e Lara, participaram da assinatura do Livro de Tombo, homologando o processo de tombamento. O ato contou tambĂ©m com a presença do secretĂĄrio do Meio Ambiente, Luiz Fernando ZĂĄchia, e da equipe responsĂĄvel pelo restauro do imĂłvel. 

Segundo lembrou Lara Lutzenberger, a famĂ­lia teve de buscar alternativas para dar um destino ao imĂłvel que ficou desocupado por oito anos apĂłs a morte do pai, em 2002, necessitando de vĂĄrios reparos estruturais. A solução encontrada “nĂŁo poderia ser melhor” na avaliação da famĂ­lia, pois com a reforma, a casa abrigarĂĄ a empresa Vida, de propriedade das filhas e considerada tambĂ©m uma herança de Lutzemberger, criada por ele em 1979.

JĂĄ Lilly Lutzenberger destacou alguns itens da reforma, como a troca do piso de madeira, preservando as caracterĂ­sticas originais projetadas pelo avĂŽ em 1932, mĂłveis usados pela famĂ­lia, como escrivaninhas, mĂĄquinas de escrever, cadeiras, alĂ©m da reprodução de quadros pintados pelo avĂŽ. Outra parte importante do restauro foi o jardim, que manteve caracterĂ­sticas originais do espaço projetado por Lutzenberger, embora tenha sido totalmente refeito, tendo em vista que nos Ășltimos anos de vida Lutz mal tinha tempo para dedicar-se a ele.

A casa â€“ O casarĂŁo da Rua Jacinto Gomes, 39, bairro Santana, abrigou trĂȘs geraçÔes da famĂ­lia Lutzenberger de 1932 atĂ© 2002. Foi construĂ­da pelo arquiteto e artista plĂĄstico alemĂŁo Joseph Lutzenberger. No ato realizado nesta quarta-feira, o imĂłvel foi tombado pelo PatrimĂŽnio HistĂłrico e Cultural de Porto Alegre (EPHAC). O procedimento de atendeu Ă  solicitação das proprietĂĄrias, sendo aceito pela Coordenação de MemĂłria Cultural da Secretaria Municipal da Cultura. Para a cidade e a comunidade, o tombamento significa que a obra nĂŁo poderĂĄ ser destruĂ­da ou descaracterizada. Ao longo da tarde desta quarta-feira, estarĂĄ aberta para visitação pĂșblica.

Joseph Lutzenberger: um dos mais destacados artistas da cidade, deixou sua marca em prĂ©dios importantes, como o PalĂĄcio do ComĂ©rcio, o PĂŁo dos Pobres e a Igreja de SĂŁo JosĂ©. Entre suas obras como artista plĂĄstico, reproduzidas em alguns cĂŽmodos da casa, estĂŁo aquarelas retratando a vida dos porto-alegrenses nos anos 30 e bicos de pena com temas gaĂșchos.

JosĂ© Lutzenberger: Um dos filhos de Joseph, conhecido como Lutz, foi um dos fundadores do movimento ecolĂłgico no Brasil e passou boa parte de sua vida na casa construĂ­da pelo pai. Formado em agronomia e ciĂȘncias naturais, destacou-se por sua capacidade de encontrar soluçÔes prĂĄticas para problemas ambientais e por seu engajamento ecolĂłgico. Fluente em cinco idiomas, tornou-se conhecido mundialmente. Deixou como legado a empresa Vida e a Fundação Gaia, ONG dedicada ao desenvolvimento sustentĂĄvel. Morreu em maio de 2002.

Texto de: Angela Bortolotto
Edição de: Marcelo Oliveira da Silva
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

“… A casa projetada pelo arquiteto e artista plĂĄstico alemĂŁo abrigou trĂȘs geraçÔes da sua famĂ­lia, atĂ© 2002, quando o imĂłvel ficou desocupado apĂłs a morte do seu filho, JosĂ© AntĂŽnio Lutzenberger, ambientalista reconhecido pelo seu pioneirismo como ativista do movimento ecolĂłgico.” Para acessar o texto completo, basta clicar no Ă­cone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteĂșdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.

Para saber mais, e quais foram Ă s fontes utilizadas, acessar referĂȘncias bibliogrĂĄficas: Casa Lutzenberger – Guia ArqPOA. Texto: Rodrigo Poltosi e Vlademir Roman. Foto: Leandro Selister

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A casa projetada pelo arquiteto e artista plĂĄstico alemĂŁo abrigou trĂȘs geraçÔes da sua famĂ­lia, atĂ© 2002, quando o imĂłvel ficou desocupado apĂłs a morte do seu filho, JosĂ© AntĂŽnio Lutzenberger, ambientalista reconhecido pelo seu pioneirismo como ativista do movimento ecolĂłgico.

O imĂłvel com trĂȘs pavimentos em volume Ășnico, de linguagem eclĂ©tica, possui acesso central marcado por uma bay-window e uma sacada, a qual apresenta um monograma com as iniciais “JL”, as mesmas utilizadas pelo autor para assinar suas gravuras e aquarelas.

Em 2010 a casa passou por uma intervenção para abrigar a empresa Vida, criada por JosĂ© Lutzenberger, e atualmente gerida pelas suas filhas. O projeto do Arq. FlĂĄvio Kiefer, alĂ©m de restaurar elementos originais e prover o espaço com elevador e climatização, previu a construção de um anexo, na lateral da casa, para atender as demandas do novo uso. Esta ampliação foi executada com pilares em aço corten, pedra grĂȘs e laje de concreto aparente, numa composição de planos onde o contraste dos materiais se acrescenta Ă  rusticidade da edificação original.

Após a intervenção o pavimento térreo que abrigava a garagem e escritório, passou a ter recepção, um pequeno auditório e memorial voltado à vida do ecologista, enquanto os pavimentos superiores foram destinados às atividades da empresa.

Texto: Rodrigo Poltosi e Vlademir Roman
Foto: Leandro Selister

Tour no Jardim Lutzenberger – Casa de Cultura Mario Quintana

Casa de Cultura Mario Quintana: Uma Jornada AtravĂ©s do Tempo. A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) representa um marco histĂłrico e cultural de grande relevĂąncia para Porto Alegre e o Rio Grande do Sul. Sua trajetĂłria, marcada pela aquisição estratĂ©gica do antigo Hotel Majestic e pela posterior criação do centro cultural, demonstra o compromisso do poder pĂșblico com a preservação da memĂłria e a promoção da cultura. A CCMQ se configura como um espaço plural e dinĂąmico, que oferece Ă  comunidade a oportunidade de vivenciar diversas formas de arte e expressĂŁo, contribuindo para o enriquecimento cultural da sociedade. Para acessar o texto completo, basta clicar no Ă­cone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteĂșdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.

O texto a seguir esclarece o conteĂșdo educacional do site objeto de pesquisa. Embora as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel localizar rapidamente o texto original atravĂ©s do Link de Acesso disponĂ­vel: Casa de Cultura Mario Quintana. Diretor: Diego Groisman.

(…)

A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), foi inaugurada em 25 de setembro de 1990, mas sua histĂłria tem inĂ­cio em julho de 1980, com a compra do antigo prĂ©dio do Hotel Majestic pelo Banrisul. O negĂłcio foi feito para que o governo do Estado pudesse comprĂĄ-lo, jĂĄ que o poder pĂșblico nĂŁo dispunha de recursos suficientes para cobrir o valor real.

Em 29 de dezembro de 1982, o governo do Estado adquiriu o Majestic do Banrisul e, um ano mais tarde, o prĂ©dio foi arrolado como patrimĂŽnio histĂłrico, tendo inĂ­cio, a partir de entĂŁo, sua transformação em Casa de Cultura. No mesmo ano, atravĂ©s da Lei nÂș 7803, de 8 de julho, recebeu a denominação de Mario Quintana, passando a fazer parte da entĂŁo subsecretaria de Cultura do Estado.

A construção do edifĂ­cio do Hotel Majestic ocorreu entre os anos de 1916 e 1933 sendo projetada pelo arquiteto Theodor Alexander Josef Wiederspahn, nascido na Alemanha, residente no Brasil desde 1908. A potencialidade do setor hoteleiro, na Ă©poca, fora percebida pelo empresĂĄrio HorĂĄcio de Carvalho, homem ligado ao ramo da importação e exportação que, em maio de 1913, protocolou, na IntendĂȘncia Municipal, um pedido de licença para pagamento de impostos referentes Ă  construção do edifĂ­cio do futuro hotel.

Os anos 1930 e 1940 foram os de maior sucesso do Majestic, perĂ­odo em que nele se hospedaram desde polĂ­ticos importantes, como GetĂșlio Vargas, a artistas famosos, como VirgĂ­nia Lane e Francisco Alves. PorĂ©m, nas duas dĂ©cadas posteriores, o hotel foi vĂ­tima da desfiguração que atingiu o centro da maioria das cidades brasileiras — em decorrĂȘncia do perĂ­odo denominado “Desenvolvimentista”, passando a sofrer a concorrĂȘncia de novos hotĂ©is que contavam com instalaçÔes mais amplas e modernas. Os antigos hĂłspedes foram, gradualmente, substituĂ­dos por lutadores de “cath” e luta livre, alĂ©m de solteiros, viĂșvos, boĂȘmios e poetas solitĂĄrios como Mario Quintana, que ali esteve hospedado de 1968 a 1980.

Os espaços tradicionais da Casa de Cultura Mario Quintana estĂŁo voltados ao cinema, mĂșsica, artes visuais, dança, teatro, literatura e realização de oficinas e eventos ligados Ă  cultura.

A Casa conta com os seguintes espaços:

‱ Acervo Elis Regina
‱ Auditório Luís Cosme
‱ Biblioteca Armando Albuquerque
‱ Biblioteca Erico Verissimo
‱ Biblioteca Lucília Minssen
‱ Discoteca Natho Henn
‱ Instituto Estadual de MĂșsica (IEM)
‱ Espaço Maria Lídia Magliani
‱ Espaço Maurício Rosenblatt
‱ Espaço Romeu Grimaldi
‱ Espaço Vasco Prado
‱ Galeria Augusto Meyer
‱ Galeria Sotero Cosme (MACRS)
‱ Galeria Xico Stockinger (MACRS)
‱ Jardim Lutzenberger
‱ Memorial Theodor Wiederspahn
‱ Microgaleria Tatata Pimentel
‱ Quarto do Poeta
‱ Sala Eduardo Hirtz (Cinemateca Paulo Amorim)
‱ Sala Norberto Lubisco (Cinemateca Paulo Amorim)
‱ Sala Paulo Amorim (Cinemateca Paulo Amorim)
‱ Sala RadamĂ©s Gnattali
‱ Teatro Bruno Kiefer
‱ Teatro Carlos Carvalho

Diretor: Diego Groisman

Funcionamento:  diariamente, das 10h Ă s 20h.”

JosĂ© Lutzenberger – PrĂȘmio Nobel Alternativo 1988

Mais do que um ambientalista, JosĂ© Lutzenberger foi um visionĂĄrio que dedicou sua vida Ă  preservação do meio ambiente. Sua trajetĂłria, marcada por ativismo, engajamento e resistĂȘncia, o consagrou como um Ă­cone da luta ecolĂłgica e o tornou merecedor do PrĂȘmio Nobel Alternativo em 1988. Para relembrar sua inspiradora histĂłria, assista ao vĂ­deo “JosĂ© Lutzenberger – PrĂȘmio Nobel Alternativo – The Right Livelihood Award”, disponĂ­vel no canal Lutz Global no YouTube.

Publicado em 15 de dezembro de 2018, este vĂ­deo Ă© um trabalho de preservação audiovisual que faz parte do projeto de pesquisa “JosĂ© Lutzenberger: Um mediador entre o ambientalismo brasileiro e global (DĂ©c. 1980-1990)”, com apoio do CNPq. AtravĂ©s de imagens e relatos, o vĂ­deo nos convida a mergulhar na vida e obra desse incansĂĄvel defensor do planeta, reconhecendo a importĂąncia de seu legado para as futuras geraçÔes.

Uma homenagem a José Lutzenberger

Uma homenagem a José Lutzenberger. O ambientalista deixou como herança a luta pela conservação dos recursos naturais do Brasil. Canal YouTube: TV Cultura.

Uma homenagem a José Lutzenberger.

Lutzenberger Forever Gaia — Documentário completo

Lutzenberger Forever Gaia — DocumentĂĄrio completo. Para acessar o texto completo, basta clicar no Ă­cone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteĂșdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.

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O filme Lutzenberger – For Ever Gaia (Ă© assim mesmo que se escreve) foi produzido pela Otto Desenhos Animados e dirigido pelo documentarista e indigenista carioca Frank Coe e pelo mago do cinema de animação gaĂșcho, Otto Guerra.

O filme foi realizado dentro do projeto DOC TV em 2006 e mescla um depoimento completo de José Lutzenberger filmado 1996 com as impressÔes de seus parceiros e colaboradores após seu falecimento em 14 de maio de 2002. E o mais impressionante é que jå nessa época Lutzenberger previa os terríveis problemas ambientais que estamos vivendo hoje.

Assista esse belo documentĂĄrios aproveite e se inscreva em nosso canal e acompanhe as atividades da Fundação Gaia – Legado Lutzenberger nas redes sociais.

(…) The film Lutzenberger – For Ever Gaia (this is how it is written) was produced by Otto Cartoons and directed by the documentary filmmaker and indigenist Frank Coe and the gaucho animated film wizard, Otto Guerra. The film was made within the DOC TV project in 2006 and merges a full testimony of JosĂ© Lutzenberger filmed 1996 with the impressions of his partners and collaborators after his death on May 14, 2002. And most striking is that by that time Lutzenberger predicted the terrible environmental problems we are experiencing today. Watch this beautiful documentary enjoy and subscribe to our channel and follow the activities of the Gaia Foundation – Lutzenberger Legacy on social networks.”

Instagram: @fundacaogaialegadolutz Facebook: @fundacaogaia.legadolutzeberger www.fgaia.org.brMOSTRAR MENOS

Tuca Apresentação — Jardim Ambiental JosĂ© AntĂŽnio Lutzenberger

Tuca Apresentação — Jardim Ambiental JosĂ© AntĂŽnio Lutzenberger. Para acessar o texto completo, basta clicar no Ă­cone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteĂșdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.

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Seja bem vinda e bem vindo ao TUCA —Travessia Urbana Cultural – Ambiental. O projeto, idealizado pelo Grupo Escoteiro Boca do Monte, traz um conjunto de açÔes integradoras, buscando o resgate histĂłrico do municĂ­pio de Itaara, inicialmente pelo Parque Pinhal. Essas atividades serĂŁo relacionadas Ă  educação ambiental e cultural, tendo como objetivo a criação de trilhas urbanas autoguiadas onde durante o trajeto os participantes poderĂŁo mergulhar na histĂłria dos patronos das rotas selecionadas.

O espaço onde estamos e que será o ponto de partida de todas as rotas, foi carinhosamente batizado de JARDIM AMBIENTAL JOSÉ ANTONIO LUTZENBERGER.

José AntÎnio Lutzenberger foi importante ambientalista brasileiro que participou ativamente na luta pela preservação ambiental, em uma época que o ambientalismo era desconhecido pela maioria.

Filho de imigrantes alemĂŁes, Lutzenberger nasceu em Porto Alegre em 17 de dezembro de 1926. Foi agrĂŽnomo, escritor, filĂłsofo, paisagista e ambientalista brasileiro. No fim dos anos 1960 começou a se desiludir com as polĂ­ticas agrĂ­colas danosas para o meio ambiente, e em 1970 deixou seu emprego para dedicar-se Ă  causa do ambientalismo. Em 1971, junto com um grupo de simpatizantes de Porto Alegre, fundou a Associação GaĂșcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), uma das primeiras associaçÔes ecolĂłgicas do Brasil, e Ă  sua testa ganharia projeção local, nacional e internacional em inĂșmeras campanhas, conseguindo importantes conquistas para a Ă©poca.

De fato, Lutzenberger conseguiu chamar grande atenção para o tema com sua personalidade enĂ©rgica e combativa e seu sĂłlido preparo intelectual e cientĂ­fico! Sua liderança do movimento no Brasil se consolidou em 1976, quando lançou o livro intitulado “Manifesto EcolĂłgico Brasileiro: O Fim do Futuro?”, sua obra mais conhecida. Publicou muitos outros textos e palestrou pelos quatro cantos do mundo, sensibilizando grandes e influentes audiĂȘncias, e ao mesmo tempo despertando a fĂșria de outros setores da sociedade, sendo chamado de gĂȘnio pioneiro e de louco fanĂĄtico.

Em 1987 se desligou da Agapan e criou a Fundação Gaia, dedicada à promoção de um modelo de vida sustentåvel, presidindo-a enquanto viveu!

Seguiu envolvido em inĂșmeros outros projetos locais e em outras regiĂ”es, conduzindo tambĂ©m uma empresa de reciclagem de resĂ­duos industriais. Em 1990 foi convidado pelo presidente Fernando Collor de Melo para assumir a pasta do Meio Ambiente. Sua atuação foi breve e muito controversa, mas deixou realizadas obras importantes como a demarcação das terras ianomĂąmis.

Seu estilo contundente de crĂ­tica, nĂŁo poupando ninguĂ©m, muito menos o governo, nĂŁo cessou de lhe trazer problemas, e apĂłs denunciar a corrupção no Ibama, em 1992, Lutzenberger foi demitido. Afastado da cena polĂ­tica, deu continuidade ao seu trabalho independente, sendo constantemente solicitado a dar entrevistas, palestras e assessorias de vĂĄrias espĂ©cies atĂ© o fim da vida, procurando manter-se atento aos novos problemas ambientais que o progresso vem trazendo, e sugerindo soluçÔes que o mesmo progresso pode oferecer se conduzido com sabedoria. O valor de sua contribuição foi reconhecido mundialmente, recebendo inĂșmeras distinçÔes importantes, como o PrĂȘmio Nobel Alternativo, a Ordem do Ponche Verde, a Ordem de Rio Branco, a Ordem do MĂ©rito da RepĂșblica Italiana e doutorados honoris causa, alĂ©m de ser celebrado como um dos pioneiros e um dos maiores Ă­cones do movimento ecolĂłgico brasileiro.

José AntÎnio Lutzenberger partiu em 2002, aos 75 anos, deixando a todos nós seu importante legado e exemplo a ser seguido!

Aproveite sua TRAVESSIA!”

José Lutzenberger e a Fundação Gaia

JosĂ© Lutzenberger e a Fundação Gaia. Para acessar o texto completo, basta clicar no Ă­cone localizado no canto superior esquerdo e expandir o conteĂșdo oculto dentro do “accordion”, explorando-o em detalhes.

Conheça a histĂłria e o legado do ambientalista gaĂșcho JosĂ© Lutzenberger, reconhecido e respeitado mundialmente por seu trabalho dedicado Ă  conservação e recuperação ambiental.

Com a condução de Lara Lutzenberger – biĂłloga e filha de JosĂ© Lutzenberger.

A Sinfonia da Vida: O Pensamento Ecológico de José Lutzenberger

A obra de JosĂ© Lutzenberger, especialmente em seu fundamental Manifesto EcolĂłgico Brasileiro (L&PM Editores), redefine a ecologia nĂŁo como uma especialização tĂ©cnica, mas como a “ciĂȘncia da sobrevivĂȘncia” e da conexĂŁo espiritual com a Terra.

1. Espiritualidade e ReverĂȘncia pela Vida

A verdadeira espiritualidade reside no sentimento de pertencimento ao ecossistema global, que Lutzenberger chama de Gaia. Inspirado pela Ă©tica de Albert Schweitzer, ele defende a “ReverĂȘncia pela Vida”. Para o autor, agredir a natureza Ă© uma forma de autoagressĂŁo. O reconhecimento da vastidĂŁo do tempo evolutivo deve despertar em nĂłs ĂȘxtase e humildade, tornando a destruição de espĂ©cies e paisagens um erro Ă©tico profundo.

2. Tecnologias: O Embate entre o “Duro” e o “Brando”

Lutzenberger critica as tecnologias duras, que solucionam problemas imediatos gerando novos danos ambientais. Em contrapartida, propĂ”e as tecnologias brandas (ou apropriadas).

  • Exemplo PrĂĄtico: Um matadouro que, em vez de poluir rios, utiliza a bioconversĂŁo para gerar biogĂĄs e adubo orgĂąnico, transformando resĂ­duos em recursos e eliminando a poluição na origem atravĂ©s de sistemas integrados.

3. Superando a Dicotomia Homem-Natureza

O autor contesta a visĂŁo cartesiana que posiciona o ser humano como um observador externo do “ambiente natural”. Para ele, nĂŁo estamos apenas imersos na natureza; somos parte indissociĂĄvel dela. Essa visĂŁo fragmentada reflete-se na biologia molecular e nos testes em animais, onde a vida Ă© reduzida a mecanismos quĂ­micos ou mĂĄquinas, ignorando a integridade Ă©tica e o organismo como um todo.

4. Sabedoria IndĂ­gena vs. Progresso Destrutivo

As culturas indĂ­genas sĂŁo citadas como exemplos de harmonia e sustentabilidade. Enquanto a sociedade moderna devasta a AmazĂŽnia em nome do desenvolvimento, as tribos mantiveram a floresta intacta por milĂȘnios, demonstrando uma integração social e felicidade individual que as sociedades tecnolĂłgicas nĂŁo conseguem replicar.

5. O Desafio DemogrĂĄfico e o Limite do Crescimento

Lutzenberger alerta que a Terra Ă© uma “nave finita”. A explosĂŁo demogrĂĄfica, causada por intervençÔes artificiais que reduziram a mortalidade sem equilibrar a natalidade, ameaça o futuro.

Sustentabilidade: Ă‰ urgente substituir o “dogma do crescimento” pela polĂ­tica do equilĂ­brio e do comportamento disciplinado, garantindo que a pegada humana nĂŁo ultrapasse a capacidade de regeneração do planeta.

A Analogia da BactĂ©ria: Se o ser humano continuar focado no crescimento exponencial e no consumo desenfreado, ele regredirĂĄ ao comportamento de uma colĂŽnia de bactĂ©rias, que cresce atĂ© morrer asfixiada em suas prĂłprias toxinas.

Textos de JosĂ© Antonio Lutzenberger – Fundação Gaia

Outros Textos – Lara Lutzenberger e Christian Lavich Goldschmidt

Frases Impactantes

  • “A Terra nĂŁo Ă© um almoxarifado de recursos, mas um organismo vivo onde cada intervenção exige a sabedoria de quem compreende a interdependĂȘncia da vida.” — Revista Digital EcocĂ­dio
  • “O verdadeiro desenvolvimento nĂŁo reside na expansĂŁo industrial desenfreada, mas na coragem de adotar tecnologias suaves que respeitem o metabolismo do nosso planeta.” — Revista Digital EcocĂ­dio
  • “Lutar pelo meio ambiente dentro das esferas do poder Ă© um ato de resistĂȘncia contra a visĂŁo de curto prazo que sacrifica o futuro em nome do lucro imediato.” — Revista Digital EcocĂ­dio

Esta postagem foi originalmente publicada em 13 de julho de 2022. Com o objetivo de manter a integridade histĂłrica do texto original e, ao mesmo tempo, oferecer o mĂĄximo de relevĂąncia ao leitor, o conteĂșdo principal nĂŁo foi alterado. No entanto, foram realizadas atualizaçÔes e inserçÔes editoriais para contextualizar o tema atĂ© a data de hoje (5 de fevereiro de 2026), incluindo referĂȘncias, dados e hyperlinks que se tornaram relevantes apĂłs a data de publicação original (como a evolução das discussĂ”es legislativas ou a contextualização com casos histĂłricos e desastres de relevĂąncia global), bem como elementos visuais (vĂ­deos, imagens geradas por inteligĂȘncia artificial) inseridos para fins ilustrativos e de complementação do argumento. Toda informação e referĂȘncia que nĂŁo fazia parte do conteĂșdo original visa aprimorar a leitura, mantendo a clareza sobre o contexto temporal da discussĂŁo inicial.

A Luta por Justiça É ContĂ­nua. O que vocĂȘ acabou de ler Ă© um sintoma. A crise nĂŁo Ă© apenas de acidentes, mas de um sistema legal que tolera a destruição.

🔎 Ecocídio em Contexto

Para aprofundar este tema e explorar outras publicaçÔes da Revista Digital EcocĂ­dio, acesse nossa pĂĄgina de referĂȘncias essenciais:

đŸŒ± EcocĂ­dio em Contexto – Leituras e ReferĂȘncias

ReferĂȘncias BibliogrĂĄficas

  • REVISTA DIGITAL ECOCÍDIO. Ministros do Meio Ambiente do Brasil – Linha do Tempo (1973–2026). DisponĂ­vel em:  https://ecocidio.com.br/ministros-do-meio-ambiente-do-brasil-linha-do-tempo-1973-2026/. Acesso em: 5 fev. 2026.
  • PREFEITURA MUNICIPAL DE TORRES. Parque da Guarita. Torres/RS, [s.d.]. DisponĂ­vel em: https://torres.rs.gov.br/vivatorres/parque-da-guarita/. Acesso em: 5 fev. 2026.
  • Fundação Gaia. Legado de JosĂ© Lutzenberger. DisponĂ­vel em: https://www.fgaia.org.br/. Acesso em: 5 fev. 2026.
  • SCHÜÜR, Germano Roberto. Imagem. Parque Estadual JosĂ© Lutzenberger. DisponĂ­vel em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Parque_Estadual_da_Guarita_05.jpg. (Acesso via seção especĂ­fica do Parque Estadual JosĂ© Lutzenberger). Acesso em: 5 fev. 2026.
  • DREYER, Lilian. Sinfonia Inacabada: a vida de JosĂ© Lutzenberger. Porto Alegre: Vidicom Audiovisuais, 2004. DisponĂ­vel em: Fundação Gaia. Acesso em: 05 fev. 2026.
  • LUTZENBERGER, JosĂ©. Fim do Futuro?: Manifesto EcolĂłgico Brasileiro. Porto Alegre: Editora Movimento, 1976. DisponĂ­vel em: Estante Virtual. Acesso em: 05 fev. 2026.
  • LUTZENBERGER, JosĂ©. Gaia, o planeta vivo. Porto Alegre: L&PM, 1990. DisponĂ­vel em: L&PM Editores. Acesso em: 05 fev. 2026.
  • SCHULLER, Nely. Criação, organização e atuação da Fundação Gaia. Porto Alegre: [s. n.], 2004. DisponĂ­vel em: Acervo Fundação Gaia. Acesso em: 05 fev. 2026.
  • SCHWEITZER, Albert. ReverĂȘncia pela vida. Tradução de L. J. Gaio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982. DisponĂ­vel em: Estante Virtual. Acesso em: 05 fev. 2026.

ReferĂȘncias BibliogrĂĄficas

1. Fontes Governamentais (Dados Oficiais e Legislação)

2. Bases de MemĂłria e HistĂłria Oral

  • Museu da Pessoa: Projeto 25 Anos de MemĂłria — O site EcocĂ­dio cita explicitamente que utiliza trechos registrados e editados atravĂ©s deste museu (PRONAC 164380). DisponĂ­vel em: https://museudapessoa.org/. Acesso em: 29 jan. 2026.
  • FGV CPDOC: DicionĂĄrio HistĂłrico-BiogrĂĄfico Brasileiro — Fonte acadĂȘmica utilizada para compor a trajetĂłria polĂ­tica dos ministros mais antigos. DisponĂ­vel em: https://cpdoc.fgv.br/acervo/dicionarios. Acesso em: 29 jan. 2026.

3. ReferĂȘncias JurĂ­dicas e AcadĂȘmicas Citadas no Site

  • Édis MilarĂ©: MilarĂ© Advogados — Considerado o “pai” do Direito Ambiental no Brasil, Ă© a principal referĂȘncia doutrinĂĄria para as anĂĄlises do site. DisponĂ­vel em: https://milare.adv.br/edis-milare/. Acesso em: 29 jan. 2026.
    • Édis MilarĂ© foi o primeiro Coordenador das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente em SĂŁo Paulo (1983). Ele foi um dos arquitetos da Lei da Ação Civil PĂșblica (Lei 7.347/1985), que deu ao MinistĂ©rio PĂșblico as ferramentas para processar poluidores.
    • Doutrina Fundamental: O seu livro â€œDireito do Ambiente“ Ă© considerado a “bĂ­blia” da ĂĄrea. Quase todos os estudantes de Direito, juĂ­zes e promotores que atuam na ĂĄrea ambiental no Brasil utilizam suas obras como base doutrinĂĄria.
    • InfluĂȘncia Legislativa: Ele participou ativamente da redação de textos que influenciaram a seção de Meio Ambiente da Constituição Federal de 1988 e a Lei de Crimes Ambientais (1998).
  • Stop Ecocide International: Definição JurĂ­dica de EcocĂ­dio — Fonte para o conceito internacional que dĂĄ nome ao portal. DisponĂ­vel em: https://www.stopecocide.earth/. Acesso em: 29 jan. 2026.
  • NASA Earth Observatory: Monitoramento de Desastres Ambientais — Citado no portal para embasar dados sobre impactos ecolĂłgicos e crimes ambientais (como o caso das cinzas de carvĂŁo no Tennessee). DisponĂ­vel em: https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/. Acesso em: 29 jan. 2026.

A história do Direito Ambiental brasileiro cita outros “pais” ou precursores em áreas específicas:

  • Dois sĂ©culos antes de o termo EcocĂ­dio ganhar o debate global, um dos arquitetos da IndependĂȘncia do Brasil, JosĂ© BonifĂĄcio de Andrada e Silva (1763–1838), jĂĄ denunciava a “extravagĂąncia insofrĂ­vel” da destruição ambiental no paĂ­s. Naturalista, polĂ­tico e estadista, o Patriarca da IndependĂȘncia foi o primeiro a lançar as bases de um pensamento que buscava conciliar progresso econĂŽmico com a sobrevivĂȘncia da natureza, propondo soluçÔes avançadas que ecoam diretamente na urgĂȘncia da sustentabilidade e da justiça climĂĄtica do sĂ©culo XXI. DisponĂ­vel em:  https://ecocidio.com.br/jose-bonifacio-de-andrada-e-silva-o-ecologista-do-imperio-e-as-raizes-do-desenvolvimento-sustentavel-no-brasil-do-seculo-xix/
  • Paulo Nogueira Neto: Considerado o “pai” da PolĂ­tica Ambiental Brasileira (foi o primeiro SecretĂĄrio do Meio Ambiente, o primeiro da linha do tempo. Ele era cientista, nĂŁo jurista, mas criou a base legal (Lei 6.938/81). DisponĂ­vel em: https://ecocidio.com.br/dr-paulo-nogueira-neto-secretario-especial-do-meio-ambiente-1974-1986-ministerio-do-interior/. Acesso em: 29 jan. 2026.
  • A fundamentação jurĂ­dica tambĂ©m contou com a contribuição de Paulo Affonso Leme Machado, figura de peso monumental e amplamente reverenciado como o ‘Pai do Direito Ambiental’ brasileiro. Em seu artigo doutrinĂĄrio, publicado originalmente em 1993, Machado estabelece o diĂĄlogo essencial entre os princĂ­pios do Direito Internacional e a polĂ­tica ambiental que o Brasil buscava consolidar. A obra Ă© uma bĂșssola para entender a maturidade legislativa da Ă©poca e pode ser acessada na Ă­ntegra atravĂ©s do repositĂłrio do Senado Federal.

O prĂłprio site possui pĂĄginas que funcionam como bibliografias centrais:

Bibliografia Técnica

  1. “Fim do Futuro?” é um livro/manifesto ecolĂłgico de JosĂ© Lutzenberger, e “Gaia” Ă© uma teoria sobre a Terra como um organismo vivo, divulgada por ele, que inspirou sua organização, a Fundação Gaia, tambĂ©m presente em Portugal atravĂ©s de açÔes e publicaçÔes. Na obra, Lutzenberger critica o consumo excessivo e a destruição ambiental, defendendo um novo paradigma de consciĂȘncia ecolĂłgica para a sobrevivĂȘncia da humanidade.  ↩
  2. Planeta Vivo” refere-se Ă  obra de JosĂ© Lutzenberger, “Gaia: O Planeta Vivo“, que aborda a teoria de Gaia de James Lovelock, onde a Terra Ă© vista como um organismo vivo que mantĂ©m ativamente as condiçÔes para a vida. Lutzenberger critica a sociedade de consumo por desrespeitar esse sistema vivo e defende um “caminho suave” de tecnologias brandas e descentralização para preservar a Terra.  ↩
  3. Os projetos militares na AmazĂŽnia visam principalmente Ă  integração nacional, Ă  garantia da soberania e ao desenvolvimento socioeconĂŽmico da regiĂŁo, com foco no fortalecimento da presença do Estado e na proteção das fronteiras. O Projeto Rondon, coordenado pelo MinistĂ©rio da Defesa, Ă© um exemplo de ação interministerial que promove a inclusĂŁo social e o fortalecimento da cidadania na regiĂŁo. O Programa AmazĂŽnia Protegida, do ExĂ©rcito Brasileiro, busca modernizar as infraestruturas militares e melhorar a qualidade de vida de comunidades locais, alinhando-se com a defesa nacional e a preservação ambiental. Projetos histĂłricos como a Operação AmazĂŽnia (1966) e o Programa de Integração Nacional (PIN) (1970), lançados durante a ditadura militar, tambĂ©m visavam Ă  ocupação da regiĂŁo atravĂ©s de rodovias, como a TransamazĂŽnica. ↩
  4. Em CarajĂĄs, a principal usina de ferro-gusa Ă© a da Terra Norte Metais, a Ășnica produtora de “gusa verde”, que utiliza biomassa em vez de carvĂŁo vegetal de florestas nativas. Existe tambĂ©m a futura usina de gusa verde da Vale (Tecnored), a ser inaugurada em 2025, e a antiga unidade da Ferro-Gusa CarajĂĄs, que servirĂĄ de base para este projeto da Vale. Para saber mais: Terra Norte Metais.  ↩

Postagens em Destaque

Agente Laranja

🌊 O EcocĂ­dio na Encruzilhada das COPs: Da Biodiversidade Ă  Transição EnergĂ©tica na AmazĂŽnia

A tipificação do ecocĂ­dio vai alĂ©m da mera negligĂȘncia: ela reconhece a responsabilidade consciente e intencional por danos ambientais graves. Ao incluir explicitamente os conceitos de “conhecimento” e “probabilidade”, a legislação destaca a assunção deliberada de riscos como elementos centrais de responsabilização. Essa abordagem Ă© crucial para setores estratĂ©gicos da AmazĂŽnia, como a conservação da biodiversidade e a transição energĂ©tica, especialmente no contexto das negociaçÔes das COPs. Entenda como essa perspectiva pode redefinir o papel do Brasil nas polĂ­ticas climĂĄticas globais e na proteção da floresta amazĂŽnica.

Revista Digital EcocĂ­dio

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A crise climĂĄtica, a perda de biodiversidade e a desertificação, constituem faces interdependentes1 de uma mesma emergĂȘncia planetĂĄria.2 No centro desse cenĂĄrio emerge o conceito de ecocĂ­dio,3 nĂŁo apenas como uma categoria jurĂ­dica emergente, mas como um imperativo Ă©tico capaz de reorientar as responsabilidades humanas frente Ă  degradação ambiental. Inspirada em formulaçÔes da National Geographic Brasil e em definiçÔes fundamentadas por organizaçÔes como a Stop Ecocide International, a tipificação propĂ”e reconhecer como crime qualquer “ato ilegal ou arbitrĂĄrio perpetrado com o conhecimento de que hĂĄ uma probabilidade substancial de causar danos graves, extensos ou duradouros ao meio ambiente”. A inclusĂŁo explĂ­cita de “conhecimento”4 e “probabilidade” desloca a discussĂŁo para alĂ©m da negligĂȘncia, destacando a “intencionalidade” e a assunção consciente do risco como elementos centrais de responsabilização de empresas, governos e indivĂ­duos.

No debate sobre a criminalização do EcocĂ­dio, a definição de “conhecimento” Ă© crucial para estabelecer a responsabilidade e ir alĂ©m da mera negligĂȘncia. Nesse sentido, vale refletir sobre esta visĂŁo que aprofunda sua importĂąncia.

Neste contexto, conhecimento Ă© a consciĂȘncia inequĂ­voca dos impactos ambientais negativos causados por uma ação, mesmo quando essa ação Ă© disfarçada de sustentĂĄvel ou “verde”. NĂŁo se trata apenas de saber “o que” estĂĄ acontecendo, mas de compreender “a quem” e “a que custo” essa ação beneficia, ignorando o dano sistĂȘmico ao meio ambiente.

Quando empresas e governos se encontram na encruzilhada de decisĂ”es ambientais, a “probabilidade” dos danos futuros se torna um elemento central para a responsabilização. Para compreender melhor esse conceito, Ă© interessante considerar esta perspectiva que destaca seu papel fundamental.

A probabilidade se conecta ao EcocĂ­dio ao estabelecer a antecipação do risco. NĂŁo se trata de um evento aleatĂłrio, mas sim de uma ação cujos resultados prejudiciais sĂŁo previsĂ­veis. Quando uma empresa, governo ou indivĂ­duo toma uma decisĂŁo que ignora estudos cientĂ­ficos, dados climĂĄticos ou o histĂłrico de impactos ambientais, eles estĂŁo assumindo conscientemente a alta probabilidade de causar um dano ecolĂłgico. Por exemplo, a decisĂŁo de perfurar em uma ĂĄrea de grande biodiversidade, apesar dos avisos de especialistas, nĂŁo Ă© uma aposta, mas uma escolha calculada, onde a probabilidade de um vazamento devastador ou de uma destruição irreversĂ­vel Ă© conhecida. Portanto, a inclusĂŁo de “probabilidade” no debate sobre o EcocĂ­dio move a discussĂŁo de um “erro acidental” para uma assunção de risco intencional, tornando o dano nĂŁo uma surpresa, mas uma consequĂȘncia esperada e, por isso, criminosa.

A criminalização do EcocĂ­dio, tema central de nossas discussĂ”es, exige que a “intencionalidade” seja claramente definida para que atos de destruição ambiental sejam classificados como crimes. Para entender melhor esse conceito, Ă© Ăștil refletir sobre esta definição que destaca sua essĂȘncia e propĂłsito.

A intencionalidade se manifesta no EcocĂ­dio como a vontade consciente de realizar uma ação cujos danos ambientais sĂŁo conhecidos e provĂĄveis. Diferente de um acidente ou de uma negligĂȘncia, a intencionalidade implica uma escolha deliberada de causar o dano ou de agir de uma forma que, inevitavelmente, o causarĂĄ, mesmo que o objetivo final seja o lucro ou o avanço de um projeto. A intencionalidade transforma a destruição em um ato criminoso, pois demonstra que o agente agiu de forma calculada, e nĂŁo por engano, priorizando seus interesses em detrimento da saĂșde do planeta.

Se o ecocĂ­dio Ă© um crime em potencial, cabe Ă s arenas multilaterais — especialmente as COPs — discutir como os Estados e empresas podem ser responsabilizados e como se alinham compromissos globais Ă  preservação da vida.”

Neste contexto, as ConferĂȘncias das Partes (COPs) assumem papel decisivo. A COP16, realizada em Cali, ColĂŽmbia, representou um marco no avanço do Marco Global de Biodiversidade Kunming-Montreal, buscando mecanismos efetivos de preservação do patrimĂŽnio natural. JĂĄ a futura COP30, marcada para 2025 em BelĂ©m do ParĂĄ, Brasil, no coração da AmazĂŽnia, aponta para uma convergĂȘncia inĂ©dita: integrar as agendas climĂĄtica e de biodiversidade, conectando a mitigação das mudanças climĂĄticas com a proteção dos ecossistemas, a promoção da bioeconomia e a valorização do conhecimento ancestral.

A escolha de BelĂ©m como sede transcende o aspecto logĂ­stico e assume significado geopolĂ­tico e simbĂłlico. Debater a AmazĂŽnia dentro da prĂłpria AmazĂŽnia — com a participação ativa de povos indĂ­genas, comunidades ribeirinhas e quilombolas — reposiciona a justiça climĂĄtica como eixo estruturante. Essa perspectiva global abarca temas como transição energĂ©tica, florestas, oceanos, financiamento climĂĄtico e biodiversidade, sempre sob a Ăłtica de uma transição justa, que coloca comunidades vulnerĂĄveis no centro das decisĂ”es.

Trajetória das COPs (1995–2030)

Para compreender como chegamos até esse ponto decisivo, torna-se essencial revisitar a trajetória das COPs desde 1995.

Embora todas sejam chamadas de “COPs” — ConferĂȘncias das Partes —, Ă© importante destacar que cada uma estĂĄ vinculada a um tratado especĂ­fico da ONU. A Convenção-Quadro das NaçÔes Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), realizada anualmente, discute emissĂ”es de gases de efeito estufa, transição energĂ©tica e metas globais, como as definidas no Acordo de Paris. A COP da Convenção sobre Diversidade BiolĂłgica (CDB) ocorre a cada dois anos e trata da proteção dos ecossistemas, das espĂ©cies e dos conhecimentos tradicionais. JĂĄ a COP da Convenção de Combate Ă  Desertificação (UNCCD) foca na recuperação dos solos degradados e na resiliĂȘncia das comunidades afetadas pelas secas. Todas nasceram na ECO-92, mas cada uma segue sua prĂłpria linha do tempo, com objetivos especĂ­ficos que se complementam em trĂȘs grandes eixos ambientais: clima, biodiversidade e desertificação.

É nesse percurso que se revela a encruzilhada atual: das primeiras negociaçÔes tĂ©cnicas, ao desafio contemporĂąneo de alinhar clima, biodiversidade e justiça social.

  • COP1 (1995) – Berlim, Alemanha. A primeira ConferĂȘncia das Partes (COP1), realizada em Berlim, Alemanha, em março de 1995, marcou o inĂ­cio oficial das negociaçÔes climĂĄticas sob a UNFCCC. O evento resultou na adoção do Mandato de Berlim, que reconheceu a necessidade de fortalecer os compromissos dos paĂ­ses desenvolvidos em relação Ă  redução de emissĂ”es, preparando o terreno para futuros acordos vinculantes. Estabeleceu as “bases” para acordos futuros, como o Protocolo de Kyoto. 5 Fonte: UNFCCC (Convenção-Quadro das NaçÔes Unidas sobre Mudanças ClimĂĄticas) e AgĂȘncia Senado.
  • COP2 (1996) – Genebra, Suíça. Realizada em Genebra, Suíça, em julho de 1996, a COP2 consolidou o apoio cientĂ­fico ao combate Ă s mudanças climĂĄticas, com base no Segundo RelatĂłrio do IPCC.6 Os paĂ­ses reafirmaram a urgĂȘncia de açÔes concretas e reconheceram oficialmente a necessidade de metas de redução de emissĂ”es, reforçando o caminho para o Protocolo de Kyoto. A Declaração de Genebra consolidou o compromisso com o desenvolvimento sustentĂĄvel e incentivou a criação de Metas de Desenvolvimento SustentĂĄvel. Fonte: UNFCCC (Convenção-Quadro das NaçÔes Unidas sobre Mudanças ClimĂĄticas).
  • COP3 (1997) – Kyoto, JapĂŁo. A terceira ConferĂȘncia das Partes (COP3), realizada em Kyoto, JapĂŁo, entre os dias 1Âș e 10 de dezembro de 1997, resultou na adoção do Protocolo de Kyoto. Segundo a UNFCCC, o evento ficou registrado como a Kyoto Climate Change Conference – December 1997. O protocolo estabeleceu metas juridicamente vinculantes para a redução de emissĂ”es de gases de efeito estufa por paĂ­ses desenvolvidos, marcando um avanço significativo na responsabilização internacional. Fonte (UNFCCC): Kyoto Climate Change Conference – December 1997
  • COP4 (1998) – Buenos Aires, Argentina. A COP4, realizada em Buenos Aires, Argentina, em novembro de 1998, teve como foco a implementação do Protocolo de Kyoto. O Plano de Ação de Buenos Aires foi lançado para definir prazos e mecanismos operacionais, incluindo regras para os mercados de carbono e flexibilização dos compromissos. Fonte (UNFCCC): Buenos Aires Climate Change Conference – November 1998
  • COP5 (1999) – Bonn, Alemanha. Em Bonn, Alemanha, a COP5 serviu como uma conferĂȘncia tĂ©cnica voltada Ă  consolidação dos mecanismos do Protocolo de Kyoto. Embora nĂŁo tenha resultado em grandes decisĂ”es polĂ­ticas, o evento avançou na definição de regras para os mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL) e na preparação para a ratificação do protocolo. Fonte (UNFCCC): Bonn Climate Change Conference – October 1999
  • COP6 (2000–2001) – Haia, PaĂ­ses Baixos / Bonn, Alemanha. A COP6 foi inicialmente realizada em Haia, em novembro de 2000, mas as negociaçÔes foram suspensas e retomadas em Bonn, em julho de 2001. O foco foi a implementação do Protocolo de Kyoto, especialmente os mecanismos de flexibilidade e financiamento climĂĄtico. O acordo de Bonn estabeleceu compromissos financeiros dos paĂ­ses desenvolvidos e regras para o uso de sumidouros de carbono. Fonte (UNFCCC): The Hague Climate Change Conference – November 2000
  • COP6-bis (2001) – Bonn, Alemanha: ConclusĂŁo dos Acordos de Bonn. A COP6-bis, realizada em Bonn em 2001, foi uma retomada das negociaçÔes da COP6, que havia fracassado em Haia. Fonte (UNFCCC): Bonn Climate Change Conference – July 2001. Data do evento: 16 Jul – 27 Jul 2001
  • COP7 (2001) – Marrakesh, Marrocos. Realizada em Marrakesh, a COP7 consolidou os avanços da COP6 com a adoção das Regras de Marrakesh, que detalharam os mecanismos do Protocolo de Kyoto. O evento tambĂ©m reforçou o papel dos paĂ­ses em desenvolvimento e definiu critĂ©rios para o financiamento climĂĄtico e transferĂȘncia de tecnologia. Fonte (UNFCCC): Marrakech Climate Change Conference – October 2001
  • COP8 (2002) – Nova DĂ©lhi, Índia. COP8 destacou a vulnerabilidade dos paĂ­ses em desenvolvimento Ă s mudanças climĂĄticas. A Declaração de Delhi enfatizou a necessidade de desenvolvimento sustentĂĄvel e reforçou o princĂ­pio das responsabilidades comuns, porĂ©m diferenciadas, sem impor novas metas de redução de emissĂ”es. Fonte (UNFCCC): New Delhi Climate Change Conference – October 2002
  • COP9 (2003) – MilĂŁo, ItĂĄlia. Em MilĂŁo, a COP9 avançou na operacionalização do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e na estruturação do Fundo Especial para Mudança do Clima. O evento tambĂ©m tratou da capacitação tĂ©cnica dos paĂ­ses em desenvolvimento para enfrentar os impactos climĂĄticos. Fonte (UNFCCC): Milan Climate Change Conference – December 2003
  • COP10 (2004) – Buenos Aires, Argentina. A COP10 revisou os 10 anos da UNFCCC e promoveu diĂĄlogos sobre adaptação, financiamento e transferĂȘncia de tecnologia. O evento reforçou a importĂąncia de apoiar paĂ­ses vulnerĂĄveis e aprofundou discussĂ”es sobre os impactos regionais das mudanças climĂĄticas. Fonte (UNFCCC): Buenos Aires Climate Change Conference – December 2004
  • COP11/CMP1 (2005) – Montreal, CanadĂĄ. A COP11 coincidiu com a primeira reuniĂŁo das Partes do Protocolo de Kyoto (CMP1). O evento marcou o inĂ­cio das negociaçÔes para um novo regime climĂĄtico pĂłs-2012 e lançou o DiĂĄlogo de Montreal, que buscava caminhos para ampliar a ação climĂĄtica global. Fonte (UNFCCC): Montreal Climate Change Conference – December 2005
  • COP12/CMP2 (2006) – NairĂłbi, QuĂȘnia. A COP12 enfatizou a adaptação Ă s mudanças climĂĄticas, especialmente em paĂ­ses africanos. Foi criado o Fundo de Adaptação e discutida a necessidade de fortalecer capacidades locais para enfrentar eventos extremos e degradação ambiental. Fonte (UNFCCC): Nairobi Climate Change Conference – November 2006
  • COP13/CMP3 (2007) – Bali, IndonĂ©sia. A COP13 resultou no Mapa do Caminho de Bali, que estabeleceu um cronograma para negociar um novo acordo climĂĄtico atĂ© 2009. O evento reforçou o papel das açÔes de mitigação, adaptação, financiamento e tecnologia como pilares da cooperação internacional. Fonte (UNFCCC): Bali Climate Change Conference – December 2007
  • COP14/CMP4 (2008) – PoznaƄ, PolĂŽnia. Em PoznaƄ, as Partes avançaram na estruturação do Fundo de Adaptação e discutiram propostas para o novo acordo climĂĄtico. O evento serviu como preparação para a COP15, com foco na transparĂȘncia e na governança dos mecanismos financeiros. Fonte (UNFCCC): Poznan Climate Change Conference – December 2008
  • COP15/CMP5 (2009) – Copenhague, Dinamarca. A COP15 gerou grandes expectativas, mas terminou com o Acordo de Copenhague, um documento nĂŁo vinculante que reconheceu a meta de limitar o aquecimento global a 2 °C. Apesar das frustraçÔes, o evento mobilizou lĂ­deres mundiais e ampliou o debate pĂșblico sobre a crise climĂĄtica. Fonte (UNFCCC): Copenhagen Climate Change Conference – December 2009
  • COP16/CMP6 (2010) – CancĂșn, MĂ©xico. A COP16 resultou nos Acordos de CancĂșn, que formalizaram compromissos voluntĂĄrios de redução de emissĂ”es e criaram o Fundo Verde para o Clima. O evento tambĂ©m reconheceu oficialmente a meta de 2 °C como limite para o aquecimento global. Fonte (UNFCCC): CancĂșn Climate Change Conference – November 2010.
  • COP17/CMP7 (2011) – Durban, África do Sul. m Durban, foi lançado o Plataforma de Durban para Ação Reforçada, que iniciou negociaçÔes para um novo acordo climĂĄtico global. As Partes concordaram em desenvolver um instrumento legal aplicĂĄvel a todos os paĂ­ses atĂ© 2015. Fonte (UNFCCC): Durban Climate Change Conference – November 2011
  • COP18/CMP8 (2012) – Doha, Catar. A COP18 estendeu o Protocolo de Kyoto atĂ© 2020 e definiu o cronograma para o novo acordo global. O Pacote de Doha incluiu compromissos de financiamento e reforçou a importĂąncia da ação climĂĄtica imediata. Fonte (UNFCCC): Doha Climate Change Conference – November 2012
  • COP19/CMP9 (2013) – VarsĂłvia, PolĂŽnia. A COP19 criou o Mecanismo Internacional de VarsĂłvia para perdas e danos associados Ă s mudanças climĂĄticas. TambĂ©m avançou na estruturação das ContribuiçÔes Nacionalmente Determinadas (NDCs) para o futuro acordo de Paris. Fonte (UNFCCC): Warsaw Climate Change Conference – November 2013
  • COP20/CMP10 (2014) – Lima, Peru. A COP20 definiu os elementos do rascunho do Acordo de Paris e estabeleceu diretrizes para as NDCs. O Chamado de Lima para Ação ClimĂĄtica reforçou o engajamento dos paĂ­ses em desenvolvimento no processo de negociação. Fonte (UNFCCC): Lima Climate Change Conference – December 2014
  • COP21/CMP11 (2015) – Paris, França. A COP21 culminou na adoção do Acordo de Paris, um marco histĂłrico que compromete todos os paĂ­ses a limitar o aquecimento global a bem abaixo de 2 °C, com esforços para 1,5 °C. O acordo introduziu metas voluntĂĄrias, revisĂŁo periĂłdica e mecanismos de transparĂȘncia. Fonte (UNFCCC): Paris Climate Change Conference – November 2015
  • COP22/CMP12 (2016) – Marrakesh, Marrocos. A COP22 focou na implementação do Acordo de Paris e lançou a Parceria de Marrakesh para Ação Global pelo Clima. O evento tambĂ©m reforçou o papel dos atores nĂŁo estatais, como cidades e empresas, na transição climĂĄtica. Fonte (UNFCCC): Marrakech Climate Change Conference – November 2016
  • COP23/CMP13 (2017) – Bonn, Alemanha (PresidĂȘncia de Fiji). Sob presidĂȘncia de Fiji, a COP23 avançou na estruturação do DiĂĄlogo Talanoa, um processo inclusivo para aumentar a ambição climĂĄtica. TambĂ©m foram discutidas regras para operacionalizar o Acordo de Paris. Fonte (UNFCCC): UN Climate Change Conference – November 2017
  • COP24/CMP14 (2018) – Katowice, PolĂŽnia. A COP24 adotou o Livro de Regras de Katowice, que detalha os procedimentos de transparĂȘncia, financiamento e revisĂŁo das NDCs. O evento foi essencial para tornar o Acordo de Paris operacional. Fonte (UNFCCC): Katowice Climate Change Conference – December 2018
  • COP25/CMP15 (2019) – Madri, Espanha (PresidĂȘncia do Chile). A COP25 enfrentou dificuldades nas negociaçÔes sobre mercados de carbono e ambição climĂĄtica. Apesar dos avanços tĂ©cnicos, o evento foi marcado por frustraçÔes quanto Ă  falta de consenso polĂ­tico. Fonte (UNFCCC): UN Climate Change Conference – December 2019
  • COP26/CMP16 (2021) – Glasgow, Reino Unido. A COP26 reforçou o compromisso com a meta de 1,5 °C e lançou o Pacto ClimĂĄtico de Glasgow. Houve avanços na redução do uso de carvĂŁo, financiamento climĂĄtico e regras para os mercados de carbono. Fonte (UNFCCC): Glasgow Climate Change Conference – October-November 2021
  • COP27/CMP17 (2022) – Sharm el-Sheikh, Egito. A COP27 destacou a justiça climĂĄtica e criou o Fundo para Perdas e Danos, voltado a paĂ­ses vulnerĂĄveis. O evento reforçou a necessidade de financiamento e adaptação, especialmente para o Sul Global. Fonte (UNFCCC): Sharm el-Sheikh Climate Change Conference – November 2022
  • COP28/CMP18 (2023) – Dubai, Emirados Árabes Unidos. A COP28 realizou o primeiro Balanço Global do Acordo de Paris, avaliando o progresso coletivo. O evento tambĂ©m discutiu transição energĂ©tica, financiamento e metas de neutralidade de carbono. Fonte (UNFCCC): UN Climate Change Conference – United Arab Emirates
  • COP29/CMP19 (2024) – Baku, AzerbaijĂŁo. Prevista para novembro de 2024, a COP29 foi crucial para definir novas metas de financiamento climĂĄtico e preparar o terreno para a revisĂŁo das NDCs em 2025. O evento fortalece a cooperação internacional rumo Ă  neutralidade climĂĄtica. Fonte (UNFCCC): UN Climate Change Conference Baku – November 2024
  • COP30/CMP20/CMA7 (2025) – BelĂ©m, Brasil: AmazĂŽnia, transição energĂ©tica e justiça social. COP30 serĂĄ realizada em BelĂ©m, no coração da AmazĂŽnia, marcando um momento histĂłrico para o Brasil e para a agenda climĂĄtica global. O evento simboliza o protagonismo dos paĂ­ses latino-americanos na luta contra o desmatamento e na promoção da justiça climĂĄtica. Espera-se que a conferĂȘncia aprofunde os compromissos do Acordo de Paris, fortaleça o financiamento para adaptação e amplifique as vozes indĂ­genas e tradicionais na formulação de polĂ­ticas ambientais. A escolha de BelĂ©m como sede representa um chamado Ă  preservação dos biomas tropicais e Ă  valorização da biodiversidade como eixo estratĂ©gico da ação climĂĄtica internacional. Fonte: Brasil – 30ÂȘ ConferĂȘncia das Partes (COP30) – Site Oficial.

Linha do Tempo Completa das COPs da CDB (1994–2026): Explorando a Biodiversidade Global

  • COP1 (1994) – Nassau, Bahamas. A primeira ConferĂȘncia das Partes da CDB, realizada em Nassau, Bahamas, de 28 de novembro a 9 de dezembro de 1994, estabeleceu o programa de trabalho inicial da Convenção. Foram definidas diretrizes para o mecanismo financeiro e prioridades temĂĄticas, lançando as bases para a implementação global da CDB. Fonte: PNUMA/CBD/COP/1/17
  • COP2 (1995) – Jacarta, IndonĂ©sia. Realizada em Jacarta, IndonĂ©sia, de 6 a 17 de novembro de 1995, a COP2 abordou temas como biodiversidade marinha e costeira, biossegurança e acesso a recursos genĂ©ticos. A conferĂȘncia reforçou o compromisso com a conservação e uso sustentĂĄvel da biodiversidade. Fonte: UNEP/CBD/COP/2/19
  • COP3 (1996) – Buenos Aires, Argentina. A COP3, em Buenos Aires, de 4 a 15 de novembro de 1996, tratou da biodiversidade agrĂ­cola, propriedade intelectual e financiamento. A conferĂȘncia tambĂ©m avançou na identificação e monitoramento da biodiversidade, fortalecendo os mecanismos de avaliação. Fonte: UNEP/CBD/COP/3/38
  • COP4 (1998) – Bratislava, EslovĂĄquia. De 4 a 15 de maio de 1998, a COP4 discutiu ecossistemas de ĂĄguas interiores, conhecimento tradicional (Artigo 8(j)) e repartição de benefĂ­cios. Foi estabelecido um programa de revisĂŁo das operaçÔes da Convenção, com foco em eficĂĄcia e governança. Fonte: UNEP/CBD/COP/4/27 
  • EXCOP 1 (1999) – Cartagena, Colombia. First Extraordinary Meeting of the Conference of the Parties to the Convention on Biological Diversity. Fonte: UNEP/CBD/EXCOP/1/3
  • EXCOP 2 (2000) – Segunda reuniĂŁo extraordinĂĄria da ConferĂȘncia das Partes da Convenção sobre Diversidade BiolĂłgica. Fonte: CBD/EXCOP/2/3
  • COP5 (2000) – NairĂłbi, QuĂȘnia. A COP5, realizada de 15 a 26 de maio de 2000, abordou ecossistemas ĂĄridos, uso sustentĂĄvel da biodiversidade e turismo. TambĂ©m avançou nas discussĂ”es sobre acesso a recursos genĂ©ticos e repartição de benefĂ­cios, com foco em justiça e equidade. Fonte: UNEP/CBD/COP/5/23
  • COP6 (2002) – Haia, PaĂ­ses Baixos. De 7 a 19 de abril de 2002, a COP6 tratou de espĂ©cies exĂłticas invasoras, biodiversidade florestal e aprovou o Plano EstratĂ©gico 2002–2010. A conferĂȘncia reforçou o papel da CDB na proteção de ecossistemas crĂ­ticos e na promoção da cooperação internacional. Fonte: UNEP/CBD/COP/6/20 
  • COP7 (2004) – Kuala Lumpur, MalĂĄsia. A COP7, realizada de 9 a 20 de fevereiro de 2004, focou em ecossistemas montanhosos, ĂĄreas protegidas e transferĂȘncia de tecnologia. Foi adotado o Programa de Trabalho sobre Áreas Protegidas, considerado um marco na conservação in situ. Fonte: UNEP/CBD/COP/7/21/PART1
  • COP8 (2006) – Curitiba, Brasil đŸ‡§đŸ‡·. De 20 a 31 de março de 2006, Curitiba sediou a COP8, que abordou biodiversidade insular, comunicação ambiental e acesso e repartição de benefĂ­cios. O Brasil destacou a importĂąncia da biodiversidade tropical e dos povos tradicionais como guardiĂ”es da natureza. Fonte: UNEP/CBD/COP/8/31
  • COP9 (2008) – Bonn, Alemanha. Realizada de 19 a 30 de maio de 2008, a COP9 tratou da biodiversidade agrĂ­cola, espĂ©cies invasoras e incentivos econĂŽmicos. Foi aprovada a EstratĂ©gia Global para a Conservação de Plantas e discutido o progresso rumo Ă s metas de 2010. Fonte: UNEP/CBD/COP/9/29
  • COP10 (2010) – Nagoya, JapĂŁo. A COP10, de 18 a 29 de outubro de 2010, resultou no Protocolo de Nagoya sobre acesso a recursos genĂ©ticos e repartição de benefĂ­cios. TambĂ©m foi adotado o Plano EstratĂ©gico 2011–2020 e as Metas de Aichi para a biodiversidade. Fonte: UNEP/CBD/COP/10/27
  • COP11 (2012) – Hyderabad, Índia. De 8 a 19 de outubro de 2012, a COP11 avaliou o progresso das Metas de Aichi e discutiu financiamento para biodiversidade. A conferĂȘncia reforçou o papel dos paĂ­ses em desenvolvimento e a necessidade de recursos adequados para implementação. Fonte: UNEP/CBD/COP/11/35
  • COP12 (2014) – Pyeongchang, Coreia do Sul. A COP12, realizada de 6 a 17 de outubro de 2014, revisou os avanços das Metas de Aichi e lançou o Índice de Biodiversidade Global. O evento destacou a integração da biodiversidade em setores econĂŽmicos e polĂ­ticas pĂșblicas. Fonte: UNEP/CBD/COP/12/29
  • COP13 (2016) – CancĂșn, MĂ©xico. De 4 a 17 de dezembro de 2016, a COP13 promoveu a integração da biodiversidade nos setores agrĂ­cola, pesqueiro, florestal e turĂ­stico. Foi adotada a Declaração de CancĂșn, reforçando a transversalidade da biodiversidade nas decisĂ”es econĂŽmicas. Fonte: CBD/COP/13/25
  • COP14 (2018) – Sharm El-Sheikh, Egito. A COP14, de 17 a 29 de novembro de 2018, lançou o processo para o novo marco global pĂłs-2020. TambĂ©m foram discutidas abordagens baseadas em ecossistemas e medidas para reduzir ameaças Ă  biodiversidade. Fonte: CBD/COP/14/14
  • COP15 (2021–2022) – Kunming, China / Montreal, CanadĂĄ. Dividida em duas partes, a COP15 culminou na adoção do Marco Global Kunming-Montreal para a Biodiversidade em dezembro de 2022. O acordo estabelece metas ambiciosas atĂ© 2030, incluindo proteger 30% das ĂĄreas terrestres e marinhas e restaurar ecossistemas degradados. Fonte:
  • COP 15 PARTE 1 (2022) – Montreal, CanadĂĄ. Fonte: CBD/COP/15/17
  • COP 15 retomada (2023) – Fonte: CBD/COP/15/1/Rev.1
  • COP16 (2024) – Cali, ColĂŽmbia. Prevista para ocorrer de 21 de outubro a 1Âș de novembro de 2024, a COP16 serĂĄ a primeira grande reuniĂŁo apĂłs o Marco Kunming-Montreal. O evento avaliarĂĄ o progresso dos paĂ­ses na implementação das metas e discutirĂĄ mecanismos de financiamento, monitoramento e repartição de b enefĂ­cios. Fonte: Decision 16/1
  • COP 16 R1 (2024) – Online. Fonte: CBD/COP/16/1/Add.3
  • COP 16 R2 (2025) – Roma – ItĂĄlia. Fonte: CBD/COP/16/1/Add.4
  • COP17 (2026) – Yerevan, ArmĂȘnia. Agendada para 19 a 30 de outubro de 2026, a COP17 serĂĄ realizada em Yerevan, ArmĂȘnia. Espera-se que o evento consolide os avanços do Marco Global e defina estratĂ©gias para o perĂ­odo pĂłs-2030, com foco em governança, equidade e resiliĂȘncia ecolĂłgica. Fonte: ONU ArmĂȘnia na CĂșpula de Startups de Sevan 2025: AçÔes inspiradoras para um futuro sustentĂĄvel

O que é a COP da Convenção de Combate à Desertificação (UNCCD)

A Convenção das NaçÔes Unidas para o Combate Ă  Desertificação (UNCCD), oficialmente denominada Convenção das NaçÔes Unidas para o Combate Ă  Desertificação nos PaĂ­ses que Sofrem com Secas Graves e/ou Desertificação, Particularmente na África, Ă© um tratado internacional multilateral voltado Ă  proteção do meio ambiente. Seu objetivo central Ă© promover açÔes coordenadas para prevenir, mitigar e reverter os processos de desertificação e degradação das terras, com especial atenção Ă s regiĂ”es mais vulnerĂĄveis, como os paĂ­ses africanos. A convenção integra esforços globais e atua como um dos principais instrumentos da ONU para garantir o uso sustentĂĄvel dos solos e fortalecer a resiliĂȘncia das comunidades afetadas.

A ConferĂȘncia das Partes da UNCCD foi criada em 1994 e se tornou o principal fĂłrum internacional dedicado Ă  proteção e restauração das terras secas do planeta. Nessas regiĂ”es — ĂĄridas,7 semiĂĄridas8 e subĂșmidas secas9 — a degradação do solo e as secas prolongadas afetam diretamente a produção de alimentos, a disponibilidade de ĂĄgua e a vida de milhĂ”es de pessoas, sobretudo nas comunidades rurais mais vulnerĂĄveis. Cada reuniĂŁo reĂșne todos os paĂ­ses-membros e a UniĂŁo Europeia para definir diretrizes, revisar relatĂłrios nacionais e adotar medidas conjuntas voltadas Ă  gestĂŁo sustentĂĄvel da terra. AlĂ©m das decisĂ”es polĂ­ticas, o encontro fortalece o diĂĄlogo entre ciĂȘncia, governos e sociedade civil, criando mecanismos de cooperação internacional e mobilizando recursos para enfrentar um dos maiores desafios do sĂ©culo: alcançar um mundo neutro em termos de degradação da terra atĂ© 2030.

A ConferĂȘncia da Desertificação funciona como um eixo ambiental distinto, mas conectado Ă s duas outras convençÔes criadas na CĂșpula da Terra de 1992: a do Clima e a da Biodiversidade.10 A diferença fundamental estĂĄ no foco: enquanto a do Clima busca reduzir emissĂ”es de gases de efeito estufa e adaptar sociedades ao aquecimento global, e a da Biodiversidade concentra-se na conservação dos ecossistemas e espĂ©cies, a da Desertificação tem como prioridade restaurar o solo degradado, fortalecer a resiliĂȘncia das populaçÔes frente Ă s secas e garantir a segurança alimentar em ĂĄreas frĂĄgeis. Esses trĂȘs espaços de negociação internacional formam um tripĂ© inseparĂĄvel — clima, biodiversidade e solo — que define os rumos das polĂ­ticas globais para um futuro sustentĂĄvel.

O EcocĂ­dio como Conceito Integrador nas COPs

A expectativa para a COP30 reside na possibilidade de superar a fragmentação histĂłrica das agendas ambientais. Ao unir a urgĂȘncia climĂĄtica — reforçada pela COP21 — com a vitalidade da biodiversidade — defendida na COP16 — a conferĂȘncia poderĂĄ consolidar o ecocĂ­dio como um referencial jurĂ­dico e polĂ­tico global.

O Brasil, anfitrião, carrega o potencial de liderar um novo paradigma de desenvolvimento sustentåvel, no qual a bioeconomia se articule com a preservação florestal, a justiça social e a valorização do saber tradicional. Nesse sentido, a memória e a atuação de lideranças e pioneiros se tornam elementos indispensåveis.

ConclusĂŁo: Da Fragmentação Ă  ConvergĂȘncia na COP30

A anĂĄlise do histĂłrico das COPs revela uma trajetĂłria de esforços globais que, por muito tempo, trataram os desafios do clima e da biodiversidade de forma fragmentada. Cada conferĂȘncia, com seu foco e local especĂ­ficos, contribuiu com peças essenciais para o quebra-cabeça ambiental, desde o estabelecimento de metas de redução de emissĂ”es atĂ© a criação de fundos de financiamento e marcos de proteção da biodiversidade.

No entanto, a grande expectativa para a COP30 em BelĂ©m reside na possibilidade de uma convergĂȘncia sem precedentes. A conferĂȘncia nĂŁo serĂĄ apenas mais uma rodada de negociaçÔes climĂĄticas, mas um ponto de inflexĂŁo onde a agenda da UNFCCC se funde com a realidade socioambiental da maior floresta tropical do mundo. Espera-se que a COP30 transcenda as discussĂ”es tĂ©cnicas e promova uma narrativa onde a proteção da biodiversidade (o foco da COP16) seja vista como uma solução intrĂ­nseca e indissociĂĄvel para a mitigação das mudanças climĂĄticas.

O Brasil, como anfitriĂŁo, tem a oportunidade Ășnica de liderar a discussĂŁo sobre como a bioeconomia, a valorização dos povos indĂ­genas e a justiça social podem ser os pilares de um novo modelo de desenvolvimento sustentĂĄvel. A COP30, portanto, nĂŁo Ă© apenas sobre o que serĂĄ decidido em BelĂ©m, mas sobre como as liçÔes de todas as COPs anteriores – sobre a urgĂȘncia do clima (COP21) e a vitalidade da biodiversidade (COP16) – serĂŁo aplicadas de forma integrada e genuĂ­na, com o ecocĂ­dio como um conceito de fundo que exige responsabilidade e ação imediata de todos.

Para saber mais:

National Geographic Brasil – Qual Ă© a origem da COP, uma das conferĂȘncias mais importantes sobre mudanças climĂĄticas

National Geographic Brasil – O que Ă© o ecocĂ­dio? A COP16 (ConferĂȘncia da ONU sobre Biodiversidade) traz esse novo conceito jurĂ­dico e ambiental

Imagens/ Fonte: National Geographic Brasil

InformaçÔes Complementares

Revista Digital Ecocídio — Sobre nós

 Sobre nĂłs, PolĂ­tica de Privacidade, Termos de Uso e Contato

Lideranças e Figuras-Chave na Luta Contra o Ecocídio

Diversos pensadores, cientistas e ativistas tĂȘm desempenhado um papel essencial na construção da consciĂȘncia global sobre o ecocĂ­dio e na defesa do meio ambiente. Suas ideias, trajetĂłrias e açÔes ajudaram a moldar debates jurĂ­dicos, polĂ­ticos e sociais, inspirando movimentos em prol da justiça ambiental. Nesta seção, reunimos algumas das principais postagens do site EcocĂ­dio, que destacam essas vozes fundamentais na proteção do planeta.

  1. Do Pioneirismo Ă  UrgĂȘncia: Como o PL 2933/2023 Pode Redefinir a Proteção Ambiental e Tipificar o EcocĂ­dio no Brasil
  2. EcocĂ­dio e a lenda ecolĂłgica Rachel Carson, biĂłloga, escritora, ecologista, pioneiro na defesa do meio ambiente: uma inovadora na salvaguarda do planeta
  3. Arthur W. Galston, pioneiro na botĂąnica, desafiou o uso do Agente Laranja, inspirando a comunidade cientĂ­fica
  4. Richard Anderson Falk – Pense grande: lute pelo impossível e realize o inimaginável
  5. As principais realizaçÔes, ideias, técnicas e contribuiçÔes de Ana Maria Primavesi para a agroecologia no Brasil
  6. José Antonio Lutzenberger ocupou a Secretaria Nacional de Meio Ambiente, entre datas de 15 de março de 1990 a 23 de março de 1992
  7. Marina Silva (Maria Osmarina Silva de Sousa), atuou como Ministra de Meio Ambiente (MMA) entre 2003 a 2008. Atual Ministra do MMA e Mudança Climática em 2023 — Governo Lula
  8. Sustentabilidade e autodesenvolvimento: Polly Higgins e a revolução de como cuidar de nós mesmos.
  9. Margaret Mead: Pioneira da Antropologia e a EssĂȘncia da CompaixĂŁo na Civilização
  10. Sustentabilidade e autodesenvolvimento: Polly Higgins e a revolução de como cuidar de nós mesmos.
  11. Jojo Metha: a motivadora incansåvel que acredita no poder de transformação do ser humano
  12. EcocĂ­dio pode ser considerado crime pelo Tribunal Penal Internacional – Com Tarciso Dal Maso Jardim e o procurador de Justiça aposentado Édis MilarĂ©.
  13. O ecocĂ­dio e o Estatuto de Roma | Ecocide and the Rome Statute
  14. Da devastação à conscientização: traçando os passos do ecocídio desde os anos 60 até hoje e o imperativo da ação global
  15. Painel de doze Especialistas para Definição de EcocĂ­dio Ă© convocado apĂłs 75 anos dos termos “genocĂ­dio” e “crimes contra a humanidade”
  16. A histĂłria ambiental do Brasil: como era na Ă©poca da IndependĂȘncia e o que mudou em 200 anos
  17. História Ambiental: uma introdução | com Lise Sedrez e José Augusto Pådua
  18. Uma trajetĂłria na HistĂłria Ambiental: caminhos e fronteiras – JosĂ© Luiz de Andrade Franco

Constituição da RepĂșblica Federativa do Brasil (CF) promulgada em 5 de outubro de 1988

Explore as informaçÔes abaixo para acessar nosso Leitor de Livros e Revistas Interativos Online. O PDF FlipBook Ă© uma ferramenta gratuita que transforma qualquer arquivo PDF em um formato de revista interativa. Ao utilizĂĄ-lo, o documento ganharĂĄ vida na tela com uma animação que simula a experiĂȘncia de virar as pĂĄginas de uma revista ou livro fĂ­sico. AlĂ©m disso, o FlipBook permite que vocĂȘ acesse facilmente o Ă­ndice de pĂĄginas, amplie o texto e redimensione a janela para uma leitura mais confortĂĄvel. Acesse e aproveita todas as vantagens da tecnologia digital. Para saber mais, clicar na seta no canto superior esquerdo.

▶ O Flip Ă© um “recurso utilizado na internet para simular uma revista ou livro interativo que pode ser manipulado (folheado), pelo usuĂĄrio como se fosse uma revista ou livro real tornando mais realista a experiĂȘncia do usuĂĄrio com o conteĂșdo na revista ou livro1.”  É “facilmente acessĂ­vel por meio eletrĂŽnico e Ă© ecologicamente correto. AlĂ©m disso, vocĂȘ tambĂ©m tem a opção de armazenamento em nuvem (Download PDF File) e compartilhamento de mĂ­dia social2.” 

▶ Ao acessar essa revolução tecnolĂłgica, observarĂĄ na barra de menus, que hĂĄ vĂĄrias opçÔes, e, entre as mais importantes, estĂĄ alternar o ebook para o modo tela cheia. Para isso, basta que selecione o Ă­cone/vetor Toggle FullScreen  (um quadradinho com 4 setas) no canto inferior direito do livro interativo (Flipbook). O Ă­cone/vetor Ă© um botĂŁo de zoom, e muda o ebook para o modo de tela cheia (aumentar ou diminuir todo o conteĂșdo Web).

▶ Folheie as pĂĄginas. ApĂłs acessar o Ă­cone/vetor Toggle FullScreen, “vocĂȘ pode, com um movimento do mouse (para a esquerda ou para a direita), recriar a ação de folhear uma pĂĄgina de revista ou livro. Essa maneira de mudar de pĂĄgina, inclusive, Ă© bastante inovadora para quem estĂĄ na era dos computadores e telas touchscreen. É preciso apenas um toque para mudar de pĂĄgina, assim como em um livro de tinta e papel3.

Considerada uma das mais modernas e extensas do mundo, a Constituição da RepĂșblica Federativa do Brasil (CF) promulgada em 5 de outubro de 1988 “elenca os direitos individuais e coletivos dos brasileiros, com destaque Ă  proteção da famĂ­lia, da cultura, dos direitos humanos, da educação e da saĂșde. Por essa razĂŁo, Ă© considerada a lei maior do ordenamento jurĂ­dico nacional, composto por vĂĄrios normativos.  A hierarquia entre as leis Ă© essencial a esse ordenamento, em especial para garantir o controle de constitucionalidade das normas ou para solucionar eventual conflito entre elas.” Abaixo da Carta Magna e de suas emendas estĂŁo as leis complementares, que tĂȘm como propĂłsito justamente regular pontos da Constituição que nĂŁo estejam suficientemente explicitadas. Para saber mais, acesse as pĂĄginas da Constituição Federal (Flip) ou no canto superior esquerdo. Fonte: Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

O texto a seguir esclarece o conteĂșdo educacional do site objeto de pesquisa. Embora as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel localizar rapidamente o texto original atravĂ©s do Link de Acesso disponĂ­vel.

Fonte: CNJ Serviço: Conheça a hierarquia das leis brasileiras

▶ Link/Texto: Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

▶ Autor: AgĂȘncia CNJ de NotĂ­cias (5 de outubro de 2018)   PublicaçÔes e Pesquisas:   ▶ Biblioteca Digital CNJ:Ministro Aldir Passarinho

▶ Pesquisas JudiciĂĄrias:Conselho Nacional de Justiça

▶ Revista CNJ: v. 7 n. 1 (2023). Publicado2023-06-20   “… Considerada uma das mais modernas e extensas do mundo, a Constituição Federal (CF) de 1988 elenca os direitos individuais e coletivos dos brasileiros, com destaque Ă  proteção da famĂ­lia, da cultura, dos direitos humanos, da educação e da saĂșde. Por essa razĂŁo, Ă© considerada a lei maior do ordenamento jurĂ­dico nacional, composto por vĂĄrios normativos. A hierarquia entre as leis Ă© essencial a esse ordenamento, em especial para garantir o controle de constitucionalidade das normas ou para solucionar eventual conflito entre elas.   Abaixo da Carta Magna e de suas emendas estĂŁo as leis complementares, que tĂȘm como propĂłsito justamente regular pontos da Constituição que nĂŁo estejam suficientemente explicitadas. Na hierarquia das leis ocupa uma categoria intermediĂĄria entre a CF e as leis ordinĂĄrias. Pode tratar dos mais diversos assuntos. A Lei OrgĂąnica da Magistratura Nacional, a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte sĂŁo exemplos de leis complementares. As leis ordinĂĄrias ocupam o terceiro lugar no ordenamento jurĂ­dico brasileiro. Trata-se de normas de competĂȘncia exclusiva do Poder Legislativo. Essas matĂ©rias precisam ser discutidas e aprovadas por deputados ou senadores e, posteriormente, sancionadas pelo chefe do Poder Executivo, o Presidente da RepĂșblica. Como exemplos de leis ordinĂĄrias, temos os cĂłdigos em geral (Civil, Penal) e a lei sobre o regime jurĂ­dico dos Servidores Federais. As leis delegadas tĂȘm a mesma hierarquia das ordinĂĄrias. SĂŁo elaboradas pelo chefe do Poder Executivo a partir de delegação do Congresso Nacional. Entre elas estĂĄ a Lei Delegada n. 13, que instituiu as gratificaçÔes de atividade para servidores do Poder Executivo. Anteriormente conhecida como decreto-lei, a medida provisĂłria (MP) Ă© expedida pelo Presidente da RepĂșblica em caso de relevĂąncia ou urgĂȘncia, tem força de lei e vigĂȘncia de 60 dias. Deve, obrigatoriamente, ser examinada pelo Congresso. Deputados e senadores podem aprovar ou rejeitar a norma, ou ainda criar nova lei em sua substituição. Se ultrapassado o prazo e nĂŁo for aprovada, a MP perde a validade. Os decretos legislativos sĂŁo atos normativos de competĂȘncia do Congresso Nacional. Cite-se por exemplo a ratificação de tratados internacionais, autorizar referendos populares e plebiscitos, e conceder autorização para o funcionamento de emissoras de rĂĄdio e de televisĂŁo. JĂĄ as resoluçÔes, ainda como uma espĂ©cie normativa prevista na CF, sĂŁo atos editados pelo Congresso Nacional, pelo Senado Federal e pela CĂąmara dos Deputados para tratar de assuntos internos. HĂĄ, contudo, outras espĂ©cies de resoluçÔes editadas pelos poderes executivo e judiciĂĄrio no intuito de regulamentar leis sobre determinados assuntos, como, por exemplo, as resoluçÔes editadas pelo Conselho Nacional de Justiça.” AgĂȘncia CNJ de NotĂ­cias (5 de outubro de 2018)

Ecocídio: um chamado à responsabilidade e à justiça para salvar nosso futuro

O principal foco da Revista Digital EcocĂ­dio Ă© analisar criticamente eventos que causam destruição extensiva do meio ambiente e exploração irresponsĂĄvel de recursos nĂŁo renovĂĄveis. Para o propĂłsito deste Site, “EcocĂ­dio” significa atos ilegais ou temerĂĄrios cometidos com “conhecimento de que existe uma probabilidade substancial de danos graves e generalizados ou de longo prazo ao meio ambiente causados por esses atos.” Portanto, nossa responsabilidade Ă© lidar com aqueles que causam grandes desastres ambientais ou calamidades pĂșblicas, resultando em danos Ă  flora e Ă  fauna devido Ă  poluição ou poluição do ar, da ĂĄgua e do solo. Para saber mais, clicar na seta no canto superior esquerdo.

EcocĂ­dio pode ser considerado crime pelo Tribunal Penal Internacional – Participação de Édis MilarĂ© e Tarciso Dal Maso

O principal foco da Revista Digital EcocĂ­dio Ă© analisar criticamente eventos que causam destruição extensiva do meio ambiente e exploração irresponsĂĄvel de recursos nĂŁo renovĂĄveis. Para o propĂłsito deste Site, “EcocĂ­dio” significa atos ilegais ou temerĂĄrios cometidos com “conhecimento de que existe uma probabilidade substancial de danos graves e generalizados ou de longo prazo ao meio ambiente causados por esses atos.” Portanto, nossa responsabilidade Ă© lidar com aqueles que causam grandes desastres ambientais ou calamidades pĂșblicas, resultando em danos Ă  flora e Ă  fauna devido Ă  poluição ou poluição do ar, da ĂĄgua e do solo.

AlĂ©m disso, nos comprometemos a defender os direitos e interesses das populaçÔes indĂ­genas, quilombolas e comunidades em situação de ocupaçÔes urbanas em todos os nĂ­veis de governo: municipal, estadual e federal. Tais entidades devem cumprir integralmente suas obrigaçÔes de conformidade, proteger e garantir os direitos humanos de toda a população, conforme estipulado nos tratados internacionais de direitos humanos e na Constituição Federal de 1988.

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Estamos comprometidos com a “Agenda 2030 para o Desenvolvimento“, um acordo apoiado por todos os paĂ­ses membros das NaçÔes Unidas em 2015. Este plano de ação global abrange uma agenda cujo objetivo Ă© promover o bem-estar humano e a preservação ambiental, tanto no presente quanto no futuro. Estamos focados nos 17 Objetivos de Desenvolvimento SustentĂĄvel (ODS), que convocam todos os paĂ­ses, independentemente do estĂĄgio de desenvolvimento em que se pretendem, a unir esforços em uma parceria global. Deve-se acompanhar a erradicação da pobreza com estratĂ©gias distintas para o bem-estar social, tais como melhorar a saĂșde pĂșblica e garantir o acesso Ă  educação para todos. TambĂ©m Ă© crucial reduzir as desigualdades sociais, ao mesmo tempo que promovemos um crescimento econĂŽmico justo em todas as economias e enfrentamos desafios como a mudança climĂĄtica, implementando polĂ­ticas pĂșblicas para a preservação de nossos oceanos e florestas.

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Considerando o exposto, assistiremos ao vĂ­deo do Canal YouTube RĂĄdio e TV Justiça, especificamente o programa “Direito sem Fronteiras”, com o jornalista Guilherme Menezes. Neste episĂłdio, serĂĄ abordado o tema: “EcocĂ­dio pode ser considerado crime pelo Tribunal Penal Internacional“. O programa contarĂĄ com a participação do professor e consultor legislativo do Senado, Tarciso Dal Maso Jardim, e do procurador de Justiça aposentado Édis MilarĂ©.

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“EcocĂ­dio: um chamado Ă  responsabilidade e Ă  justiça para salvar nosso futuro”

Ecocídio — Definição e nova tipificação de crime

Para garantir acessibilidade Ă s pessoas com deficiĂȘncias auditivas, Ă© essencial fornecer uma transcrição em tempo real do conteĂșdo do vĂ­deo apĂłs sua exibição. Isso Ă© especialmente importante para indivĂ­duos com surdez, que podem enfrentar dificuldades ou incapacidade de ouvir. Ao disponibilizar a transcrição, possibilitamos que esses espectadores tenham acesso direto ao conteĂșdo em diversos dispositivos, como celulares, PCs, tablets e notebooks, facilitando sua interação com o material apresentado.

ApĂłs a visualização do vĂ­deo, os espectadores tĂȘm a opção de se inscrever no canal, ativar o sininho para receber notificaçÔes sobre novos vĂ­deos e se tornar membros oficiais. AlĂ©m disso, o vĂ­deo Ă© automaticamente compartilhado, e para mais informaçÔes sobre compartilhamento de vĂ­deos no YouTube, os espectadores podem acessar os recursos disponĂ­veis: Compartilhar vĂ­deos e Canais YouTube.

O EcocĂ­dio, uma nova tipificação de crime contra o conjunto da humanidade, mas, sobretudo contra o planeta, jĂĄ tem uma definição jurĂ­dica, criada por uma comissĂŁo internacional de 12 juristas impulsionados pela sociedade civil: “Para os efeitos do presente Estatuto, entender-se-ĂĄ por EcocĂ­dio qualquer ato ilĂ­cito ou arbitrĂĄrio perpetrado com consciĂȘncia de que existem grandes probabilidades de que cause danos graves que sejam extensos ou duradouros ao meio ambiente”, afirma a definição, apresentada nesta terça-feira, segundo uma tradução oferecida pela prĂłpria comissĂŁo. Afirma a definição, apresentada nesta terça-feira, segundo uma tradução oferecida pela prĂłpria comissĂŁo. A ideia Ă© que essa tipificação penal seja incorporada, como um quinto crime, ao Estatuto de Roma, que orienta o funcionamento do Tribunal Penal Internacional (TPI). Definição Guillermo Altares Madri — 22 junho 2021 — 21h52. Atualizado: 23 Junho de 2021 — 09h19 BRT — Jornal El PaĂ­s.

“Da natureza ao caos: a exploração desenfreada que assola o nosso ecossistema”

“Dano Massivo e destruição do Meio Ambiente, de forma generalizada, severa e sistemĂĄtica. Esta Ă© a definição mais precisa de EcocĂ­dio. Geralmente Ă© um crime praticado ao longo de dĂ©cadas com exploração desenfreada de um  ecossistema. SĂŁo prĂĄticas, como exemplos, como a exploração  a pesca industrial, vazamento de petrĂłleo, poluição plĂĄstica, mineração em alto mar, desflorestamento, pecuĂĄria industrial, extração de minĂ©rios, entre outros. JĂĄ existem legislaçÔes internacionais para tentar prevenir e punir crimes ambientais, como o Acordo de Paris, o Protocolo de Kyoto, e a Convenção Sobre o Clima. Mas atualmente o esforço Ă© para que o EcocĂ­dio se torne um crime contra a humanidade, e possa ser julgado  pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). Para isso, o EcocĂ­dio precisa ser incluĂ­do no Estatuto de Roma, que jĂĄ contempla crimes contra a humanidade, crimes de guerra, de agressĂŁo e genocĂ­dio. Definição do jornalista Guilherme Menezes. Direito sem fronteiras. TV Justiça.

“EcocĂ­dio: o crime silencioso que priva a população de usufruir dos recursos naturais”

O EcocĂ­dio Ă© um crime muito grave, e pode privar a população de um determinado territĂłrio, de usufruto natural, dos bens, ou daquele prĂłprio territĂłrio — Polly Higgins

  O procurador de Justiça aposentado Édis MilarĂ©, conceitua, que o  termo EcocĂ­dio surgiu da uniĂŁo de dois radicais. “Um grego e outro latino. Do radical grego, Eco, de oikos (casa, uma famĂ­lia nuclear composta por pai, mĂŁe e filhos), e, exscindo, radical latino de morte (Eu aniquilo, extirpo, devasto, divido e arraso), ou seja, o ato de matar, nĂŁo possĂ­vel, seria o ato de Se Matar, de Se Exterminar os elementos da natureza (Ecossistemas).  A origem do termo EcocĂ­dio, se deu por volta de 1970, a propĂłsito, da utilização do Agente Laranja no conflito do VietnĂŁ, e, foi proposta por um professor de biologia chamado Arthur Gallstone, que, na Ă©poca, impressionado com essa consequĂȘncia da utilização do agente laranja, propĂŽs que o EcocĂ­dio fosse um crime apenado de forma a salvaguardar os interesses da humanidade. Depois, em 1973, Richard Falk, na BĂ©lgica, sugeriu a adoção desse tipo criminal, a ser julgado por parte de tribunais internacionais. E, finalmente, em  2010, a jurista britĂąnica Polly Higgins, apresentou uma proposta a ComissĂŁo de Direito Internacional da ONU,  para definir,  o EcocĂ­dio, estabelecendo que se trata  de um crime muito grave, e que pode privar a população de um determinado territĂłrio, de usufruto natural, dos bens, ou daquele prĂłprio territĂłrio.”  

“Basta de impunidade: ecocĂ­dio Ă© um crime contra a humanidade e a natureza que clama por justiça”

“O EcocĂ­dio Ă© um crime de atrocidade perdido de responsabilidade corporativa e do Estado, um crime internacional desaparecido contra a paz.”  Polly Higgins

Na opiniĂŁo de Tarciso Dal Maso Jardim (professor e consultor legislativo do Senado), precisamos analisar uma sĂ©rie de conjunturas. De um lado, temos a proibição de certas armas. No caso, armas quĂ­micas. A grande Convenção de armas quĂ­micas, sĂł ocorreu, e, posterior entrada em vigor, na dĂ©cada de 90, sobretudo, na Convenção de 1993, hoje proibidas em todas as circunstĂąncias. Portanto, na dĂ©cada de 70 nĂŁo havia.   Enquanto o mĂ©todo de guerra ofender o Meio ambiente, isso sĂł foi definido, em um Protocolo das ConvençÔes de Genebra em 1977. Em suma, as ConvençÔes Internacionais (documentos firmados com o objetivo de definir padrĂ”es mĂ­nimos a serem seguidos pelos paĂ­ses no tocante a temas de interesse geral), que proibiram tanto o mĂ©todo de guerra, quanto, o uso de armas quĂ­micas, sĂŁo posteriores aqueles fatos. Em relação Ă  tipificação e a criminalização, o Tribunal Penal Internacional (TPI), ele foi, como sabemos, definido somente em 1998 e entrou em vigor, o Tratado, somente em 2002. Contudo, sem efeito retroativo. Ele nĂŁo retroage.

O Doutor  MilarĂ©, acrescenta, que em relação aos crimes ambientais (Lei 9605/98) e da repressĂŁo penal, e, estamos falando de EcocĂ­dio, e nesse momento, Ă© bom citar o Brasil, que antes mesmo do Estatuto de Roma existir, nĂłs jĂĄ tĂ­nhamos uma legislação extremamente avançada a respeito da matĂ©ria. O Estatuto de Roma, de 1998, de Julho, ou seja, em fevereiro de 1998, portanto, antes do prĂłprio Estatuto, a lei brasileira, a Lei dos Crimes Ambientais, da Lei 9605 de 1998, jĂĄ apresentava a punição de forma bastante severa dos atentados contra os ecossistemas, contra a natureza, quanto aos bens da vida, e, de forma muito severa disse Eu, porque mais do que o Tribunal Penal Internacional, que julga apenas crimes de pessoas, de indivĂ­duos, isoladamente considerados, ou de grupos, mais, sempre de pessoas, que a lei brasileira julga tambĂ©m, os crimes contra as pessoas jurĂ­dicas, o que Ă© um avanço extremamente importante do nosso sistema repressivo penal. Por conta de sabermos, na histĂłria do Brasil, foi pela primeira vez que uma lei estabeleceu uma possibilidade de se colocar no banco dos rĂ©us aqueles que agridem o Meio Ambiente. Portanto, de uma forma bem positiva, o Brasil, pune sim, o EcocĂ­dio, ou seja, o ato de agredir, ou de matar os elementos da natureza, sĂł que nĂŁo com essa nomenclatura.

Mas como incluir o EcocĂ­dio no Estatuto de Roma?  O professor Tarciso Dal Maso Jardim, observa, que inicialmente, o crime de guerra contra o meio ambiente jĂĄ estĂĄ tipificado pelo Tribunal Penal Internacional. Exemplo Ă© atacar causando danos graves, duradouros, extensos ao Meio Ambiente, jĂĄ estĂĄ tipificado, isso, durante o conflito armado. Pode acontecer das mais variadas formas, por exemplo, atacar estaçÔes petrolĂ­feras, causar dano ambiental, ou destruir barragens. Isso jĂĄ estĂĄ tipificado. Mas o que a comissĂŁo de 12 juristas quer?  Quer criar um tribunal que realmente nĂŁo existe, ainda, do EcocĂ­dio a qualquer tempo, independentemente do contexto do conflito armado.  É de extrema importĂąncia, existir, porque nĂłs nĂŁo terĂ­amos esse Direito Internacional Penal Ambiental, puramente dito, estĂĄ criando aĂ­, uma outra categoria de crimes. NĂłs jĂĄ temos o genocĂ­dio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crime de agressĂŁo entre Estados.

NĂłs estarĂ­amos criando uma quinta categoria, que seria o EcocĂ­dio, que independente do contexto do conflito armado, seria causar danos graves ao meio ambiente. A proposta do tipo penal do EcocĂ­dio Ă© causar danos graves e que sejam extensos ou duradouros (de difĂ­cil reparação).  Nesse caso, vocĂȘ amplia o espectro de criminalização desses atos. Assim, tanto importa se estamos em tempos de paz ou de guerra. A proposta inova completamente o Direito Internacional Penal.

Que tipos de crimes ambientais podem ser incluĂ­dos no Estatuto de Roma, e depois serem julgados pelo Tribunal Penal Internacional? O Doutor  MilarĂ© exemplifica, a exemplo dos casos de rompimento de barragem em Minas Gerias (Mariana e Brumadinho), que mataram dezenas de pessoas, e provocaram extensos danos  ambientais na regiĂŁo Sudeste, chegando, como no caso de Mariana, atĂ© o litoral do EspĂ­rito Santo, via o Rio Doce, dificilmente seriam enquadrados na categoria do EcocĂ­dio. É difĂ­cil, porque Ă© claro que poderia ir ao Tribunal Penal Internacional, qualquer crime ambiental, mas, desde que, a justiça local, a justiça de um Estado parte, tenha falhado. Porque no caso brasileiro, o Estado nĂŁo responsabiliza apenas as pessoas fĂ­sicas, mas tambĂ©m as jurĂ­dicas. No caso das barragens, ninguĂ©m pratica um crime ambiental contra seus prĂłprios interesses. O Doutor MilarĂ© acredita, que nĂŁo, que esses crimes nĂŁo seriam levados ao Tribunal Penal Internacional, na medida em que a nossa justiça, estĂĄ com muita determinação tentando a punição desses crimes. JĂĄ foram feitos na esfera civil, acordos bilionĂĄrios, e processos instaurados no Ăąmbito penal contra os responsĂĄveis por essas empresas que acabaram se envolvendo nesses dramas. EntĂŁo, uma das caracterĂ­sticas do Tribunal Penal Internacional, Ă© que ele tem uma jurisdição complementar. Ele sĂł entra em cena em um momento em que a justiça local falha, e nos casos citados, possa dizer, Eu nĂŁo posso, em  sĂŁ consciĂȘncia, dizer que a nossa justiça local esteja falhando. Ela estĂĄ com muita rigidez acompanhando o caso, e, numa situação como essa nĂŁo seria objeto de apreciação do Tribunal Penal Internacional.

Para saber mais sobre o Tribunal Penal Internacional (TPI, investiga e, quando justificado, julga indivĂ­duos acusados ​​dos crimes mais graves que preocupam a comunidade internacional: genocĂ­dio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crime de agressĂŁo.”   No que se refere a SituaçÔes e Casos, acessar o link: 31 Casos. No que diz respeito a RĂ©us (nomes etc.), acessar o link: 51 RĂ©us. No tocante a Biblioteca de Recursos, acessar o link: Resource library. No que tange a PresidĂȘncia da RepĂșblica do Brasil, especificamente, Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, acessar o link: Decreto NÂș 4.388, de 25 de setembro de  2002ParĂĄgrafo atualizado: 19/10/2023

InformaçÔes Complementares — Ciclo de debates realizado por meio online e transmitida pelo YouTube

O ciclo de debates e o(s) vĂ­deo(s) a seguir, sĂŁo destinados ao pĂșblico interessado em conhecer perspectivas e alternativas diante das crises sistĂȘmicas. O debate foi realizado por meio online e transmitida pelo YouTube. As transmissĂ”es serĂŁo realizadas em lĂ­ngua portuguesa (dublados ou legendados). Em relação ao vĂ­deo, e, para saber mais, e quais foram Ă s fontes utilizadas, estĂŁo separados em blocos, onde constam as referĂȘncias bibliogrĂĄficas no Canal YouTube. Para saber mais, clicar na seta no canto superior esquerdo.

Como o vĂ­deo YouTube Ă© sempre compartilhado?

Para saber mais, e quais foram Ă s fontes utilizadas no compartilhamento e recursos de vĂ­deos, acessar referĂȘncias bibliogrĂĄficas: compartilhar vĂ­deos e canais YouTube.

Qual o fator de para acelerar ou desacelerar um vĂ­deo?

Para controlar como o vĂ­deo Ă© reproduzido, o YouTube oferece um fator de para acelerar ou desacelerar. Para abrir as configuraçÔes de vĂ­deo, selecione o botĂŁo “Engrenagem/Velocidade da Reprodução” (no canto inferior direito). Depois, clicar e escolher a melhor opção: 0,25 (menor velocidade) e seleção 2 (maior aceleramento).

Como se tornar um membro oficial do Canal YouTube do vĂ­deo publicado?

Ainda que as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel encontrar rapidamente a imagem e o texto original, enquanto se encontram, disponĂ­vel em Link desses sites e Canal YouTube do vĂ­deo publicado. ApĂłs assistir ao vĂ­deo, existe a opção de clicar no botĂŁo inscrever-se, ativar o “sininho” para ser notificado das novidades, e se tornar um membro oficial do Canal.

Briefing Global sobre EcocĂ­dio: Definindo um Crime Internacional para Proteger o Planeta

Assista ao briefing global sobre a definição legal de “ecocídio”, proposto por um painel de especialistas internacionais. Descubra como esse potencial crime internacional11 se equipara aos crimes de genocídio,12 crimes contra a humanidade,13 crimes de agressão14 e crimes de guerra.15

Com oradores renomados como:

  • Sra. Jojo Mehta, Presidente da Stop Ecocide Foundation;16
  • Philippe Sands QC (University College London/Direito Matricial);17 e
  • Dior Fall Sow (jurista da ONU e ex-promotora).18

Esse evento aborda questÔes cruciais sobre a proteção ambiental. Moderado por Andrew Harding da BBC África.

Ele Ă© de grande importĂąncia para:

  • Profissionais do direito internacional e ambiental;
  • Estudantes de direito, relaçÔes internacionais e ciĂȘncias ambientais;
  • Membros de ONGs e da sociedade civil que trabalham com questĂ”es ambientais; e
  • Pessoas interessadas em justiça ambiental e na proteção do planeta.

Junte-se a nós para este importante debate sobre o futuro da justiça ambiental!

Para amplificar a mensagem global, disponibilizamos legendas em portuguĂȘs, assegurando que a relevĂąncia dessas perspectivas alcance cada espectador, superando as barreiras linguĂ­sticas. Para ativar as legendas em portuguĂȘs nos vĂ­deos do YouTube e obter mais informaçÔes, basta clicar no Ă­cone localizado no canto superior esquerdo.

O texto a seguir esclarece o conteĂșdo educacional do site objeto de pesquisa. Embora as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel localizar rapidamente o texto original atravĂ©s do Link de Acesso disponĂ­vel.  

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Como a InteligĂȘncia Artificial estĂĄ Transformando a Criação de Imagens

Na EcocĂ­dio, utilizamos inteligĂȘncia artificial de ponta para desenvolver imagens que revelam a beleza e a complexidade do mundo natural de uma forma Ășnica. Diferente das fotografias convencionais, essas criaçÔes sĂŁo fruto de redes neurais treinadas com vastos conjuntos de dados visuais, capazes de gerar representaçÔes originais, criativas e de alta qualidade.

Essa tecnologia estĂĄ em constante evolução e jĂĄ demonstra um potencial extraordinĂĄrio para ampliar horizontes estĂ©ticos, oferecer novas perspectivas e transformar a forma como interagimos com conteĂșdos visuais. As imagens publicadas pela EcocĂ­dio, portanto, nĂŁo sĂŁo apenas ilustraçÔes: elas representam um marco na evolução da arte e da comunicação visual mediada pela IA.

Se vocĂȘ deseja explorar esse universo, existem diversas ferramentas acessĂ­veis para experimentar: Art Maker, Bing Image Creator, CanvaAI, Craiyon, DALL·E, Dream by Wombo, DeepAI, Fotor, Gencraft, Leonardo AI, Midjourney, NightCafe, Runway, Stable Diffusion, StarryAI e muitas outras. AlĂ©m disso, no YouTube vocĂȘ encontra inĂșmeros tutoriais e demonstraçÔes que ajudam a compreender e expandir o uso criativo dessas tecnologias.

Nota editorial: Esta relação foi atualizada em 29 de agosto de 2025. Devido Ă  rĂĄpida evolução das ferramentas de inteligĂȘncia artificial, novas plataformas podem surgir e outras deixar de existir. Nosso compromisso Ă© revisar periodicamente o conteĂșdo para garantir informaçÔes relevantes e atuais.

As PublicaçÔes mais Recentes Ecocídio

CrĂ©dito imagens:  National Geographic Brasil 

Bibliografia Técnica

  1. “Interdependentes” Ă© o plural da forma adjetiva “interdependente”, que significa que algo ou alguĂ©m depende de outro(s) de forma mĂștua e recĂ­proca. Em outras palavras, quando duas ou mais coisas ou pessoas estĂŁo em uma relação em que a existĂȘncia ou funcionamento de uma depende da existĂȘncia ou funcionamento da outra. ↩
  2. Crise climĂĄtica: uma emergĂȘncia planetĂĄria que precisa da sua atenção. “VocĂȘ sabia que a crise climĂĄtica afeta diretamente a sobrevivĂȘncia das pessoas forçadas a se deslocar? Os desastres ambientais jĂĄ provocaram trĂȘs vezes mais deslocamentos do que conflitos e violĂȘncia. AlĂ©m disso, milhĂ”es de pessoas refugiadas vivem em ĂĄreas vulnerĂĄveis Ă s mudanças climĂĄticas, como inundaçÔes e tempestades.” Para saber mais, acesse o site da ACNUR. ↩
  3. O termo “ecocĂ­dio” se refere Ă  destruição extensa, danosa ou irreversĂ­vel do meio ambiente. O termo tem sido usado em contextos legais e de ativismo ambiental para enfatizar a gravidade das açÔes que resultam em danos irreparĂĄveis ao ecossistema global. Raquel Carson Ă© mais reconhecida por seu trabalho pioneiro na defesa do meio ambiente, especialmente, atravĂ©s do livro “Silent Spring” (“Primavera Silenciosa”) publicado em 1962. Para saber mais, acesse o site EcocĂ­dio, precisamente a postagem: EcocĂ­dio e a lenda ecolĂłgica Rachel Carson, biĂłloga, escritora, ecologista, pioneiro na defesa do meio ambiente: uma inovadora na salvaguarda do planeta. ↩
  4. O Conhecimento na era do EcocĂ­dio e do Greenwashing. Neste contexto, conhecimento Ă© a consciĂȘncia inequĂ­voca dos impactos ambientais negativos causados por uma ação, mesmo quando essa ação Ă© disfarçada de sustentĂĄvel ou “verde”. NĂŁo se trata apenas de saber “o que” estĂĄ acontecendo, mas de compreender “a quem” e “a que custo” essa ação beneficia, ignorando o dano sistĂȘmico ao meio ambiente.

    Para uma empresa, governo ou indivĂ­duo, ter esse conhecimento significa entender que:
    As açÔes (e os lucros) são diretamente ligadas à destruição: Saber que uma cadeia de suprimentos, uma estratégia de produção ou uma política regulatória, apesar de lucrativa, causa desmatamento, poluição ou perda de biodiversidade.

    A “lavagem verde” (Greenwashing) Ă© uma escolha deliberada: NĂŁo se trata de um erro ou de uma simples “falta de fiscalização”, mas de uma estratĂ©gia consciente para manipular a percepção pĂșblica. O conhecimento do dano ambiental existe, mas Ă© intencionalmente ocultado ou minimizado por uma fachada de sustentabilidade.

    As consequĂȘncias sĂŁo intencionais, nĂŁo acidentais:

    O “conhecimento” aqui atribui responsabilidade. Quando uma empresa tem ciĂȘncia de que seu produto ou serviço causa danos ecolĂłgicos e continua a operar, ela assume o risco consciente desse dano, tornando-o parte de seu modelo de negĂłcio. O meio ambiente nĂŁo Ă© uma “opção”, mas sim uma variĂĄvel sacrificĂĄvel na busca pelo lucro.

    Em suma, conhecimento Ă© a peça-chave que eleva o EcocĂ­dio de um mero “acidente ambiental” para um crime. Ele transforma a ignorĂąncia em cumplicidade e a negligĂȘncia em intencionalidade. ↩
  5. “RelatĂłrio do Fundo para o Meio Ambiente Mundial Ă  ConferĂȘncia das Partes sobre o desenvolvimento de uma estratĂ©gia operacional e sobre as atividades iniciais no domĂ­nio das alteraçÔes climĂĄticas (questĂ”es relacionadas com os acordos para o mecanismo financeiro). Para saber mais, acesse o site da UNFCCC (Convenção-Quadro das NaçÔes Unidas sobre Mudanças ClimĂĄticas).” Para saber mais, acesse o site da UNFCCC (Convenção-Quadro das NaçÔes Unidas sobre Mudanças ClimĂĄticas) ↩
  6. “AvaliaçÔes cientĂ­ficas: Consideração do segundo relatĂłrio de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças ClimĂĄticas, Adendo: AnĂĄlises cientĂ­fico-tĂ©cnicas de impactos, adaptaçÔes e mitigação das mudanças climĂĄticas: Contribuição do grupo de trabalho II do Painel Intergovernamental sobre Mudanças ClimĂĄticas.” Para saber mais, acesse o site da UNFCCC (Convenção-Quadro das NaçÔes Unidas sobre Mudanças ClimĂĄticas) ↩
  7. “As terras ĂĄridas representam 41,3% da superfĂ­cie terrestre, uma proporção significativa, como mostra o mapa incluĂ­do neste documento. Se as terras ĂĄridas nĂŁo existissem, o que mudaria no planeta? A baixa disponibilidade de ĂĄgua Ă© um fator limitante para a vida vegetal e animal. Essas ĂĄreas sĂŁo caracterizadas por precipitação escassa e alta evaporação, resultando em um ambiente seco e com pouca umidade. Aproximadamente 44% dos sistemas cultivados do mundo situam-se em terras ĂĄridas. As espĂ©cies vegetais endĂȘmicas das terras secas representam 30% das plantas que sĂŁo atualmente cultivadas. Os seus antepassados e parentes selvagens continuam crescendo nessas zonas. Tradicionalmente, as terras ĂĄridas tĂȘm sido utilizadas sua maioria para pecuĂĄria, mas estĂŁo sendo cada vez mais convertidas em terras de cultivo.” Para saber mais: NaçÔes Unidas Brasil – As terras ĂĄridas sĂŁo importantes. Por que? ↩
  8. “O SemiĂĄrido Brasileiro se estende pelos nove estados da regiĂŁo Nordeste e tambĂ©m pelo norte de Minas Gerais. No total, ocupa 12% do territĂłrio nacional e abriga cerca de 28 milhĂ”es de habitantes divididos entre zonas urbanas (62%) e rurais (38%), sendo portanto um dos semiĂĄridos mais povoados do mundo. Trata-se de uma regiĂŁo rica sob vĂĄrios aspectos: social, cultural, ambiental e econĂŽmico, e Ă© nela que o INSA atua.” Fonte: Instituto Nacional do SemiĂĄrido – INSA ↩
  9. As regiĂ”es subĂșmidas secas do Brasil, especialmente o Agreste, vĂȘm passando por um processo acelerado de transformação ambiental. Em diversas ĂĄreas, a degradação dos solos e os efeitos das mudanças climĂĄticas tĂȘm provocado a transição para condiçÔes semiĂĄridas — e, em alguns casos, atĂ© ĂĄridas. Essa alteração no regime climĂĄtico e na qualidade da terra compromete diretamente a subsistĂȘncia de milhĂ”es de pessoas que dependem da agricultura familiar e dos recursos naturais locais para sobreviver. Para saber mais: Classificação de ĂĄreas semiĂĄridas e subĂșmidas secas utilizando diferentes Ă­ndices climĂĄticos.s utilizando diferentes Ă­ndices climĂĄticos. ↩
  10. A ConferĂȘncia das NaçÔes Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), tambĂ©m conhecida como “CĂșpula da Terra”, foi realizada no Rio de Janeiro, Brasil, de 3 a 14 de junho de 1992. Esta conferĂȘncia global, realizada por ocasiĂŁo do 20Âș aniversĂĄrio da primeira 
    ConferĂȘncia sobre Meio Ambiente Humano,  em Estocolmo, SuĂ©cia, em 1972, reuniu lĂ­deres polĂ­ticos, diplomatas, cientistas, representantes da mĂ­dia e organizaçÔes nĂŁo governamentais (ONGs) de 179 paĂ­ses para um esforço massivo com foco no impacto das atividades socioeconĂŽmicas humanas no meio ambiente. Um “FĂłrum Global” de ONGs tambĂ©m foi realizado no Rio de Janeiro na mesma Ă©poca, reunindo um nĂșmero sem precedentes de representantes de ONGs, que apresentaram sua prĂłpria visĂŁo do futuro do mundo em relação ao meio ambiente e ao desenvolvimento socioeconĂŽmico. Fonte: ConferĂȘncia das NaçÔes Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Rio de Janeiro, Brasil, 3 a 14 de junho de 1992
    ↩
  11. O que Ă© o Tribunal Penal Internacional? Neste vĂ­deo introdutĂłrio vocĂȘ poderĂĄ entender quais foram os objetivos que levaram os Estados a concordar com a criação de um tribunal penal permanente com vocação para a universalidade. A juĂ­za Luz del Carmen Ibåñez explica as principais funçÔes da Corte, os casos em que pode exercer sua jurisdição e os princĂ­pios que regem seu mandato. VocĂȘ tambĂ©m conhecerĂĄ os ĂłrgĂŁos que compĂ”em o Tribunal e como ele funciona. Junte-se a nĂłs e descubra a importĂąncia do Tribunal Penal Internacional na luta contra a impunidade. vocĂȘ quer saber mais? Convidamos vocĂȘ a consultar a bibliografia sobre “A jurisdição do TPI” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” da CCI, disponĂ­vel em: https://www.icc-cpi.int/get-involved/… item.aspx?section=ICL-part1-s15.  ↩
  12. O Tribunal Penal Internacional investiga, processa e, em Ășltima anĂĄlise, condena pessoas pelos crimes internacionais mais graves, incluindo o crime de genocĂ­dio. Nesta apresentação, Magali Bobbio, Diretora JurĂ­dica Adjunta do TPI, explica o que Ă© o “crime dos crimes”, seu contexto histĂłrico e normativo, bem como os comportamentos e meios regulados pelo Estatuto de Roma para a sua perpetração. Junte-se a nĂłs e descubra a importĂąncia do Tribunal Penal Internacional na busca por justiça para as vĂ­timas. Ficou interessado em saber um pouco mais? Convidamos vocĂȘ a revisar a bibliografia sobre “O crime de genocĂ­dio” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” do TPI disponĂ­vel em: https://www.icc-cpi.int/ envolver-se /…   ↩
  13. Os crimes contra a humanidade sĂŁo abusos generalizados e sistemĂĄticos que afetam a humanidade como um todo, tornando-os um dos crimes mais graves e significativos para a comunidade internacional. Juan Pablo CalderĂłn Meza, Diretor JurĂ­dico Adjunto do TPI, explica como esses crimes sĂŁo cometidos, quais caracterĂ­sticas os definem e que tipo de conduta pode levar ao seu cometimento. Junte-se a nĂłs e descubra a importĂąncia do Tribunal Penal Internacional na busca por justiça para as vĂ­timas. Ficou interessado em saber um pouco mais? Convidamos vocĂȘ a revisar a bibliografia sobre “Crimes contra a humanidade” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” do TPI disponĂ­vel em: https://www.icc-cpi.int/get – envolvido/…  ↩
  14. Nesta apresentação, Enrique Carnero, Diretor JurĂ­dico do TPI, apresenta o crime de agressĂŁo, incluĂ­do no Estatuto de Roma desde 2010 com as alteraçÔes de Kampala. Com base no seu contexto histĂłrico, vocĂȘ descobrirĂĄ a relação entre este crime e os atos de agressĂŁo, bem como as condiçÔes especĂ­ficas sob as quais o TPI pode exercer a sua jurisdição para investigar, processar e punir os responsĂĄveis. Junte-se a nĂłs e conheça o trabalho do Tribunal Penal Internacional na busca por uma paz estĂĄvel e duradoura. Ficou interessado em saber um pouco mais? Convidamos vocĂȘ a revisar a bibliografia sobre “O crime de agressĂŁo” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” do TPI disponĂ­vel em: https://www.icc-cpi.int/ envolver-se /…  ↩
  15. Neste vĂ­deo, Ania Salinas, Diretora JurĂ­dica Adjunta do TPI, explica os comportamentos especĂ­ficos que se qualificam como crimes de guerra, as normas internacionais que tentaram limitar os meios e mĂ©todos de combate em conflitos armados internos e internacionais, e como foram cristalizadas no Estatuto de Roma para determinar a responsabilidade dos autores. Junte-se a nĂłs e descubra o papel do Tribunal Penal Internacional na prevenção de crimes internacionais. Ficou interessado em saber um pouco mais? Convidamos vocĂȘ a revisar a bibliografia sobre “Crimes de Guerra” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” do TPI disponĂ­vel em: https://www.icc-cpi.int/get- envolvido /… ↩
  16. Jojo Mehta foi cofundador do Stop Ecocide em 2017, ao lado da advogada e pioneira jurĂ­dica Polly Higgins, para apoiar o estabelecimento do ecocĂ­dio como crime no Tribunal Penal Internacional. Como CEO e porta-voz principal, ela supervisionou o notĂĄvel crescimento do movimento enquanto coordenava os desenvolvimentos jurĂ­dicos, a tração diplomĂĄtica e a narrativa pĂșblica. Ela Ă© presidente da instituição de caridade Stop Ecocide Foundation e organizadora do Painel de Especialistas Independentes para a Definição Legal de EcocĂ­dio, presidido por Philippe Sands QC e Dior Fall Sow. A definição resultante, lançada em Junho de 2021, catalisou Desenvolvimentos legislativos, recomendaçÔes e resoluçÔes a nĂ­vel nacional, regional e internacional.” ↩
  17. “Philippe Sands KC Ă© Professor de CompreensĂŁo PĂșblica do Direito na Faculdade de Direito da University College London e Professor Visitante de Direito na Harvard Law School. Ele Ă© advogado em 11 King’s Bench Walk (11KBW) e atua como advogado perante a Corte Internacional de Justiça e outros tribunais e cortes internacionais. Ele atua como ĂĄrbitro em disputas internacionais de investimentos e no Tribunal Arbitral do Esporte.” Fonte: Universidade de Harvard.  ↩
  18. Andrew Harding Ă© um jornalista e escritor britĂąnico. Ele tem vivido e trabalhado no exterior como correspondente estrangeiro nas Ășltimas 3 dĂ©cadas. Desde 1994 ele trabalha para a BBC News. Andrew ganhou vĂĄrios prĂȘmios por seu jornalismo e redação. Em 2014, a sua cobertura da guerra na RepĂșblica Centro-Africana ganhou um Emmy em Nova Iorque. “These Are Not Gentle People” ganhou o principal prĂȘmio literĂĄrio da África do Sul – o prĂȘmio de nĂŁo-ficção Alan Paton do Sunday Times. O livro tambĂ©m foi selecionado para o prestigiado prĂȘmio criminal “Golden Dagger” do Reino Unido, enquanto a sĂ©rie de rĂĄdio da BBC com a mesma histĂłria, Blood Lands, ganhou o principal prĂȘmio de rĂĄdio da Europa, um “Prix Europa”, em 2021. A reportagem de Andrew da BirmĂąnia ganhou um PrĂȘmio da Anistia de Direitos Humanos em 2006. Em 2004, ele ganhou uma parte do PrĂȘmio Peabody pela cobertura da BBC sobre Darfur, e seu trabalho no norte de Uganda lhe rendeu o PrĂȘmio BritĂąnico de Imprensa Estrangeira e o PrĂȘmio Bayeux por Reportagem de Guerra.” Fonte/Site Oficial: Andrew Harding.  ↩

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Ana Maria Primavesi

🌊 As principais realizaçÔes, ideias, tĂ©cnicas e contribuiçÔes de Ana Maria Primavesi para a agroecologia no Brasil

Ana Maria Primavesi, uma das principais pesquisadoras da agroecologia e agricultura orgĂąnica, deixou um legado significativo na compreensĂŁo do solo como organismo vivo e sua interação com as plantas. Ao longo de sua vida dedicada ao estudo do solo, publicou diversos trabalhos cientĂ­ficos e livros, incluindo o seminal “Manejo EcolĂłgico do Solo: a agricultura em regiĂ”es tropicais”. Alertava para a limitação da adubação baseada apenas em NPK (nitrogĂȘnio (N), fĂłsforo (P) e potĂĄssio (K), destacando a importĂąncia dos microelementos e as diferentes formas de nutrientes no ambiente. Sua contribuição tambĂ©m abordava o papel das ervas daninhas como indicadores ecolĂłgicos da qualidade do solo. Recebeu reconhecimento nacional e internacional, incluindo prĂȘmios e tĂ­tulos honorĂ­ficos, sendo anunciada como Patrona da Agroecologia Nacional em 2014.

Revista Digital EcocĂ­dio

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Índice

“O solo Ă© nossa base vital e de toda a vida em nosso planeta, sem ele nĂŁo existiria Natureza, nem meio ambiente. NĂŁo existe ser humano sadio se o solo nĂŁo for sadio e as plantas bem nutridas.” PRIMAVESI.

“Ana Maria Primavesi fincou os primeiros alicerces do que se chamou na agronomia de agroecologia,1 uma prĂĄtica agrĂ­cola que mimetiza2 a natureza e que nĂŁo explora o solo atĂ© o seu limite, mas sim lhe recompensa toda a abundĂąncia que proporciona.” Instituto de Estudos Avançados (USP).

Ana Maria Primavesi, nascida Annemarie Baronesa Conrad,3 seu nome de solteira, em 3 de outubro 1920 na Áustria, foi uma engenheira agrÎnoma4 e pioneira da agroecologia no Brasil. Dedicou sua vida ao estudo e à promoção de pråticas agrícolas sustentåveis,5 reconhecida por sua contribuição na preservação do solo6 e na recuperação de åreas degradadas;7 suas ideias e técnicas continuam a influenciar a agricultura sustentåvel no Brasil e no mundo, tornando-a um símbolo da luta por uma relação mais harmÎnica entre o homem e a natureza.

A contribuição de Primavesi, conforme ressaltado por Gisele Freitas Vilela,8 pesquisadora da Embrapa Soja,9 Ă© notĂĄvel devido Ă  sua posição singular como a Ășnica aluna do sexo feminino10 em sua turma na Universidade de Viena,11 atualmente denominada Universidade de Recursos Naturais e CiĂȘncias da Vida, Viena (BOKU). Na referida instituição, Primavesi obteve sua graduação em CiĂȘncias AgronĂŽmicas e CiĂȘncias Florestais, bem como completou seu doutorado em Nutrição de Plantas e Solos.12

Sua formação acadĂȘmica na renomada instituição a coloca como uma figura de relevĂąncia na histĂłria da agricultura brasileira, reconhecida internacionalmente por suas valiosas contribuiçÔes para a agroecologia. O artigo de Vilela: “Ana Maria Primavesi entra para as Pioneiras da CiĂȘncia do CNPQ” aprofunda a anĂĄlise da vida e obra de Primavesi, ressaltando sua dedicação Ă  pesquisa e defesa de prĂĄticas agrĂ­colas sustentĂĄveis, alĂ©m de seu papel inspirador para futuras geraçÔes de mulheres na agroecologia.

A seguir, os trechos e citaçÔes pertinentes extraídos do artigo:

“Ela dedicou sua vida ao estudo do solo, sua paixĂŁo. Solo Ă© vida e Ă© a base da vida. HĂĄ muita vida nele e muita dependĂȘncia dele”. É uma das mais importantes pesquisadoras na ĂĄrea da agroecologia e da agricultura orgĂąnica. A compreensĂŁo do solo como um organismo vivo e com diversos nĂ­veis de interação com a planta foi uma das contribuiçÔes de Ana Maria Primavesi para a agronomia.”

“Ao longo da vida, Ana Primavesi publicou 12 livros e 94 textos e artigos cientĂ­ficos. Ela e o marido foram professores na Universidade Federal de Santa Maria13 entre 1961 e 1974. Neste intervalo, foi realizado um Congresso internacional em biologia do solo e criado o primeiro curso de pĂłs-graduação a nĂ­vel de mestrado da universidade credenciado junto ao MEC e Capes.”

“Em 1979, Ana lança seu livro-chave, o Manejo EcolĂłgico do Solo: a agricultura em regiĂ”es tropicais, apĂłs diversos anos de desenvolvimento e discussĂ”es com editores e consultores. O livro teve que ser ampliado para 541 pĂĄginas e depois para mais de 600. Assim, com 60 anos, o lançamento do livro e o nascimento da primeira neta, dĂŁo estĂ­mulo Ă  Ana para continuar batalhando, apĂłs a morte do companheiro de muitas lutas. Com o livro, Ana partiu para a divulgação de suas ideias, recebendo apoio irrestrito de uma ala da classe agronĂŽmica que tentava lutar por uma agricultura mais sustentĂĄvel e saudĂĄvel.”

“Ana Primavesi alertava em relação Ă  orientação da adubação restrita ao uso de NPK e ressaltava a importĂąncia dos microelementos na eficiĂȘncia produtiva e na sanidade vegetal. Ela assinalava os prĂłs e os contras das distintas formas e fontes de nutrientes, sua eficiĂȘncia e aproveitamento pelas plantas, sua ciclagem no ambiente e seus impactos sobre a biologia do solo. Ao tratar desse assunto, alertava para o fato de que a fertilidade do solo nĂŁo poderia ser compreendida apenas por suas caracterĂ­sticas quĂ­micas, jĂĄ que Ă© intrinsecamente ligada a fenĂŽmenos que tambĂ©m se relacionam Ă s propriedades fĂ­sicas e biolĂłgicas.”

“Outra contribuição sua foi a percepção das ervas daninhas como indicadores ecolĂłgicos de qualidades fĂ­sicas, quĂ­micas e biolĂłgicas dos solos. Quando se aposentou, em 1980, mudou-se para sua propriedade agrĂ­cola de 96 ha em ItaĂ­, no estado de SĂŁo Paulo. Foi pesquisadora da Fundação Mokiti Okada14 e uma das fundadoras da Associação da Agricultura OrgĂąnica (AAO),15 uma das primeiras associaçÔes de produtores orgĂąnicos do Brasil. Ao longo de sua carreira, recebeu diversos prĂȘmios, como o One World Award da IFOAM,16 em 2012, alĂ©m de tĂ­tulos Doctor honoris causa em diversas universidades brasileiras.

Em 2014, Ă© anunciada Patrona da Agroecologia Nacional, cuja data Ă© o de seu natalĂ­cio, 3 de outubro. Outros livros importantes sĂŁo Agroecologia: ecosfera, tecnosfera e agricultura; Manejo ecolĂłgico de pragas e doenças: tĂ©cnicas alternativas para a produção agropecuĂĄria e defesa do meio ambiente; Agricultura sustentĂĄvel: manual do produtor rural; A Moderna Agricultura Intensiva – Volume 1; A Biocenose do Solo na Produção Vegetal; A Moderna Agricultura Intensiva – Volume 2 ; DeficiĂȘncias Minerais em Culturas, Nutrição e Produção Vegetal.”

Ana Maria Primavesi: a cientista brasileira que encontrou inspiração em Johannes Görbing

No artigo “A extraordinĂĄria histĂłria de vida de Ana Maria Primavesi“, a geĂłgrafa, professora, escritora e pesquisadora da vida, VirgĂ­nia Mendonça Knabben, propĂ”e que a engenheira agrĂŽnoma Ana Maria Primavesi foi inspirada por Johannes Görbing,17 apelidado de “O Profeta” devido Ă s suas percepçÔes incompreendidas sobre as relaçÔes solo-planta-animais. Essa inspiração levou Primavesi a repensar seus conhecimentos e a aplicar princĂ­pios que hoje conhecemos como agroecologia, embora na Ă©poca nĂŁo tivessem um nome especĂ­fico, apenas uma conduta.

A seguir, os trechos e citaçÔes pertinentes extraídos do artigo:

“Johannes Görbing era farmacĂȘutico de formação, mas o que o atraĂ­a mesmo era a botĂąnica e a quĂ­mica, principalmente a quĂ­mica dos alimentos. Ele andava por todos os lados e observava o comportamento das plantas; umas tinham sido adubadas e vĂĄrias doenças novas apareciam. Numa outra parte, as plantas tinham se deitado apĂłs a chuva, e questionava: por que sĂł algumas? Desenterrava e analisava as raĂ­zes e tentava entender o porquĂȘ das coisas, num mĂ©todo pouco “ortodoxo”, daĂ­ as muitas crĂ­ticas que recebia.

Annemarie seguia o grupo e prestava atenção naquele homem robusto, cheio de vitalidade, de um entusiasmo contagiante. Görbing não tinha as respostas para suas próprias perguntas e era essa atitude que mais encantava Annemarie. Ele conquistara o seu respeito por sua humildade e porque, em sua espontaneidade, ensinava àqueles estudantes a pensar e a questionar aspectos que nunca cogitaram.

O professor havia residido em Aleppo, no norte da SĂ­ria, e fora trabalhar como mĂ©dico de um regimento, pois um confronto com os turcos seria iminente. NĂŁo ocorreu. Mas um episĂłdio despertou sua curiosidade: os turcos, tendo roubado trigo para fazer pĂŁo, mostravam-se meio “loucos” com sua ingestĂŁo. Görbing questionou-os. AlĂ©m da curiosidade, havia a responsabilidade de responder como mĂ©dico de seu regimento: “O que hĂĄ em seu cereal?”. E descobriu que um fungo e outra planta estavam misturados Ă  farinha. E pensou: se o homem se alimenta das plantas, direta ou indiretamente, e o que sente estĂĄ diretamente associado ao que come, entĂŁo era o solo que deveria ser o bem mais precioso de todos, pois dele as plantas retiram os nutrientes e deles depende a saĂșde em toda a teia alimentar.

Annemarie sorria. Aquela lĂłgica tĂŁo simples e tĂŁo verdadeira, sutil e arrebatadora a tomavam, e um entusiasmo cresceu em seu Ă­ntimo. Tudo era tĂŁo simples e lĂłgico, e mesmo assim era um segredo para a maioria. Annemarie nunca mais se desvencilharia daquela experiĂȘncia, daquele professor e daquela tarde. Arriscamos dizer que ali nascia a grande engenheira agrĂŽnoma Ana Maria Primavesi. Foi a partir do contato com Johannes Görbing, “O Profeta”, como o chamavam – justamente porque nĂŁo entendiam as relaçÔes que ele fazia entre solo-planta-animais -, que Ana passou a ressignificar seus aprendizados e a conectĂĄ-los, jĂĄ exercendo o que hoje chamamos de agroecologia, mas que para ela ainda nĂŁo tinha um nome, somente uma conduta.” 

Agroecologia Ă© agricultura orgĂąnica? Por que tem outro nome? Qual o conceito de Primavesi?

“A matĂ©ria orgĂąnica serve para agregar o solo. Por exemplo: a agricultura orgĂąnica dĂĄ a receita de como fabricar o composto e o aplica em lugar do adubo quĂ­mico. Para ela, o composto Ă© fertilizante em forma orgĂąnica. A agroecologia pergunta: o que o composto faz no solo? Ele deve agregĂĄ-lo formando poros que permeabilizam sua superfĂ­cie. Portanto, nĂŁo necessita ser composto mas pode ser qualquer material orgĂąnico, a partir de restolhos e palha atĂ© a adubação verde. O que cada um vai aplicar depende das possibilidades de cada propriedade.” Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

Ana Maria Primavesi – Agroecologia e Agricultura orgñnica.

Universidade Federal do Rio Grande do Sul

A polĂ­tica de avestruz na agricultura

Agroecologia Ă© agricultura orgĂąnica? Por que tem outro nome?

A resposta Ă© porque a agricultura orgĂąnica ainda permanece com o enfoque da agricultura convencional. Ela simplesmente troca os agentes quĂ­micos por orgĂąnicos, deixa correr as causas e somente combate os sintomas. Ela pode ser ecolĂłgica mas tambĂ©m pode ser cem por cento antiecolĂłgica, e as receitas que ela obriga a obedecer atravĂ©s de suas normas, sĂŁo praticamente todas do clima temperado e tĂȘm pouca vantagem no clima tropical, a começar pelo composto, que Ă© enterrado, seguido pelo combate de pragas e doenças e Ă  produção de produtos biologicamente inferiores.

A agroecologia tem um enfoque holĂ­stico. VĂȘ os ciclos e sistemas naturais que tenta manejar. Por exemplo: erosĂŁo, enchente e secas tĂȘm sua razĂŁo na perda de porosidade da superfĂ­cie do solo. Portanto, nĂŁo os combate por curvas de nĂ­vel, micro bacias, barragens, retificação dos rios e irrigação, mas conserta onde o ciclo da ĂĄgua foi interrompido, isto Ă©, na superfĂ­cie do solo, que se tornou impermeabilizado e estĂ©ril pela falta de matĂ©ria orgĂąnica.

A agroecologia nĂŁo fornece receitas, ela fornece conceitos.

A matéria orgùnica serve para agregar o solo. Por exemplo: a agricultura orgùnica då a receita de como fabricar o composto e o aplica em lugar do adubo químico. Para ela, o composto é fertilizante em forma orgùnica. A agroecologia pergunta: o que o composto faz no solo? Ele deve agregå-lo formando poros que permeabilizam sua superfície. Portanto, não necessita ser composto mas pode ser qualquer material orgùnico, a partir de restolhos e palha até a adubação verde. O que cada um vai aplicar depende das possibilidades de cada propriedade.

O composto é adubo em forma orgùnica? Não, ele fornece nutrientes no fim de sua decomposição, mas isso é uma espécie de brinde. Ele deve permeabilizar o solo para a ågua, o ar e as raízes.

Um sistema radicular extenso e profuso abastece a planta com os nutrientes necessårios e ao mesmo tempo då acesso à ågua armazenada em camadas mais profundas. Neste sentido o pior que pode acontecer é que se forma uma laje em pouca profundidade. E esta sempre se forma quando o solo é desprotegido contra o impacto de chuva. Mas também o sistema radicular permanece pequeno, muitas vezes atacado por nematoides, quando faltar boro. O boro deficiente quase em todos os solos da região do cerrado é essencial para todas as culturas.

A proteção da superfície do solo é fundamental, seja ela por uma cobertura morta, um plantio adensado, a consorciação de culturas ou mesmo uma lona plåstica.

O solo nĂŁo somente mantĂ©m sua estrutura granular mas ao mesmo tempo Ă© mais fresco. Acima de 32 graus C, a planta nĂŁo consegue mais absorver ĂĄgua. E se uma laje confina a raiz `a camada superficial, durante as horas quentes do dia a planta nĂŁo consegue absorver ĂĄgua. E em solo sombreado a planta necessita de menos nutrientes, especialmente menos cĂĄlcio, zinco e boro. Sabe-se, por exemplo no cacau, que ĂĄrvores sombreadas tĂȘm muito menos doenças do que estas em pleno sol.

Portanto, a agroecologia nĂŁo trabalha com normas mas fundamentalmente com o solo segundo a antiga sabedoria: Solo doente- Planta doente-Homem doente.

Somente em um solo sadio crescem plantas sadias porque aqui recebem todos os nutrientes que necessitam para formar todas as substĂąncias a que sĂŁo geneticamente habilitadas. Estas substĂąncias nĂŁo sĂŁo necessĂĄrias para produzir grĂŁos ou frutas, mas elas dĂŁo sabor, odor e valor nutritivo que atualmente os produtos convencionais nĂŁo possuem mais.

A planta que nĂŁo consegue formar proteĂ­nas, mas permanece nos aminoĂĄcidos, nĂŁo forma açĂșcares de maior peso molecular ou graxos de estrutura complexa e sempre estarĂĄ sujeita ao ataque de fungos, bactĂ©rias, vĂ­rus e insetos que existem para decompor o que Ă© fraco, doente, velho e morto para que o jovem e vigoroso possa prosperar. Todos os organismos de decomposição sĂŁo programados por enzimas para determinadas estruturas quĂ­micas.

Quando as plantas sĂŁo atacadas porque jĂĄ sĂŁo doentes e elas permanecem doentes, mesmo se os insetos ou microrganismos foram controlados ou matados como mostram as fotografias Kirlian (na figura, vemos as fotos de um gladĂ­olo que tem sua energia sendo perdida, com as luzes na vertical mostrando a saĂ­da da energia da planta).

Como tudo na natureza, tambĂ©m os nutrientes existem em determinadas proporçÔes e se estas forem desequilibradas, por exemplo, por uma adubação elevada de nitrogĂȘnio ou um excesso de fĂłsforo, os nutrientes relativos entram em deficiĂȘncia e a planta pode ser atacada por insetos ou microrganismos. Este desequilĂ­brio tambĂ©m pode ser provocado por defensivos, como maneb, zineb ou organoforforados ou mesmo por “produtos orgĂąnicos” como calda sulfocĂĄlcica ou a calda bordalesa.

Assim, na agroecologia nĂŁo se procura combater o “parasita” mas sim nutrir melhor a planta. Podemos dar como exemplo o aparecimento dos ĂĄcaros. Estes somente aparecem em plantas ou ĂĄrvores com aminoĂĄcidos livres e um acĂșmulo de açĂșcares redutores. Quando tratado com calda sulfocĂĄlcica, os ĂĄcaros morrem mas aĂ­ aparecem as cochonilhas. Na agroecologia, tenta-se restabelecer a proteosĂ­ntese e transformar esses açĂșcares de baixo peso molecular. Ou quando aparece a lagarta do cartucho no milho, Ă© porque estĂĄ faltando boro. A agricultura convencional planta milho Bt para matar as lagartas; na agroecologia se aduba o milho com boro e ela desaparece.

As variedades transgĂȘnicas, tanto as RR como Bt continuam com enfoque temĂĄtico, combatendo sintomas e tentando matar tanto invasoras como parasitas. PorĂ©m elas nĂŁo modificam a situação indicada pelo parasita ou invasor. Assim, o milho Bt, embora limpo das lagartas do cartucho (Spodoptera frugiperda) continua deficiente em boro, a soja RR, embora limpa de invasoras (como como a leiterinha ou amendoim-bravo) que indicou a deficiĂȘncia de molibdĂȘnio, continua com a deficiĂȘncia, mostrando um nĂșmero de vagens reduzidas bem como seu nĂșmero de grĂŁos.

Isso tudo mostra que as variedades transgĂȘnicas sĂŁo livres de parasitas e invasoras, porĂ©m os problemas continuam e sĂŁo somente encobertos. Portanto, nĂŁo sĂŁo uma medida para aumentar a produção, mas sĂŁo somente uma polĂ­tica de avestruz nĂŁo querendo ver os problemas, que resultam na decadĂȘncia avançada dos solos, especialmente provocados pela aração profunda e as elevadas quantidades de NPK que desequilibram os outros nutrientes das plantas, causando-lhes doenças.

ReferĂȘncia: Arquivos textos Ana Maria Primavesi. DisponĂ­vel em: < https://anamariaprimavesi.com.br/category/textos/?fbclid=IwAR1g41v6SFDxP7_y02JOC0drApzeLK0Xjvzaq1qlaLhesjEbr17VhFtSM_c > Acesso em 17 de fevereiro de 2022

Explore o legado de Ana Maria Primavesi – mergulhe em suas obras e descubra um mundo de sabedoria para a sustentabilidade

Livros para Download – PDF

No site oficial de Ana Maria Primavesi, vocĂȘ encontrarĂĄ uma incrĂ­vel variedade de livros disponĂ­veis gratuitamente em formato PDF. Essa Ă© uma oportunidade Ășnica para acessar informaçÔes fundamentais e preciosas sobre agricultura sustentĂĄvel, ecologia e temas relacionados. Esses livros sĂŁo uma fonte valiosa de conhecimento, oferecendo insights profundos e prĂĄticos para quem busca compreender e promover prĂĄticas agrĂ­colas e ambientais mais conscientes. Aproveite essa momento Ășnico para expandir seus horizontes e se aprofundar em questĂ”es essenciais para um futuro mais sustentĂĄvel e harmonioso com o meio ambiente.

Agricultura sustentĂĄvel : Manual do produtor rural

Para ter acesso ao PDF na internet e fazer o download do arquivo gratuitamente, clique: Agricultura SustentĂĄvel Manual do produtor rural – SĂŁo Paulo: Nobel, 1992

Segue o link e uma breve sinopse do livro no site da Amazon: “A autora, pioneira da agricultura ecolĂłgica no paĂ­s, tem como prioridade extrair dos recursos naturais as condiçÔes ideais para o desenvolvimento das lavouras, concentrando os cuidados na terra – uma terra boa produz plantas vigorosas e sadias. O trato do solo deve ser biolĂłgico-fĂ­sico (e nĂŁo quĂ­mico-mecĂąnico), para preservar o equilĂ­brio natural e o ambiente, e a produção agrĂ­cola deve se adequar a cada agro-ecossistema. Um verdadeiro manual do produtor rural, este livro mostra como analisar e preparar a terra, tratar a semente e fazer o plantio, a adubação e a proteção da lavoura. TambĂ©m ensina a combater pragas, fazer a rotação das culturas e o manejo das pastagens, tudo para obter um lucro maior e uma agricultura sustentĂĄvel, do ponto de vista econĂŽmico social e ambiental.”

Agroecologia, Ecosfera, Tecnosfera e Agricultura

Para ter acesso ao PDF na internet e fazer o download do arquivo gratuitamente, clique: Agroecologia, Ecosfera, Tecnosfera e Agricultura – SĂŁo Paulo: Nobel, 1997

Nesta obra, “Ana Primavesi mostra que antes de mudar a tecnologia para explorar os recursos naturais Ă© preciso mudar o homem para que use esses recursos sabiamente. Ecosfera, tecnosfera e agricultura nĂŁo devem entrar em choque; devem harmonizar-se para poderem continuar a proporcionar vida ao ser humano.” Fonte do Texto e da Imagem: Livraria Espiral.

Manejo Ecologico del Suelo

Para ter acesso ao PDF na internet e fazer o download do arquivo gratuitamente, clique: Manejo Ecologico del Suelo – 1982. Idioma: Espanhol. É relevante notar que a cĂłpia em PDF do livro conta com o autĂłgrafo de Ana Maria Primavesi, tornando este momento ainda mais histĂłrico.

“O futuro do Brasil estĂĄ ligado Ă  sua terra. O manejo adequado de seus solos Ă© a chave mĂĄgica para a prosperidade e o bem-estar geral”. Ana Maria Primavesi – PLD Livros DidĂĄticos

O livro “Manejo EcolĂłgico do Solo” Ă© uma obra tĂ©cnica destinada a agrĂŽnomos e profissionais da agropecuĂĄria. Escrito por Ana Maria Primavesi, pioneira da Agroecologia no Brasil, o livro aborda questĂ”es prĂĄticas relacionadas ao solo, como adubação, seca, compactação, erosĂŁo e germinação de sementes. Em linguagem acessĂ­vel, a autora explora as inter-relaçÔes ecolĂłgicas do solo e defende um manejo sustentĂĄvel baseado no conhecimento dos seus princĂ­pios bĂĄsicos. Primavesi enfatiza a importĂąncia de adaptar as tĂ©cnicas agrĂ­colas ao clima tropical e questiona conceitos tradicionais, argumentando que Ă© possĂ­vel obter colheitas elevadas de forma econĂŽmica. A obra destaca a vitalidade do solo e a necessidade de cuidar da terra para garantir um futuro prĂłspero e em harmonia com a natureza.

Lista de mais 8 livros de Ana Maria Primavesi disponĂ­veis para download, juntamente com artigos relacionados a cada um deles

ErosĂŁo

ErosĂŁo: “Um dos problemas de maior importĂąncia em nosso sĂ©culo Ă© o da erosĂŁo. Este fenĂŽmeno sempre se verificou nas terras agrĂ­colas e pastoris quando maltratadas, e a histĂłria nos fala de muitos povos desaparecidos cujo perecimento foi devido aos prejuĂ­zos causados pela erosĂŁo. Mas agora, em nossa era, os danos causados pelo terrĂ­vel mal estĂŁo atingindo grande vulto no globo e o perigo da fome atualmente estĂĄ muito prĂłximo.” Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

Para ter acesso ao PDF na internet e fazer o download do arquivo gratuitamente, clique: ErosĂŁo

Cultura do Milho

Cultura do Milho: “InfluĂȘncia da estrutura do solo e de micronutrientes na cultura do milho.” Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

Para ter acesso ao PDF na internet e fazer o download do arquivo gratuitamente, clique: Cultura do milho

Artigos relacionados a cultura do milho: https://anamariaprimavesi.com.br/?s=Cultura+do+Milho

Cultura do Centeio

Cultura do Centeio: “Artur e Ana Primavesi – NĂŁo hĂĄ cereal menos exigente do que o centeio. Nem a aveia pode vingar em solos tĂŁo ruins como aqueles em que ele ainda medra. Somente o trigo adlai (grĂŁo tartar) pode concorrer com o centeio, pois o seu perĂ­odo vegetativo Ă© de 8 semanas. O trigo adlai nĂŁo Ă© cereal, mas da famĂ­lia das poligonĂĄceas e na alimentação humana sĂł serve para fazer mingau.” Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

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Artigos relacionados a Cultura do Centeio: https://anamariaprimavesi.com.br/?s=Cultura+do+centeio

Cultura da Cana-de-AçĂșcar

Cultura da Cana-de-AçĂșcar: “A invasora compete com a cultura pelos nutrientes, em Ă©pocas secas pela ĂĄgua e prejudica a cultura por suas excreçÔes radiculares. (
) as raĂ­zes excretam substĂąncias que, como quelatantes, ajudam na absorção de minerais; que atraem uma microflora especĂ­fica, inclusive bactĂ©rias moduladoras e micorrizas; e que defendem seu espaço radicular contra a invasĂŁo de plantas com necessidades nutricionais semelhantes.” Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

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Artigos relacionados a Cultura da Cana-de-AçĂșcar: https://anamariaprimavesi.com.br/?s=Cultura+da+Cana-de-A%C3%A7%C3%BAcar

A Cultura do Arroz

A Cultura do Arroz: “O arroz vegeta em diferentes tipos de solo, segundo o tipo de cultura. Por isso nĂŁo se pode generalizar de modo nenhum qual deva ser seu tipo de solo, porque isso depende principalmente das condiçÔes em que a cultura Ă© feita.” Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

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As Leguminosas na Adubação Verde

As Leguminosas na Adubação Verde. Quais os sete erros que se cometem na agricultura orgùnica? Como se deve trabalhar na agroecologia? Entenda as raízes das plantas, dicas para um plantio bem sucedido e como conservar a temperatura amena e a  umidade do solo. Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.

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ERROS QUE SE COMETEM NA AGRICULTURA ORGÂNICA

  1. Trabalham com solos mortos como na Agricultura Convencional, ou seja, com solos compactados e com lajes.
  2. Somente trocam fatores quĂ­micos por orgĂąnicos. Por exemplo, uso de caldas para combater pragas.
  3. NĂŁo se cuida do sistema radicular das plantas.
  4. NĂŁo se protege o solo contra o aquecimento extremo.
  5. Usa-se matéria orgùnica (composto) como adubo.
  6. Não se cuida da biodiversidade. Plantam-se monoculturas que ou vão dar o mesmo tipo de nutrientes para o solo pela decomposição ou nem isso volta para o solo.)
  7. NĂŁo se protegem as culturas contra o vento.

COMO SE DEVE-SE TRABALHAR NA AGROECOLOGIA

Trabalhar com solos vivos. Solos vivos sĂŁo agregados (grumosos) e sem lajes duras no fundo do solo para que a ĂĄgua e o ar penetrem facilmente.

Para isso, precisamos de:

  • MatĂ©ria orgĂąnica na camada superficial como ALIMENTO PARA A VIDA DO SOLO
  • Biodiversidade = Culturas mistas ou rotação de culturas ou manejo adequado do mato.

Para manter os solos vivos eles nĂŁo podem ser:

  • Revolvidos profundamente (porque gastam matĂ©ria orgĂąnica)
  • Nem receber calagem corretiva ou adubação nitrogenada (tambĂ©m gasta a matĂ©ria orgĂąnica)
  • Nem receber adubação nitrogenada

Estes mĂ©todos contribuem para “Matar” os solos.

A matéria orgùnica, tanto faz se na forma de composto ou da adubação verde:

  • NĂŁo pode ser revolvida no solo, somente ficar na camada superficial, assim como acontece na natureza quando as folhas vĂŁo caindo e se acumulando na terra. Se revolvida, produz gĂĄs metano e gĂĄs sulfĂ­drico, que sĂŁo tĂłxicos para as raĂ­zes.
  • Tem de ser a mais diversificada possĂ­vel, nĂŁo de monoculturas.
  • O importante nĂŁo Ă© A QUANTIDADE DE NITROGÊNIO  mas a BIODIVERSIDADE DA VIDA. Esta sim vai mobilizar e fixar os nutrientes.
  • Se o composto tiver NITROGÊNIO DEMAIS (de leguminosas  ou de esterco puro), adicione sulfato de cobre.

AS RAÍZES DAS PLANTAS

  • Devem ser o mais abundantes possĂ­vel.
  • Devem possuir micorrizas que triplicam o espaço enraizado.
  • NĂŁo podem ser viradas para o lado ou para cima por um plantio mal feito por transplantar mudas velhas; por ter as bandejas postas no solo ou mesas (as raĂ­zes crescem pra baixo e vĂŁo para os lados); ou por qualquer impedimento de crescimento como lajes, arames, ĂĄgua estagnada, etc.
  • NĂŁo podem ser bulbosas e sem radĂ­culas (se isso acontecer, falta cĂĄlcio).
  • NĂŁo podem ser muito curtas (se isso acontecer, falta boro).
  • Quando as plantas murcham com facilidade e necessitam de irrigação quase permanente Ă© porque as raĂ­zes sĂŁo pequenas e superficiais.

DICAS PARA UM PLANTIO BEM SUCEDIDO:

+   nĂŁo colocar a bandeja no chĂŁo ou numa mesa maciça

      +   nĂŁo usar ĂĄgua suja para irrigação      

      +   nĂŁo enterrar a matĂ©ria orgĂąnica

      +   nĂŁo irrigar demais

 +  nĂŁo usar mudas passadas e se for, podar as raĂ­zes

=   colocar 2 bandejas com terra idĂȘntica uma acima da 

           outra e cortar as raĂ­zes – que passam da primeira bandeja para a outra – com um arame ou lĂąmina fina – antes do transplante.

      =   usar um pino para fazer um buraco ( nĂŁo usar o polegar).

      =   colocar a MatĂ©ria OrgĂąnica somente na camada superficial.  NĂŁo incorporar profundo no solo ou no fundo da cova.

      =   verificar  se tem o suficiente de boro no solo.

PARA CONSERVAR A TEMPERATURA AMENA E A  UMIDADE DO SOLO

NECESSITA-SE: 

  • Uma cobertura viva: policultura, manejo do mato (em hortaliças), plantio adensado ou cobertura morta (mulch);
  • Controle do vento, que leva atĂ© 750 mm/ano de chuva.

(vento baixa a produção ou exige irrigação permanente)

ATENÇÃO:

Existem plantas que não se dão bem juntas (Alelopåticas). Elas não podem ser usadas em rotação, nem consorciação, nem plantadas na vizinhança.

Por exemplo:

sorgo  x  gergelim

girassol  x  tomate, fumo, batatinhas

feijĂŁo (ou qualquer leguminosas)  x  cebola, alho

funcho ou erva-doce  x  todas as outras hortaliças (menos coentro)

trigo mourisco  x  trigo

repolho  x  tomate

etc.

EM-4

Não é um defensivo. Ele melhora o metabolismo das plantas e com isso sua nutrição, tornando-as mais resistentes a pragas e doenças.

BOKASHI

NĂŁo age em lugar de nitrogĂȘnio quĂ­mico mas Ă© uma fonte de vitaminas e minerais que mobilizam a vida do solo, que entĂŁo vĂŁo mobilizar nutrientes para as plantas.

O VĂ­rus nas Plantas e o Seu Combate

O VĂ­rus nas Plantas e o Seu Combate: “O tĂŁo misterioso e tĂŁo falado vĂ­rus nĂŁo Ă© um patĂłgeno vegetal, mas apenas uma deficiĂȘncia mineral, o que foi provado em dezenas de milhares de estudos e experiĂȘncias coroadas de sucesso. Ainda existem diversas doenças atribuĂ­das a vĂ­rus, nĂŁo apuradas atĂ© hoje, mas os estudos prosseguem e com certeza se descobrirĂĄ que tambĂ©m sĂŁo provenientes de alguma deficiĂȘncia vegetal.” Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

Para ter acesso ao PDF na internet e fazer o download do arquivo gratuitamente, clique: O VĂ­rus nas Plantas e o Seu Combate

Artigos relacionados a O VĂ­rus nas Plantas e o Seu Combate: https://anamariaprimavesi.com.br/?s=O+V%C3%ADrus+nas+Plantas+e+o+Seu+Combate

A Cultura do Trigo

A Cultura do Trigo: “Fui chamada numa propriedade onde as subdivisĂ”es foram de tal maneira feitos que metade era solo estragado pelo plantio de trigo e onde nĂŁo crescia mais nada, nem cabelo-de-porco, enquanto a outra era pantanosa. Perguntaram: como vamos manejar agora estes piquetes? Bom, isso eu tambĂ©m nĂŁo podia dizer, porque nĂŁo havia maneira de se fazer o manejo.” Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

Para ter acesso ao PDF na internet e fazer o download do arquivo gratuitamente, clique: A Cultura do Trigo

Artigos relacionados a A Cultura do Trigo: https://anamariaprimavesi.com.br/?s=A+cultura+do+trigo

Livros para Comprar

“É importante ressaltar que as indicaçÔes de livros feitas neste site EcocĂ­dio sĂŁo apenas sugestĂ”es. Trata-se simplesmente de uma maneira de compartilhar informaçÔes Ășteis com vocĂȘs, meus leitores. No entanto, ao clicar nos links para comprar os livros no site oficial de Ana Maria Primavesi, Ă© possĂ­vel que haja uma monetização por parte desse site. Acredito que seja justo apoiar diretamente o trabalho dos autores e seus representantes, e encorajo vocĂȘs a fazerem o mesmo.”

O grĂŁo de trigo

“O grĂŁo de trigo” Ă© um conto do livro “A Convenção dos Ventos: Agroecologia em contos”, de Ana Maria Primavesi. Por ser um texto sensĂ­vel e didĂĄtico, muito adotado em escolas e cursos de Agroecologia, foi escolhido para ser publicado separadamente, com ilustraçÔes de Veronica Fukuda. Esta publicação reforça a intenção de se ensinar Agroecologia nas escolas, tendo os livros de Primavesi como bibliografia bĂĄsica.

VocĂȘ tambĂ©m pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: O GrĂŁo de Trigo.

“VocĂȘ sabia que muitas das nossas comidas como o pĂŁo, o bolo e o macarrĂŁo sĂŁo feitas a partir do trigo? E que o trigo Ă© uma planta que, como todas as outras, cresce e floresce por causa das vĂĄrias substĂąncias que existem na terra?

A Ana Primavesi foi uma cientista que estudou durante muito tempo todas essas substùncias do solo. Ela viveu 99 anos e passou a maior parte de sua vida trabalhando para que conseguíssemos cuidar bem da terra, e de nós também.

E todas essas substĂąncias que ela estudou sĂŁo muito importantes para as plantas crescerem fortes e saudĂĄveis, mas se tiver muito de uma e pouco de outra elas ficam fracas e doentes. VocĂȘ sabia, tambĂ©m, que no mundo que a gente vive existe um grupo de pessoas que, para ganhar muito dinheiro, explora o trabalho de outras pessoas e a terra, de um jeito que suga dela quase toda sua vida e energia. Com o solo fraco e desequilibrado, eles precisam jogar veneno nas plantas, os agrotĂłxicos, mas isso vai para nosso corpo deixando a gente doente tambĂ©m. .

Primavesi, alĂ©m de estudar muito sobre a vida no solo ela tambĂ©m pesquisou formas de cultivar a terra que respeitassem a vida contida ali, de um jeito que fosse possĂ­vel produzir os alimentos de uma forma saudĂĄvel – Ă© o que chamamos hoje de Agroecologia.

AlĂ©m de estudar muito sobre a vida no solo ela tambĂ©m pesquisou formas de cultivar a terra que respeitassem a vida contida ali, de um jeito que fosse possĂ­vel produzir os alimentos de uma forma saudĂĄvel – Ă© o que chamamos hoje de Agroecologia.

Neste livro, vamos conhecer a histĂłria de um grĂŁo de trigo e entender um pouco melhor como dependemos da vida dele e como ele depende da vida do solo. Depois de lĂȘ-lo, ficamos pensando em Como podemos contribuir para que a terra seja cada vez mais saudĂĄvel para que possamos ter plantas e seres humanos saudĂĄveis?”

Solo saudável – planta saudável – ser humano saudável. PRIMAVESI

Micronutrientes, os Duendes gigantes da Vida

Micronutrientes, os Duendes gigantes da Vida “trata sobre um mundo invisĂ­vel sob os nossos pĂ©s. É um mundo cheio de relaçÔes, proporçÔes, associaçÔes e sobretudo leis, que atuam com o propĂłsito de dar continuidade Ă  vida. Neste universo paralelo, a vida alcança dimensĂ”es astronĂŽmicas em suas potencialidades.

A palavra micro designa algo muito pequeno em seu tamanho, e os micronutrientes tĂȘm este nome porque sĂŁo muito eficientes em pouca quantidade. É famosa a histĂłria da neta de Ana que sofreu com uma anemia severa ao nascer, e que mesmo com todas as tentativas de fazĂȘ-la absorver o ferro, isso nĂŁo acontecia. A solução veio do micronutriente cobalto: faltava apenas um ĂĄtomo para que ele mobilizasse o cobre, e o cobre, por sua vez, mobilizasse o ferro. Com a adubação certeira da avĂł, essa menina floresceu. Um ĂĄtomo, uma proporção, e uma associação que significaram a diferença entre a degeneração ou o resplendor.”

VocĂȘ tambĂ©m pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Micronutrientes: os duendes gigantes da Vida

“Micronutrientes: os duendes gigantes da Vida descreve o papel dos micronutrientes na dinĂąmica de vida do solo. Fala-se em micronutrientes nĂŁo por seu tamanho mas sim por suas proporçÔes quantitativas, mĂ­nimas, mas essenciais. Ativadores de enzimas, antagonistas dos macronutrientes, os quais micronutrientes dominam, sĂŁo responsĂĄveis por colheitas fartas, sobretudo sadias. Em sua falta, as plantas adoecem, e assim “pragas” aparecem para aniquilar o doente, inacabado, primando pela excelĂȘncia da vida.”

A Convenção dos Ventos – Agroecologia em Contos – Nova edição

“A ciĂȘncia em forma de prosa.”

Nestes contos, “A Convenção dos ventos – Agroecologia em contos“, “Ana Primavesi desvenda o mundo das abelhas, das formigas, conta sobre a ação dos ventos e das bactĂ©rias no solo, bem como o efeito do arado, que desagrega seus grumos. Fala sobre a fotossĂ­ntese e a germinação do grĂŁo de trigo, que tem sua programação definida. Sensibiliza sobre a questĂŁo das queimadas, e a situação do rio TietĂȘ, sensibilizando nosso olhar nestes e outros aspectos.”

VocĂȘ tambĂ©m pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: A Convenção dos Ventos. Agroecologia em Contos – SĂ©rie Ana Maria Primavesi 

“Por meio destes contos, a renomada Profa. e Dra. Ana Primavesi nos conduz a uma iniciação agroecolĂłgica que toca nosso coração e ainda nos faz refletir sobre as açÔes humanas sobre o ambiente, tendo como foco a agricultura. Com criatividade e imaginação descreve a função de elementos essenciais para as plantas, sua atividade nestas e no solo. Com autoridade discorre sobre o ar, a ĂĄgua e a vida no solo. Ressalta a interação entre os organismos e o ambiente, sempre combinando poesia e ciĂȘncia.

Todavia, ao se referir ĂĄs mudanças ambientais promovidas por açÔes humanas vislumbra as consequĂȘncias nefastas e lança um alerta sobre as sequelas decorrentes: com a degeneração da vida no solo seguem a das caracterĂ­sticas fĂ­sicas e quĂ­micas dos solos, seu desequilĂ­brio e empobrecimento cuja consequĂȘncia final Ă© a desertificação, a contaminação de rios, a poluição da terra, do ar e da ĂĄgua. E tambĂ©m dos alimentos. Todos esses riscos sĂŁo exclusivamente direcionados a ocasionar a ruĂ­na da vida superior em nosso planeta. É a ciĂȘncia em forma de prosa.

Manual do Solo Vivo – Nova edição

Manual do Solo Vivo Ă© um livro bĂĄsico. “Como Manual, ensina a base de todo conhecimento que se deve ter para se lidar com a terra, cuidando para que esta se mantenha viva e assim possa gerar mais vida. Ana explica de maneira didĂĄtica as peculiaridades do solo tropical e suas diferenças de manejo com o solo temperado. A cor, o cheiro, a ação do vento, a colocação e ação da matĂ©ria orgĂąnica, o exame das raĂ­zes, a adubação verde e o plantio direto sĂŁo alguns dos diversos assuntos tratados pela autora, que tem o incrĂ­vel dom de cativar as pessoas com sua maneira simples e amorosa de lidar com a natureza.”

VocĂȘ tambĂ©m pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Manual do Solo Vivo: Solo Sadio, Planta Sadia, ser Humano Sadio

“Um livro primordial que ensina a base de todo conhecimento para se lidar com a terra e para gerar mais vida. A consagrada pesquisadora e engenheira agrĂŽnoma explica, de maneira didĂĄtica, as peculiaridades do solo tropical e suas diferenças de manejo com o solo temperado. A cor, o cheiro, a ação do vento, a colocação e ação da matĂ©ria orgĂąnica, o exame das raĂ­zes, a adubação verde e o plantio direto sĂŁo alguns dos diversos assuntos tratados por Ana Primavesi. Manual do solo apresenta o solo composto de vida transbordante.

E Ă© a partir dessa premissa que a autora desvenda o mistĂ©rio da vida: um solo vivo consegue mobilizar os nutrientes que uma planta necessita e que serĂŁo utilizados pelo ser humano, ao contrĂĄrio do solo doente que gera plantas doentes e suscetĂ­veis Ă  ação de insetos e agentes causadores de doenças. Com isto, a autora comprova que os agrotĂłxicos prejudicam a natureza e o ser humano, ao mesmo tempo em que nĂŁo curam a planta doente. Apenas a prĂĄtica agrĂ­cola ecolĂłgica, capaz de oferecer alimentos saudĂĄveis, tem como resultado imediato o resguardo da integridade do meio ambiente, garantia bĂĄsica para a continuidade da humanidade.Um livro para estudantes de agroeconomia e agroecologia, professores, pesquisadores, camponeses e militantes sociais.”

Pergunte ao solo e Ă s raĂ­zes

“A autora inicia a obra reforçando os conhecimentos agroecolĂłgicos fundamentais para que se possa conduzir sistemas de produção eficazes, produtivos e lucrativos. Depois, conta seus casos, sempre tentando ressaltar a importĂąncia de se pensar nas causas que levaram ao problema antes de se pensar no que fazer (o como). Perguntar o porquĂȘ antes do como Ă© a chave para o bom entendimento de suas açÔes no campo.” AtĂ© a data da publicação deste artigo, ao tentar acessar o link do livro “Pergunte ao solo e Ă s raĂ­zes” na livraria indicada pelo site oficial de Ana Maria Primavesi, nĂŁo foi possĂ­vel encontrĂĄ-lo disponĂ­vel. No entanto, o livro estĂĄ disponĂ­vel para compra no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Pergunte ao solo e Ă s raĂ­zes.

“Ana Primavesi, reconhecida mundialmente pela sua atuação bem-sucedida no campo da agroecologia, com 93 anos de vida e 70 de profissĂŁo, consegue trazer de forma clara e simples o sucesso na agricultura, utilizando a visĂŁo integrada e sistĂȘmica, ensinando onde medir, onde e como atuar nessa gestĂŁo da complexidade agrĂ­cola atual, com exemplos prĂĄticos.”  

“Pimavesi costumava dizer que solo saudĂĄvel tem resistĂȘncia natural a pragas e por isso nĂŁo precisa de herbicidas altamente tĂłxicos como os que sĂŁo utilizados em larga escala. Um solo saudĂĄvel produz plantas sadias, bonitas e de alto valor biolĂłgico, muito diferente dos produtos chamados “orgĂąnicos” que encontramos em feiras, sacolĂ”es e supermercados. É possĂ­vel o tratamento adequado e eficiente do solo tropical para tornĂĄ-lo produtivo com a aplicação de medidas simples, que sĂŁo viĂĄveis a qualquer agricultor. Mas Ă© preciso conhecer o solo e as necessidades do que se planta nele. Por meio de anĂĄlise cuidadosa, podem-se descobrir as causas da deficiĂȘncia da planta e adotar medidas para suprir essa deficiĂȘncia. Este livro apresenta vĂĄrios exemplos prĂĄticos de culturas comprometidas e os tratamentos utilizados. Frequentemente convocada por agricultores daqui e de outros paĂ­ses, Ana foi capaz de resolver mais de 70 problemas em cultivos diversos, salvando inĂșmeras economias dependentes do solo.”

Manejo ecolĂłgico do solo: A agricultura em regiĂ”es tropicais (Edição 2021) 

O livro que revolucionou as ciĂȘncias agrĂĄrias no Brasil

Primavesi vinha escrevendo seu livro Manejo EcolĂłgico do Solo desde que deixara Santa Maria e viera morar em SĂŁo Paulo. Juntou livros, rascunhos e palestras recuperadas, alĂ©m de toda sua experiĂȘncia pessoal e de pesquisa. A ideia era fazer com que estudantes e interessados em agricultura entendessem os conceitos e processos naturais, a fisiologia das plantas em solos tropicais, a biologia e a microbiologia do solo, de forma a integrar os processos e dinĂąmicas que envolviam a vida do solo.

“Nunca tinha havido um livro que tratava solo, plantas, adubação, produção, junto com a biologia e a microbiologia do solo, nessa Ă©poca quase ignoradas, a nĂŁo ser por algumas bactĂ©rias fixadoras de nitrogĂȘnio com que a Dra. Johanna Döbereiner trabalhava. E nunca ninguĂ©m tinha ouvido falar de bio-estrutura”, explica Ana. Sua visĂŁo da natureza enfatizava a conexĂŁo dos processos fĂ­sicos, quĂ­micos e biolĂłgicos, numa dinĂąmica ecolĂłgica muito diferente do que se ensinava nas universidades, que preconizavam o uso intensivo de insumos, adubos minerais e tecnologias que davam prioridade Ă  produção, nĂŁo ao processo, que Ă© a dinĂąmica entre os sistemas. Pesquisa/Fonte: Manejo EcolĂłgico do Solo – o livro que revolucionou a agricultura tropical.

VocĂȘ pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Manejo ecolĂłgico do solo : A agricultura em regiĂ”es tropicais. “Este Ă© um livro tĂ©cnico e destina-se aos agrĂŽnomos de campo e a todos que trabalham na agropecuĂĄria e procuram uma resposta a inĂșmeros problemas que surgem diariamente, como – mau aproveitamento dos adubos, efeito cada vez mais pronunciado da seca, deficiĂȘncias e doenças de toda espĂ©cie mas de controle difĂ­cil, compactaçÔes e adensamentos do solo, encrostamento da superfĂ­cie do solo apĂłs as chuvas, erosĂŁo cada vez mais pronunciada, enchentes, mas tambĂ©m a germinação muito deficiente de sementes, entre outros.”

Capa nova edição 2021

Cartilha da Terra

“Lançado em celebração ao seu centenĂĄrio de vida, esta obra chega a nĂłs como Cartilha-testamento de Ana, um material no qual devemos nos debruçar e fazĂȘ-lo chegar Ă s escolas, para que uma geração se forme consciente da importĂąncia da preservação do solo vivo. Vamos conhecer melhor o comportamento das minhocas, o papel dos nutrientes, das enzimas, do fogo, entender a compostagem e conhecer melhor as plantas indicadoras. Um assunto engatado ao outro, num jeito tĂŁo Primavesi de nos ensinar: tratando a natureza com o mĂĄximo respeito, e sobretudo, amor.”

VocĂȘ tambĂ©m pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Cartilha da Terra

“Cartilha da Terra, primeiro livro pĂłstumo de Ana Primavesi, Ă© um texto inĂ©dito, escrito em 1970, na forma de apostila para extensionistas e produtores rurais, com o objetivo de orientar de forma didĂĄtica as prĂĄticas de recuperação do solo morto e de manutenção do solo vivo. AlĂ©m das duas partes, “A terra essa desconhecida” e “A terra e o seu trato”, mais um texto histĂłrico foi anexado Ă  Cartilha: “O solo e sua vida”, escrito em 1950, como presente de 32 anos de Artur, marido e companheiro de pesquisa. Esse texto darĂĄ origem Ă  obra de referĂȘncia Ana, Manejo ecolĂłgico do solo, com 549 pĂĄginas, publicada em 1980.

Primavesi parte do questionamento sobre as concepçÔes dominantes a respeito da terra, seja da população urbana que percebe a “terra que apenas suja os pĂ©s” ou dos acionistas do agronegĂłcio que compreendem “a terra como suporte para insumos, sementes e ĂĄgua”. A partir daĂ­, apresenta sua concepção de solo vivo como tese fundamental para a produção agroecolĂłgica, descrevendo os elementos principais para a recuperação do solo morto.

A autora demonstra a tese do equilíbrio dinñmico da natureza para a produção agroecológica no solo tropical e conclui, no texto final, com a síntese teórica e prática sobre solo vivo. Um livro-testamento de caráter didático no qual se dirige às camponesas e aos camponeses, aos estudantes de diferentes cursos, às educadoras e educadores, para a tarefa de conhecer e praticar os princípios fundamentais da natureza, garantindo a manutenção do solo vivo e a produção de alimentos saudáveis. Ou nas palavras de Primavesi: “Quem tenta agradar a terra, agrada às plantas.

E quem quer confortar as plantas, conforta a si mesmo, porque elas agradecem com uma produção farta, nutritiva e barata”. Trechos do texto “Outros ainda consideram a terra um organismo vivo, uma parte viva do meio ambiente onde se entrelaçam solo-planta-clima. A terra dĂĄ Ă s plantas as condiçÔes para crescer; as plantas fornecem Ă  terra matĂ©ria orgĂąnica para viver; e da cobertura vegetal que a terra pode manter depende o clima local. Terra de mata Ă© diferente da de pastagem, e esta da de terra de cultura, mesmo se partiram da mesma unidade taxonĂŽmica, do mesmo tipo de solo.

Tudo Ă© constituĂ­do por ciclos. Cada estĂĄgio Ă© importante para que o ciclo se conclua. E tudo que vive em cima da terra Ă© constituĂ­do por ela e, por sua vez, a transforma”. “O que atrapalhou a convivĂȘncia com a natureza foi a palavra bĂ­blica onde Deus disse ao homem: ‘Enchei a terra e dominai sobre ela!’. Mas Ă© de duvidar que este ‘dominai’ significa quebrar todas as leis e destruir todos os equilĂ­brios e criar o caos. Dominar pode ser dentro das leis, manejando. E dominar pode ser fora das leis, destruindo. Como a destruição nos jogou numa luta sem fim e sem esperança de vitĂłria, Ă© mais do que lĂłgico que tentaremos manejar a terra dentro das leis da natureza”.”

Manejo ecológico de pastagens em regiÔes tropicais e subtropicais

“Ana Primavesi desde pequena observava seu pai na criação de gado, nas terras que pertenciam Ă  famĂ­lia na Áustria. Quando, jĂĄ no Brasil, Ana iniciou sua carreira universitĂĄria na Universidade Federal de Santa Maria (RS-Brasil), apesar de se dedicar quase integralmente ao manejo biolĂłgico do solo e Ă  nutrição mineral das plantas, sempre teve um carinho especial pela pecuĂĄria, procurando encontrar causas e soluçÔes para as diferentes dificuldades; desde o manejo do solo, a nutrição mineral de plantas e animais Ă  visĂŁo que buscava analisar o conjunto de informaçÔes e suas interaçÔes.” É um livro 2-em-1, porque foi condensado num mesmo livro o Manejo EcolĂłgico de Pastagens e A Produtividade das Pastagens Nativas.

VocĂȘ tambĂ©m pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Manejo ecolĂłgico do solo : A agricultura em regiĂ”es tropicais

“Este Ă© um livro tĂ©cnico e destina-se aos agrĂŽnomos de campo e a todos que trabalham na agropecuĂĄria e procuram uma resposta a inĂșmeros problemas que surgem diariamente, como – mau aproveitamento dos adubos, efeito cada vez mais pronunciado da seca, deficiĂȘncias e doenças de toda espĂ©cie mas de controle difĂ­cil, compactaçÔes e adensamentos do solo, encrostamento da superfĂ­cie do solo apĂłs as chuvas, erosĂŁo cada vez mais pronunciada, enchentes, mas tambĂ©m a germinação muito deficiente de sementes, entre outros.”

Algumas plantas indicadoras: como reconhecer os problemas de um solo

Algumas plantas indicadoras – como reconhecer os problemas do solo: “Quando uma planta nativa aparece em um lugar, Ă© porque todas as condiçÔes lhe sĂŁo favorĂĄveis. Milhares de sementes caem em um metro quadrado do chĂŁo, mas somente algumas centenas conseguem nascer e poucas dezenas e atĂ© poucos exemplares conseguem se desenvolver. A planta nativa pode servir de “indicadora” porque acusa perfeitamente as condiçÔes do solo e do microambiente em que estĂĄ. SĂŁo ecĂłtipos, e por elas, podemos “ler” nossos solos, estabelecendo relaçÔes mĂșltiplas que nos habilitam a manejĂĄ-lo ecologicamente.”

VocĂȘ tambĂ©m pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Algumas Plantas Indicadoras: Como Reconhecer os Problemas do Solo

“Com este livro didĂĄtico e ilustrado, Ana Maria Primavesi apresenta as plantas indicadoras de um solo vivo, rico em nutrientes, bem como os solos pobres, com deficiĂȘncias de minerais e problemas de drenagem de ĂĄgua ou compactação do solo, entre outros problemas. Neste livro, Primavesi ensina, de modo simples e profundo, a observar a natureza e compreender os elementos que compĂ”em a vida do solo. As chamadas “plantas invasadoras” sĂŁo apenas as plantas que estĂŁo adaptadas ao solo e foram retiradas pelo manejo para agricultura. Sempre que possĂ­vel, essas plantas voltarĂŁo a ocupar o solo em que viviam. Com elas, Ă© possĂ­vel saber como tratar as deficiĂȘncias do solo para a produção agroecolĂłgica.

Quando uma planta nativa aparece num lugar Ă© porque todas as condiçÔes lhe sĂŁo favorĂĄveis. Milhares de sementes caem num metro quadrado de chĂŁo, somente algumas centenas conseguem nascer e somente poucas dezenas e atĂ© sĂł poucos exemplares conseguem se desenvolver. NĂŁo depende somente da presença da semente que uma planta nasça, depende igualmente de micro-organismos, da riqueza ou pobreza quĂ­mica do solo, de suas condiçÔes fĂ­sicas e aqui especialmente de crostas superficiais, do regime de ar e ĂĄgua, da insolação e do uso pelo homem e gado. Por isso fala-se de “ecĂłtipos”.

A planta nativa pode servir de “indicadora” porque acusa perfeitamente as condiçÔes do solo e do microambiente. Assim, barba-de-bode (Aristida pallens), capim cabeludo (Trachypogon spp) ou sapĂ© (Imperata exaltata) sĂŁo plantas tĂ­picas de solos periodicamente queimados, muito ĂĄcidos, pobres em cĂĄlcio e fĂłsforo e com regime hĂ­drico alterado. Capim-seda (Cynodon dactylon) indica solos muito compactados e samambaias solos com teor elevado de alumĂ­nio trocĂĄvel. Todos os capins do tipo Andropogon, como rabo-de-burro, rabo-de-coelho, capim-caninha etc. Indicam solos pobres com problemas de drenagem. E assim cada lugar pode ser identificado pela vegetação ali existente. Na agricultura nĂŁo se pergunta que planta poderia crer.”

HistĂłrias de Vida e Agroecologia

Ana Maria Primavesi – histĂłrias de vida e agroecologia. Esta Ă© a biografia de Ana Primavesi. “Escrito com a colaboração da prĂłpria Primavesi e de toda a famĂ­lia, bem como a de amigos e profissionais da ĂĄrea, este livro mostra a força desta mulher que rompeu barreiras em todos os Ăąmbitos de sua vida, perseverou, lutou e fincou suas bases na Agronomia, tornando-se um dos nomes mais importantes quando se busca por uma prĂĄtica agrĂ­cola ecolĂłgica. Leia mais sobre a biografia de Ana aqui mesmo no site na aba: “biografia”, que foi totalmente baseada neste livro.”

VocĂȘ tambĂ©m pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Ana Maria Primavesi. HistĂłrias de Vida e Agroecologia

“Ana Maria Baronesa Primavesi nasceu em 3 de outubro de 1920, no castelo Pichlhofen, distrito de St Georgenob Judenburg, no estado da EstĂ­ria, Áustria, como primeira filha do BarĂŁo Sigmund Conrad e sua esposa Clara. Depois de cursar o primĂĄrio em seu distrito, em 1935, foi para o SacrĂ© Coeur, em Graz, onde foi aluna no internato. Fez os Ășltimos anos do ginĂĄsio em Dresden, onde concluiu seus estudos bĂĄsicos. De lĂĄ foi mandada para o serviço Arbeitsdienst, no leste da PrĂșssia, “um grande desestĂ­mulo imposto pelos nazistas a quem queria continuar os estudos”, e depois de nove meses entrou na Universidade AgrĂ­cola de Viena, que concluiu em 1942.

Doutorou-se em Cultura de Solos e Nutrição Vegetal. Durante o perĂ­odo em que esteve na universidade , foi mandada para Lodz, PolĂŽnia, para ajudar na transferĂȘncia de refugiados judeus durante a guerra e em Metz, Lorena, trabalhou numa fĂĄbrica – estas foram imposiçÔes do governo nazista aos estudantes. De 1943 atĂ© o ?m da guerra, trabalhou no Conselho de Pesquisa da Universidade com pesquisas sobre ar frio. Foi presa como ato de segurança dos ingleses e trabalhou nessa Ă©poca como intĂ©rprete e tipista na FSS (Serviço Secreto dos Ingleses), em um campo de concentração em Wolfsberg.”

A biocenose do solo da produção vegetal & DeficiĂȘncias minerais em culturas

A Biocenose do solo Ă© “a ação recĂ­proca entre solo-planta-microvida. Neste livro, de autoria de Ana e Artur Primavesi, estas relaçÔes se aprofundam e sĂŁo explicadas de maneira a nos fazer entender como as relaçÔes entre todos os processos se dĂŁo.” TambĂ©m Ă© um livro 2-em-1 porque une duas obras em um sĂł livro: A Biocenose do Solo na produção vegetal & DeficiĂȘncias Minerais em Culturas.

VocĂȘ tambĂ©m pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: A Biocenose do Solo na Produção Vegetal and DeficiĂȘncias Minerais em Culturas

“Esta obra foi originalmente publicada em duas partes: Moderna agricultura intensiva volume I – a biocenose do solo na produção vegetal, editado em 1964 pela Editora Pallotti (Santa Maria/RS), e Moderna agricultura intensiva volume II – deficiĂȘncias minerais em culturas: nutrição e produção vegetal, editado no ano seguinte pelas Oficinas GrĂĄfica da Livraria do Globo S. A. (Porto Alegre/RS). Por serem complementares, juntamos os dois volumes, identificados agora por seus antigos subtĂ­tulos. O texto teve atualizaçÔes e revisĂŁo tĂ©cnica do engenheiro agrĂŽnomo do Primavesi, e acrescentamos tambĂ©m o prefĂĄcio de Adilson Dias Paschoal.”

Manejo Ecológico de Pragas e Doenças

Manejo EcolĂłgico de Pragas e Doenças Ă© “um livro que faz a transição da agricultura Convencional Ă  AgroecolĂłgica. Neste processo, em que o solo estĂĄ em fase de recuperação, as plantas ainda apresentam deficiĂȘncias e com isso “pragas” podem surgir. O livro conduz o agricultor a conquistar sua autonomia no campo, e suas receitas sĂŁo temporĂĄrias. Assim que o solo estiver vivo, nenhuma delas serĂĄ mais necessĂĄria.”

VocĂȘ tambĂ©m pode adquirir o livro no site da Amazon. Segue o link e uma breve sinopse: Manejo EcolĂłgico de Pragas e Doenças

“Nesta obra de referĂȘncia na ciĂȘncia agronĂŽmica, a autora de renome internacional cita vĂĄrias “pragas” e doenças e busca corrigir as causas, ao contrĂĄrio de receitar venenos que somente atuam nas consequĂȘncias. Ana Primavesi apresenta uma coletĂąnea de mĂ©todos de combate biolĂłgico, bem com os melhores mĂ©todos de manejo, e ensina como evitar a manutenção do problema.

A cientista explica que as “pragas”, assim chamadas pelos homens, sĂŁo indicadores naturais da fragilidade da saĂșde da planta. Insetos e doenças sĂŁo sintomas de uma deficiĂȘncia (ou excesso) de nutrientes na planta. “Pragas” nĂŁo sĂŁo capazes de digerir plantas sadias, porque nĂŁo possuem enzimas para digestĂŁo de substĂąncias completas, somente as incompletas.

Da capacidade de se observar a natureza, de entender e interpretar as inter-relaçÔes solo-micro-vida-planta-clima, os ecossistemas, as sucessĂ”es, os ciclos vitais e os equilĂ­brios dinĂąmicos que representam, a agroecologia desponta como Ășnica alternativa para a manutenção da vida dos solos e, portanto, da vida de todos os seres contra a devastação provocada pelo uso intensivo de agrotĂłxicos. Um livro para estudantes de agroeconomia e agroecologia, professores, pesquisadores, camponeses e militantes sociais.”

LiçÔes de Ana Primavesi

Compartilho um vĂ­deo de Ana Maria Primavesi, disponĂ­vel no canal Globo Rural do YouTube.18 Publicado em 7 de junho de 2012, sob o tĂ­tulo “LiçÔes de Ana Primavesi”, este vĂ­deo, apesar de sua curta duração (dois minutos), revela a notĂĄvel sabedoria de Primavesi, fruto, sem dĂșvida, de uma mente iluminada. O canal Globo Rural descreve Primavesi como uma pioneira da agroecologia no Brasil, destacando sua crença na necessidade de alimentar o mundo atravĂ©s do cultivo em solos saudĂĄveis. Esta breve, porĂ©m poderosa, apresentação captura a essĂȘncia do compromisso e da visĂŁo de Primavesi em relação Ă  agricultura sustentĂĄvel e Ă  preservação ambiental.

La Vida en el Suelo

A seguir, compartilho o vĂ­deo do canal YouTube Ana Primavesi, intitulado “La Vida en el Suelo” (dublado em portuguĂȘs Brasil), e publicado em 13 de novembro de 2021, com os preciosos subtĂ­tulos em espanhol (legendas) fornecidos por Angelina Kusano e Dario Gimenez. Este vĂ­deo, apesar das limitaçÔes tĂ©cnicas da Ă©poca em que foi produzido, resplandece como uma joia rara de valor incalculĂĄvel. Em minha avaliação, Ă© verdadeiramente uma obra-prima do meio ambiente.

Realizado no estĂșdio “Solos e Cultura” da Universidade de Santa Maria, sob a direção dos estimados Prof. Dr. Artur Primavesi e Dra. Ana M.C. Primavesi, este trabalho Ă© uma jornada fascinante pela vida microscĂłpica do solo, datando entre os anos de 1963 e 1968. Sob a habilidosa orientação cientĂ­fica da Dra. Ana Maria Primavesi, com adaptação de figuras por Joel Saldanha Orion Mello, pintura de Elycia Doller e Orion Mello, e direção de cinematografia por JosĂ© Caneda, o vĂ­deo narra a Ă©pica batalha das microvidas, Ă­ons e raĂ­zes vegetais pela sobrevivĂȘncia.

Este documentĂĄrio Ă© um recurso que merece ser apreciado e compartilhado, especialmente como ferramenta de educação ambiental. Professores podem considerar apresentĂĄ-lo aos seus alunos como um marco na conscientização ambiental, uma fonte valiosa de conhecimento e inspiração. Respeitando todas as referĂȘncias, crĂ©ditos e direitos autorais, Ă© uma honra disseminar essa notĂĄvel contribuição para o entendimento e preservação do nosso ecossistema.

Galeria de VĂ­deos AutomĂĄtica em Miniatura do YouTube

A seguir apresentamos uma galeria de vídeos, uma lista de reprodução do YouTube. O vídeo do entrevistado é reproduzido ao clicar na miniatura do item ou no título da galeria. Ao proceder à pesquisa, o vídeo aparece adicionado ao topo automaticamente como uma grande moldura. Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.

O ciclo de debates e o(s) vĂ­deo(s) a seguir, sĂŁo destinados ao pĂșblico interessado em conhecer perspectivas e alternativas diante das crises sistĂȘmicas. O debate foi realizado por meio online e transmitida pelo YouTube. As transmissĂ”es serĂŁo realizadas em lĂ­ngua portuguesa (dublados ou legendados). Em relação ao vĂ­deo, e, para saber mais, e quais foram Ă s fontes utilizadas, estĂŁo separados em blocos, onde constam as referĂȘncias bibliogrĂĄficas no Canal YouTube.

O texto a seguir esclarece o conteĂșdo educacional do site objeto de pesquisa. Embora as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel localizar rapidamente o texto original atravĂ©s do Link de Acesso disponĂ­vel.

▶ Como o vĂ­deo YouTube Ă© sempre compartilhado?

Para saber mais, e quais foram Ă s fontes utilizadas no compartilhamento e recursos de vĂ­deos, acessar referĂȘncias bibliogrĂĄficas: compartilhar vĂ­deos e canais YouTube.

▶ Qual o fator de para acelerar ou desacelerar um vĂ­deo?

Para controlar como o vĂ­deo Ă© reproduzido, o YouTube oferece um fator de para acelerar ou desacelerar. Para abrir as configuraçÔes de vĂ­deo, selecione o botĂŁo “Engrenagem/Velocidade da Reprodução” (no canto inferior direito). Depois, clicar e escolher a melhor opção: 0,25 (menor velocidade) e seleção 2 (maior aceleramento).

▶ Como se tornar um membro oficial do Canal YouTube do vĂ­deo publicado?

Ainda que as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel encontrar rapidamente a imagem e o texto original, enquanto se encontram, disponĂ­vel em Link desses sites e Canal YouTube do vĂ­deo publicado. ApĂłs assistir ao vĂ­deo, existe a opção de clicar no botĂŁo inscrever-se, ativar o “sininho” para ser notificado das novidades, e se tornar um membro oficial do Canal.

Tesouros Auditivos de Ana Maria Primavesi

Uma coleção de depoimentos pessoais que preservam um valioso legado de conhecimento

Importante observar, que os Podcasts, uma forma de mĂ­dia digital em crescimento, oferecem uma riqueza de conteĂșdo auditivo disponĂ­vel para os ouvintes em todo o mundo. Seja em forma de entrevistas, discussĂ”es, narraçÔes ou atĂ© mesmo palestras e cursos, os Podcasts sĂŁo uma fonte valiosa de informação e entretenimento. Transmitidos pela internet, esses arquivos de ĂĄudio podem ser acessados e ouvidos a qualquer momento, em qualquer lugar, atravĂ©s de dispositivos como smartphones, tablets ou computadores.

Apresentação dos Podcasts de Ana Maria Primavesi:

PARTE 1: Explorando os Fundamentos da Agricultura Sustentåvel. Nesta primeira parte, mergulhamos nos fundamentos da agricultura sustentåvel com Ana Maria Primavesi. De discussÔes sobre o mamão com as extremidades escurecidas até a importùncia das årvores e os desafios enfrentados pelos bezerros ao nascer, este podcast oferece uma visão abrangente e informativa sobre os princípios essenciais da agricultura ecológica.

PARTE 2: PrĂĄticas AgrĂ­colas SustentĂĄveis e Manejo do Solo. Na segunda parte, Ana Maria Primavesi aborda uma sĂ©rie de prĂĄticas agrĂ­colas sustentĂĄveis e tĂ©cnicas de manejo do solo. Desde a importĂąncia da braquiĂĄria decumbes atĂ© a diferença entre solos tropicais e temperados, este podcast oferece insights valiosos para agricultores e entusiastas da agroecologia interessados em promover a saĂșde do solo e o bem-estar das plantas.

PARTE 3: Ecossistemas do Solo e Nutrição das Plantas. No terceiro podcast, exploramos os ecossistemas do solo e a nutrição das plantas com Ana Maria Primavesi. Discutindo tópicos como biota do solo, matéria orgùnica e sanidade das sementes, este episódio oferece uma compreensão aprofundada dos processos biológicos e químicos que sustentam a vida no solo e promovem o crescimento saudåvel das plantas.

PARTE 4: EstratĂ©gias para Regeneração do Solo e Agricultura SustentĂĄvel. Na Ășltima parte, Ana Maria Primavesi compartilha estratĂ©gias prĂĄticas para regeneração do solo e agricultura sustentĂĄvel. Desde a importĂąncia da matĂ©ria orgĂąnica na superfĂ­cie atĂ© o uso de micorrizas e adubação fosfatada, este podcast oferece orientaçÔes Ășteis para agricultores e ambientalistas que buscam promover a saĂșde do solo e a produtividade agrĂ­cola de forma sustentĂĄvel.

Live “Ana Primavesi e a Agroecologia no Brasil”

É com grande importĂąncia que recomendamos a live “Ana Primavesi e a Agroecologia no Brasil“, que estreou no canal YouTube Lutz Global em 20 de dezembro de 2023. Este evento faz parte da playlist ‘AGROECOLOGIA GLOBAL’ e destaca a extraordinĂĄria contribuição de Ana Maria Primavesi para o desenvolvimento da agroecologia em nosso paĂ­s.

Ao longo da transmissão, renomados especialistas, incluindo Virgínia Mendonça Knabben, autora da biografia de Primavesi, e José Maria Tardin, militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, discutem a importùncia do legado deixado por Primavesi.

Além disso, a participação de Iara Lopes, educadora popular, traz uma perspectiva enriquecedora sobre a aplicação pråtica dos princípios agroecológicos. A moderação fica por conta de Elenita Malta e Paula Fortini, duas profissionais dedicadas ao estudo e ensino da história ambiental. Inscreva-se no canal Lutz Global para assistir a esta e outras transmissÔes inspiradoras sobre temas relevantes para a sustentabilidade e o meio ambiente.

TransmissĂŁo Especial: Homenagem Ă  Dra. Ana Primavesi – AniversĂĄrio e Tributo Ă  Matriarca da Agroecologia

Nesta transmissĂŁo ao vivo, disponĂ­vel no canal YouTube Somos Verdes e publicada em 3 de outubro de 2023, celebramos o aniversĂĄrio da renomada Dra. Ana Primavesi, reconhecida como a Matriarca da agroecologia no Brasil.

O evento contou com a participação de Virgínia Mendonça Knabben, geografa e que também é autora da biografia da Dra. Ana Primavesi. Além disso, o vídeo inclui depoimentos emocionantes de pessoas que expressam seu apreço e admiração pela Dra. Primavesi.

ReflexÔes sobre Agrotóxicos e Legado de Ana Primavesi: Entrevista com Virgínia Knabben

Neste vĂ­deo, compartilhado no canal do YouTube “Jardins ComestĂ­veis NĂŁo Convencionais” em 2 de abril de 2021, VirgĂ­nia Mendonça Knabben, geĂłgrafa, professora e autora da biografia de Ana Primavesi, discute os impactos dos agrotĂłxicos e a perseguição a Larissa Mies Bombardi,19 alĂ©m de abordar a vida e a obra de Ana Primavesi.

Descubra o Legado de Ana Maria Primavesi: ReflexÔes sobre Agroecologia e a Valorização do Solo com Virgínia Knabben

Knabben tambĂ©m enfatizou a importĂąncia de integrar os ensinamentos de Primavesi ao currĂ­culo escolar, comparando-a Ă  importĂąncia de figuras histĂłricas como PitĂĄgoras, Lavoisier e Marx.”

Neste vĂ­deo, compartilhado no canal YouTube de Antonio Andrioli em 15 de outubro de 2020, a participação de VirgĂ­nia Mendonça Knabben trouxe discussĂ”es sobre Ana Maria Primavesi, suas experiĂȘncias de vida e o campo da agroecologia. Um ponto central abordado foi a valorização do solo como um recurso precioso. Knabben, autora da biografia ‘Ana Maria Primavesi: A biografia’, dedicou seis anos de pesquisa para completar este projeto.

Destacou-se a maneira simples, didĂĄtica e acessĂ­vel com que a agrĂŽnoma transmitia seus ensinamentos, uma das suas caracterĂ­sticas marcantes. Knabben tambĂ©m enfatizou a importĂąncia de integrar os ensinamentos de Primavesi ao currĂ­culo escolar, comparando-a Ă  importĂąncia de figuras histĂłricas como PitĂĄgoras, Lavoisier e Marx. Ela ressaltou a capacidade de Primavesi de integrar diversas disciplinas, desde agronomia atĂ© hidrografia e zootecnia, encantando seus ouvintes com sua paixĂŁo pela natureza. Knabben compartilhou ainda sua experiĂȘncia pessoal ao conhecer Primavesi em 2010.

Os ensinamentos atemporais de Ana Maria Primavesi agora ao alcance de todos no YouTube

Os vĂ­deos que compartilharei oferecem uma rica narrativa sobre a vida e a obra de Ana Maria Primavesi, uma figura proeminente no campo da agricultura sustentĂĄvel e da ecologia. Essas produçÔes, provenientes de diversos canais do YouTube, abrangem o perĂ­odo de 19 de outubro de 2010 a 20 de novembro de 2022, retratando de maneira inspiradora a jornada de Primavesi. Ao destacar suas contribuiçÔes significativas para a ciĂȘncia e sua incansĂĄvel defesa da sustentabilidade ambiental, esses vĂ­deos proporcionam aos espectadores a oportunidade de mergulhar na vida desta visionĂĄria e compreender melhor seu legado duradouro.

Lembre-se de que estes vĂ­deos, dispostos em duas pĂĄginas, sĂŁo apenas uma amostra do vasto repertĂłrio disponĂ­vel no YouTube sobre Ana Maria Primavesi. Continue explorando para descobrir dezenas de outros vĂ­deos que oferecem insights valiosos sobre sua vida e obra.

Imagem Destacada/Créditos: A cientista Ana Maria Primavesi que conheci. Para saber mais, clicar no ícone no canto superior esquerdo.

O texto a seguir esclarece o conteĂșdo educacional do site objeto de pesquisa. Embora as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel localizar rapidamente o texto original atravĂ©s do Link de Acesso disponĂ­vel: A cientista Ana Maria Primavesi que conheci.

“…

(Homenagem que presto por ocasião do trigésimo dia de seu falecimento)

Por Adilson D. Paschoal
Professor SĂȘnior da Esalq-USP

Conhecer as propriedades fĂ­sicas, quĂ­micas e biolĂłgicas dos solos Ă© a meta dos edafologistas. A complexidade do assunto e os requisitos didĂĄticos levaram Ă s especializaçÔes, surgindo especialistas em fĂ­sica do solo, em quĂ­mica do solo e em microbiologia do solo. Como consequĂȘncia, o entendimento desse importante recurso natural como um todo, Ășnico, indiviso, acabou prejudicado.

A compreensĂŁo das mĂșltiplas interaçÔes ocorrentes entre os trĂȘs componentes edĂĄficos, a maneira como um interfere no outro, e o emprego dos conhecimentos advindos dessas inter-relaçÔes para o manejo e a conservação corretos do solo, visando boas colheitas sem destruir suas propriedades e desequilibrar negativamente a bioquĂ­mica das plantas, Ă© assunto complexo demais para ser do entendimento reducionista, tĂ­pico dos profissionais especializados. Nesse sentido, os edafologistas de formação ecolĂłgica conseguem obter melhores resultados prĂĄticos.

Da mesma forma que nĂŁo se pode deduzir as propriedades da ĂĄgua (que Ă© um lĂ­quido, H2O) com base nas propriedades dos elementos que a formam (o hidrogĂȘnio e o oxigĂȘnio), que sĂŁo gases, tambĂ©m nĂŁo se pode inferir as propriedades do solo pela simples anĂĄlise de seus componentes isolados. O ecologista sabe que o todo Ă© muito mais do que a simples soma de suas partes, tendo caracterĂ­sticas prĂłprias, que precisam ser entendidas. Por isso ele trabalha com sistemas, que no caso da agricultura Ă© o agroecossitema.

Dentro da visĂŁo holĂ­stica, a engenheira agrĂŽnoma Dra. Ana Maria Primavesi pautou toda a sua vida. Formada na Áustria, seu berço natal, veio para o Brasil logo depois da II Guerra Mundial. No Rio Grande do Sul, na Universidade Federal de Santa Maria, desenvolveu, com seu marido Arthur Primavesi, um dos mais importantes trabalhos sobre a biota do solo, de tal profundidade e pioneirismo, a ponto de surpreender atĂ© os cientistas europeus que prefaciaram o livro, por tĂ­tulo: “A biocenose do solo na produção vegetal” (1964), anĂĄlise holĂ­stica fundamentada nas relaçÔes planta-solo-microrganismos, em que demonstram haver relação entre a vida no solo e a produção vegetal.

O solo Ă© entidade viva e nĂŁo mero suporte fĂ­sico para as plantas. Um ano depois, lançam novo livro: “DeficiĂȘncias minerais em culturas. Nutrição e produção vegetal” (1965), onde comprovam “nĂŁo haver doença vegetal sem prĂ©via determinada deficiĂȘncia vegetal”.

A vida da professora Ana M. Primavesi estĂĄ perfeitamente documentada em memorĂĄvel trabalho escrito por Virginia M. Knabben. Quero aqui relatar apenas como vim a conhecer esta notĂĄvel cientista, com quem convivi por quase quarenta anos, sempre divulgando, com ela, por todos os estados deste paĂ­s, as ideias de uma nova agricultura, de base ecolĂłgica.

O ano era 1980. Visitando um colega no Departamento de Solos e Geologia da Esalq, o que habitualmente eu fazia para atualizar meus conhecimentos, com profissionais do mais alto nível, notei sobre a mesa de sua sala um grosso volume, cujo título me chamou a atenção: “Manejo ecológico do solo”.
— Conhece o livro? perguntou-me ele.
— Não! respondi.
— E a autora?
Achegando-me mais prĂłximo do livro pude ler: Primavesi. E logo abaixo do nome:
“A agricultura em regiĂ”es tropicais”.
— Não conheço, foi minha resposta.

Perguntei, pois estou fazendo a resenha do livro
 e encontrei vários problemas — afirmou-me ele.

Deixei o prĂ©dio do Departamento com a forte convicção de que algo de novo havia na Edafologia de que eu ainda nĂŁo tinha conhecimento; era importante que eu conhecesse, pois Ecologia e Conservação dos Recursos Naturais (que depois se chamou Agroecologia e Agricultura OrgĂąnica) era o que eu estava ensinando para meus alunos da Esalq desde 1977. Ora, raciocinei, se ele como adepto que Ă© da agricultura industrial encontrou “problemas” no livro Ă© porque carece de conhecimentos ecolĂłgicos. Conseguintemente, o livro deve ser bom.

No mesmo dia fui Ă  biblioteca da escola e encomendei trĂȘs exemplares, prontamente adquiridos pela instituição. Foi quando conheci a obra em toda a sua profundidade, quebrando velhos paradigmas, lançando conhecimentos e tĂ©cnicas ainda pouco conhecidos, alguns totalmente novos. Um fato, entretanto, intrigou-me: a autora nĂŁo falava de compostagem.

Descobri, depois, que a escola que seguia era aquela dos paĂ­ses de lĂ­ngua germĂąnica, onde compostagem se faz sobre o solo, da mesma forma que a natureza faz, e nĂŁo em pilhas, como artificialmente se descobriu e se ensinava na Inglaterra e na Esalq. Para mim, que sempre defendi o hĂșmus como elemento primordial para a fertilidade do solo, sua boa estruturação e fornecimento de nutrientes para as plantas, constituiu surpresa a afirmação de que isso sĂł ocorria quando o hĂșmus se formava em condiçÔes favorĂĄveis de pH, o que de fato constatei depois.

Conheci a Profa. Primavesi quando ela jĂĄ estava aposentada, residindo em SĂŁo Paulo com os filhos. Em todos os eventos de agricultura alternativa, como se chamava na Ă©poca a agricultura orgĂąnica, lĂĄ estĂĄvamos nĂłs a proferir palestras, conferĂȘncias, seminĂĄrios, por todos os cantos deste imenso paĂ­s. As pesquisas que passamos a fazer para a Fundação “Mokiti Okada”, de agricultura natural, levou-nos a viajar por vĂĄrios paĂ­ses da AmĂ©rica do Sul, da Europa, da Ásia e da África, onde os resultados de nossos trabalhos foram apresentados e publicados. Sempre rodeada por estudantes, toda a vez que me via chegar dizia, esboçando o sorriso sincero que sempre caracterizou seu espĂ­rito elevado: “Professor
!”

Mas o tempo passa e tudo muda. Sem vĂȘ-la por muitos anos, mas nunca deixando de saber como estava, uma cerimĂŽnia, a do lançamento de um meu livro, fez-nos rever um ao outro, porĂ©m de uma maneira que pela comoção e desfecho que teve pouco tempo depois deixou-me impossibilitado de escrever antes o presente texto.

Aos 99 anos de idade, não participando mais de nenhum evento, aceitou, com muita alegria, como me disse a filha Carin, vir ao lançamento do livro. Com os braços abertos para mim, e seguramente dizendo baixinho: “Professor
!”, reencontramo-nos enfim. Sob aplausos acalorados, que não cessavam, acheguei-me a ela e sussurrando-lhe no ouvido disse: Veja, Ana, quantos seguidores nós deixamos! Nada respondeu. Apenas sorriu.

A mĂŁe estĂĄ na luz! Disse Carin, ao anunciar para minha esposa a perda do ente querido. Estar na luz significa estar com Deus, local dos bons, dos justos, dos abnegados, daqueles que viveram para pregar o certo, o bem, o Ăștil, ensinando com convicção as suas ideias, conseguidas em muitos anos de estudos, criando um mundo novo e sĂłlido para milhares de pessoas, sem nada almejar em troco a nĂŁo ser a confiança, o respeito, o carinho e a amizade de tantos outros, que lhe seguiram o caminho e lhe imitaram o saber.

Encerro esta singela homenagem à colega e amiga Primavesi, repetindo CamÔes:

“O sábio não vai todo à sepultura No coração dos homens vive e dura”.

Requiescat in pace Ana Primavesi.
Piracicaba, 5 de fevereiro de 2020.”

Conceitos que impactam: o legado de Maria Primavesi nas mentes e coraçÔes dos amantes da natureza

“Nossa querida Ana Maria Primavesi faleceu aos 99 anos de idade: Nosso jatobĂĄ sagrado, cuja seiva alimentou saberes e por sob a copa nos abrigamos no acolhimento de compreendermos de onde viemos e para onde vamos, tomba, quase centenĂĄrio. Ele abre uma clareira imensa que proporcionarĂĄ ao sol debruçar-se sobre uma nova etapa, a da perpetuação da vida. E dos saberes que ela disseminou.” Por VirgĂ­nia Knabben. Um jatobĂĄ que tomba, centenĂĄrio.

“Segundo Primavesi (2003), com o processo da Revolução Verde, iniciou-se um intenso processo de desmatamento e a exploração dos solos no mundo inteiro. As monoculturas, introduzidas para permitir a mecanização em grande escala somadas ao uso de herbicidas e queimadas contribuĂ­ram para a diminuição dos nĂ­veis de matĂ©ria orgĂąnica no solo, ocasionando perda da fertilidade e biota do solo. A fertilidade do solo foi substituĂ­da por adubos quĂ­micos que foram responsĂĄveis por salinização e desertificação de ĂĄreas pelo mundo. AlĂ©m disso, a mĂŁo de obra rural foi sendo substituĂ­da gradativamente por mĂĄquinas, incentivando o processo migratĂłrio de pessoas para as cidades (ĂȘxodo rural), contribuindo para o aumento de problemas sociais.”20

“Os insetos estĂŁo nesse mundo hĂĄ cerca de 400 milhĂ”es de anos e o homem hĂĄ apenas 2 milhĂ”es, dando 398 milhĂ”es de anos de vantagem para esses animais se adaptarem com muito maior adequabilidade Ă s condiçÔes adversas do meio.” Adilson Paschoal.

“O solo Ă© nossa base vital e de toda a vida em nosso planeta, sem ele nĂŁo existiria Natureza, nem meio ambiente. NĂŁo existe ser humano sadio se o solo nĂŁo for sadio e as plantas bem nutridas” (PRIMAVESI, 2014).20

“A mesma autora sempre que possĂ­vel afirmava que nĂŁo basta simplesmente trocar um fertilizante quĂ­mico por um fertilizante orgĂąnico, para se ter uma produção ecolĂłgica e sustentĂĄvel Ă© necessĂĄrio que se mude o olhar em relação Ă  natureza” (PRIMAVESI, 2003).20

“Fui chamada numa propriedade onde as subdivisĂ”es foram de tal maneira feitos que metade era solo estragado pelo plantio de trigo e onde nĂŁo crescia mais nada, nem cabelo-de-porco, enquanto a outra era pantanosa. Perguntaram: como vamos manejar agora estes piquetes? Bom, isso eu tambĂ©m nĂŁo podia dizer, porque nĂŁo havia maneira de se fazer o manejo.”23

“O homem Ă© o que o solo faz dele.” PRIMAVESI.

“NĂŁo Ă© dos elefantes ou dos rinocerontes que depende a nossa vida, mas de micrĂłbios que vivem invisĂ­veis a olho nu.” PRIMAVESI.

“NĂŁo existe doença vegetal sem prĂ©via deficiĂȘncia mineral.” PRIMAVESI.

“A terra nĂŁo Ă© um “recurso” mas um organismo vivo que possui necessidades.” PRIMAVESI.

“Tudo está interligado: a terra, a água, o ar, as plantas e os animais.” PRIMAVESI.

“A agricultura ecológica não trabalha somente com as plantas mas com o sistema inteiro solo-planta-clima.” PRIMAVESI.

“A recuperação da paisagem, do meio ambiente, Ă© um fator bĂĄsico para a agricultura sadia.” PRIMAVESI.

“A agricultura jĂĄ nĂŁo Ă© uma profissĂŁo mas uma paixĂŁo pela natureza, pela vida verdadeira, pelo nascer, crescer, florir e madurar.” PRIMAVESI.

“O meio ambiente nĂŁo Ă© o espaço em que vivemos mas o espaço do qual vivemos”. PRIMAVESI.

ConclusĂŁo

Primavesi, uma figura de destaque, demonstrou notĂĄvel inovação ideolĂłgica e tĂ©cnica no campo agrĂ­cola. Sua contribuição foi fundamental para o desenvolvimento da agricultura natural, um paradigma que preconiza a imitação dos processos naturais na produção agrĂ­cola, desconsiderando o uso de agrotĂłxicos e fertilizantes quĂ­micos. Dotada de uma visĂŁo pioneira, Primavesi incessantemente advogou pela importĂąncia do manejo responsĂĄvel do solo como elemento crucial para a saĂșde vegetal e o rendimento agrĂ­cola. Sua abordagem engloba diversas prĂĄticas, incluindo compostagem, adubação verde e a implementação de cobertura do solo. No que tange Ă  biodiversidade, reconheceu-se a valorização da mesma para o equilĂ­brio dos ecossistemas agrĂ­colas, defendendo ativamente a preservação de insetos, fungos e outros organismos benĂ©ficos para o solo e as plantas.

O trabalho de Primavesi resultou em contribuiçÔes significativas para a preservação do solo, um problema ambiental relevante no Brasil. Sua atuação focou na recuperação de ĂĄreas degradadas atravĂ©s da agroecologia, promovendo a reestruturação do solo e a restauração da vegetação nativa, impulsionando assim a agricultura sustentĂĄvel como alternativa ao modelo convencional prejudicial ao meio ambiente. Valorizando a interdependĂȘncia entre organismos do solo e plantas, Primavesi destacou o papel crucial dos microrganismos na decomposição da matĂ©ria orgĂąnica, ciclagem de nutrientes e saĂșde vegetal. AlĂ©m disso, advogou pelo biocontrole de pragas e doenças, enfatizando mĂ©todos naturais como o uso de insetos benĂ©ficos e produtos naturais. Seu legado na agroecologia Ă© reconhecido globalmente, sendo agraciada em 2012 com o prĂȘmio One World Award da IFOAM por sua notĂĄvel contribuição teĂłrica e prĂĄtica para a agricultura orgĂąnica no Brasil.

A histĂłria de Ana Maria Primavesi Ă© inspiradora e demonstra o poder que um indivĂ­duo tem para causar um impacto positivo no mundo. Ao compartilhar sua histĂłria e seus ensinamentos, vocĂȘ pode contribuir para a promoção da agroecologia e da agricultura sustentĂĄvel, alĂ©m de inspirar outras pessoas a se engajarem na luta por um futuro mais verde e sustentĂĄvel.

InformaçÔes Complementares

Revista Digital Ecocídio — Sobre nós

 Sobre nĂłs, PolĂ­tica de Privacidade, Termos de Uso e Contato

Lideranças e Figuras-Chave na Luta Contra o Ecocídio

Diversos pensadores, cientistas e ativistas tĂȘm desempenhado um papel essencial na construção da consciĂȘncia global sobre o ecocĂ­dio e na defesa do meio ambiente. Suas ideias, trajetĂłrias e açÔes ajudaram a moldar debates jurĂ­dicos, polĂ­ticos e sociais, inspirando movimentos em prol da justiça ambiental. Nesta seção, reunimos algumas das principais postagens do site EcocĂ­dio, que destacam essas vozes fundamentais na proteção do planeta.

  1. Do Pioneirismo Ă  UrgĂȘncia: Como o PL 2933/2023 Pode Redefinir a Proteção Ambiental e Tipificar o EcocĂ­dio no Brasil
  2. EcocĂ­dio e a lenda ecolĂłgica Rachel Carson, biĂłloga, escritora, ecologista, pioneiro na defesa do meio ambiente: uma inovadora na salvaguarda do planeta
  3. Arthur W. Galston, pioneiro na botĂąnica, desafiou o uso do Agente Laranja, inspirando a comunidade cientĂ­fica
  4. Richard Anderson Falk – Pense grande: lute pelo impossível e realize o inimaginável
  5. As principais realizaçÔes, ideias, técnicas e contribuiçÔes de Ana Maria Primavesi para a agroecologia no Brasil
  6. José Antonio Lutzenberger ocupou a Secretaria Nacional de Meio Ambiente, entre datas de 15 de março de 1990 a 23 de março de 1992
  7. Marina Silva (Maria Osmarina Silva de Sousa), atuou como Ministra de Meio Ambiente (MMA) entre 2003 a 2008. Atual Ministra do MMA e Mudança Climática em 2023 — Governo Lula
  8. Sustentabilidade e autodesenvolvimento: Polly Higgins e a revolução de como cuidar de nós mesmos.
  9. Margaret Mead: Pioneira da Antropologia e a EssĂȘncia da CompaixĂŁo na Civilização
  10. Sustentabilidade e autodesenvolvimento: Polly Higgins e a revolução de como cuidar de nós mesmos.
  11. Jojo Metha: a motivadora incansåvel que acredita no poder de transformação do ser humano
  12. EcocĂ­dio pode ser considerado crime pelo Tribunal Penal Internacional – Com Tarciso Dal Maso Jardim e o procurador de Justiça aposentado Édis MilarĂ©.
  13. O ecocĂ­dio e o Estatuto de Roma | Ecocide and the Rome Statute
  14. Da devastação à conscientização: traçando os passos do ecocídio desde os anos 60 até hoje e o imperativo da ação global
  15. Painel de doze Especialistas para Definição de EcocĂ­dio Ă© convocado apĂłs 75 anos dos termos “genocĂ­dio” e “crimes contra a humanidade”
  16. A histĂłria ambiental do Brasil: como era na Ă©poca da IndependĂȘncia e o que mudou em 200 anos
  17. História Ambiental: uma introdução | com Lise Sedrez e José Augusto Pådua
  18. Uma trajetĂłria na HistĂłria Ambiental: caminhos e fronteiras – JosĂ© Luiz de Andrade Franco

Constituição da RepĂșblica Federativa do Brasil (CF) promulgada em 5 de outubro de 1988

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▶ O Flip Ă© um “recurso utilizado na internet para simular uma revista ou livro interativo que pode ser manipulado (folheado), pelo usuĂĄrio como se fosse uma revista ou livro real tornando mais realista a experiĂȘncia do usuĂĄrio com o conteĂșdo na revista ou livro1.”  É “facilmente acessĂ­vel por meio eletrĂŽnico e Ă© ecologicamente correto. AlĂ©m disso, vocĂȘ tambĂ©m tem a opção de armazenamento em nuvem (Download PDF File) e compartilhamento de mĂ­dia social2.” 

▶ Ao acessar essa revolução tecnolĂłgica, observarĂĄ na barra de menus, que hĂĄ vĂĄrias opçÔes, e, entre as mais importantes, estĂĄ alternar o ebook para o modo tela cheia. Para isso, basta que selecione o Ă­cone/vetor Toggle FullScreen  (um quadradinho com 4 setas) no canto inferior direito do livro interativo (Flipbook). O Ă­cone/vetor Ă© um botĂŁo de zoom, e muda o ebook para o modo de tela cheia (aumentar ou diminuir todo o conteĂșdo Web).

▶ Folheie as pĂĄginas. ApĂłs acessar o Ă­cone/vetor Toggle FullScreen, “vocĂȘ pode, com um movimento do mouse (para a esquerda ou para a direita), recriar a ação de folhear uma pĂĄgina de revista ou livro. Essa maneira de mudar de pĂĄgina, inclusive, Ă© bastante inovadora para quem estĂĄ na era dos computadores e telas touchscreen. É preciso apenas um toque para mudar de pĂĄgina, assim como em um livro de tinta e papel3.

Considerada uma das mais modernas e extensas do mundo, a Constituição da RepĂșblica Federativa do Brasil (CF) promulgada em 5 de outubro de 1988 “elenca os direitos individuais e coletivos dos brasileiros, com destaque Ă  proteção da famĂ­lia, da cultura, dos direitos humanos, da educação e da saĂșde. Por essa razĂŁo, Ă© considerada a lei maior do ordenamento jurĂ­dico nacional, composto por vĂĄrios normativos.  A hierarquia entre as leis Ă© essencial a esse ordenamento, em especial para garantir o controle de constitucionalidade das normas ou para solucionar eventual conflito entre elas.” Abaixo da Carta Magna e de suas emendas estĂŁo as leis complementares, que tĂȘm como propĂłsito justamente regular pontos da Constituição que nĂŁo estejam suficientemente explicitadas. Para saber mais, acesse as pĂĄginas da Constituição Federal (Flip) ou no canto superior esquerdo. Fonte: Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para saber mais, clicar no Ă­cone no canto superior esquerdo.

O texto a seguir esclarece o conteĂșdo educacional do site objeto de pesquisa. Embora as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel localizar rapidamente o texto original atravĂ©s do Link de Acesso disponĂ­vel.

Fonte: CNJ Serviço: Conheça a hierarquia das leis brasileiras

▶ Link/Texto: Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

▶ Autor: AgĂȘncia CNJ de NotĂ­cias (5 de outubro de 2018)   PublicaçÔes e Pesquisas:   ▶ Biblioteca Digital CNJ:Ministro Aldir Passarinho

▶ Pesquisas JudiciĂĄrias:Conselho Nacional de Justiça

▶ Revista CNJ: v. 7 n. 1 (2023). Publicado2023-06-20   “… Considerada uma das mais modernas e extensas do mundo, a Constituição Federal (CF) de 1988 elenca os direitos individuais e coletivos dos brasileiros, com destaque Ă  proteção da famĂ­lia, da cultura, dos direitos humanos, da educação e da saĂșde. Por essa razĂŁo, Ă© considerada a lei maior do ordenamento jurĂ­dico nacional, composto por vĂĄrios normativos. A hierarquia entre as leis Ă© essencial a esse ordenamento, em especial para garantir o controle de constitucionalidade das normas ou para solucionar eventual conflito entre elas.   Abaixo da Carta Magna e de suas emendas estĂŁo as leis complementares, que tĂȘm como propĂłsito justamente regular pontos da Constituição que nĂŁo estejam suficientemente explicitadas. Na hierarquia das leis ocupa uma categoria intermediĂĄria entre a CF e as leis ordinĂĄrias. Pode tratar dos mais diversos assuntos. A Lei OrgĂąnica da Magistratura Nacional, a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte sĂŁo exemplos de leis complementares. As leis ordinĂĄrias ocupam o terceiro lugar no ordenamento jurĂ­dico brasileiro. Trata-se de normas de competĂȘncia exclusiva do Poder Legislativo. Essas matĂ©rias precisam ser discutidas e aprovadas por deputados ou senadores e, posteriormente, sancionadas pelo chefe do Poder Executivo, o Presidente da RepĂșblica. Como exemplos de leis ordinĂĄrias, temos os cĂłdigos em geral (Civil, Penal) e a lei sobre o regime jurĂ­dico dos Servidores Federais. As leis delegadas tĂȘm a mesma hierarquia das ordinĂĄrias. SĂŁo elaboradas pelo chefe do Poder Executivo a partir de delegação do Congresso Nacional. Entre elas estĂĄ a Lei Delegada n. 13, que instituiu as gratificaçÔes de atividade para servidores do Poder Executivo. Anteriormente conhecida como decreto-lei, a medida provisĂłria (MP) Ă© expedida pelo Presidente da RepĂșblica em caso de relevĂąncia ou urgĂȘncia, tem força de lei e vigĂȘncia de 60 dias. Deve, obrigatoriamente, ser examinada pelo Congresso. Deputados e senadores podem aprovar ou rejeitar a norma, ou ainda criar nova lei em sua substituição. Se ultrapassado o prazo e nĂŁo for aprovada, a MP perde a validade. Os decretos legislativos sĂŁo atos normativos de competĂȘncia do Congresso Nacional. Cite-se por exemplo a ratificação de tratados internacionais, autorizar referendos populares e plebiscitos, e conceder autorização para o funcionamento de emissoras de rĂĄdio e de televisĂŁo. JĂĄ as resoluçÔes, ainda como uma espĂ©cie normativa prevista na CF, sĂŁo atos editados pelo Congresso Nacional, pelo Senado Federal e pela CĂąmara dos Deputados para tratar de assuntos internos. HĂĄ, contudo, outras espĂ©cies de resoluçÔes editadas pelos poderes executivo e judiciĂĄrio no intuito de regulamentar leis sobre determinados assuntos, como, por exemplo, as resoluçÔes editadas pelo Conselho Nacional de Justiça.” AgĂȘncia CNJ de NotĂ­cias (5 de outubro de 2018)

Ecocídio: um chamado à responsabilidade e à justiça para salvar nosso futuro

O principal foco da Revista Digital EcocĂ­dio Ă© analisar criticamente eventos que causam destruição extensiva do meio ambiente e exploração irresponsĂĄvel de recursos nĂŁo renovĂĄveis. Para o propĂłsito deste Site, “EcocĂ­dio” significa atos ilegais ou temerĂĄrios cometidos com “conhecimento de que existe uma probabilidade substancial de danos graves e generalizados ou de longo prazo ao meio ambiente causados por esses atos.” Portanto, nossa responsabilidade Ă© lidar com aqueles que causam grandes desastres ambientais ou calamidades pĂșblicas, resultando em danos Ă  flora e Ă  fauna devido Ă  poluição ou poluição do ar, da ĂĄgua e do solo. Para saber mais, clicar na seta no canto superior esquerdo.

EcocĂ­dio pode ser considerado crime pelo Tribunal Penal Internacional – Participação de Édis MilarĂ© e Tarciso Dal Maso

O principal foco da Revista Digital EcocĂ­dio Ă© analisar criticamente eventos que causam destruição extensiva do meio ambiente e exploração irresponsĂĄvel de recursos nĂŁo renovĂĄveis. Para o propĂłsito deste Site, “EcocĂ­dio” significa atos ilegais ou temerĂĄrios cometidos com “conhecimento de que existe uma probabilidade substancial de danos graves e generalizados ou de longo prazo ao meio ambiente causados por esses atos.” Portanto, nossa responsabilidade Ă© lidar com aqueles que causam grandes desastres ambientais ou calamidades pĂșblicas, resultando em danos Ă  flora e Ă  fauna devido Ă  poluição ou poluição do ar, da ĂĄgua e do solo.

AlĂ©m disso, nos comprometemos a defender os direitos e interesses das populaçÔes indĂ­genas, quilombolas e comunidades em situação de ocupaçÔes urbanas em todos os nĂ­veis de governo: municipal, estadual e federal. Tais entidades devem cumprir integralmente suas obrigaçÔes de conformidade, proteger e garantir os direitos humanos de toda a população, conforme estipulado nos tratados internacionais de direitos humanos e na Constituição Federal de 1988.

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Estamos comprometidos com a “Agenda 2030 para o Desenvolvimento“, um acordo apoiado por todos os paĂ­ses membros das NaçÔes Unidas em 2015. Este plano de ação global abrange uma agenda cujo objetivo Ă© promover o bem-estar humano e a preservação ambiental, tanto no presente quanto no futuro. Estamos focados nos 17 Objetivos de Desenvolvimento SustentĂĄvel (ODS), que convocam todos os paĂ­ses, independentemente do estĂĄgio de desenvolvimento em que se pretendem, a unir esforços em uma parceria global. Deve-se acompanhar a erradicação da pobreza com estratĂ©gias distintas para o bem-estar social, tais como melhorar a saĂșde pĂșblica e garantir o acesso Ă  educação para todos. TambĂ©m Ă© crucial reduzir as desigualdades sociais, ao mesmo tempo que promovemos um crescimento econĂŽmico justo em todas as economias e enfrentamos desafios como a mudança climĂĄtica, implementando polĂ­ticas pĂșblicas para a preservação de nossos oceanos e florestas.

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Considerando o exposto, assistiremos ao vĂ­deo do Canal YouTube RĂĄdio e TV Justiça, especificamente o programa “Direito sem Fronteiras”, com o jornalista Guilherme Menezes. Neste episĂłdio, serĂĄ abordado o tema: “EcocĂ­dio pode ser considerado crime pelo Tribunal Penal Internacional“. O programa contarĂĄ com a participação do professor e consultor legislativo do Senado, Tarciso Dal Maso Jardim, e do procurador de Justiça aposentado Édis MilarĂ©.

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“EcocĂ­dio: um chamado Ă  responsabilidade e Ă  justiça para salvar nosso futuro”

Ecocídio — Definição e nova tipificação de crime

Para garantir acessibilidade Ă s pessoas com deficiĂȘncias auditivas, Ă© essencial fornecer uma transcrição em tempo real do conteĂșdo do vĂ­deo apĂłs sua exibição. Isso Ă© especialmente importante para indivĂ­duos com surdez, que podem enfrentar dificuldades ou incapacidade de ouvir. Ao disponibilizar a transcrição, possibilitamos que esses espectadores tenham acesso direto ao conteĂșdo em diversos dispositivos, como celulares, PCs, tablets e notebooks, facilitando sua interação com o material apresentado.

ApĂłs a visualização do vĂ­deo, os espectadores tĂȘm a opção de se inscrever no canal, ativar o sininho para receber notificaçÔes sobre novos vĂ­deos e se tornar membros oficiais. AlĂ©m disso, o vĂ­deo Ă© automaticamente compartilhado, e para mais informaçÔes sobre compartilhamento de vĂ­deos no YouTube, os espectadores podem acessar os recursos disponĂ­veis: Compartilhar vĂ­deos e Canais YouTube.

O EcocĂ­dio, uma nova tipificação de crime contra o conjunto da humanidade, mas, sobretudo contra o planeta, jĂĄ tem uma definição jurĂ­dica, criada por uma comissĂŁo internacional de 12 juristas impulsionados pela sociedade civil: “Para os efeitos do presente Estatuto, entender-se-ĂĄ por EcocĂ­dio qualquer ato ilĂ­cito ou arbitrĂĄrio perpetrado com consciĂȘncia de que existem grandes probabilidades de que cause danos graves que sejam extensos ou duradouros ao meio ambiente”, afirma a definição, apresentada nesta terça-feira, segundo uma tradução oferecida pela prĂłpria comissĂŁo. Afirma a definição, apresentada nesta terça-feira, segundo uma tradução oferecida pela prĂłpria comissĂŁo. A ideia Ă© que essa tipificação penal seja incorporada, como um quinto crime, ao Estatuto de Roma, que orienta o funcionamento do Tribunal Penal Internacional (TPI). Definição Guillermo Altares Madri — 22 junho 2021 — 21h52. Atualizado: 23 Junho de 2021 — 09h19 BRT — Jornal El PaĂ­s.

“Da natureza ao caos: a exploração desenfreada que assola o nosso ecossistema”

“Dano Massivo e destruição do Meio Ambiente, de forma generalizada, severa e sistemĂĄtica. Esta Ă© a definição mais precisa de EcocĂ­dio. Geralmente Ă© um crime praticado ao longo de dĂ©cadas com exploração desenfreada de um  ecossistema. SĂŁo prĂĄticas, como exemplos, como a exploração  a pesca industrial, vazamento de petrĂłleo, poluição plĂĄstica, mineração em alto mar, desflorestamento, pecuĂĄria industrial, extração de minĂ©rios, entre outros. JĂĄ existem legislaçÔes internacionais para tentar prevenir e punir crimes ambientais, como o Acordo de Paris, o Protocolo de Kyoto, e a Convenção Sobre o Clima. Mas atualmente o esforço Ă© para que o EcocĂ­dio se torne um crime contra a humanidade, e possa ser julgado  pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). Para isso, o EcocĂ­dio precisa ser incluĂ­do no Estatuto de Roma, que jĂĄ contempla crimes contra a humanidade, crimes de guerra, de agressĂŁo e genocĂ­dio. Definição do jornalista Guilherme Menezes. Direito sem fronteiras. TV Justiça.

“EcocĂ­dio: o crime silencioso que priva a população de usufruir dos recursos naturais”

O EcocĂ­dio Ă© um crime muito grave, e pode privar a população de um determinado territĂłrio, de usufruto natural, dos bens, ou daquele prĂłprio territĂłrio — Polly Higgins

  O procurador de Justiça aposentado Édis MilarĂ©, conceitua, que o  termo EcocĂ­dio surgiu da uniĂŁo de dois radicais. “Um grego e outro latino. Do radical grego, Eco, de oikos (casa, uma famĂ­lia nuclear composta por pai, mĂŁe e filhos), e, exscindo, radical latino de morte (Eu aniquilo, extirpo, devasto, divido e arraso), ou seja, o ato de matar, nĂŁo possĂ­vel, seria o ato de Se Matar, de Se Exterminar os elementos da natureza (Ecossistemas).  A origem do termo EcocĂ­dio, se deu por volta de 1970, a propĂłsito, da utilização do Agente Laranja no conflito do VietnĂŁ, e, foi proposta por um professor de biologia chamado Arthur Gallstone, que, na Ă©poca, impressionado com essa consequĂȘncia da utilização do agente laranja, propĂŽs que o EcocĂ­dio fosse um crime apenado de forma a salvaguardar os interesses da humanidade. Depois, em 1973, Richard Falk, na BĂ©lgica, sugeriu a adoção desse tipo criminal, a ser julgado por parte de tribunais internacionais. E, finalmente, em  2010, a jurista britĂąnica Polly Higgins, apresentou uma proposta a ComissĂŁo de Direito Internacional da ONU,  para definir,  o EcocĂ­dio, estabelecendo que se trata  de um crime muito grave, e que pode privar a população de um determinado territĂłrio, de usufruto natural, dos bens, ou daquele prĂłprio territĂłrio.”  

“Basta de impunidade: ecocĂ­dio Ă© um crime contra a humanidade e a natureza que clama por justiça”

“O EcocĂ­dio Ă© um crime de atrocidade perdido de responsabilidade corporativa e do Estado, um crime internacional desaparecido contra a paz.”  Polly Higgins

Na opiniĂŁo de Tarciso Dal Maso Jardim (professor e consultor legislativo do Senado), precisamos analisar uma sĂ©rie de conjunturas. De um lado, temos a proibição de certas armas. No caso, armas quĂ­micas. A grande Convenção de armas quĂ­micas, sĂł ocorreu, e, posterior entrada em vigor, na dĂ©cada de 90, sobretudo, na Convenção de 1993, hoje proibidas em todas as circunstĂąncias. Portanto, na dĂ©cada de 70 nĂŁo havia.   Enquanto o mĂ©todo de guerra ofender o Meio ambiente, isso sĂł foi definido, em um Protocolo das ConvençÔes de Genebra em 1977. Em suma, as ConvençÔes Internacionais (documentos firmados com o objetivo de definir padrĂ”es mĂ­nimos a serem seguidos pelos paĂ­ses no tocante a temas de interesse geral), que proibiram tanto o mĂ©todo de guerra, quanto, o uso de armas quĂ­micas, sĂŁo posteriores aqueles fatos. Em relação Ă  tipificação e a criminalização, o Tribunal Penal Internacional (TPI), ele foi, como sabemos, definido somente em 1998 e entrou em vigor, o Tratado, somente em 2002. Contudo, sem efeito retroativo. Ele nĂŁo retroage.

O Doutor  MilarĂ©, acrescenta, que em relação aos crimes ambientais (Lei 9605/98) e da repressĂŁo penal, e, estamos falando de EcocĂ­dio, e nesse momento, Ă© bom citar o Brasil, que antes mesmo do Estatuto de Roma existir, nĂłs jĂĄ tĂ­nhamos uma legislação extremamente avançada a respeito da matĂ©ria. O Estatuto de Roma, de 1998, de Julho, ou seja, em fevereiro de 1998, portanto, antes do prĂłprio Estatuto, a lei brasileira, a Lei dos Crimes Ambientais, da Lei 9605 de 1998, jĂĄ apresentava a punição de forma bastante severa dos atentados contra os ecossistemas, contra a natureza, quanto aos bens da vida, e, de forma muito severa disse Eu, porque mais do que o Tribunal Penal Internacional, que julga apenas crimes de pessoas, de indivĂ­duos, isoladamente considerados, ou de grupos, mais, sempre de pessoas, que a lei brasileira julga tambĂ©m, os crimes contra as pessoas jurĂ­dicas, o que Ă© um avanço extremamente importante do nosso sistema repressivo penal. Por conta de sabermos, na histĂłria do Brasil, foi pela primeira vez que uma lei estabeleceu uma possibilidade de se colocar no banco dos rĂ©us aqueles que agridem o Meio Ambiente. Portanto, de uma forma bem positiva, o Brasil, pune sim, o EcocĂ­dio, ou seja, o ato de agredir, ou de matar os elementos da natureza, sĂł que nĂŁo com essa nomenclatura.

Mas como incluir o EcocĂ­dio no Estatuto de Roma?  O professor Tarciso Dal Maso Jardim, observa, que inicialmente, o crime de guerra contra o meio ambiente jĂĄ estĂĄ tipificado pelo Tribunal Penal Internacional. Exemplo Ă© atacar causando danos graves, duradouros, extensos ao Meio Ambiente, jĂĄ estĂĄ tipificado, isso, durante o conflito armado. Pode acontecer das mais variadas formas, por exemplo, atacar estaçÔes petrolĂ­feras, causar dano ambiental, ou destruir barragens. Isso jĂĄ estĂĄ tipificado. Mas o que a comissĂŁo de 12 juristas quer?  Quer criar um tribunal que realmente nĂŁo existe, ainda, do EcocĂ­dio a qualquer tempo, independentemente do contexto do conflito armado.  É de extrema importĂąncia, existir, porque nĂłs nĂŁo terĂ­amos esse Direito Internacional Penal Ambiental, puramente dito, estĂĄ criando aĂ­, uma outra categoria de crimes. NĂłs jĂĄ temos o genocĂ­dio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crime de agressĂŁo entre Estados.

NĂłs estarĂ­amos criando uma quinta categoria, que seria o EcocĂ­dio, que independente do contexto do conflito armado, seria causar danos graves ao meio ambiente. A proposta do tipo penal do EcocĂ­dio Ă© causar danos graves e que sejam extensos ou duradouros (de difĂ­cil reparação).  Nesse caso, vocĂȘ amplia o espectro de criminalização desses atos. Assim, tanto importa se estamos em tempos de paz ou de guerra. A proposta inova completamente o Direito Internacional Penal.

Que tipos de crimes ambientais podem ser incluĂ­dos no Estatuto de Roma, e depois serem julgados pelo Tribunal Penal Internacional? O Doutor  MilarĂ© exemplifica, a exemplo dos casos de rompimento de barragem em Minas Gerias (Mariana e Brumadinho), que mataram dezenas de pessoas, e provocaram extensos danos  ambientais na regiĂŁo Sudeste, chegando, como no caso de Mariana, atĂ© o litoral do EspĂ­rito Santo, via o Rio Doce, dificilmente seriam enquadrados na categoria do EcocĂ­dio. É difĂ­cil, porque Ă© claro que poderia ir ao Tribunal Penal Internacional, qualquer crime ambiental, mas, desde que, a justiça local, a justiça de um Estado parte, tenha falhado. Porque no caso brasileiro, o Estado nĂŁo responsabiliza apenas as pessoas fĂ­sicas, mas tambĂ©m as jurĂ­dicas. No caso das barragens, ninguĂ©m pratica um crime ambiental contra seus prĂłprios interesses. O Doutor MilarĂ© acredita, que nĂŁo, que esses crimes nĂŁo seriam levados ao Tribunal Penal Internacional, na medida em que a nossa justiça, estĂĄ com muita determinação tentando a punição desses crimes. JĂĄ foram feitos na esfera civil, acordos bilionĂĄrios, e processos instaurados no Ăąmbito penal contra os responsĂĄveis por essas empresas que acabaram se envolvendo nesses dramas. EntĂŁo, uma das caracterĂ­sticas do Tribunal Penal Internacional, Ă© que ele tem uma jurisdição complementar. Ele sĂł entra em cena em um momento em que a justiça local falha, e nos casos citados, possa dizer, Eu nĂŁo posso, em  sĂŁ consciĂȘncia, dizer que a nossa justiça local esteja falhando. Ela estĂĄ com muita rigidez acompanhando o caso, e, numa situação como essa nĂŁo seria objeto de apreciação do Tribunal Penal Internacional.

Para saber mais sobre o Tribunal Penal Internacional (TPI, investiga e, quando justificado, julga indivĂ­duos acusados ​​dos crimes mais graves que preocupam a comunidade internacional: genocĂ­dio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crime de agressĂŁo.”   No que se refere a SituaçÔes e Casos, acessar o link: 31 Casos. No que diz respeito a RĂ©us (nomes etc.), acessar o link: 51 RĂ©us. No tocante a Biblioteca de Recursos, acessar o link: Resource library. No que tange a PresidĂȘncia da RepĂșblica do Brasil, especificamente, Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, acessar o link: Decreto NÂș 4.388, de 25 de setembro de  2002ParĂĄgrafo atualizado: 19/10/2023

InformaçÔes Complementares — Ciclo de debates realizado por meio online e transmitida pelo YouTube

O ciclo de debates e o(s) vĂ­deo(s) a seguir, sĂŁo destinados ao pĂșblico interessado em conhecer perspectivas e alternativas diante das crises sistĂȘmicas. O debate foi realizado por meio online e transmitida pelo YouTube. As transmissĂ”es serĂŁo realizadas em lĂ­ngua portuguesa (dublados ou legendados). Em relação ao vĂ­deo, e, para saber mais, e quais foram Ă s fontes utilizadas, estĂŁo separados em blocos, onde constam as referĂȘncias bibliogrĂĄficas no Canal YouTube. Para saber mais, clicar na seta no canto superior esquerdo.

Como o vĂ­deo YouTube Ă© sempre compartilhado?

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Qual o fator de para acelerar ou desacelerar um vĂ­deo?

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Briefing Global sobre EcocĂ­dio: Definindo um Crime Internacional para Proteger o Planeta

Assista ao briefing global sobre a definição legal de “ecocídio”, proposto por um painel de especialistas internacionais. Descubra como esse potencial crime internacional24 se equipara aos crimes de genocídio,25 crimes contra a humanidade,26 crimes de agressão27 e crimes de guerra.28

Com oradores renomados como:

  • Sra. Jojo Mehta, Presidente da Stop Ecocide Foundation;29
  • Philippe Sands QC (University College London/Direito Matricial);30 e
  • Dior Fall Sow (jurista da ONU e ex-promotora).31

Esse evento aborda questÔes cruciais sobre a proteção ambiental. Moderado por Andrew Harding da BBC África.32

Ele Ă© de grande importĂąncia para:

  • Profissionais do direito internacional e ambiental;
  • Estudantes de direito, relaçÔes internacionais e ciĂȘncias ambientais;
  • Membros de ONGs e da sociedade civil que trabalham com questĂ”es ambientais; e
  • Pessoas interessadas em justiça ambiental e na proteção do planeta.

Junte-se a nós para este importante debate sobre o futuro da justiça ambiental!

Para amplificar a mensagem global, disponibilizamos legendas em portuguĂȘs, assegurando que a relevĂąncia dessas perspectivas alcance cada espectador, superando as barreiras linguĂ­sticas. Para ativar as legendas em portuguĂȘs nos vĂ­deos do YouTube e obter mais informaçÔes, basta clicar no Ă­cone localizado no canto superior esquerdo.

O texto a seguir esclarece o conteĂșdo educacional do site objeto de pesquisa. Embora as informaçÔes publicadas estejam em portuguĂȘs, Ă© possĂ­vel localizar rapidamente o texto original atravĂ©s do Link de Acesso disponĂ­vel.  

▶ Para ativar legendas em portuguĂȘs para vĂ­deos do YouTube, acessar ao vĂ­deo, em seguida, clicar no Ă­cone “Engrenagem/Detalhes /DefiniçÔes” (no canto inferior direito). Depois, clicar em Legendas/CC. A seguir, clicar inglĂȘs (gerada automaticamente). Logo apĂłs, clicar em Traduzir automaticamente. Por Ășltimo, clicar em Optar/Selecionar e escolher o idioma: portuguĂȘs.

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Como a InteligĂȘncia Artificial estĂĄ Transformando a Criação de Imagens

Na EcocĂ­dio, utilizamos inteligĂȘncia artificial de ponta para desenvolver imagens que revelam a beleza e a complexidade do mundo natural de uma forma Ășnica. Diferente das fotografias convencionais, essas criaçÔes sĂŁo fruto de redes neurais treinadas com vastos conjuntos de dados visuais, capazes de gerar representaçÔes originais, criativas e de alta qualidade.

Essa tecnologia estĂĄ em constante evolução e jĂĄ demonstra um potencial extraordinĂĄrio para ampliar horizontes estĂ©ticos, oferecer novas perspectivas e transformar a forma como interagimos com conteĂșdos visuais. As imagens publicadas pela EcocĂ­dio, portanto, nĂŁo sĂŁo apenas ilustraçÔes: elas representam um marco na evolução da arte e da comunicação visual mediada pela IA.

Se vocĂȘ deseja explorar esse universo, existem diversas ferramentas acessĂ­veis para experimentar: Art Maker, Bing Image Creator, CanvaAI, Craiyon, DALL·E, Dream by Wombo, DeepAI, Fotor, Gencraft, Leonardo AI, Midjourney, NightCafe, Runway, Stable Diffusion, StarryAI e muitas outras. AlĂ©m disso, no YouTube vocĂȘ encontra inĂșmeros tutoriais e demonstraçÔes que ajudam a compreender e expandir o uso criativo dessas tecnologias.

Nota editorial: Esta relação foi atualizada em 29 de agosto de 2025. Devido Ă  rĂĄpida evolução das ferramentas de inteligĂȘncia artificial, novas plataformas podem surgir e outras deixar de existir. Nosso compromisso Ă© revisar periodicamente o conteĂșdo para garantir informaçÔes relevantes e atuais.

As PublicaçÔes mais Recentes Ecocídio

Bibliografia

  1. Agroecologia, agrofloresta e biodinĂąmico. “A agroecologia Ă© uma ciĂȘncia que fornece instrumentos Ă  produção agrĂ­cola sob as premissas de respeito ao ecossistema e Ă  sazonalidade, com uma visĂŁo social e ambientalmente equilibradas. Com a agroecologia hĂĄ uma outra lĂłgica de produção, onde Ă© importante que se tenha um equilĂ­brio entre plantas, solo, nutrientes, luz, umidade e organismos, alĂ©m do uso de tecnologias que respeitem o meio ambiente, com dependĂȘncia mĂ­nima de insumos externos. O manejo agroecolĂłgico pode ser utilizado tanto na produção como na agricultura urbana e periurbana, visando a sustentabilidade com uso de tĂ©cnicas de rotação de culturas, compostagem e manejo orgĂąnico do solo e a associação de cultivos (como vimos nos posts anteriores).” Fonte: Sustentarea.

    O “Sustentarea é um NĂșcleo de Pesquisa e ExtensĂŁo da Universidade de SĂŁo Paulo (USP) com objetivo de desenvolver pesquisas cientĂ­ficas nas ĂĄreas de sistemas alimentares, alimentação sustentĂĄvel e sindemia global, alĂ©m de fomentar diĂĄlogos com a sociedade e gestores pĂșblicos sobre esses temas, visando transformaçÔes benĂ©ficas na vida das pessoas e do planeta.” ↩
  2. O verbo mimetizar significa adaptar-se por meio do mimetismo. O mimetismo, por sua vez, Ă© um mecanismo utilizado por algumas espĂ©cies para se assemelharem a outras espĂ©cies, objetos ou elementos do ambiente, com o objetivo de obter vantagens evolutivas, como: Borboleta-monarca: imita a aparĂȘncia de uma borboleta venenosa para se proteger de predadores. CamaleĂŁo: muda de cor para se camuflar no ambiente. Lança-aranha: imita a aparĂȘncia de uma flor para atrair insetos que serĂŁo suas presas. Polvo-mimĂ©tico: imita a aparĂȘncia de outros animais, como peixes e cobras, para se proteger ou caçar. O mimetismo Ă© um fenĂŽmeno fascinante que demonstra a incrĂ­vel capacidade de adaptação dos seres vivos. ↩
  3. Annemarie Baronesa Conrad, “seu nome de solteira, desde pequena apaixonou-se pela natureza, inspirada pelo pai. Naturalmente entrou para a faculdade de agronomia, mesmo Hitler tentando fazer com que as “cabeças pensantes” desistissem de estudar. Ela nĂŁo sĂł era uma das raras mulheres na faculdade como tambĂ©m aquela que destacou-se por seu talento natural em compreender o invisĂ­vel: a vida microscĂłpica contida nos solos.” Por VirgĂ­nia Knabben. Um jatobĂĄ que tomba, centenĂĄrio. ↩
  4. “O engenheiro agrĂŽnomo atua em todas as etapas do processo de produção agrĂ­cola, desde o planejamento atĂ© o processamento e a comercialização de produtos de origem animal e vegetal, respeitando o manejo e uso sustentĂĄvel dos recursos naturais. É responsĂĄvel pelo ensino, pesquisa, transferĂȘncia de tecnologia e gerenciamento de atividades nas ĂĄreas de biotecnologia, agroindĂșstria, engenharia de biossistemas e economia agrĂ­cola, administração e sociologia.” Fonte: ESALQ. VĂ­deo/Fonte: Canal YouTube da PrĂł-Reitoria de Graduação(PRG), ↩
  5. USP lança centro de estudos voltado Ă  agricultura inovadora e sustentĂĄvel: “O objetivo do novo centro Ă© prover soluçÔes inovadoras e sustentĂĄveis para que o Brasil continue produzindo alimentos, fibra e energia, mas com uma menor emissĂŁo de gases do efeito estufa e maior sequestro de carbono.” Essa frase Ă© do professor Carlos Eduardo Cerri, coordenador do Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (Ccarbon), um dos quatro novos centros criados no inĂ­cio de março pela Reitoria da USP.  “Nossas atividades na agricultura e na indĂșstria, mas, principalmente, a queima de combustĂ­vel fĂłssil, em todos os setores, emitem gases de efeito estufa para a atmosfera, causando o que chamamos de aquecimento global”, explica. “Como se sabe, 70% das emissĂ”es globais desses gases sĂŁo do setor de queima de combustĂ­vel, da gasolina, do diesel e do carvĂŁo mineral. Globalmente falando, ainda, 20% vĂȘm da agricultura, da pecuĂĄria e dos desmatamentos”, enumera. Para o professor, Ă© preciso diminuir essa produção de carbono para a atmosfera, onde ele estĂĄ em excesso, com maior sequestro de carbono para o solo, onde ficarĂĄ na forma de matĂ©ria orgĂąnica, com benefĂ­cios para as plantas e o meio ambiente.”

    PrĂĄticas conservacionistas de manejo agrĂ­cola – “Como o Sistema de Plantio Direto (SPD), a adoção de plantas de cobertura, a rotação com leguminosas e o uso de inoculantes biolĂłgicos para minimizar aplicaçÔes de fertilizantes – tĂȘm sido promissoras, especialmente em regiĂ”es tropicais, pois resultam na melhoria das qualidades do solo e da ĂĄgua. Essas prĂĄticas contribuem para aumentar os estoques de carbono (C) e de nitrogĂȘnio (N), para reduzir a erosĂŁo do solo e a lixiviação do N-fertilizante e tambĂ©m para diminuir a contaminação das ĂĄguas subterrĂąneas com N. Os processos biolĂłgicos sĂŁo estimulados com a introdução de resĂ­duos vegetais e, se forem derivados da adubação verde com leguminosas, podem ser intensificados com consequente aumento no suprimento do N do solo, na produção de grĂŁos e na economia no uso de fertilizantes nitrogenados, o que resulta em menores custos de produção.” https://www.esalq.usp.br/. PrĂĄticas sustentĂĄveis aumentam estoques de C e N. Por: Siu Mui Tsai, Lucas William Mendes, AcĂĄcio A. Navarrete e Rodrigo G. Taketani. julho / dezembro de 2009. ↩
  6. e-Aulas Ă© um serviço aberto a todos: “1) Abordar os temas aplicados da ciĂȘncia do solo como uma continuidade do desenvolvimento conceitual de suas ĂĄreas bĂĄsicas (fĂ­sica, quĂ­mica, biologia do solo e pedologia); 2) Demonstrar e discutir as vantagens e restriçÔes das tecnologias de melhoramento funcional do solo considerando seu papel na produção agrĂ­cola, ciclo hidrolĂłgico e conservação de recursos naturais e genĂ©ticos; 1) Capacitar o aluno na elaboração de projetos de planejamento do uso da terra para fins agrĂ­colas e ambientais” Fonte: Dados da disciplina Instituição Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiro. “O e-Aulas Ă© um serviço aberto a todos. VocĂȘ nĂŁo precisa ser da comunidade USP para ter acesso Ă  maioria dos conteĂșdos publicados na plataforma. Entretanto, outra parte estĂĄ publicada sob condiçÔes restritas de acesso.Basta realizar seu cadastro e usufruir de facilidades como a organização de playlists, ferramentas de anotaçÔes, entre outras. E o melhor: o uso da plataforma Ă© totalmente gratuito! Uma vez logado, Ă© sĂł buscar por vĂ­deos de sua ĂĄrea de interesse. VĂĄ em Pesquisar vĂ­deos e se surpreenda com conteĂșdos das mais diversas ĂĄreas do conhecimento.” Tudo num clique! ↩
  7. No Ăąmbito do licenciamento ambiental, a recuperação de ĂĄreas degradadas assume papel crucial, exigindo expertise e conhecimento aprofundados. Neste vĂ­deo publicado em 26 de julho de 2022, a Dra. FlĂĄvia Peres, consultora ambiental e fundadora do Instituto GestĂŁo Verde (IGV), tece uma anĂĄlise abrangente e informativa sobre essa temĂĄtica. Com mais de duas dĂ©cadas de experiĂȘncia em licenciamento ambiental, especialmente nas ĂĄreas de mineração e energia, a Dra. Peres se destaca por sua expertise e capacidade de apresentar conceitos complexos de forma clara e acessĂ­vel.
    No vĂ­deo, ela discorre sobre as diferenças entre Recuperação, Restauração e Reabilitação de ĂĄreas degradadas, trazendo exemplos prĂĄticos e elucidativos. A Dra. Peres tambĂ©m apresenta o trabalho do IGV, uma instituição que combina consultoria ambiental e educação especializada, oferecendo soluçÔes inovadoras para a gestĂŁo ambiental. O canal do IGV no YouTube oferece uma sĂ©rie de vĂ­deos que abordam temas atuais e relevantes para o licenciamento ambiental, tornando-se um recurso valioso para profissionais da ĂĄrea e para o pĂșblico em geral.

    “Dra. FlĂĄvia Peres Ă© Diretora TĂ©cnica do Instituto GestĂŁo Verde, Doutora em Ecologia e Meio Ambiente (PhD), PĂłs doutorado em Restauração Ambiental. ReferĂȘncia TĂ©cnica em Meio Ambiente, com mais de 20 anos de experiĂȘncia em Consultoria, Licenciamento e GestĂŁo Ambiental. Professora e Coordenadora de PĂłs Graduação, pesquisadora e autora de diversos livros e artigos tĂ©cnicos e cientĂ­ficos na ĂĄrea ambiental.” Fonte: Linkedin. ↩
  8. Gisele Freitas Vilela: “Engenheiro AgrĂŽnomo pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), com mestrado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Lavras (1998) e doutorado em Agronomia (Fitotecnologia) pela Universidade Estadual Paulista JĂșlio de Mesquita Filho (2009). Atuou durante vĂĄrios anos em consultoria e certificação de produção agrĂ­cola nas ĂĄreas de sistemas orgĂąnicos, cultivo de cafĂ© e horticultura. Ingressou na Embrapa Soja em 2014 e trabalhou na UEP/Balsas no MaranhĂŁo como geneticista de plantas na ĂĄrea de melhoramento de soja atĂ© 2016. Atualmente Ă© pesquisadora do Grupo de GestĂŁo Territorial (GGTE) da Embrapa Territorial em Campinas/SP. Atua na ĂĄrea de anĂĄlise e gestĂŁo territorial de sistemas agrĂ­colas, recursos ambientais, agricultura sustentĂĄvel e agrogeologia.” ↩
  9. A Empresa Brasileira de Pesquisa AgropecuĂĄria (Embrapa), “sob a Ă©gide do MinistĂ©rio da Agricultura e PecuĂĄria do Brasil (MAPA), foi criada em 1973 para desenvolver a base tecnolĂłgica para um modelo genuinamente tropical de agricultura e pecuĂĄria. A iniciativa tem como missĂŁo proporcionar ao Brasil segurança alimentar e posição de liderança no mercado internacional de alimentos, fibras e energia.” ↩
  10. O BOKU “foi fundado em 1872. Nessa altura tĂ­nhamos 120 alunos, mas nenhuma estudante do sexo feminino, porque nĂŁo era permitido Ă s mulheres. Com o ano lectivo de 1919/20, foi aprovado por decreto que as mulheres eram “em princĂ­pio admitidas ” para BOKU como alunos regulares. 100 anos depois temos aproximadamente 12.500 alunos com uma proporção de mulheres o que representa 50% dos alunos inscritos. Vemos situação semelhante no que diz respeito ao nĂșmero de teses de doutorado concluĂ­das com 50% de mulheres doutoradas.

    HĂĄ ainda hĂĄ uma demanda acumulada por professoras (25%), mas a tendĂȘncia Ă© aumentar. Todos estes desenvolvimentos mostram claramente que a rĂĄpida ascensĂŁo da BOKU, de uma pequena universidade agrĂ­cola e florestal para uma moderna universidade de ciĂȘncias da vida, nĂŁo teria sido possĂ­vel sem as mulheres. Este caminho de sucesso deve ser continuado para tornar o BOKU “Apto para o Futuro”.”      Reitor Univ.Prof. DI Dr. Hubert Hasenauer”. Fonte: BOKU. ↩
  11. Ana Maria Primavesi entra para as Pioneiras da CiĂȘncia do CNPQ. “Nesta sexta edição, o CNPq divulga as histĂłrias inspiradoras de nove pesquisadoras em diversas ĂĄreas do conhecimento, por meio de verbetes. Esses textos contam as trajetĂłrias pessoais e acadĂȘmicas e permitem observar nĂŁo somente os resultados do sucesso de cada uma, como tambĂ©m os obstĂĄculos enfrentados no seu caminho.” Por: Gisele Freitas Vilela ↩
  12. A Universidade Rural de Viena Ă© conhecida hoje como Universidade de Recursos Naturais e CiĂȘncias da Vida de Viena (BOKU), em alemĂŁo, UniversitĂ€t fĂŒr Bodenkultur Wien. Esta universidade tem uma forte ĂȘnfase em ciĂȘncias agrĂ­colas, florestais e ambientais, e Ă© reconhecida internacionalmente por suas pesquisas e programas acadĂȘmicos nessas ĂĄreas. ↩
  13. “A Universidade Federal de Santa Maria Ă© uma instituição de ensino superior pĂșblica e federal brasileira, que fica em Santa Maria, no estado do Rio Grande do Sul. A UFSM tem sua sede na Cidade UniversitĂĄria Professor JosĂ© Mariano da Rocha Filho.” Assista ao Canal YouTube institucional da Universidade Federal da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). ↩
  14. Mokiti Okada (1882-1955) foi o precursor do modelo de produção agrĂ­cola chamado agricultura Natural, cujo o princĂ­pio Ă© atravĂ©s do profundo respeito Ă s leis da natureza produzir alimentos dotados de elevada energia vital e assim ajudar humanidade a construir um mundo ideal, isento de doença, da pobreza e do conflito. Por se tratar de uma cultura largamente cultivada e consumida no mundo todo, o milho (Zea mays L.) tem papel fundamental nessa construção. ↩
  15. A Associaçao de Agricultura OrgĂąnica (AAO),  “fundada em 1989 Ă© uma ONG que luta pela defesa da agricultura orgĂąnica, do comĂ©rcio direto e do consumo de alimentos orgĂąnicos. A instituição foi criada por engenheiros, agrĂŽnomos, produtores, jornalistas e  pesquisadores que praticavam a agricultura orgĂąnica e acreditavam na sua viabilidade socioeconĂŽmica e ambiental. Atuamos junto aos produtores, ao mercado e ao poder pĂșblico, buscando aumentar a oferta, a acessibilidade e garantindo a qualidade orgĂąnica”. ↩
  16. O One World Award (OWA) “foi criado pela Rapunzel Naturkost para homenagear pessoas e projetos que tornam o mundo um lugar melhor. O prĂ©mio promove atividades inovadoras em sustentabilidade ecolĂłgica, social e econĂŽmica e reconhece soluçÔes criativas e altamente eficazes para alcançar meios de subsistĂȘncia justos e proteção ambiental. Premiado a cada trĂȘs anos, o OWA incentiva o envolvimento em projetos que promovam um futuro habitĂĄvel e a construção de uma comunidade pacĂ­fica. IFOAM – Organics International faz parceria com Rapunzel Naturkost para o prĂȘmio One World. Somos um membro ativo do jĂșri do OWA e tambĂ©m participamos na seleção do Lifetime Achievement Award. O Lifetime Achievement Award Ă© um reconhecimento nĂŁo monetĂĄrio que homenageia indivĂ­duos que tiveram um impacto significativo e positivo no setor orgĂąnico ao longo de muitos anos.” ↩
  17. “Durante a Primeira Guerra Mundial, Johannes Görbing foi farmacĂȘutico do Estado-Maior. Em 1918 esta atividade levou-o tambĂ©m ao MĂ©dio Oriente. Imediatamente apĂłs o fim da guerra, ele começou a trabalhar no aumento dos rendimentos agrĂ­colas em Großborstel, a fim de neutralizar a difĂ­cil situação de abastecimento. Em 1925, a indĂșstria de fertilizantes e cal montou extensas instalaçÔes de teste na Tangsteder Straße, em Rellingen. Johannes Görbing testou os efeitos dos fertilizantes lĂĄ e finalmente mudou-se para Rellingen com sua famĂ­lia em 1926. Como especialista agrĂ­cola requisitado, ele passava nove meses por ano viajando para aconselhar os agricultores no final da dĂ©cada de 1920. Johannes Görbing morreu em 1946, aos 69 anos.” Fonte: Museu Pinneberg ↩
  18. Canal oficial da Globo Rural, uma publicação da Editora Globo. Programa: O agro de ponta a ponta. ↩
  19. Larissa Mies Bombardi: “Possui graduação em Geografia (Bacharelado e Licenciatura) pela Universidade de SĂŁo Paulo (1995) TĂ­tulo de Mestre em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de SĂŁo Paulo (2001, Bolsa CNPq) e TĂ­tulo de Doutor em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de SĂŁo Paulo (2005, Bolsa CNPq). PĂłs Doutorado – Geografia – Universidade Federal Fluminense – UFF , (2015, Bolsa CAPES). É professora doutora no Departamento de Geografia da Universidade de SĂŁo Paulo e no Programa de PĂłs-Graduação em Geografia Humana – USP.

    Tem experiĂȘncia na ĂĄrea de Geografia, com ĂȘnfase em Geografia Humana,e, especificamente, geografia agrĂĄria. Publicou em 2004 o livro “O Bairro Reforma AgrĂĄria e o Processo de Territorialização Camponesa”, pela Editora Annablume. Nos Ășltimos cinco anos tem se dedicado ao estudo do uso de agrotĂłxicos na agricultura brasileira e sua conexĂŁo com a mundialização do capital. Publicou em 2016 o “Pequeno Ensaio CartogrĂĄfico sobre o Uso de AgrotĂłxicos no Brasil”.

    Fez PĂłs-Doutorado na Universidade de Strathclyde – EscĂłcia, com Bolsa de Pesquisa no Exterior financiada pela FAPESP, desenvolvendo o Projeto de Pesquisa: “Brasil e UniĂŁo Europeia-A agricultura mundializada e a dialĂ©tica do uso de agrotĂłxicos: diferenças, restriçÔes e impactos das commodities brasileiras no mercado europeu”. Como resultado deste PĂłs-Doutorado publicou, em 2017, o Atlas “Geografia do Uso de AgrotĂłxicos no Brasil e ConexĂ”es com a UniĂŁo Europeia”. (Fonte: CurrĂ­culo Lattes).”

    Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre o(a) pesquisador(a):
    Los agrotóxicos en el tapete e Agrotóxicos na berlinda 

    MatĂ©ria(s) publicada(s) na AgĂȘncia FAPESP sobre o(a) pesquisador(a)
    Projeto para um Brasil Novo: Meio Ambiente 

    Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (20 total):
    1. O Globo: O que muda no campo (2023-11-30)
    2. O Globo online: Lei dos AgrotĂłxicos diminui rigor e deixa ministĂ©rios de Lula em lados opostos; veja itens polĂȘmicos (2023-11-30)
    2. Folha de S. Paulo: 30% dos ingredientes de agrotĂłxicos liberados neste ano sĂŁo barrados na UE (2019-09-19). Fonte: FAPESP ↩
  20. Desempenho de Cultivares e Anålise Bromatológica de Milho Sob Sistema Orgùnico de Produção. Autor: Guilherme Pozzato Francisco de Souza. Dissertação apresentada como requisito para
    obtenção do tĂ­tulo de Mestre em Agricultura Tropical e Subtropical, ĂĄrea de Concentração Área de Concentração em GenĂ©tica, Melhoramento Vegetal e Biotecnologia ↩
  21. Desempenho de Cultivares e Anålise Bromatológica de Milho Sob Sistema Orgùnico de Produção. Autor: Guilherme Pozzato Francisco de Souza. Dissertação apresentada como requisito para
    obtenção do tĂ­tulo de Mestre em Agricultura Tropical e Subtropical, ĂĄrea de Concentração Área de Concentração em GenĂ©tica, Melhoramento Vegetal e Biotecnologia ↩
  22. Desempenho de Cultivares e Anålise Bromatológica de Milho Sob Sistema Orgùnico de Produção. Autor: Guilherme Pozzato Francisco de Souza. Dissertação apresentada como requisito para
    obtenção do tĂ­tulo de Mestre em Agricultura Tropical e Subtropical, ĂĄrea de Concentração Área de Concentração em GenĂ©tica, Melhoramento Vegetal e Biotecnologia ↩
  23. A introdução do pastejo rotativo em qualquer parte da fazenda ou na fazenda inteira, sem consideração do terreno, da declividade e da fertilidade Ă© altamente prejudicial. Fonte: Planejamento do uso do solo dentro de uma propriedade. ↩
  24. O que Ă© o Tribunal Penal Internacional? Neste vĂ­deo introdutĂłrio vocĂȘ poderĂĄ entender quais foram os objetivos que levaram os Estados a concordar com a criação de um tribunal penal permanente com vocação para a universalidade. A juĂ­za Luz del Carmen Ibåñez explica as principais funçÔes da Corte, os casos em que pode exercer sua jurisdição e os princĂ­pios que regem seu mandato. VocĂȘ tambĂ©m conhecerĂĄ os ĂłrgĂŁos que compĂ”em o Tribunal e como ele funciona. Junte-se a nĂłs e descubra a importĂąncia do Tribunal Penal Internacional na luta contra a impunidade. vocĂȘ quer saber mais? Convidamos vocĂȘ a consultar a bibliografia sobre “A jurisdição do TPI” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” da CCI, disponĂ­vel em: https://www.icc-cpi.int/get-involved/… item.aspx?section=ICL-part1-s15. ↩
  25. O Tribunal Penal Internacional investiga, processa e, em Ășltima anĂĄlise, condena pessoas pelos crimes internacionais mais graves, incluindo o crime de genocĂ­dio. Nesta apresentação, Magali Bobbio, Diretora JurĂ­dica Adjunta do TPI, explica o que Ă© o “crime dos crimes”, seu contexto histĂłrico e normativo, bem como os comportamentos e meios regulados pelo Estatuto de Roma para a sua perpetração. Junte-se a nĂłs e descubra a importĂąncia do Tribunal Penal Internacional na busca por justiça para as vĂ­timas. Ficou interessado em saber um pouco mais? Convidamos vocĂȘ a revisar a bibliografia sobre “O crime de genocĂ­dio” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” do TPI disponĂ­vel em: https://www.icc-cpi.int/ envolver-se /… . ↩
  26. Os crimes contra a humanidade sĂŁo abusos generalizados e sistemĂĄticos que afectam a humanidade como um todo, tornando-os um dos crimes mais graves e significativos para a comunidade internacional. Juan Pablo CalderĂłn Meza, Diretor JurĂ­dico Adjunto do TPI, explica como esses crimes sĂŁo cometidos, quais caracterĂ­sticas os definem e que tipo de conduta pode levar ao seu cometimento. Junte-se a nĂłs e descubra a importĂąncia do Tribunal Penal Internacional na busca por justiça para as vĂ­timas. Ficou interessado em saber um pouco mais? Convidamos vocĂȘ a revisar a bibliografia sobre “Crimes contra a humanidade” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” do TPI disponĂ­vel em: https://www.icc-cpi.int/get – envolvido/… ↩
  27. Nesta apresentação, Enrique Carnero, Diretor JurĂ­dico do TPI, apresenta o crime de agressĂŁo, incluĂ­do no Estatuto de Roma desde 2010 com as alteraçÔes de Kampala. Com base no seu contexto histĂłrico, vocĂȘ descobrirĂĄ a relação entre este crime e os atos de agressĂŁo, bem como as condiçÔes especĂ­ficas sob as quais o TPI pode exercer a sua jurisdição para investigar, processar e punir os responsĂĄveis. Junte-se a nĂłs e conheça o trabalho do Tribunal Penal Internacional na busca por uma paz estĂĄvel e duradoura. Ficou interessado em saber um pouco mais? Convidamos vocĂȘ a revisar a bibliografia sobre “O crime de agressĂŁo” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” do TPI disponĂ­vel em: https://www.icc-cpi.int/ envolver-se /… ↩
  28. Neste vĂ­deo, Ania Salinas, Diretora JurĂ­dica Adjunta do TPI, explica os comportamentos especĂ­ficos que se qualificam como crimes de guerra, as normas internacionais que tentaram limitar os meios e mĂ©todos de combate em conflitos armados internos e internacionais, e como foram cristalizadas no Estatuto de Roma para determinar a responsabilidade dos autores. Junte-se a nĂłs e descubra o papel do Tribunal Penal Internacional na prevenção de crimes internacionais. Ficou interessado em saber um pouco mais? Convidamos vocĂȘ a revisar a bibliografia sobre “Crimes de Guerra” que faz parte do “Curso Modelo sobre Direito Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional” do TPI disponĂ­vel em: https://www.icc-cpi.int/get- envolvido /… ↩
  29. Jojo Mehta “foi cofundador do Stop Ecocide em 2017, ao lado da advogada e pioneira jurĂ­dica Polly Higgins , para apoiar o estabelecimento do ecocĂ­dio como crime no Tribunal Penal Internacional. Como CEO e porta-voz principal, ela supervisionou o notĂĄvel crescimento do movimento enquanto coordenava os desenvolvimentos jurĂ­dicos, a tração diplomĂĄtica e a narrativa pĂșblica. Ela Ă© presidente da instituição de caridade Stop Ecocide Foundation e organizadora do Painel de Especialistas Independentes para a Definição Legal de EcocĂ­dio, presidido por Philippe Sands QC e Dior Fall Sow. A definição resultante, lançada em Junho de 2021, catalisou Desenvolvimentos legislativos, recomendaçÔes e resoluçÔes a nĂ­vel nacional, regional e internacional.” ↩
  30. Philippe Sands KC “Ă© Professor de CompreensĂŁo PĂșblica do Direito na Faculdade de Direito da University College London e Professor Visitante de Direito na Harvard Law School. Ele Ă© advogado em 11 King’s Bench Walk (11KBW) e atua como advogado perante a Corte Internacional de Justiça e outros tribunais e cortes internacionais. Ele atua como ĂĄrbitro em disputas internacionais de investimentos e no Tribunal Arbitral do Esporte.” Fonte: Universidade de Harvard   ↩
  31. Dior Fall Sow “foi a primeira mulher no Senegal, nomeada Procuradora da RepĂșblica no Tribunal de Primeira InstĂąncia de Saint-Louis em 1976. Sem hesitar em deixar Dakar, foi a primeira mulher a mudar-se para a regiĂŁo de St Louis como juiz de instrução, em 1971, e entre as seis pessoas designadas a Saint-Louis como posto de serviço. Sua impressionante Ă©tica de trabalho foi percebida como um sĂ­mbolo da capacidade das mulheres de exercer a profissĂŁo jurĂ­dica. Em seus primeiros dias em St Louis, ela ocasionalmente era obrigada a atuar como promotora quando esta estava fora da cidade. Portanto, quando o promotor foi destacado para outra ĂĄrea, ele sugeriu o nome dela como sua sucessora como promotora no gabinete de St. Louis. Assim, em 1976, Dior Fall Sow tornou-se a primeira mulher promotora no Senegal. Ela estava plenamente consciente dos aspectos desafiadores do cargo e de como seu sucesso no mesmo abriria portas semelhantes para outras mulheres.” Fonte: Instituto para Mulheres Africanas no Direito © Todos os direitos reservados.  ↩
  32. Andrew Harding “Ă© um jornalista e escritor britĂąnico. Ele tem vivido e trabalhado no exterior como correspondente estrangeiro nas Ășltimas 3 dĂ©cadas. Desde 1994 ele trabalha para a BBC News. Andrew ganhou vĂĄrios prĂȘmios por seu jornalismo e redação. Em 2014, a sua cobertura da guerra na RepĂșblica Centro-Africana ganhou um Emmy em Nova Iorque. “These Are Not Gentle People” ganhou o principal prĂȘmio literĂĄrio da África do Sul – o prĂȘmio de nĂŁo-ficção Alan Paton do Sunday Times. O livro tambĂ©m foi selecionado para o prestigiado prĂȘmio criminal “Golden Dagger” do Reino Unido, enquanto a sĂ©rie de rĂĄdio da BBC com a mesma histĂłria, Blood Lands, ganhou o principal prĂȘmio de rĂĄdio da Europa, um “Prix Europa”, em 2021. A reportagem de Andrew da BirmĂąnia ganhou um PrĂȘmio da Anistia de Direitos Humanos em 2006. Em 2004, ele ganhou uma parte do PrĂȘmio Peabody pela cobertura da BBC sobre Darfur, e seu trabalho no norte de Uganda lhe rendeu o PrĂȘmio BritĂąnico de Imprensa Estrangeira e o PrĂȘmio Bayeux por Reportagem de Guerra.” Fonte/Site Oficial: Andrew Harding  ↩

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